sábado, 7 de janeiro de 2012

O SÍMBOLO COM LINGUAGEM DOS DEUSES

Juarez de Fausto Prestupa



De acordo com os psicólogos, a formação do símbolo[1] se dá na fase da infância. Neste período, ainda conforme os psicólogos, não existe diferenciação, na mente da criança, do que seja ela e o mundo que a cerca, principalmente da mãe. A criança vive em um mundo único cujo centro é ela mesma. Ou seja, a união é total e completa, dentro de sua concepção. Não existem limites, distâncias, barreiras, empecilhos.

Ora, esta sensação, uma das primeiras de nossa existência, assemelha-se em muito com o conceito de unicidade que se pensa existir quando nos aproximamos de Deus. Mais do que isto, assemelha-se com a própria sensação de ser Filho de Deus, ou seja, uma divindade sem fim nem começo, sem limites. A sensação de participar de tudo e não ser nada isoladamente está relacionada com a carta do Louco do Tarô. É o que se supõe que possamos experimentar ao atingir um estado superior de consciência.

Então, agora se pode entender porque se diz que os símbolos é a linguagem dos deuses.

Os símbolos representam uma profunda, ancestral e inequívoca emoção coletiva. Eles também são o que de mais profundo e radical existe em termos de emoções e vivências reais da humanidade. Ou seja, revelam um amplo, completo e incorruptível conhecimento da realidade concebido através de gerações, milênios e ao custo de muito descaminho, dor e decepção. Ora, então, aqui o “real” tanto significa “relativo aos reis” quanto “ao que é absolutamente verdadeiro, a mais pura realidade”. Ou seja, apesar do símbolo retratar emoções ou subjetividades, ele nos fornece um caminho seguro de acesso à verdade objetiva do interior humano e consequentemente à justiça.

O acesso á verdade também é conhecido por ciência ou conhecimento, que, quando amplo e holístico ganha o nome de sabedoria. Para o ser humano existem dois tipos de coisas: as conhecidas e as desconhecidas. As conhecidas são, de certa forma, “dominadas”, e, portanto não oferecem perigo, pelo contrário, são território seguro para um caminhar equilibrado rumo ao desenvolvimento. As desconhecidas são geralmente motivo de pânico, medo e na maioria das vezes execração e fuga.

A experiência de acesso a algo real, verdadeiro, por menor que seja, nos confere uma sensação de referência ou segurança. Simbolicamente, é como que um retorno ao Jardim do Éden, resultando em euforia, tranqüilidade, segurança e paz. Mais do que isto, a experiência da verdade nos aproxima de Deus e isto ganha o nome de hierofania. Esta hierofania, ou experiência de uma verdade através da vivência de uma emoção original nos remete então ao estágio anterior à criação, precede ao mundo caótico e confuso[2].

O símbolo, por suas características já enunciadas, dependendo de nossa vontade sincera e concentração emocional sem ressalvas, pode nos proporcionar esta hierofania e o acesso a uma verdade absoluta, um contato com o “Centro do Mundo”, mesmo que por apenas alguns instantes por um pequeno ângulo. Este conceito é muito importante porque não se pode começar nada e nem mesmo se fazer nada sem a existência de um ponto central, uma referência de onde se partir. Isto é a garantia de economia de energia, tempo e recursos, garantindo-se assim um constante desenvolvimento rumo à conquista ou sucesso do que se propôs inicialmente. A experiência fora da hierofania é repleta de preconceitos, medos, inseguranças, etc. É tudo o que os tiranos, déspotas e manipuladores se aproveitam para dominar e controlar as pessoas. Ou seja, a vida distante do conhecimento e estudo dos símbolos é um caminho incerto, frágil, sem apoios, propensa a conduzir à submissão, ao erro, ao sofrimento e à decepção. É um universo fragmentado, sem certezas ou referências. A única regra é a da “tentativa e erro”, garantidos muito mais erros do que acertos.

Mircea Eliade afirma que “traduzir uma imagem na sua terminologia concreta, reduzi-la a um único dos seus planos referenciais, é pior do que mutilá-la, é aniquilá-la, anulá-la como instrumento de conhecimento[3]”. É por esta razão que não adianta decorarem-se definições dos símbolos, o símbolo existe exatamente para não ser definido, mas sim experimentado em toda a sua essência.

Einstein já dizia que o universo é infinito, porém pode ser representado como uma esfera. Ou seja, se rodarmos sobre uma esfera, não encontraremos fim, mas sabemos que na direção para fora de seu centro existe sim um limite. Da mesma forma, em termos de planos, tridimencionalmente nosso universo não tem limites em seu próprio plano, mas é limitado se concebido em termos de outros planos. Em Cabala estudamos os Sefirote que são mundos ou universos distintos uns dos outros onde o G\A\D\U\ se manifesta com nomes e atributos especiais e diferentes. São universos (um verso da Criação) que compõem o Cosmos espiritual, psíquico e material. A palavra hebraica Sefirote é o plural de outra (Séfira) que pode ser traduzida por “esfera”, justamente a simbologia utilizada por Einstein!

Cada Séfira tem, por exemplo, um nome ou atributo de Deus, uma hierarquia “angélica” e uma regência planetária. O estudante atencioso perceberá então que o simbolismo astrológico o conduz ao conhecimento dos diversos universos da Criação e que um simples símbolo planetário poderá lhe anunciar a possibilidade de uma experiência, conhecimento ou contato divino diferente e magnífico.

