domingo, 7 de novembro de 2010

PENSANDO DIFERENTE NA MAÇONARIA*

PENSANDO DIFERENTE NA MAÇONARIA*



Meu Irmão,


Você e hum Convidado Fazer e nao UMA Pensar nd Maçonaria. Este e Um dos Motivos de Atraso intelectual e pequeno Avanço Vivenciando estamso Que VOCÊ DEVE e institucional Parágrafo soar Como familiar, inclusive Pelo Que nao ocorre Ambiente de Trabalho em Geral, Mas nao Fique irritado Nervoso OU, SE DEPOIS de Ouvi-la Serviços UO receber Pelos conclamado NAS ASSEMBLEIAS OU UM GURUS de Incentivo para Todos Pela trabalhar UMA AÇÃO, INOVAÇÃO E NOVAS IDEIAS Por.


tentar influenciar o E OUTRAS COM Intenções, Para quê continuar 'Tudo estabele Como. Ou SEJA, O ATO DE Pensar, Despertar DA SINGULARIDADE E CONSIDERADO PREJUDICIAL PARA A MANUTENÇÃO DO "STATUS QUO" MAÇÔNICO.


Dim o Efeito massificação MAÇÔNICA. Afinal, nada desagrada Mais AO HOMEM COMUM, superiores qualidades Que Fazer SEM ver o triunfo dos indivíduos ousados, capazes de se destacarem SEUS Socialmente Por méritos Pessoais.


Talvez, PORQUE OS SEMEADORES - LÍDERES ISSO Abertamente Sobre falam e Disso, combatidos Pelo São pelotão do Meio, e Quem Média nd ESTA, nao Influencia. Ser Médio Hoje Invisível Serviços e corporativamente. QUALQUÉR departamento de RH SABE Disso, Por ISSO Tanto empenho nsa Treinamentos, faculdades Corporativas, etc, etc


"O TALENTO e O FANTASMA MAIOR PARA A MEDIOCRIDADE". Em A Rebelião Massas DAS, ORTEGA Y Gasset, Diz: "A caracteristica DO MOMENTO QUE ALMA e vulgar, vulgar Sabendo E QUE, TEM A CORAGEM DE DIREITO DA AFIRMAR O VULGARIDADE EO IMPÕE EM TODA PARTE ".


O Seria "MAÇÔNICO FILISTEU", AQUELE QUE SE SATISFAZ PLENAMENTE COM O COTIDIANO DA LOJA, SESSÕES COM ROTINEIRAS REPETITIVAS E, pacatas CONFORTÁVEIS E NAO AO Pensar.


Pensar DIFERENTE SE FAZ necessario. Pensar DIFERENTE e comprometimento MAÇÔNICO.


E NÓS NA Maçonaria, Ainda nao temos UMA TV OU UM ENSINO a Distância, NEM UMA Faculdade Corporativa, Simplesmente Diferente Por Medo de Pensar e Estar de ACORDO com o novo.


O Parece Que maneiro e maçônico nao paradoxal Universo, e Mais Que Nada faz reflexo de UMA Cultura Utilitária e quantificadora. Por ISSO, A Mais Damos valor INICIAÇÃO Fazer Exaltação à Que, viramos Fábrica de aprendizes, Como Rito de Passagem, Em Vez de formadora de MESTRE. Que OBJETIVO Seu e-mail. Transformação Via do Homem Novo no Velho, OU SEJA, em maçom.


Precisamos Sair da Zona de Conforto, paragrafo livrar-SOE do conformismo reinante maçônico, de Seres obedientes, paragrafo COMUNIDADE de Seres pensantes e Úteis. N. n º capacitando era ESTA UMA Complexidade Atual e de Incerteza Mundial. atitude E COMBINAR Possível de Filosofo, Aquele Que PENSA, COM UM TECNOCRATA Fazer de RITUAL. executores DOS, dos realizam Que, muitas das Vezes SEM o sabre Para quê? Mas Fazer o , no Momento Certo FAZ Necessário se, afinal UMA Sessão Magna precisamos saber Fazer,
Mas Pensar com o MEC. Consciência Sem o RITUAL vira Automático Sentido e MEV, alias Como ESTAMOS Hoje, nao?


Degradação Nesta cultural, promovida Pelo nivelamento vulgar das qualidades maçônicas, Vivemos soluço o jugo da "Ditadura e massificação DA ESCRAVIZAÇÃO PELO ritual", qua nd se dilui TODO Destaque Pessoal, todo Brilho singular e TODO o Pensamento diverso.


"O HOMEM (maçom) HOJE ESTA CADA VEZ MAIS E MASSIFICADO resignado, o Filosofo Ortega Y Gasset JÁ falava Nisso, em O Homem-Massa".


Mas, pensar sabre Não É Fácil, rodeados daqueles Que JA ESTAMOS pensam Que Que hum Maçonaria, e praticar o ritual do Pará, esquecendo O Melhor Que o ritual Pensar e Reto. Ter RETIDÃO DE Intenção OU SEM RESERVA o MENTAL. Mas, ISSO Demanda postural Ética e Estudo. Aliás, O Que E a maçônica PROPOSTA. Precisamos Acordar Para ela, e deixarmos Nosso viés IGREJEIRO. Ou SEJA, SEM avaliativo Espírito.


Tal, nao Argumento de Pensar e Fazer o in Nosso Meio, OU SEJA, ESTAMOS Aqui Pará praticar rituais, e nao compreender o Rito. Por Exemplo: comportar-se à Regra do Segundo faca e nao se pense, MANTER E e uma objetividade, de modo a, UMA eficência. Mas, uma Maçonaria Precisa de Eficácia. Ideologia Esta, reduz Que hum UMA Lógica Que confude com "competência" utilitarismo maçônica ", servem Hoje? Eficiente e Eficaz UO? COMO TORNAR FELIZ A HUMANIDADE SE SOMOS BUROCRÁTICOS? Ou MASSIFICADOS ?


Pensar DIFERENTE VALORES ATUAIS e TER.


VALORES: O Líder DEVE respeitar o Outro, permitindo Que aflore O Que de Melhor oferecer Temperatura UMA, alem de sabre AIS Ética e sustentabilidade AO Negócio e Gerar Percepção de Benefício coletivo. Crenças e Ações SUAS se baseiam em Valores Universais São transparentes e, autênticas e coerentes


Sem dúvida, Hoje ESTAMOS NA UMA Busca de Segurança. evitar Pará UMA Incerteza e talvez UMA Chamada de Atenção, Que OS n. SaBios Seria Correção de Rumo, paragrafo NÓS MACONS e gostarmos de o Seguir o RITUAL, o MANUAL, das Melhores Práticas, Feitos OS daqueles Amigos Pelos topo nao, estao semper Certos Que, par Que nao termos Pensar. EXECUTA-SE!


Que Deixam de perceber Como Ditas Geral de Ações Melhores Práticas São repetitivas Que nao produzem Inovação, cansaço Tão, Tão entrarem sessões Fazendo Uma Noite Dentro. Mas, o ESTA nao livrinho! Sem OBJETIVO softwares Antigos de Mudança, interior Muito Menos.


ESPIRITUALIZAÇÃO MAÇÔNCIA e INTANGÍVEL. Assim como a, e nao o tempo de Sessão Que vai Modificar o maçom.


