Por J. H. PROBST-BIRADEN
O kabalista Vulliaud, em seu livro: "A Kabbala Judaica", livro erudito e subtil, nega toda influencia do esoterismo tradicional judaica sobre a Franco-Maçonaria. Parece-nos, entretanto, que o ritual maçónico, testemunho fiel das doutrinas pelos símbolos, oculta ensinamentos kabbalisticos e regula cerimonias que têm sentido somente em relação ao judaico esotérico.
A inspiração hebraica mística e magica do tratado da "Reintegração dos Seres", de Martinès de Pasqually e dos catecismos dos graus do seu famoso rito dos Elus-Cohens, foi afirmado com alguma solidez por Le Forestier em seu livro "La Franc-Maç:. Ocultiste au XVIII Siècle et l'Ordre des Elus-Cohens" (1).
O mesmo autor confirma a influencia sobre a Sociedade secreta no "L'Occultisme et la Franc-Maçonnerie Écossaine"(2), em um estudo histórico do XVIII século místico, que nos parece incontestável.
Entretanto, Le Forestier, como outros, trata da questão em geral, mas não indica os precisos pontos kabbalisticos do ritual escocês, o único completo e conservado quase intacto depois de suas primeiras edições. Procuraremos apresentar alguns exemplos, bastante convincente, quando não absolutamente incontestáveis. Le Forestier constata que, a partir do fim do século quinze, a aristocracia intelectual europeia desprezada os ensinamentos doutrinários do clero diante dos mistérios da Kabbala dos Judeus. A Kabbala deixa de ser uma tradição reservada ao povo de Israel, na Renascença, e desempenha um papel ininterrupto até o século XVIIII. Basta lembrar os nomes de Pic de la Mirandole, de Reuchlin, de Cornelio Agrippa, de Trithemo, de Paracelso, Cardan, van Helmont, Robert Fludd e muitos alquimista e Rosa-Cruzes que conheceram, praticaram e ensinaram a Kabbala, harmonizada com o Cristianismo, embora Vulliaud pareça desconhecer.
No século XVIII, cristãos e israelitas praticam, ao mesmo tempo, a Alchimia e a Kabbala e estabelecem em seus trabalhos uma estreita concordância, uma minuciosa correspondência entre as duas Ciências esotéricas.
No século XVIII, época em que são fixados os rituais dos altos graus maç:., o que se chamou de escocismo, por causa da nação ou país de origem seus criadores, o esoterismo, fortemente impregnado de Kabbala é triunfante. Reeditaram-se os tratados puramente alquimicos e os kabbalisticos também. A "Filosofia Oculta de Agrippa" é vertida em francês, em 1727 e veremos sua influencia se revelar no mundo maçónico.
É coisa capital para nós - porque os fundadores do escossismo vêm dos países britânicos, publicam-se muitos trabalhos sobre Kabbala na Inglaterra, o que torna natural a introdução de elementos kabbalisticos no escossismo, edifício maçónico do século dezoito. Le Forestier menciona tratados conhecidos, como o de Disckinson, medico de Carlos II: "Physica vetus et vera" no qual explica a Grande obra pela génese, comentados segundo o método kabbalistico. Livros alemães eram lidos e comentado nas sociedades dos alquimistas ingleses, tais como o Urim et Tummim Mosis (1737), die Schlange Mosis, a serpente de Moisés , publicado em Dantzig em 1735; enfim em um catalogo de manuscritos herméticos de Viena, cujas copias um livreiro vendia, nota-se o titulo seguinte: Kabbala de Ouro dos Judeus com o processo dos Zephiroth para a transformação dos metais (3).
O Conde de Saint-Germain, Cagliostro, os magos, os alquimistas, os hermetistas diversos puseram em pratica a Kabbala e, principalmente, a Kabbala Numérica; tratava-se então da confecção de talismãs segundo as formulas hebraicas, da evocação dos espíritos com as cerimonias descritas nas compilações ou comentários dos rabinos (clavículas), cujas edições variadas eram espalhadas nos meios burgueses e mesmo nobres da França. Por isso, Le Forestier pode dizer, sem contestação, que a historia do ocultismo (lede esoterismo) se confunde na segunda metade do século XVIII com a Franço-Maçonaria (4).
A Franco-Maçonaria, importada da Inglaterra em 1730, não passava da imitação da Freemansonry inglesa, sociedade secreta e mantida ritualmente por legendas e símbolos operários, como a outra, e que reunia intelectuais e plebeus, pregava a fraternidade, a igualdade na loja e a tolerância reciproca, antes de os introduzir nas constituições políticas, etc.