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil






















sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

PODERIA UM LOBO DISFARÇADO DE OVELHA SER INICIADO NA MAÇONARIA?


Muitos IIr.:, em várias ocasiões em suas LL.: já puderam se deparar com esta situação: Como foi que iniciamos esta pessoa? Mais parece um "lobo em pele de cordeiro", só pensa em dinheiro, é mentiroso, caluniador e ainda o chamamos de irmão. Como escreveu Paulo Coelho " Quando você deseja muito algo, o Universo inteiro conspira para que aconteça ". E isto também vale para um lobo disfarçado que deseja ser maçom considerado puro e limpo.

Conheci um caso de um "lobo profano", foi apresentado para uma determinada Loja, passou pelo escrutíneo, seu padrinho se afastou da loja, arrumaram outro padrinho. No dia da sua iniciação o padrinho substituto não pode comparecer, então o Irmão Segundo vigilante foi buscá-lo em sua casa, chegando lá seu carro que era novo apagou e nada o fazia funcionar. Foram então até a garagem daquele "lobo profano" para usar seu carro, cruzes, o carro não deu partida. Um terceiro carro foi encontrado e quando faltava 200 metros da Loja que seria iniciado, você pode não acreditar, mas o carro chegou falhando e afogou momentos antes de ser apresentado ao Ir.: Exp.: que já estava impaciente pela demora. Agora pasmem! O V.:M.: de sua loja também não foi quem fez o ritual de iniciação e o lobo foi iniciado naquele mesmo dia com o V.:M.: de outra Potência. Apesar dos vários avisos do GADU, que ali estava um homem que não deveria ser iniciado e não que a maçonaria não teria espaço para ele. Não teve jeito, o Universo inteiro conspirou para que sua iniciação acontecesse.

Não quero com este post criar polêmica, mas sim fazer uma reflexão sobre esta metáfora. Afinal, com toda honestidade, temos que reconhecer que este tipo de profano pode se instalar em qualquer tipo de comunidade ou organização.

Assim a pergunta: "Poderia um lobo em pele de cordeiro ser iniciado na maçonaria?" A pergunta parece um absurdo e sem sentido, mas é fato real.
 
O fato é que esses profanos "lobos em pele de cordeiro" são realmente capazes de entrar para a maçonaria de maneira natural e mais simples do que você poderia imaginar.
 
Sua habilidade para manipular e com astúcia, ele vai abrir todas as portas. E isto é uma vantagem natural para "lobos ovelhas". Por outro lado, os irmãos que devem tomar decisões sobre a sua aceitação na fraternidade nem sempre são bem treinados e capazes de lidar com este tipo de profano. Eles possuem uma forma especial de convicção. "O lobo em pele de cordeiro" vai dar aos olhos do prumo que ele é uma pessoa ideal para ser maçom.

A introdução deste "lobo em pele de cordeiro" dentro da Arte Real é quase inevitável. Com sua habilidade no manuseio, ele não hesita em mentir e enganar o irmão sindicante.

Todos nós podemos ser manipulados, enganados e usados. Ele pode fazer qualquer um dançar ao ritmo que lhe agrada. Seu desprezo pelas necessidades dos outros e sua maneira de tomar qualquer vantagem de estar presente acima de qualquer irmão. Desta forma vai demolindo a estabilidade e o bom funcionamento da Loja.

Mas porque um "lobo em pele de cordeiro" tem interesse em aderir a maçonaria? Sem dúvida, quer os benefícios materiais no mundo profano. Logo ele detecta que o papel de V.:M.: é muito atraente e isto passa a ser o principal objetivo dentro da oficina e cria toda rede de artimanha para atingir sua meta. Visita todas suas Lojas irmãs e sempre encontra outro com seu perfil capaz de fazer o mesmo jogo.

Para esses "lobos-ovelha", faltam-lhes a profundidade emocional que produz o "verdadeiro despertar", conhece na teoria mas não sabe pratica-la.

Tem grande habilidade de manipulação, e não hesita em distorcer os fatos e usa a difamação para alcançar rapidamente seus objetivos. É capaz de usar seu charme, suas habilidades sociais e relações de outros de ganhar a confiança.

Muitas vezes, suas manobras como fazer lobby na sala dos passos perdidos sobre propostas a serem votadas na Ordem do Dia, será facilitada pela credulidade dos outros irmãos, que contam com a falsa sinceridade do "lobo-ovelha".

O "lobo em pele de cordeiro" lida com todos os irmãos que têm a sua disposição, só mais tarde podem perceber que foram usados como "peões". Distorce a comunicação e operação da Loja em seu benificio.

O pior de tudo é a manipulação de redes de informação entre "lobos e ovinos" , procurando aumentar sua reputação criando rivalidade e conflito entre os irmãos. Guerras de poder e o Caos sempre é sua vantagem.

Pode ser que alguns irmãos comecem a ver - o que é tudo isto - e descobrir que seu irmão é um "lobo em pele de cordeiro" e talves venha desafia-lo abertamente. Mas em uma Loja dominada por este lobo-ovelha, provavelmente será tarde demais para o irmão desafiante. O "lobo em pele de cordeiro" terá tido tempo para neutralizar divulgando informações tendenciosas colocando a organização a seu favor.