Um Exemplo: quando UMA grande comitiva Chega, pega o ritual UO manual, e nao Como se propõe Pensar Diferente hum, trata-fazeres TODAS e As Lojas, sabor SEM Como pasteurizado Algoritmo, MASSIFICADO. Fazendo Todos UMA MESMA Coisa, desconsiderando Como peculiariades Barra Mansa, do Grupo de CADA, loja CADA e Sua Própria Egrégora. inclusiva uniformizar Tentam, Como se fossemos jardim de infância. hum Ou Quartel Pela Ordem Unida, COM TODO Respeito EAo Militares. JA ESSE Passou tempo. Nao Levando em Consideração Onde SE ESTA , impondo Procedimentos. ULTRAPASSADA E UMA VISÃO. Hoje em dia com Absurdos, Como deslocar o V:. M:. OS Trabalhos Abre Que fazer da loja Eixo e assumir o Seu Lugar, comandar UMA SEM Sessão, SUA Colocando à Direita e à Esquerda nao, quando o VM Passa o Malhete Deverià Serviços Como, Ainda Que Acar e hum LÓGICA LINEAR-CARTESIANA (A QUE COMPREENDE O TODO Pelas PARTES QUE COMPÕEM O), Serviços desenvolvi UMA Conta Única em serviços hum levada. Precisamos Valorizar UMA intuição, Como Meio de Conhecimento e Fonte de Criatividade e Inovação. Hoje 2 mais 2, São semper NEM 4, OU SEJA, Como Variáveis OUTRAS EO Influência São dez Observador nao Resultado de experimento - Seria entao UMA Maçonaria Quantica?


E nao se Dão Conta Que hum Eficiência do Método, ultrapassado nao produz Inovação, Motivação NEM Melhores abstenções e RESULTADOS.


Mais ESTAMOS CADA Vez, Falando Aquilo Que nao propiciamos e praticamos, se nao vejamos: ESTAMOS favorecendo o Comum, Visto Que, Uma Estrutura maçônica nao pretende favorecer o Desenvolvimento da exceção. Falar de atuarem de Homens Escolhidos Seu seio los, Mas Brinda o Comum , o resignado. Nao e Estranho vermos UMA Instituição maçônica Como hum Instrumento promotor de estagnação das Forças Criativas e Inovadoras do maçom. Nivela Por Baixo e ilude com Possível Amanhã hum, Que Nunca Chega de Construtores Sociais.


Você e DIFERENTE, MEU IRMAOS, MAS ESPERA QUE NAO E DO GRAU ter, ISSO NAO DA Maçonaria e FUNÇÃO, OU SEJA MANTENHA-SE OBEDIENTE E DE Preferencia SUBMISSO. O GURU Aguarde!


O Pensar DIFERENTE, lev-NOS à Reflexão de Que Como construimos nsa Armadilhas aprisionam Que hum atitudes conformistas e simplificadoras. Ainda ESTAMOS NA CAVERNA? O MITO DA CAVERNA DE PLATÃO - nao trabalhadas Sombras Ou nd maçõncia Trajetória? O tal "SEMPRE FOI ASSIM" , o Irmão e FULANDO Que SABE, ISSO e com o Irmão Beltrano, etc E ASSIM, EM Vez de termos UMA LOJA MAÇÔNICA, temos UMA LOJA DO IRMÃO TAL. O dono de Loja. O traje e OSU Fazer Fulano e se o beltrano Falou tá falado. Que aqueles Achando Que procuram, estudam e pesquisam São contrários UO nao entenderam UMA ORDEM.
Nao, nao entenderam FOI UMA Desordem Que intelectual cessos donos de feudos com causam o Atraso mental. ISSO SIM!


O Pensar DIFERENTE, ESTA Muito Próximo dos SEMEADORES - líderes, Por Que UMA VISÃO DA Holística Maçonaria, São Inovadores, Criativos e EFICAZES. De Vanguarda. OUSAM. Rompem COM UM VIGENTE LIMITAÇÃO DA CULTURA. Veem Conhecimento Como Utilidade e valor Como, quando se ESSE Torna in Algoritmo Transformador. A tal Informação privilegiada, alguns Que Ordem nd Prezam, era ISSO JA, sabem Que QUALQUÉR MAS UMA USADA Errado Dá prejuízo para Todos.


A internet horizontalizou o Conhecimento e QUALQUÉR hum Tema QUALQUÉR Acessa QUALQUÉR Ritmo um. A Maçonaria NAO SE DEU Conta Disso Ainda.


O Que Pensar DIFERENTE SABE O Segredo maçônico nao São OS SINAIS, Toques e Palavras, Que estao espalhados NAS Livrarias, Revistas e internet, MAS OS Problemas comportamentais de Irmãos, no TEMPLO corrigidos Que precisam ser. E possam Sair condições Que Fazer no Templo de servirem de Exemplo, Correção epidêmico. Precisa-se da Visão de Filosofo Parágrafo compreender UMA atualidade. SO OS Valores de São intangíveis agregam Que nao e indumentárias bordadas Coloridas Bem E.


Agregar Passa PELO LÍDER Ético, EXEMPLAR E SERVIDOR.


"Ética com importãncia Transparência Ganha. Softwares antigos Passado, podiam Líderes Agir de MoDo nao Ético percebidos Serém MEV. Com Informação amplamente disseminada nd nd Internet, e SUA Ação Pública"
Dave Ulrich


O LÍDER DA ADEPTO massificação e MAÇÔNICO PREJUÍZO UM.


COM UMA e Visão Diferente, Que hum hum Pensar Diferente chegamos Complexidade. Aquela Que Leva em Conta o Ser Humano, o maçom. Toda E a hum Elemento inerente ambiguidade, Serviços humanocracia, Ser maçom. Nao ESTAMOS tendão ERROS na NOVOS Maçonaria. admitimos Nao paternalismo e autoritarismo Por ERROS.
Dos Outros, A e Claro.
Mas, eu nao Erro, Não É ASSIM?
Mas, São cessos Erros Que levam adiante nn.
ERROS LEVAM À Compreensão.


COMO NUMA ESCOLA iniciática Não É PERMITIDO PARA DUVIDAR CHEGARMOS A VERDADE?
ELE ESTA PRONTA, É ESSA, MAS EA SUA EA MINHA VERDADE?


TODA VERDADE E NAO UMA DETERMINADA Relativa A ÉPOCA?


NOSSO ESPELHO RETROVISOR ESTA MAIOR QUE O PARABRISA, POR ISSO A INTOLERÂNCIA EO RANCO AUTORITÁRIO VIGENTE. massificação EA. E tambem eh Resistencia DIFERENTE AO Pensar.


Pensar DIFERENTE NAO HA, ASSIM UNANIMIDADE, QUE PARA NELSON RODRIGUES Escritor e CONSIDERADA Burra!


Pensar DIFERENTE SE FAZ necessario. Pensar DIFERENTE e comprometimento MAÇÔNICO.




A Falta de Consciência maçônica Sobre ESSE Fato Causa de UMA Ilusão Que Possível e suprimir UMA Complexidade da Natureza do maçom, do Ser Humano, Poder Parágrafo DOMINA-LO. Racionalizar A Ordem da Perfeição e Agir Como UMA Que raposa desdenha das uvas verdes estejam Por Acreditar que. Ou SEJA, NAO E DO GRAU TEU! JA ouvimos ISSO, nao? O MESTRE QUE NAO PENSA DIFERENTE, NAO CONSEGUE VER O AMADURECIMENTO DO COMPANHEIRO OU APRENDIZ ". E Ai Se apega EAo Interstícios.
Cumpre carnê!