Nada de iniciatico, propriamente dito, era notado na Maçonaria nascente da Inglaterra e da França no fim do século XVII. A historia simbólica de Hiram tem importância em 1725, quando o 3.º grau, o de mestre, é ligado aos dois primeiros. É uma mistura de mito solar, fragmentos de antigos mistérios e lendas talmudicas. Mas tarde, não somente foram criados os Graus Maiores, quer dizer, a Maçonaria Escocesa, desenvolvimento parcial de um plano maior de iniciação na França, contido no discurso do cavaleiro Ramsay, nascido na Escócia, dai o nome de sistema escocês, como também se imprimiu forte caracter kabbalistica em todos os grau superiores ao de Mestre.
Algumas edições do Livro das Constituições de Anderson, verdadeira Bíblia maçónica, contem aprendizes, nos quais a Kabbala é considerada como uma das fontes da maç:., principalmente a edição de 1738. O Rito dos Maçons da Inglaterra e o Real Arca afirmam que os Maçons são os verdadeiros herdeiros da Kabbala, considerada como uma tradição, a Ciência Secreta, como então se dizia. Esse ritos, como em França o dos Elus-Cohens de Martinès, também meio kabbalistico, representaram alguns grupos esotéricos ou místicos, muito reduzidos e não se propagaram no século XVIII. Porém, suas ideias iniciaticas e seus símbolos, inspirados dos mestres incógnitos: hermetistas diversos e Rosa-Cruzes, tiveram, ao contrario, considerável sucesso nos meios burgueses e intelectuais franceses, ávidos de mistérios e anti-racionalistas, de onde surgia o rito escocês.
Podemos afirmar que quase todos os amadores de Ciências Oculta e de Misticismo não ortodoxo, entendiam um pouco de Kabbala.
Ha títulos de trabalhos e de rituais de Sociedades Maç:., como os que já apontámos, que provam o kabbalista de certos grupos maç:. Seria estranho que muitos pontos do ritual escocês, que dizer, dos Graus Maiores, elaborados nessa época, fizessem excepção e nada tirassem da Tradição hebraica esotérica.
Não nos preocupados em saber aqui se a Kabbala é completamente pura e antiga, como pensa Vulliaud ou se é, conforme parece, uma amalgama que, nas redacções medievais do Zohar, apresenta elementos caldeus e judaico antigos, com ensinamentos iranianos ou mesmo sufis, mais recentes, nem examinamos a acção directa rabinica da Kabbala sobre a maç:., ou a acção heteróclita dos kabbalistas cristãos, como Paracelso, Trithemo, Reuchlin e, sobretudo, Agrippa. Este ultimo autor reproduz, principalmente em sua filosofia oculta, os principais da Kabbala pratica, compara-os ás doutrinas secretas da antiguidade e ensina a confecção de amuletos para conjurar os espíritos, segundo as formulas dos redactores rabinos das Clavículas, como ele próprio afirma.
Ora, desconfia-se de haver plágios ou interpolações nos livros dos kabbalistas cristãos, porque esses escritos se ocupam unicamente dos mistérios cristãos, pelos métodos da Kabbala e pouco se interessam, salvo honrosas excepções, da profunda metafísica do Jesirah ou do Zohar, livros que por eles não foram lidos ou conhecidos em sua integridade. Com efeito, os rituais dos altos Graus esotéricas, á maneira dos Kabbalistas, as coisas cristas e contém pouco metafísica transcendente ou de tal modo mergulhada nas cerimonias e sinais pouco claros, que dificilmente podem ser encontrados.
Reconhecemos, nos rituais dos altos Graus, principalmente, símbolos ou alusões claramente kabbalisticos. Isto é muito importante, Vulliaud é mais exclusivo nesse ponto do que os próprios judeu. Estes não indicaram os detalhes, como o fazemos hoje, mas que se tratasse de Gould entre os autores maçónicos de alguns anos, ou de Armand Bédamide, mais moderno, sobrinho dos irmãos Bédamide, criadores do rito Misraim (inteiramente hebraico), eles consideram a Kabala como um dos componentes principais da doutrina e da expressão maçónica.
1.º - O atributo de Grande Arquitecto do Universo, testemunha uma dupla origem. Natural aos construtores das catedrais, ele é empregado no Zohar (5) e no Talmud, tratado considerado como kabbalistico. Nesse tratado, o Mundo é um Templo do qual Deus é o arquitecto.