Na verdade, a questão não é como muitos "lobos" foram iniciados na Maçonaria, mas como detectar e diminuir o impacto de sua ação na Irmandade.

Finalizando, com o já escreveu Mateus em seus versículos
" Acautelai-vos dos falsos profetas, que vêm até vós vestido como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis.

Então IIr.: pela aclamação:

Os conhecereis pelos seus frutos!

Os conhecereis pelos seus frutos!

Os conhecereis pelos seus frutos!

Segue  LINK DO VÍDEO - Não deixe de assistir. É um video muito bem feito . Parabéns ao seu autor.

sábado, 31 de dezembro de 2011

C O N V I T E - GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON



O Grupo Maçônico Orvalho do Hermon tem por objetivo o "aprimoramento moral, intelectual, espiritual do Maçom", a fim de atingirmos este estágio, precisamos aprender a conviver fraternalmente em grupos. É por isso que, na Maçonaria, necessitamos estudar e desenvolver um forte sentimento de fraternidade entre irmãos.

O verdadeiro maçom precisa ser honesto, elegante, honrado, tolerante e, mais ainda, precisa ser um verdadeiro cavaleiro, diferente do homem do mundo profano.

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

Um T.•.F.•.A.•.

Hugo R. Pimentel

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

VIVÊNCIA DE AMOR FRATERNO


Charles Evaldo Boller, M. M., 26/03/2006

A Maç. recebe novos membros por intermédio da iniciação, o que a diferencia de sociedades PProf.. Naquele psicodrama é exigido do recipiendário o juramento de que tudo fará para defender seu Ir. na ocorrência de infortúnios. É algo muito diferente ao irmão de sangue, que nos é dado de forma compulsiva. O Ir. Maç. é resultado de escolha consciente e racional, daí as amizades resultantes serem coladas com o cimento do amor fraterno.

Um sábio Maç., quando inquirido sobre sua interpretação do significado de fraternidade, usou a seguinte parábola: "Encontrava-me nas proximidades de uma colina coberta de neve e observava dois garotos que se divertiam com um pequeno trenó. Quando os dois meninos chegavam embaixo da encosta, depois de haverem escorregado, o rapaz mais velho colocava o mais novo às costas e subia pelo aclive puxando o trenó por uma corda. O garoto mais velho chegava ao topo ofegante sob carga tão grande. E isto se repetiu várias vezes, até que resolvi inquirir: - Mas não é uma carga muito pesada esta que levas morro acima? - O garoto mais velho respondeu sorrindo: - De forma alguma! Esta carga é leve! Pois este é meu irmão!" Para o sábio Ir. esta foi a definição exata de fraternidade. Para ele, o amor fraternal exige espírito elevado, consta até de sacrifícios, mas não o considera como tal, e sim algo natural, a carga é transportada com alegria e sem reclamar - este sábio Maç. foi o presidente norte-americano Abraham Lincoln.

Na escolha de um profano a ser iniciado, procura-se estimar no perfil emocional do proposto sua capacidade de desenvolver a vivência do amor fraterno. No questionário de sindicância existem perguntas assim: "o profano vive em harmonia no lar?" "Qual sua reputação no mundo profano?" "Entre colegas de trabalho?" "Demonstra ser pessoa capaz de
adaptar-se com facilidade ao meio e ter bom convívio social?" Significa então que todo aquele que for considerado limpo e puro, aprovado e iniciado, tem o amor fraterno como característica. Ele tem a capacidade de superar eventuais dificuldades de relacionamento interpessoal, isto já faz parte dele. E para melhorar mais ainda, esta qualidade distintiva fundamental é depois sacramentada por juramento solene! A conseqüência é o aquecimento do amor fraterno que reina depois entre os
IIr. em Loj..

Na iniciação o recipiendário recebe um avental branco, considerado seu ornamento máximo, e lhe é dito que deve mantê-lo imaculado, limpo. Não se trata aqui de sujeira literal, esta pode até ocorrer para o diligente Obr.. Mancha que pode até sair com água, e basta lavar. Aquele paramento do zeloso Maç. deve ficar isento de qualquer nódoa moral ou comportamental, que só a água do amor fraterno limpa. Nenhum iniciado deve jamais usar seu avental e adentrar numa Loj., se lá houver Ir. que esteja odiando. Isto suja seu avental de forma indelével e afeta a egrégora que envolve a todos.
Deve considerar a dificuldade de resolver problema de relacionamento interpessoal como se fosse o escalar de uma encosta íngreme e coberta de neve, com aquele Ir. às costas. Não é fácil! Mas, mesmo ofegante, e sob carga tão grande, deve fazê-lo sorrindo. A razão deve suplantar a emoção, haja vista que isto já faz parte dele como iniciado. Se inquirido do
peso da carga, este Ir. deve exclamar: - De forma alguma! Esta carga é leve! Pois este é meu Ir.! - Egoísmo e indiferença são sintomas de falta de amor, pois o contrário de amor não é ódio, é a indiferença! Quando existem situações de disputa ou mágoa, é importante que os envolvidos resolvam as querelas fora das paredes do Tem., e só então coloquem seus aventais e adentrem. Ao superarem suas diferenças, a benção do G. A. D. U., a divindade que vive dentro dos iniciados, lhes proporcionará o aglutinante místico do amor fraterno que vai cimentar de forma brilhante as duas pedras que ambos representam na grande edificação da humanidade. Isto é vivência real do amor fraterno, o aglutinante místico que mantém unidos os IIr. numa Loj.. Num agrupamento assim constituído é certa a presença do G. A. D. U..