Esquecemo-nsa Fazer Esquecer Que convém e ncvs lembramos ASSIM Como convém Que Lembrar. Por hum ISSO Ortodoxia, a AUTORIDADE, a Monarquia e carbonetos Vista com Olhos: ELA UMA NSA proporciona de Ilusão Que POUCO OU NADA mudará - ZONA DE CONFORTO - O Que Alivia A Nossa insegurança. Insegurança da Falta de Leitura, da Pesquisa, do SERVIR, etc Da Falta de Autonomia ensinamento cessos dos Irmãos ILUMINISTAS.


Pensar DIFERENTE e lidar com o INTANGÍVEL.


Segundo ORTEGA Y Gasset: "Viver e SENTIR-SE Fatalmente Forcado A EXERCER A Liberdade, de Decidir O QUE VAMOS SER NESTE MUNDO". nd Ou Maçonaria.


Um, porém Maçonaria na SUA cultura, estaria voltada Mais Parágrafo enxergar apenas o Sólido EO concreto, OU Tudo Que Mensurado Serviços PoDE. Por ISSO Às EGRÉGORAS FRACAS, sintonizados nao ESTAMOS. Uns AM e FM em outros. hum hum Joe Cada par Lado . E o Pensar DIFERENTE, IR AO intangível, ir Complexo Sistema hum hum, nao Pela Elementos numero de, MAS Possíveis Conexões Pelas, Conforme a WEB. CADA UM NÚMERO Vez Mais Maior de Entre enguias Conexões e Os temas Necessários Parágrafo UMA Compreensão Holística DA Maçonaria.


UMA VISÃO Holística BRINDA O maçom E NAO A Burocracia. POR ISSO, VEMOS UMA GRANDE SEM NENHUMA AÇÃO Movimentação Benefício EM SEU.


"PODEMOS Dizer Que hum Nobreza e sinónimo de Vida dedicada, semper disposta UMA SUPERAR UM SI MESMA, transcender UM JÁ Que fazer e n. O Que se propõe Como Dever e exigência".


Relatórios geridos de forma burocráticas, SEM Cruzamento de Dados, nao geram Conhecimento. UM FAZ UMA Interação Inteligência, e ISSO e intangível, ISSO e Pensar DIFERENTE. ESTAMOS indo contraria in Direção, nao interagimos loja em, Achamos Que Históricos aprendizes com Relevantes, hum voltametricamente Crianças Serviços NA LOJA. NAO SABEM ANDAR, NEM Pensar. Simbólico e ISSO, MAS NAO Por sabermos Pensar DIFERENTE levamos de Volta ao JARDIM DE INFANCIA E mistificamos A Ordem, com Falsas Ilusões da incultura. instrucoes Como LER Devemos fazer Grau de Aprendiz Novamente Parágrafo vermos se nao ESTAMOS ASSIM?


Pensar DIFERENTE, e ver Como nao Necessidades de colocação Mercado de Trabalho do maçom e familiares de SEUs.
Pensar DIFERENTE, e ver Como Necessidades de Atendimento de Saúde, Hoje Tão escasso em Nosso Meio, tal o numero de Irmãos SEM Plano de Saúde.
Pensar DIFERENTE, Serviços e Social, Fazer e Transparente UM BALANÇO SOCIAL e ver o Que Fazendo SERVIR ESTAMOS, ficarmos OU Melhor e em ilusoriamente TEMPLO Falando de Virtudes estéreis SEM UMA AÇÃO DEVIDA?
Pensar DIFERENTE, Fazer e sessões em Ambientes de cultura, museus Como, Livrarias, afinal Sessão maçônica Não É Tão TEMPLO pol


"Pensar e DIFERENTE PARA DAR CONDIÇÕES EM QUE O maçom LOJA E NAO SEJA HOMEM Filosofo MASSA".


O MODELO Prega MAÇÔNICO HOJE, NAO UMA IDEIA DE DESTAQUE maçom, MAS O maçom INSERE NA massificação ORGANICA AO FAZER SEGUIR OS PRECEITOS DE UMA Tendência HOMOGÊNEA E DITADA. SEMPRE FOI ASSIM!


Levando AO MEDO DO PECADO MORTAL, O Chefe SE FALA E LEI. SE O ERRO PERPETUANDO, ACHANDO-SE QUE e ACERTO. SÓ QUEM PENSA DIFERENTE PoDE SEM FAZER RESERVA MENTAL, COM RETIDÃO DE UMA AUTOCRÍTICA Intenção MAÇÔNICA, HOJE TÃO necessaria.


AFINAL, So Pensando DIFERENTE PODEREMOS FAZER UMA MELHOR QUE RECEBEMOS Maçonaria DAQUELA.


E se nao existisse hum Maçonaria Que Falta Faria?


VOCÊ E MEU IRMÃO, COMO ESTA Pensando À Maçonaria?


DIFERENTE?


Fraternalmente.


Pare de Observar, Fazer UMA COMECE.
SEMPRE MELHOR E DEPOIS FAZER PARA ENSINAR, ENSINAR DO QUE NUNCA SEM FAZER SEMPRE.


Ir:. Carlos Augusto G. Pereira da Silva
EX:. V:. M:. Obreiros LOJA DE SÃO JOÃO N º 42
PORTO ALEGRE - RS.


* Pensando DIFERENTE - Pare com radar de laser hum Complexidade, a EA Incerteza Ilusão-Ed. ATLAS
Autor Humberto Mariotti - Professor da Business School São Paulo
Por EDISON PINTO DE ALMEIDA - VALOR ECONÔMICO


* Admirável GADO NOVO - O Advento DO HOMEM-MASSA
Renato Nunes Bittencourt Professor e Filosofo de Comunicação Social da Faculdade CCAA
Revista FILOSOFIA-Ed. Escala.


* José Ortega Y Gasset - A Rebelião DAS Massas. - Ed. Fontes Martins.


Fonte:
Fundado em 31 de Maio de 2006 - Ano V
Rio de Janeiro - RJ - Brasil

sábado, 30 de outubro de 2010

O PAPEL DO MESTRE DE CERIMÔNIAS

com Gilda Fleury Meirelles

Nascido em tempos remotos, a figura do Mestre de Cerimônias se confunde com a história do cerimonial.

Rituais, cerimônias faziam parte da rotina do homem primitivo. Temor ao desconhecido, necessidade de acreditar em algo, solidão, disputa pelo poder, tudo se transformava em cerimônias de adoração, de oferta.

Nobres à frente, súditos atrás, assessores ao lado, o anunciador dessas solenidades estava sempre em destaque. Era o início da figura do Mestre de Cerimônias.

Encontramos sua presença entre os gregos, três mil anos a.C., anunciando as fases das reuniões que aconteciam nos anfiteatros. Mil anos a.C., a China e o Japão utilizavam o Mestre de Cerimônias, para a narração dos torneios de arco e flecha. Já nessa época, ele utilizava a força e ritmo da voz para destacar as equipes mais importantes, calcado num conceito de poder e nobreza.

Na Roma antiga, ele surge na figura do chefe dos trombeteiros que, sobre seu cavalo, após o toque das trombetas, anunciava a passagem do Imperador ou as medidas reais como aumento de taxas, maior submissão, proibições e sanções.

Em nossa era, ele aparece na figura do arauto. Vestido de acordo com os costumes da época, anunciava a entrada dos convidados em festas da nobreza batendo três vezes um bastão sobre um batente, produzindo um som alto e seco.