Poderá haver bem maior que um amor fraternal bem vivido? O G. A. D. U. certamente só está onde existem pessoas que se tratam como verdadeiros IIr. espirituais e onde cada um nutre profundo amor fraterno pelo outro. Todo Ir. que passar por uma situação onde eventualmente ocorre disputa ou ofensa, deve colocar aquele que considera ser seu ofensor às costas e carregá-lo para o alto de seu coração. E, se inquirido do peso, deve exclamar: - De forma alguma! Esta carga é leve! Pois este é meu Ir..

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil















segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

V.I.T.R.I.O.L.



Visite o Interior da Terra e, Retificando-te, Encontrarás a Pedra Oculta.
Não há local mais misterioso, fascinante e atemorizador para se visitar do que o interior de si mesmo. Encontrar a perfeição dentro de cada um é tarefa utópica, mas ainda assim, inevitável para quem sinceramente deseja trazer à luz o ser perfeito que o Criador nos legou como possibilidade. A imagem do escultor que da pedra bruta extrai a sua obra prima ilustra a tarefa iniciática.
Imagine-se esta pedra em estado bruto e veja-se lançado em um local terrível para meditar. Ao final de suas reflexões, você empreende a jornada para corrigir-se, abandonando concepções equivocadas e abraçando uma vida virtuosa. O que lhe aguardará ao final da jornada? O ser perfeito que pela primeira vez conseguirá ver a luz da verdade. E “assim passa a glória do mundo”! Robson Granado

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

SAUDAÇÃO À BANDEIRA



Saudação à Bandeira


“Bandeira do Brasil, eu te saúdo!
Em nome desta Assembléia de Homens livres, aqui reunida,
Eu te saúdo !

Eu te saúdo pelo que fostes em nosso passado,
Pelo o que tu és
E pelo que representas para nós!

Bandeira do Brasil, nós, os Maçons,
Temos te seguido os passos através da História, destes tempos imomeriais,

Tu tinhas, em outras épocas, outras cores e outros emblemas,
Porém teu simbolismo permaneceu imutável.

Desde a longínqua data em que o Índio Poti,
Felipe Camarão,
E o negro Henrique Dias, te empunharam,
E te levaram para os campos de batalha

Tabocas, Taborda, Guararapes,
Para lutar contra o estrangeiro invasor,
Tu deixaste de ser a Bandeira de Portugal,
Que também era estrangeira,

Para ser a BANDEIRA DO BRASIL!

Bandeira do Brasil!
Tu estavas com Felipe dos Santos, na revolta de Vila Rica,
Em 1720.

Tu estavas com os Inconfidentes de Minas,
E subistes ao patíbulo com TIRADENTES,
Em 1792.

Tu estavas no Areópago de Itambé, da Revolução Pernambucana,
Em 1817.

E fostes fuzilada com Padre Roma e Padre Miguelinho.
Tu estavas às margens do riacho Ipiranga, com D. Pedro I,
No Grito da INDEPENDÊNCIA,
Em 1822.

Tu fostes arcabuzada com Frei Caneca,
Em 1825, após a Confederação do Equador,

Quando os dois grandes Maçons, CAXIAS E CANABARRO,
Assinaram o Tratado de Poncho Verde,
Pondo fim à Guerra do Farroupilhas.

Tu tremulavas bem junto às Tendas dos dois HERÓIS !
Tu acompanhastes, altaneira, as nossas tropas,
Na Guerra do Paraguai !

Bandeira do Brasil !
Só uma vez, nós te condenamos.

E te condenamos com veemência,
Na voz e nos versos do maior Poeta que o Brasil já teve,
ANTÔNIO DE CASTRO ALVES !

Por essa época, Bandeira do Brasil,
Tu tremulavas impune, na Gávea dos Navios Negreiros,

Mas, Castro Alves, cheio daquela Ira Sagrada,
Que todos os Maçons devem sentir,
Ao te ver ultrajada,

Apostrofou, a ti, e aos donos da Pátria, de então
Com estas diatribes terríveis, que ainda hoje ressoam,
Aos ouvidos da Grande Nação :

- " Existe um povo que a BANDEIRA empresta,
Para cobrir tanta infâmia e covardia,
e deixa-a transformar-se nesta festa,
em manto impuro de bacante fria.

Meu Deus, mas que Bandeira é esta,
Que imprudente, na Gávea tripudia ?
Silêncio Musa, chorai tanto,
Que o Pavilhão se lave no teu pranto !

Auri-Verde Pendão da minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a Luz do Sol encerra,
E as promessas divinas de Esperança !

Tu, que da Liberdade e, após a Guerra,
Fostes hasteada, dos Heróis, na lança,
Antes te houvessem roto, na batalha,
Que servires um Povo de mortalha.

Andrada, arranca esse Pendão dos ares ! - "

BANDEIRA DO BRASIL

Depois tu te reabilitastes.
Tu reabilitastes na voz patética do Maçom Negro,
José do Patrocínio, quando bradou :
"Meu Deus, já não existem mais escravos em minha Pátria !"

Tu reabilitastes nas montanhas da Itália, lutando pela Democracia,
Na última Grande Guerra Mundial.

E quando um presidente da República, te içou, pela primeira vez,
Num mastro metálico do primeiro poço de Petróleo da Petrobrás,
- O Monteiro Lobato - Nesse dia,
Bandeira do Brasil, tu te lavaste nas Águas Lustrais,
Da nossa Soberania.

E por isso, hoje, quando mais Irmãos,
Transpõem os umbrais deste Templo,
Para junto conosco, reverenciar o teu vulto Sagrado,


Eu te saúdo, em meu nome,
Em nome do meu Venerável,
Em nome de todos os Maçons e amigos, aqui reunidos,

EU TE SAÚDO !
EU TE SAÚDO E
BEIJO ! "

Autor : Francisco Assis de Carvalho


Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro - RJ - Brasil






























































domingo, 6 de novembro de 2011

O VAIDOSO E ARROGANTE



Baixa autoestima e complexo de inferioridade. Nenhum ditador provocou ou vem provocando tanto dano à Maçonaria quanto o maçom vaidoso, esse sapador inveterado, esse Cavalo de Troia que a destrói por dentro, sem o emprego de armas, grilhões, ferros, calabouços e leis de exceção.

Ele é indiscutivelmente o maior inimigo da Maçonaria, o mais nefasto dos impostores, o principal destruidor de lojas. Ele é pior do que todos os falsos maçons reunidos porque se iguala a eles em tudo o que não presta e raramente em alguma virtude.
Uma característica marcante que se nota nesse tipo de maçom, logo ao primeiro contato, é a sua pose de justiceiro e a insistência com que apregoa virtudes e qualidades morais que não possui. Isso salta logo à vista de qualquer um que comece a comparar seus atos com as palavras que saem da sua boca. O que se vê amiúde é ele demonstrar na prática a negação completa daquilo que fala, sobretudo daquilo que difunde como qualidades exemplares do maçom aos Aprendizes e Companheiros, os quais não demora muito a decepcionar. Vaidoso ao extremo, para ele a Maçonaria não passa de uma vitrine que usa para se exibir, de um carro de luxo o qual sonha um dia pilotar. E, quando tem de fato esse afã em mente, não se furta em utilizar os meios mais insidiosos para tentar alcançá-lo, a exemplo do que fazem nossos políticos corruptos.
Narcisismo em um dos extremos, e baixa autoestima no outro, eis as duas principais características dos maçons vaidosos e arrogantes. No crisol da soberba em que vivem imersos, podemos separá-los em dois grupos distintos, porém idênticos na maioria dos pontos: os toscos ignorantes e os letrados pretensiosos.
A trajetória dos primeiros é assaz conhecida.
Por serem desprovidos do talento e dos atributos intelectuais necessários para conquistarem posição de destaque na sociedade, eles ingressam na Maçonaria em busca de títulos e galardões venais, de fácil obtenção, pensando com isso obter algum prestígio.
Na vida profana, não conseguem ser nada além de meros serviçais, de mulas obedientes que cedem a todos os tipos de chantagem. Por isso, fazer parte de uma instituição de elite (isso mesmo, de elite!) como a Maçonaria produz neles a ilusão de serem importantes; ajuda a mitigar um pouco a dor crônica que os espinhos da incompetência e da mediocridade produzem em suas personalidades enfermas.
O segundo em quase tudo se equipara ao primeiro, porém com algumas notáveis exceções.
Capacitado e instruído, em geral ele é uma pessoa bem sucedida na vida. Sofre, porém, desse grave desvio de caráter conhecido pelo nome de “Narcisismo”, que o torna ainda pior do que o seu êmulo sem instrução. Ávido colecionador de medalhas, títulos altissonantes e metais reluzentes, esse maçom é uma criatura pedante e intragável, que todos querem ver distante. No fundo ele também é um ser que se sente rejeitado; sua alma é um armário de caveiras e a sua mente um antro habitado por fantasmas imaginários.
Julgando-se o centro do Universo, na Maçonaria ele obra para que todas as atenções fiquem voltadas para si, exigindo ser tratado com mais respeito do que os Irmãos que atuam em áreas profissionais diferentes da dele. Pobre do Irmão mais jovem e mais capacitado que cruzar o seu caminho, que ousar apontar-lhe uma falta, que se atrever a lançar- -lhe no rosto uma imperfeição sua ou criticar o seu habitual pedantismo! O seu rancor se acenderá automaticamente e o que estiver ao seu alcance para reprimi-lo e intimidá-lo ele o fará, inclusive lançando mão da famosa frase, própria do selvagem chefe de bando: “Sabe com quem está falando!!!” Desse modo, ele acaba externando outra vil qualidade, que caracteriza a personalidade de todo homem arrogante: a covardia.
O número de Irmãos que detesta ou despreza esse tipo de maçom é condizente com a quantidade de medalhas que ele acumula na gaveta ou usa no peito. Na vida profana, seus amigos não são verdadeiros; são cúmplices, comparsas, associados e gente que dele se acerca na esperança de obter alguma vantagem. E nisso se insere a mulher com a qual vive fraudulentamente. Todos os que o rodeiam, inclusive ela, estão prontos a meter-lhe um merecido chute no traseiro tão logo os laços de interesse que os unem sejam desfeitos.