Assim, foi se firmando a figura do Mestre de Cerimônias. Sempre em posição de destaque, iniciando e conduzindo as fases de uma solenidade, hoje diríamos que é uma das pessoas mais importantes para a implantação de um evento, pois a partir de sua presença "as coisas começam a acontecer".

Em hipótese nenhuma estamos desprezando os outros integrantes da organização de um evento - o coordenador do cerimonial, as recepcionistas, os operadores de equipamentos específicos, tradutores, manobristas, pessoal de serviços gerais. Cada um tem sua função específica na organização do evento.

Por isso, o Mestre de Cerimônias não deve ser confundido com o Chefe do Cerimonial . E isso é o que vemos sempre, resultando num acúmulo de funções para este último e comprometendo o sucesso do empreendimento.

O Chefe do Cerimonial ou Coordenador de Eventos é responsável pelo planejamento, coordenação e organização do evento, em todas as suas fases, além do protocolo de implantação com as precedências e tratamentos de acordo com a legislação específica, planejando o roteiro da solenidade.

Neste momento, entra o Mestre de Cerimônias que, a partir desse roteiro, produzirá o script final, anunciando as fases do evento.

É impossível para o Chefe do Cerimonial ser o Mestre de Cerimônias, pois o primeiro tem tantos detalhes para verificar que necessitaria, volta e meia, sair da tribuna para resolver os percalços que acontecem durante um evento. Esse corre-corre resultaria em uma ansiedade natural, comprometendo a fase mais bela do evento: a sua implantação.

Quem deve ser o Mestre de Cerimônias? Quais características precisa ter?
Precisa de conhecimento, treinamento e aperfeiçoamento de sua função; necessita saber o que faz, como sair de imprevistos, como se dirigir e conquistar a platéia, sem aparecer. Sim, sem aparecer, porque mesmo conduzindo o acontecimento, existem os anfitriões, os convidados especiais, os conferencistas e a platéia. São esses os donos do evento.

Vaidade, prepotência e arrogância não fazem parte da função do Mestre de Cerimônias. Também humildade excessiva, timidez, medo do público e pânico não combinam com ele.

Diz o estudo da oratória que para o bom orador "não adianta apenas falar com elegância, é preciso persuadir e convencer". E conta ainda que, "a diferença entre os dois maiores oradores que o mundo conheceu, Demóstenes e Cícero (Roma, ano 106 a.C.); quando Cícero discursava o povo exclamava: 'Que maravilha', e quando Demóstenes falava, o povo seguia em marcha.

É isso que o bom Mestre de Cerimônias precisa ter: determinação e entusiasmo, que convençam a platéia que está apresentando aquilo que corresponde às suas expectativas, complementados por clareza e objetividade, utilizando acima de tudo, aquilo que temos de mais forte: o dom da palavra.


 
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

REFLEXÕES AO PÁLIO

Irm Erly de A. Castro

O tema merece comentários úteis a todos os maçons. Temos como primeira premissa o entendimento de que somente Mestres Fazem parte do cortejo e formação do Pálio, devidamente revestidos de suas insígnias e munidos de suas ferramentas.

Dentro da simbologia maçônica, Mestre é aquele que não guarda para si, mas procura repassar a todos os seus conhecimentos, pois já superou as iniciações regulamentares e, de mente livre, conseguiu captar a sublime beleza da nossa simbologia, ora representada pelos doze instrumentos guardados no interior das colunas, através da meditação, da harmonização e da intuição, passando a ser conhecido e chamado por Irmão Bom-Senso.
Dá morada à amizade, ao desinteresse, à harmonia e à confiança, como também à fraternidade e ao respeito, em louvor à caridade na convivência com o amor e o bem, pois a paciência lhe confere sonhos maravilhosos com o futuro e o compele a conviver com a paz e a ventura, que dependem da providência, aliada ao ideal e esperança sem se olvidar da vigilância. Sendo Mestre, abrem-se-lhe várias portas e dependerá dele não apenas se apresentar aos cargos que poderão ser-lhes deferidos, mas demonstrar o interesse e a disposição para os executar, pois somente assim, com o passar do tempo e das colheitas reconhecidamente positivas é que poderá continuar sonhando e galgando fronteiras maiores.
Entre estas fronteiras destaco, a princípio, o cargo de Mestre de Cerimônias, para início das reflexões.
De Cerimônias porque compete a ele não apenas a recepção e encaminhamento dos irmãos ou profanos, aos seus lugares, quando lhes forem conferidas estas faculdades, como também e principalmente, a preparação do cerimonial, aferindo a mais perfeita composição do Orbe Terrestre, com reflexos no Orbe Universal, propiciando assim o início das atividades, com a sagração do Templo.
É, pois, o Mestre de Cerimônias o introdutor afável dos obreiros e visitantes, e tem por instrumento, em virtude do respeito e imponência do seu cargo, "um Cajado evocando a posição de um pastor e condutor de rebanhos", e como jóia uma Régua. Deve-se manter sempre atento à execução das ordens do Venerável Mestre, para que a liturgia se processe eficientemente, sendo, portanto, um verdadeiro diplomata que dispõe e livre circulação para o pleno exercício de suas funções.
Exerce o Mestre de Cerimônias salutares influências na movimentação de todo o Orbe Maçônico, vez que representa ele o planeta Mercúrio, o Deus veloz e astuto; circulando pelo Templo, como elemento de ligação, imita ele o planeta que mais rapidamente circula em torno do Sol.
Corresponde a Hermes - "Mercúrio dos Romanos", mensageiro dos deuses olímpicos, já que é o mensageiro dos dirigentes da Loja e, portanto, figura potencial do "Gênio" que demonstrará o mais perfeito e completo conhecimento do formalismo maçônico.
Coadjuvando o Mestre de Cerimônias, encontramos os Diáconos, elementos de ligação das Luzes, identificados como "Os Querubins", anjos da primeira hierarquia.
Em suas funções, estão eles revestidos por uma Pomba com asas abertas, emitindo a idéia de comunicação como base para bons entendimentos, indicando elas a natureza litúrgica da função destes oficiais da Loja. Na antiguidade, os pombos eram usados como mensageiros para longas distâncias, dada a inexistência de outros meios de comunicação.
Representam assim estes querubins os estafetas das principais luzes da oficina, encarregados que são de manterem a ordem nas Colunas, conduzindo a palavra, as pranchas e qualquer assunto ou documento reservado e de interesse da Ordem.
Mestre de Cerimônias e Diáconos, com suas jóias e ferramentas de trabalho - o bastão encimado pelas suas insígnias - demonstram o Cetro Patriarcal do gênio, com o perfeito e completo conhecimento do formalismo maçônico, somente adstrito aos mestres maçons.
Encontramos assim a segunda premissa, que nos leva ao entendimento de que somente revestidos de suas jóias e munidos de suas ferramentas é que estes oficiais ficam investidos nesta posição patriarcal de "gênio". Vejamos, pois, um pouco sobre as jóias e ferramentas para melhor entender a importância desta união de mestres, jóias e ferramentas de trabalho na formação do Pálio.
A pomba, jóia dos Diáconos, pode ser interpretada como uma das pombas enviadas por Noé; é o símbolo da conciliação com o GADU, mas também o símbolo da Paz, da simplicidade e da pureza que, encimando o bastão, conferem a qualidade de mensageiros. A jóia do segundo Diácono é uma pomba em vôo livre e a do primeiro uma pomba inscrita num triângulo com um ramo no bico.
A ferramenta de trabalho das “luzes menores", os Diáconos e Oficial Mestre de Cerimônias, são comuns e ocupam lugar de destaque em todas as cerimônias ritualísticas através dos tempos, portada por reis e autoridades como símbolo e insígnia de poder.
Na formação do Pálio estão presentes dois anjos da primeira hierarquia, os Querubins e mensageiros. O segundo Diácono é aquela pomba que, não voltando à origem, sacrificou a própria vida para manter a harmonia da coluna de sua responsabilidade; o primeiro Diácono representa a pomba que voltou de seu vôo com um ramo no bico, demonstrando domínio sobre um todo completo: água, fogo, ar e terra, domínio este que lhe advém do triângulo ao qual a pomba está circunscrita, mas, também, cooperando com a salvação daqueles que precisariam desembarcar em terra firme; unidos a estes querubins, ininterrupta e diuturnamente, encontra-se aquele que responde pelo infinito e pela moralidade, o Mestre de Cerimônia.
Pelas faculdades que lhe são peculiares, o Mestre de Cerimônia se dirige ao Oriente pelos degraus da Força, Trabalho, Ciência e Virtude, e de lá, como íntegro guardião, conduz àquele que mais do que nós, tem pleno domínio destas verdades, o PastMaster mais recente, que é, simbolicamente, o Sumo Sacerdote ou Abrão, o pai de todos os pais, para evocação do GADU, com a abertura do Livro da Lei, possibilitando a integração dos Orbes Terrestre e Celeste.
Postado o Past-Master à frente do Altar dos Juramentos, simbolizando o Altar dos Holocaustos do Templo de Jerusalém, em que o Sumo Sacerdote adentrava apenas uma vez por ano, na época das abluções e oferendas aos deuses em busca de paz e perdão, forma-se sobre sua cabeça, pelo levantamento e cruzamento dos bastões em suas extremidades, uma pirâmide triangular.
O bastão do Mestre de Cerimônias é a viga-mestra; sobre ele e à sua esquerda, na coluna do norte, o bastão do primeiro Diácono; à sua direita, na coluna do sul, o do segundo Diácono. Temos assim total cobertura ao "Sumo Sacerdote".
Simbolicamente, essa pirâmide triangular reporta-se ao Tabernáculo das Escrituras, que era de fato um templo portátil que continha dentro um lugar mais sagrado e secreto do que os outros, denominado Santo dos Santos ou Santo Sanctorum. A princípio e nos mesmos moldes do Tabernáculo, para a Maçonaria especulativa qualquer local poderia ser transformado em Loja Maçônica, bastando traçar no assoalho, dentro de um paralelogramo, com giz ou carvão os símbolos maçônicos. Mais tarde, serviram-se os irmãos de telas ou tapetes pintados, que eram estendidos no chão, precedendo ao início das reuniões, símbolos estes reproduzidos em nossos Templos, no painel da Loja.
Ao anunciar que a loja está composta e aguarda ordens, o Mestre de Cerimônia relembra o GADU concluindo a obra do mundo, nele criando os seres aptos para a formação da Pirâmide Triangular e para a abertura do Livro do Universo. Este é um ato litúrgico de suma relevância, realizado sob a égide do triângulo, que representa o deslocamento do Delta Luminoso para o Altar dos Juramentos e o Livro da Lei, representação do Olho da Providência.
Com a formação da Pirâmide Triangular e conseqüente abertura do Livro do Universo, aptos irão se encontrarem os maçons para a elevação ao Triângulo Luminoso, por intermédio da Escada de Jacó, composta pelos seus três lances que simbolizam a Fé, a Esperança e a Caridade, complementados pelos degraus da Virtude, da Temperança, da Prudência e da Justiça.
Em síntese, para a formação do Pálio necessário se faz o mais perfeito equilíbrio na harmonização e união dos conhecimentos do Mestre, unidos à agilidade do deus veloz e astuto e de seus querubins, objetivando serem reconhecidos como a figura patriarcal do "Gênio", pois somente assim estarão aptos à formação da Pirâmide Triangular.
O Sumo Sacerdote, aquele que já passou pela cadeira do Rei Salomão, tem como jóia um Esquadro sob o Compasso, num arco de círculo que possui ao centro o Sol e o Olho Onividente, ou mesmo um esquadro tendo suspenso em sua parte interna um emblema representando a 47ª Proposição de Euclides, significando que o ex-Venerável deve ser totalmente livre das paixões humanas para levar a luz aos seus irmãos através da sabedoria, com descortino e equilíbrio.
Formada a Pirâmide Triangular, o Sumo Sacerdote abre o Livro do Universo, recebendo assim a luz divina que dele emana, permanecendo sob as influências de um poder iluminativo, louvando o GADU com a leitura de uma passagem alusiva ao grau respectivo, reïterando todos os irmãos os seus juramentos pela saudação, como que pedindo perdão pelas possíveis faltas e erros cometidos, consagrando o Templo pela bateria que, agitando o ar, afasta tudo o que poderia ainda subsistir de profano.
Cria-se um novo ambiente para a devida aclamação da presença do GADU entre nós, "com a colocação do esquadro e do compasso sobre o livro da lei - olho da Providência, formando-se então, com base na Pirâmide Triangular, a escada de Jacó que nos levará à Estrela de Sete Pontas, que é a representação daqueles que atingiram a perfeição humana, comandados pelo Venerável Mestre, a quem cabe derramar do seu Trono a paz e a concórdia, em benefício dos irmãos e da Ordem Maçônica.

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A INICIAÇÃO REAL


Irmão José Inácio da Silva Filho
Pesquisa Ir.: Jaime Balbino de Oliveira

A Maçonaria adquiriu o seu aspecto iniciático a partir do século XVIII. A singela recepção das Lojas operativas foi transformando-se, o ritual foi enriquecendo-se e complicando-se a Liturgia, durante todo o século XIX, até chegar à Iniciação Maçônica atual com o seu brilhante cortejo simbólico.


Na verdade, o que a Ordem Maçônica pretende, através da Iniciação, é dar ao iniciado uma responsabilidade maior não somente como ser humano com vida espiritual, mas também como homem e cidadão. E isto os antigos o faziam por meio de ritos iniciáticos. Os iniciados eram submetidos a exercícios mentais e intelectuais e, pela meditação e a concentração, eram conduzidos paulatinamente ao despertar de uma vida interior intensa e, assim, a uma compreensão melhor da vida.

Diz ARYAN, na introdução ao Livro "La Masoneria Oculta Y la Iniciacion Hermética", de J. M. Ragon, que "os ritos não teriam nenhuma utilidade se os seus ensinamentos caíssem como água numa ânfora quebrada. O seu objetivo consiste em relembrar ao iniciado que deve dar cada vez mais predomínio à vida interior do que à atração dos sentidos. A promessa do Maçom de ser bom cidadão, de praticar a fraternidade não quer dizer outra coisa. Diodoro da Sicília dizia que "aqueles que participavam dos Mistérios tornavam-se mais justos, mais piedosos e melhores em tudo". Por isto, o primeiro passo da vida iniciática é a entrada em câmara ou cripta onde hão de morrer as paixões, para que o aspirante possa ser admitido no reino da Luz. Como dizia, faz séculos, Plutarco: "Morrer é ser iniciado".

Há duas espécies de iniciação: a REAL e a SIMBÓLICA. A primeira, segundo escreve A. Gédalge no "Dicionário Rhea", é o resultado de um processo acelerado de evolução que leva o Iniciado a realizar em si mesmo o que o homem atual deverá ser num futuro que não pode ser calculado. A segunda é apenas a imagem da iniciação real.