O seu casamento é um teatro de falsidades e o seu lar um armazém de conflitos. Raramente familiares seus são vistos em nossas festas de confraternização. Quando aparecem, em geral contrariados, não conseguem esconder as marcas indeléveis de infelicidade que ele produz em seus rostos.
Em sua marcha incessante em busca de distinções sociais que supram a sua insaciável necessidade de autoafirmação, é comum vermos esse garimpeiro de metais de falso brilho farejando outras organizações de renome, tais como os clubes Lyons e Rotary, e gastando nessas corridas tempo e dinheiro que às vezes fazem falta em seu lar. A Maçonaria, que tem a função de melhorar o homem, a sociedade, o país, e a família, acaba assim se convertendo em uma fonte de problemas para os seus familiares; e ele, em uma fonte de problemas para a Maçonaria.
Um volume inteiro seria insuficiente para catalogar os males que esse inimigo da paz e da harmonia pratica, este bacilo em forma humana que destrói nossa instituição por dentro, qual um cancro a roer-lhe as células, de modo que limitar-nos-emos a expor os mais comuns.
Comportamento em Loja
Incapaz de polir a Pedra Bruta que carrega chumbada no pescoço desde o dia em que nasceu, de aprimorar–se moral e intelectualmente, de lutar para subtrair-se das trevas da ignorância e dos vícios que corrompem o caráter; de assimilar conhecimentos maçônicos úteis, sadios e enobrecedores, para na qualidade de Mestre poder transmiti-los aos Aprendizes e Companheiros, o que faz o nosso personagem? Simplesmente coloca barreiras em seus caminhos, de modo a retardar-lhes o progresso! Ao invés de estudar a Maçonaria, para poder contribuir na formação dos Aprendizes e Companheiros, de que modo ele procede? Veda a discussão sobre assuntos com os quais deveria estar familiarizado, fomentando apenas comentários sobre as vulgaridades supérfluas do seu cotidiano!
Ao invés de encorajar o seu talento, de ressaltar suas virtudes e estimular o seu desenvolvimento, o que faz ele? Procura conservá-los na ignorância de modo a escamotear a própria! Ao invés de defender e ressaltar a importância da liberdade de expressão e da diversidade de opiniões para a evolução da humanidade, como ele age? Censura arbitrariamente aqueles cujas ideias não estejam em harmonia ou sejam contrárias às suas! Ao invés de fomentar debates dos temas de importância singular para o bem da loja em particular e da Maçonaria em geral, como age ele? Tenta impedir a sua realização por carecer de atributos intelectuais que o capacitem a participar deles! E, nos que raramente promove, como se comporta? Considera somente as opiniões daqueles que dizem “sim” e “sim senhor” aos seus raramente edificantes projetos!
Tal como o maçom supersticioso, esse infeliz em cujo peito bate um coração cheio de inveja e rancor nutre ódio virulento e indissimulado pela liberdade de expressão, que constitui um dos mais sagrados esteios sobre os quais repousam as instituições democráticas do mundo civilizado, uma das bandeiras que a Maçonaria hasteou no passado sobre os cadáveres da intolerância, da escravidão e da arbitrariedade.
Dos atos indecentes mais comumente praticados por esse falsário, o que mais repugna é vê-lo pregando “humildade” aos Irmãos em Loja, em particular aos Aprendizes e Companheiros, coberto da cabeça aos pés de fitões, joias e penduricalhos inúteis, qual uma árvore de natal. Outro é vê–lo arrotando, em alto e bom som, ter “duzentos e tantos anos de Maçonaria” e exibindo o correspondente em estupidez e mediocridade. O terceiro é vê-lo trajando aventais, capas, insígnias, chapéus e colares, decorados com emblemas que lembram tudo, exceto os compromissos que ele assumiu quando ingressou em nossa sublime e veneranda instituição. Cego, ignorante e vaidoso, nosso personagem não percebe o asco que provoca nas pessoas decentes que o rodeiam.
Como já foi dito, a Maçonaria serve apenas de vitrine para ele. Como não é possível permanecer sozinho dentro dela sem a incômoda presença de outros impostores – os quais não têm poder suficiente para enxotar – ele luta ferozmente para afastar todo e qualquer novo intruso, imitando alguns animais inferiores aos humanos na escala zoológica, que fixam os limites de seus territórios com os odores de suas secreções e não toleram a presença de estranhos. Qualquer Irmão que comece a brilhar ao lado dessa criatura rasteira é considerado por ela inimigo. A luz e o progresso do seu semelhante o incomoda, fere o seu ego vaidoso. Por esse motivo tenta obstaculizar o trabalho dos que querem atuar para o bem da Loja; por isso recusa-se a transmitir conhecimentos maçônicos (quando os possui) aos Aprendizes e Companheiros, sobretudo aos de nível intelectual elevado, ou os ministra em doses pífias, para que futuramente não sejam tomados como exemplos e ofusquem ainda mais a sua mediocridade.
Um maçom exemplar, íntegro, que cumpre rigorosamente os compromissos que assumiu quando ingressou em nossa Instituição, não raro converte-se em alvo de suas setas, pois seus olhos míopes não conseguem ver honestidade em ninguém; sua mente estragada o interpreta como potencial “concorrente”, que nutre interesses recônditos semelhantes aos seus.