Referindo-se à Iniciação Simbólica, o Manual de Instrução do primeiro grau da Grande Loja de França, citado por PAUL NAUDON em "La Franc-Maçonnerie et le Divin", assim se expressa: "Os ritos iniciáticos não têm nenhum valor sacramental. O profano que foi recebido Maçom, de acordo com as formas tradicionais, não adquiriu só por este fato as qualidades que distinguem o pensador esclarecido do homem ininteligente e grosseiro. O cerimonial de recepção tem valor unicamente como encenação de um programa que importa ao Neófito seguir, para entrar na posse de todas as suas faculdades."

Pela iniciação simbólica, segundo o sentido etimológico dado por JULES BOUCHER, no livro "Simbólica Maçônica", o "iniciado" é aquele que foi "colocado no caminho".

PAUL NAUDON, em "La Franc-Maçonnerie", referindo-se à iniciação simbólica, assim escreve: "O objetivo da iniciação formal é conduzir o indivíduo ao Conhecimento por uma luminação interna. É a razão pela qual a Maçonaria usa símbolos para provocar esta luminação por aproximação analógica.

"Vemos assim que "os verdadeiros segredos da Maçonaria são aqueles que não se dizem ao adepto e que ele deve aprender a conhecer pouco a pouco soletrando os símbolos". Não existe nisto nenhum incitamento à pura contemplação interior, à êxtase, ao misticismo...
"Cabe ao neófito descobrir o segredo. "Dentro da noite das nossas consciências, há uma centelha que nos basta atiçar para transformá-la em luz esplêndida. A busca desta Luz é a Iniciação".

"Nesta marcha ascensional em direção à Luz, onde a via intuitiva parece primordial é evidente que a razão não pode ser afastada. Em todos os ritos, a Maçonaria invoca sem cessar. É a lição dos símbolos, entre outras a do compasso, que se aplica particularmente ao Volume da Lei Sagrada, símbolo da mais alta espiritualidade, à qual aspira o Maçom."

Estas idéias e pensamentos têm o objetivo fraterno e leal de incutir nos recém iniciados o verdadeiro espírito maçônico; de faze-los ver da responsabilidade assumida perante a família dos Irmãos conhecidos e desconhecidos espalhados pelo orbe da terra.

Que todos nós, indistintamente, aprendamos a conhecer o espírito maçônico
afastando-nos da falsa ciência e do sectarismo, combatendo e esclarecendo todo cérebro denegrido pelo obscurantismo para que possamos nos tornar dignos de ser uma destas Luzes ocultas que iluminam a humanidade.

Os verdadeiros sinais porque se reconhece o Maçom não são outros senão os atos da vida real, já nos ensinava o Irmão Oswald Wirth. O Maçom há que agir eqüitativamente como homem que cuida de se comportar para com outrem como deseja que se proceda a seu respeito. O Maçom distingue-se dos profanos pela sua maneira de viver; se não viver melhor que a massa frívola ou devassa, a sua pretensa iniciação na arte de viver revela-se fictícia, a despeito das belas atitudes que finge.

Esforcemo-nos para que sejamos reconhecidos não pelo toque, pelo sinal ou pela palavra, mas por nossas ações no âmbito maçônico, social e profissional. "Sejamos homens de elite, sábios ou pensadores, erguidos acima da massa que não pensa", porque somente desse modo é que poderemos alcançar a iniciação real.

GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A PAZ

Queremos apresentar uma peça de arquitetura, que consiste em uma mensagem de autor anônimo, encontrada numa igreja de Baltimore, na Inglaterra em 1692, intitulada: - “ A PAZ”.

“ No meio da precipitação urbana, lembrem-se que a paz talvez se encontre no silêncio. Faça um esforço honesto e continuado para se dar com todos. Fale a verdade claramente, mais com a brandura, e ouça os outros, mesmo os ignorantes e sem brilho; eles terão igualdade as suas histórias para contar. Evite as pessoas agressivas, que falam alto, pois trazem constrangimento ao espírito. Se você se comparar aos demais, poderá tornar-se vaidoso ou amargo, pois existirão sempre os que estão pior ou melhor que você na vida. Saiba apreciar as suas próprias realizações, seus planos.

Tome gosto pela carreira. Por mais humildade que ela seja, é o único bem verdadeiramente seu. Trate seus negócios com muito cuidado, pois o mundo está cheio de espertos, mas não endureça o seu coração e saiba descobrir o lado bom das pessoas. Ainda há idealistas neste mundo, e por toda parte encontramos atos de heroísmo. Seja você mesmo, sobretudo não finja amizade, nem ponha cinismo no amor. Apesar de tudo o que se diz por aí, o amor ainda é eterno. Aceite com doçura o conselho dos anos e saiba renunciar aos hábitos próprios da juventude. Mantenha o espírito galvanizado para agüentar as surpresas da vida, mas não se aflija com imaginações. O me do nasce do cansaço e da solidão. Acima de qualquer autodisciplina, seja generoso com você mesmo; você é folha do Universo tanto quanto as árvores e as estrelas e tem todo o direito de estar aqui. E embora isso lhe pareça mais claro, o certo é que o velho Universo está se desdobrando por sua causa. Portanto, esteja em paz com Deus ou com o que você chama de Deus (G.·.A.·.D.·.U.·.). E por mais agitadas e extenuantes que sejam as suas atividades neste planeta, entre barulhentas confusões e aspirações da vida, procure conservar paz de espírito. Porque, apesar de tudo o que anda acontecendo por aí afora, este nosso mundo ainda é ótimo. Você só precisa ter cuidado e fazer o seu esforço diário para ser feliz”.
Após a leitura desta mensagem, reafirmo, meus Iir.·., cada maçom tem o dever indeclinável de pugnar pela paz; custe o que custar. Esta sempre foi uma das maiores lutas da Ordem. Tal virtude é uma das mais poderosas vigas mestras da nossa Sublime Instituição.

Finalmente, alertamos aos IIr.·., que pelo fato dos homens não permitirem que pouse, é que a Pomba da paz, permanece voando.

Ajude a encontrar pouso para ela; mesmo que seja em seu coração, ainda que só por alguns instantes.

E quando a vires pousada, por favor, não a espante, deixe que descanse, por que infelizmente o seu vôo ainda será muito longo, até que ela possa pousar no ápice da Terra , finalmente , em PAZ.

GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

CHAMAMENTO À FRATERNIDADE



Como é sabido o Grupo Maçônico Orvalho do Hermon destina-se aos debates de assuntos relevantes para a maçonaria universal.

É um Fórum de discussão formado, exclusivamente, por Maçons, não importando de qual Potência ou Rito seja o Irmão.

É um Grupo que prima pela qualidade e respeita sempre os princípios pregados pela Maçonaria Universal.

A privacidade do Grupo é mantida por "moderação", porém, trata-se de um Grupo fechado, de caráter privado e informal, respondendo, cada um, pessoalmente, pelo uso que fizer deste fórum de debates maçônicos.

Para o crescimento, com a qualidade desejada, contamos sempre com a ajuda dos nossos Irmãos/Associados, recomendando outros Irmãos que tenham interesse em debater e contribuir com os ensinamentos maçônicos.

"LOUVADA SEJA A MAÇONARIA QUE NOS FEZ IRMÃOS"

Aos Irmãos espalhados por todos os recantos da Terra, sem preocupação de fronteiras e de raças.