O maçom arrogante mal conhece o significado de nossas belas e simples alegorias. Se as conhece, as despreza. Sua mente acha-se preocupada unicamente com o sucesso de suas empreitadas, em encontrar maneiras de estar permanentemente ao lado das pessoas cujos postos ambiciona. Fama e poder são os seus dois únicos objetivos, tanto na vida maçônica, como na profana. As palavras Liberdade, Igualdade e Fraternidade, que compõem a Trilogia Maçônica, não fazem parte do seu vocabulário, e com frequência é visto pisoteando os valores que elas encerram.
A história, a filosofia e os objetivos de nossa Veneranda Instituição não lhe despertam o menor interesse, pois é frio, calculista, e não tem sensibilidade nem conhecimento para compreendê-los e assimilá-los. Ele é diametralmente oposto ao que deve ser o maçom exemplar, em todos os pormenores. É a antítese de tudo o que a Maçonaria apregoa e deseja de seus membros: uma criatura vil e rasteira que semeia a discórdia, afugenta bons Irmãos, e termina por destruir ou fragmentar a Loja (ou Lojas), resultado às vezes de anos de trabalho árduo, caso ela teime em não se colocar sob a sua batuta ou se mostre contrária às suas aspirações egoístas.
A insolência desse tipo de maçom – e também o asco que destila –, vai crescendo conforme ele vai “subindo” nos altos graus (ou graus filosóficos), lixo maçônico fabricado por impostores no passado unicamente para explorar a estupidez e a vaidade de homens como ele. Sentindo-se importante por ter sido recebido em determinado grau, com a pompa digna de um rei, ele passa a considerar-se superior aos Irmãos de graus “inferiores”, em particular aos Aprendizes e Companheiros, ignorando o que reza o segundo landmark, que estabelece a divisão da Maçonaria Simbólica em apenas três graus. Mas reservar um tempo para dedicar-se à sua Loja, um momento para confraternizar com Irmãos íntegros e honestos, ler algo de útil que possa servir de instrução a si e aos demais, essas são as suas últimas preocupações.
O seu tempo disponível ele o reserva inteiramente às festinhas fúteis, nas quais pode ser notado e lisonjeado, onde pode ajuntar-se a outros maçons falsos e vulgares, prontos para enterrar-lhe um punhal nas costas na primeira oportunidade que surgir. Perceba o leitor com que velocidade esse “Irmão” deveras atarefado arruma tempo quando é chamado para arengar em um tablado representando a Maçonaria! Note a pontualidade com que chega na passarela onde vai desfilar e ser fotografado com os seus paramentos. Observe como ele fica cheio de si quando é agraciado com uma rodela de lata qualquer ou vê o seu lindo rosto estampado nas páginas de alguma revista maçônica! Perceba como se curva aos pés dos que têm mais prestígio e poder do que ele! Note como ele os bajula!
Esse prevaricador vagabundo não trabalha e não deixa os outros trabalharem para não ter de arregaçar as mangas também. Quando se mete a ministrar instruções aos Aprendizes e Companheiros ele o faz de modo precário, sem estar familiarizado com elas. Raramente sabe responder questões que os Irmãos lhe dirigem. Tergiversa sempre com a mesma resposta: É preciso pesquisar! Ele não faz nada porque não sabe fazer nada, não quer aprender nada, e no íntimo não gosta da Maçonaria e não ama seus irmãos! Nossas “reuniões” são para ele um fardo. Nas vezes que comparece em Loja, exige ser ouvido e jamais dá atenção ao que falam os demais, obrando para que a sua palavra sempre prevaleça nas decisões a serem tomadas. Quando o seu nome não consta na Ordem do Dia – o que significa que não terá a oportunidade de exibir a sua hipocrisia ou arengar as suas imposturas –, retira-se antes da “reunião” terminar ou, quando permanece, o faz com o olhar fixo no relógio.
Campeão em faltas e em delitos, quando esse falso maçom comparece à loja ele o faz para dar palpites indevidos, censurar tudo e todos, propor projetos mirabolantes e soluções inconsistentes com os problemas que surgem em nossas relações. Jamais faz uso de críticas sadias e construtivas, aquelas que apontam erros e sugerem soluções para os mesmos.
Comportamento na Sociedade
Passemos agora à exposição do comportamento desse detestável impostor na sociedade, outra praia onde adora se exibir, embora poucos o notem.
Ele circula pelas ruas do bairro onde vive de nariz empinado, cheio de empáfia, tentando vender a todos, sobretudo aos mais humildes, a falsa imagem de alguém assaz importante. Ostentando correntes, anéis, gravatas, broches e outros adereços maçônicos – alguns com peso suficiente para curvar o tórax –, tão logo se acerca de uma roda de amigos, ou melhor, de gente com paciência para aturá-lo, ele passa a ensejar conversas maçônicas desnecessárias, fazer alarde de sua condição de maçom e de ser membro de uma poderosa “gangue”, com o único propósito de colocar-se acima deles. Quando, porém, um profano lhe dirige algumas perguntas a respeito de nossa instituição, movido por uma sadia e natural curiosidade, ele responde geralmente o que não sabe, fitando-o de cima para baixo, com desprezo, como se estivesse encastelado sobre um pedestal de ouro.
Como o caracol, esse tipo de maçom costuma deixar um rastro visível e brilhante por onde trafega, tornando muito fácil a identificação sua e do seu paradeiro, que é o que ele efetivamente deseja, embora afirme o contrário. Mas, para a sua infelicidade, pouca gente dá importância aos seus recados vaidosos. O automóvel, o lar e o local onde trabalha correspondem ao exoesqueleto desse animal, ao passo que os adereços e os objetos maçônicos que ele usa e espalha por todos os lados à gosma que libera. Impulsos provenientes das regiões recônditas do cérebro onde se alojam o seu complexo de inferioridade e a sua baixa autoestima dizem a ele onde derramá-la.
Do mesmo modo que prostitui nossa instituição, transformando-a em templo da vaidade, ele corrompe também a natureza de muitos objetos inanimados, desvirtuando os propósitos para os quais foram concebidos.
Os vidros do automóvel não servem para proteger os passageiros do vento e da chuva, mas para ostentar adesivos maçônicos escandalosos que avisam os transeuntes e os motoristas dos carros que estão na retaguarda que “alguém muito importante” maneja o volante. As paredes da sua casa não servem como divisórias, mas de outdoors para a colagem de diplomas maçônicos que levam o seu nome. O isqueiro ele usa para tentar acender um cigarro que talvez nem fume ou sabendo que ele não funciona mais (o importante é as pessoas notarem o compasso e o esquadro colados nele!). A caneta com compasso encravado na tampa ele usa para mostrar que é maçom àquele que está perto do papel no qual finge estar escrevendo alguma coisa. O relógio da sala não serve para mostrar a hora certa, mas para dizer aos visitantes que o seu dono é maçom. As estantes da sala não servem para acomodar bons livros, mas para armazenar troféus, medalhas, placas comemorativas, mimos e tudo o mais que avise que há um maçom por ali. O mesmo vale para pratos, talheres, lenços, gravatas, bonés, bolsas, bonecos, malas, bengalas e, pasmem, até revólveres e espingardas! Enfim, qualquer objeto que possa lhe servir de propaganda ele o corrompe.
Prejuízos
O Maçom arrogante sabe muito bem que é um desqualificado moral, que carece das virtudes necessárias para dirigir homens de caráter, mas mesmo assim quer assumir o cargo de Venerável e nele perpetuar-se por tempo indeterminado, se possível. Insolente, julga-se o único com aptidão para empunhar o malhete, menoscabando a capacidade dos demais Irmãos. Sempre que pode procura manobrar as eleições para que os cargos em Loja sejam preenchidos por integrantes de sua medíocre camarilha, que, uma vez empossada, vai aprovar seus atos malsãos e alimentar a sua vaidade. Dessa maneira, ele trava as rodas da Loja, impedindo-a de progredir, de desfraldar as suas velas.
Nosso personagem costuma mais faltar do que comparecer às reuniões, como já foi dito. Quando o faz, é quase sempre para tentar colocar-se em destaque, humilhar alguém, violar regulamentos, e fazer prevalecer os seus caprichos pessoais.. É claro que ele não age só, pois se assim fosse a sua eliminação seria fácil e sumária. Ele conta com o respaldo de pequenos grupelhos de gente sórdida e submissa, que aprova suas ações, que corrompe e deixa-se corromper. Às vezes conta até com a cumplicidade dissimulada de alguns delegados, que, por motivos políticos ou de ordem pessoal, fazem vista grossa aos seus insidiosos manejos e prevaricam no que constitui uma das mais importantes missões dentro da Maçonaria.
Terminado o período de sua administração como Venerável este impostor passa a meter o nariz em assuntos que não mais lhe dizem respeito, usurpando funções de outros irmãos da loja, incluindo as do seu sucessor. Quer mandar mais do que os outros, quer ser o dono da Loja; quer admitir candidatos sem escrutínio para engrossar a sua camarilha; quer manobrar a todos e violar leis. Expõe os Aprendizes e Companheiros a constantes querelas com outros Mestres, quase sempre motivadas pela vaidade e pela sede de poder.
Especialista em apontar erros nos outros, o maçom arrogante jamais admite um seu. Quando, porém, as circunstâncias tornam isso impossível, ele o faz rangendo os dentes e disparando setas em todas as direções, muitas vezes ferindo os poucos Irmãos que o querem bem. Além de tudo é um indivíduo vingativo. Caso sofra uma contrariedade qualquer, ou veja descartada uma irracional conjectura sua, ele passa a fomentar intrigas e provocar cismas na Loja. Aquele que for investigar as causas que levaram uma determinada oficina a abater colunas notará em seus escombros a marca indelével de sua mão, que muitas vezes deixa impressa com orgulho!
Elemento altamente desestabilizador e perigoso, o maçom vaidoso é o principal responsável pelo enfraquecimento das colunas de uma loja, pela fuga em massa de bons Irmãos, e pela decadência da Maçonaria de uma forma geral. Quanto maior for o seu número agindo no corpo da Maçonaria, mais fraca, enferma e suscetível à contração de outros males ela se torna, mais exposta a escândalos e prejuízos ela fica. Sua eliminação é, portanto, condição si ne qua nom para a conservação da saúde de nossa Sublime Instituição. - Ir.’.Rubens Carlos de Oliveira.

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