Um T.•.F.•.A.•., Eu Sou,
Sincero e Fraternalmente,

Hugo R. Pimentel

GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

sábado, 16 de outubro de 2010

MAÇONARIA NA INCONFIDÊNCIA MINEIRA



Muito se tem falado sobre a participação da Maçonaria no movimento pela independência do Brasil, a Inconfidência Mineira. Pesquisadores e historiadores têm-se baseado em documentos oficiais, assim como algumas obras de autores conceituados, brasileiros e portugueses. Alguns historiadores, principalmente aqueles que se especializaram na história do Brasil, insistem em ignorar a influência da Maçonaria no Movimento Mineiro.

Na verdade a Maçonaria contribuiu significativamente não só com o movimento de Minas, mas em todos os capítulos que culminaram com a nossa independência. Como tenho citado, na época do movimento, a maçonaria era uma sociedade secreta e clandestina, não admitida em território brasileiro, assim como na Metrópole. As Lojas Maçônicas eram proibidas de funcionar e seus membros perseguidos e presos pelo crime de pertencer a tal ordem. Já naquela época existia o jeito brasileiro de resolver as coisas, ou seja jeito de dar legalidade à coisas proibidas.

Partindo de Tomaz Antônio Gonzaga e José Álvares Maciel, as iniciativas para arregimentação de adeptos à causa, contou com a fundação de Lojas em Minas, Rio de Janeiro e São Paulo, onde se faziam reuniões e traçavam-se planos para a rebelião. Naturalmente essas lojas, apesar de reunir somente maçons não tinham título de Lojas Maçônicas. Eram sociedades Literárias. Academias, Aerópagos e Arcádias Literárias, como afirmado no livro do historiador Antonio Augusto de Aguiar - A Vida do Marques de Barbacena - página 7: "organizou Álvares Maciel sociedades em Minas Rio de Janeiro e São Paulo, com intuito de por meio delas fazer a propaganda das idéias e preparar elementos, que na hora oportuna, fizessem a revolução". E confirmado pelo também historiador Gustavo Barroso em uma das suas obras: "Em Vila Rica, sede do governo da capitania, havia uma roda de homens cultos, participantes de uma arcádia literária, a qual facilmente se tornaria o centro diretor de qualquer momento de idéias a se objetivar em ação. Tornou-se com efeito, e envolto em tanto mistério, que mal sabiam os conjurados do que nele se tratava, nem ao certo as pessoas que se compunha".

Já nos preparatórios para a independência, vários fatos, de importância significativa, foram planejados e levados a efeito pela Maçonaria, como o FICO a criação dos Conselho dos Procuradores , o Juramento da Constituição. Movimentos estes que tiveram à frente Joaquim Gonçalves Ledo e seu grupo. Não obstante, vários historiadores têm afirmado a incontestável presença da Maçonaria na nossa Independência.

A INCONFIDÊNCIA MINEIRA
Desde os primórdios de nossa história, constatamos a insatisfação do nosso povo com o jugo português. A exploração do homem levada pela cobiça insaciável de Portugal que tinha o nosso território como uma mina, de onde se extraia todas as riquezas que eram transportadas para a Metrópole. Muito se falava em independência naquela época. Falava. Nada se escrevia.

Não se pode negar que a nossa independência teve a sua origem no movimento iniciado no arraial do Tijuco - hoje Diamantina - que rapidamente se ramificou em todo território brasileiro. Posteriormente alcançou seu ponto alto de realização em Vila Rica - hoje Ouro Preto - que na época era a sede da Capitania de Minas Gerais.

A Inconfidência Mineira à qual só foi dada importância quando descoberta, foi, sem nenhuma dúvida, o movimento libertador do Brasil e desopressor mineiros tão explorados e extorquidos pelos portugueses. Foi um movimento com idéias importadas da França, onde alguns jovens brasileiros completavam seus estudos, principalmente na universidade de Montpellier, onde tinham o primeiro contato com a Maçonaria. Nas centenas de Lojas em território francês, era pregado a Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Nessas Lojas planejou-se a Revolução Francesa e discutiu-se amplamente a libertação dos mineiros e do Brasil. Tenónio D'Albuquerque, historiador mineiro, em uma das suas obras, menciona: "Não é apenas infantilidade e sim estultice, e sim obstinação ocorrente de fanatismo, negar-se a reconhecer na INCONFIDÊNCIA MINEIRA, um empreendimento maçônico. É bastante atentar-se na sua bandeira, nos seus objetivos: LIBERDADE, IGUALDADE, pela educação do homem com a criação de sua universidade, e fraternidade pela união dos brasileiros em termos de um ideal supremo: a constituição de um pátria livre." E, na formação desse movimento é imprescindível citar a liderança de maçons, tais como: Álvares Maciel, Domingos Vidal Barbosa, José Joaquim da Maia,e outros mais, que se iniciaram na maçonaria, na Europa. José Álvares Maciel, Maçom iniciado na Europa, é considerado por todos os estudiosos o intelectual da Inconfidência Mineira. Álvares Maciel.

Álvares Maciel, nascido em VILA RICA, filho do guarda - mór da sede da capitania de Minas Gerais e de mãe mineira nascida em MARIANA, cursou a universidade de Montpellier então poderoso centro da irradiação da MAÇONARIA, onde deve ter ingressado na ordem maçônica a menos que já houvesse assim procedido em Coimbra, como ocorrera com outros estudantes brasileiros. Homem culto e idealista aceitou e cultivou imediatamente o princípio de Liberdade, Igualdade e Fraternidade da Maçonaria. Desde lá pensava ele na emancipação da sua pátria distante onde não havia Liberdade e predominava a escravidão e a exploração pelos portugueses contra o preceito de Liberdade, bem como na existência de justiça e onde a FRATERNIDADE não era praticada, haja visto os suplícios impostos aos brasileiros. Com o desejo de ver a pátria livre, retorna Álvares Maciel ao Brasil, após empreender longas viagens e vários contatos com outros maçons como o venezuelano Francisco Miranda, maçom exemplar que havia contribuído com a independência de países latino-americanos, através da Loja Grande Reunião americana, por ele fundada em Londres.

E escreve historiador JOAQUIM NORBERTO na sua obra: "História da Conjuração Mineira" - volume 1 - Página 81: " Vinha o jovem Maciel de países livres, onde adquiria instrução e onde fora iniciado nos mistérios da MAÇONARIA". Após seu regresso, juntamente com estudantes brasileiros que também retornavam, empolgados pela ação humanitária e fraternal desenvolvida pela MAÇONARIA na Europa, no sentido de assegurar os direitos que dignificam o homem e na defesa da liberdade dos povos, cresce e se fortifica o movimento que mais tarde levou o nome de INCONFIDÊNCIA MINEIRA. No retorno de ÁLVARES MACIEL ao Brasil, ocorreu para a felicidade e consumação do sonho de LIBERDADE o "encontro da intelectualidade com a bravura" - os ideais do homem culto e idealista com o caráter forte e exaltado do miliciano que conhecia o verdadeiro significado da palavra Liberdade e converteu-se num seu soldado fervoroso - o alferes JOAQUIM José da Silva Xavier - O TIRADENTES.

Já que seus ideais eram idênticos, - um Brasil livre da escravidão, governado pelo seu próprio povo que faria suas próprias leis - estava concluída a principal fase da Inconfidência, conforme afirma o historiador Gustavo Barroso: "no Rio de Janeiro, TIRADENTES pusera-se em contato com um moço mineiro que regressava formado da Europa, o Dr. José Álvares Maciel, o qual segundo o depoimento de Domingos Vidal, estivera na Inglaterra, buscando apoio para o levante de Minas gerais."

A partir daí, novos adeptos foram surgindo e as suas idéias foram disseminadas nas sedes das principais Capitanias. Paralelamente aos acontecimentos que se desenvolviam no âmbito secreto das "sociedades" criadas por Álvares Maciel, caminhava Joaquim José da Silva Xavier - Tiradentes, com sua pregação cívica em prol da Liberdade. Homem simples, em comparação com aqueles que tiveram a oportunidade de estender seus conhecimentos nas universidades da Europa, nascido numa fazenda de Pombal entre São José (hoje Tiradentes) e São João Del Rei, Minas Gerais. O jovem Tiradentes não fez estudos regulares, aprendendo as primeiras letras com seu irmão Domingos. Órfão aos 11 anos, ganhou o mundo: foi mascate, minerador e dentista prático, Aliás, sua alcunha adveio na habilidade com que manejava o boticão e como diz um historiador, que o fazia "com a mais sutil ligeireza e ornava a boca de novos dentes, feitos por ele mesmo, que pareciam naturais". Daí a sua popularidade que se estendeu até o Rio de Janeiro.

Tendo ingressado na vida militar - pertenceu ao regimento de Dragões de Minas Gerais - o que lhe permitiu conhecer palmo a palmo todo o território da capitania e já no posto de Alferes como comandante de patrulhas, mostrou-se sempre um bravo e destemido miliciano, desempenhando missões difíceis, que lhe valeram elogios do governador. Entretanto a bravura e o destemor sempre demonstrados pelos "alferes", corriam pelo ar os pensamentos sólidos e alicerçados de Tiradentes, que com seu conhecimento do verdadeiro significado da palavra LIBERDADE, não se furtava em proclamá-lo, não só no território da capitania, mas também fora dele.

Obviamente, que o procedimento de Tiradentes, como miliciano que era, aos olhos da coroa, não eram bem vistos e ainda mais, por estar participando das sociedades secretas então já existentes, valendo-lhe em conseqüência, perseguições como suspensão do soldo, preterição nas promoções e outras, culminando com seu deslizamento das milícias mineiras.
Sim, nenhuma dúvida pode restar, de que as sociedades secretas das quais participava Joaquim José da Silva Xavier, nada mais eram que a maçonaria. Portanto, Tiradentes havia ingressado nos mistérios da maçonaria e conseqüentemente era Maçom. Aliás, vale a pena citar a esse respeito o que disse o historiador Joaquim Norberto em sua obra "História da Conjuração Mineira" - Tomo l - Página 96: "No dia 28 de agosto de 1.788 apresentou-se o alferes Joaquim José da Silva Xavier ao comandante do seu regimento, para dar parte de doente, pois com efeito chegara enfermo a Vila Rica. Reteve-o a sua enfermidade em casa pelo espaço de três meses, suspenderam-lhe o soldo e teve ele que recorrer ao empenho da amizade que contraíra na cidade do Rio de Janeiro com o Dr. José Álvares Maciel. Era este jovem parente do tenente-coronel de seu regimento - Francisco de Paula Freire de Andrade e foi fácil obter o que desejava o pobre alferes. Renovou Tiradentes a prática que tivera com o Dr. Álvares Maciel na cidade do Rio de janeiro e conseguiu ser, por intermédio da sua pessoa, iniciada nos mistérios da conjuração, que desde muito tempo se tramava em Vila Rica". Segundo alguns renomados historiadores, dentre os quais Tenório D'Albuquerque, possivelmente Tiradentes ingressara na maçonaria através de José Álvares Maciel, outros, contudo, admitem que José Joaquim da Silva Xavier, quando mascate se fez maçon na Bahia, numa das suas muitas viagens àquela localidade.

Tudo faz crer que tenha sido iniciado em Minas, isso não é relevante, Bahia, Rio de Janeiro ou em Minas Gerais, não importa. O que importa, neste momento é afirmar que Tiradentes foi maçon convicto e entusiasta, o que demonstrou nas suas andanças e na pregação das doutrinas maçônicas que se identificam com a Liberdade. É de se louvar o comportamento e o trabalho do destemido Maçom Tiradentes, arriscando a vida com sua pregação de Liberdade. Participou de várias Lojas Maçônicas em Minas Gerais, com o apoio resoluto da maioria das populações, que viam na maçonaria, intransigente defensora da Liberdade, da dignidade, dos direitos do homem, um meio para reagir contra os desmandos dos prepotentes e contra as arbitrariedades daqueles que desonravam o poder. O fracasso do movimento Inconfidência Mineira, que tinha como principal objetivo gerado pelo descontentamento e pela forma abusiva com que Portugal explorava as minas da capitania, bem como a delação pelo traidor Joaquim Silvério dos Reis, é por todos conhecido através da história.

Tiradentes foi preso no Rio de Janeiro a 10 de maio de 1.789 enquanto que em Minas Gerais, eram feitas prisões de todos os envolvidos no movimento. Iniciaram-se os trabalhos da devassa, que se arrastariam por longos anos e enquanto os demais integrantes da inconfidência mineira também presos, tratavam de se defender, muitos até mesmo negando responsabilidades com o movimento, Tiradentes as assumia integralmente, com silenciosa e serena bravura. Não constou em nenhum auto nenhuma delação por parte do Alferes ou revelação dos nomes dos seus amigos de causa. Finalmente a 18/04/1792, foi prolatada a primeira sentença, condenando a morte por enforcamento a Tiradentes e mais 10 integrantes do movimento. No dia seguinte, ou seja, em 19/04/1.792 na cadeia publica, foi lida a sentença que o declarava único culpado da sedição, quando Tiradentes ouviu sem pestanejar, a sua condenação.

Após a leitura da sentença foi tornada pública a Carta-Régia, conservada em sigilo, segundo a qual D. Maria l deferia ao tribunal o poder de comutar a pena capital pela pena de degredo e por nova sentença de 20/04/1792, entenderiam os juizes que só não deveria ser poupado o "enfame réu" Joaquim José da Silva Xavier, considerado "indigno da real piedade". A 21 de abril, com o aparato de costume naquela época, executou-se a infamante e absurda sentença, marchando Tiradentes para o sacrifício, sem que se alterasse a placidez do seu rosto e sofreu o martírio como um apóstolo da sacrossanta causa da liberdade e da redenção do Brasil.

Enforcado e depois de morto, teve a cabeça cortada e levada a Vila Rica, onde em local mais concorrido, foi colocada sobre um poste, seu corpo esquartejado foi espalhado pelos caminhos de Minas em várias povoações até consumir-se totalmente, declarados infames seus filhos e seus netos, a casa em que vivia em Vila Rica, totalmente arrasada e na qual foi semeado sal, para que nunca mais se edificasse em seu solo, tudo em cumprimento a terrível condenação que lhe foi imposta.

Foi, portanto, Tiradentes, ao proceder maçonicamente e assumindo a heróica atitude que o levou a sofrer morte horrível e infamante, sem sombra de dúvidas, o primeiro Mártir maçon brasileiro publicamente conhecido a dar sua vida pela causa da liberdade da sua pátria.

Nêodo Ambrósio de Castro,
M.'.M.'. - ARLS Benso di Cavour nº 28, Juiz de Fora - MG / Brasil

GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
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