O que é mais notável é o caracter não definido do grande arquitecto maçónico. Em parte alguma existe operador, fabricante do Universo, mas sim o Pensamento que o concedeu. A noção Ain Soph, Deus superior ás sephiroth operantes, emanada Dele, parece a mesma que a do G:. A:. indefinido dos franco-mações escoceses.
2.º - A Palavra Perdida, cujas pesquisa se faz em certos graus, como no 18.º, ou príncipe Rosa-Cruz, é o ultimo segredo da Maçonaria, o Conhecimento Perfeito, o grande segredo da Iniciação.
Como se pode interpretar os símbolos maçónicos de muitos modos, faz-se também alusão á pronuncia exacta do tetragramma hwhy contido no triângulo místico da ordem, o Schem-Ham-Phorasch, nome divino, condensador de forças magicas, que o sumo sacerdote pronunciava uma vez por ano no Templo, enquanto os levitas agitavam as campainhas para evitar que o povo ouvisse a verdadeira pronuncia, proferida no Santo dos Santos ou Kadosch Hakadoschim.
Esse nome é traduzido nos escritos kabbalistas como: Jehovah, Jahveh; costuma-se abreviado em Iah, nos 4.º e 13.º graus, substituindo-o como palavras sagradas de outros nomes divinos da Kabbala. Jaheb, o condescendente; Ihao, o que existe; Eliah, o corajoso, - combinações de uma parte de hwhy, por comutações e adjunções de letras hebraicas a hy, Iah. O tetragramma é encontrado novamente no 14.º:., 18.º:., e 23.º:. e 24:..
3.º - Os anjos do 28.º:. grau, ou cavaleiro do Sol, são: Michael, Gabriel, Uriel, Zarhiel, Hamaliel, Raphael, Zaphiel. Ora estes nomes pertencem aos espíritos governantes dos planetas, na Kabbala. São tirados da lista das 72 combinações de letras com El, na chamadas tábua do Schem-Ham-Phorasch.
4.º - Os três pontos são usados em muitas fraternidades, pelo menos depois da Idade-Media. São vistos gravados entre os graffiti dos Templários prisioneiros, nos muros das prisões do Castelo de Chinon. As antigas associações corporativas de operários, também os usavam. Mas o iod (y) é considerado na Kabbala como formado por 3 pontos reunidos (6). Ora, o iod é a mãe de todas as outras letras no Zohar e também no Ietzirah.
5.º - Algumas cores consagradas aos graus coincidem com as que são atribuídas a muitas sephiras. É assim que o cor branca dos graus superiores, como o 31.º:., 32.º:. e 33.º:., dos ofícios maiores, é a cor das Sephiroth reais: Malkut, o Reino, resumo e repouso das Sephiroth; Kether, a primeira e rainha das Sephiroth espirituais. O negro caracteriza Geburah, a Justiça, e o cordão de Kadosch, grande juiz maçónico, é igualmente negro.
6.º - Os 4 animais da visão de Ezequiel, foram popularizados de diversos modos, mas é sabido que não só a Kabbala judaica, como o Apocalipse de São João, adaptação kabbalistica cristã, repetem com força e insistência esse simbolismo. Nos antigos rituais, encontrava-se palavra sagrada de um certo grau escocês, na guela de uma esfinge de leão e o recipiendário respondia a uma pergunta iniciatica o seguinte: inveni verbum in ore leonis. Não se tratava do leão de Judá, somente, como pretendiam muitos Anglo-Saxãos ou Israelitas, mas sim da Potência no sentido kabbalistico.
A águia, figura muitas vezes empregadas pelo Zohar em suas parábolas, designa, na literatura rabinica esotérica, o Império Espiritual, que rege os seres e as coisas, entre muitas outras significações. Os cavaleiros Kadosch ou 30.º:. outrora eram chamados cavaleiros da águia branca e negra. O brasão do Supremo Conselho é a águia (7).
O anjo figura nos rituais, e o touro, abolido nos catecismos escoceses, aparece nas cerimonias maçónicas simplesmente sob a forma do touro alado caldeu, que serve de ornamento e guardião de certos templos. Entretanto, ele aparecia muitas vezes nos rituais do rito de Misraim, existindo em França.
7.º - Os candelabros de muitos braços luminosos ou luminares, representam espíritos protectores da dignidade dos graus. São representado por 3, 5, 7, 9, ou seus múltiplos 9, 10, 21, 72. Temos, por exemplo, o candelabro de 9 braços do 4.º:., ou mestre secreto; o de 2 e de 5 braços do 23.º:., cavaleiro do tabernáculo, e vários outros. Os 72 luminares do 15.º:. grau antigo, se referem, evidentemente, aos 72 génios da tábua de Schem-ham-Phorach, ou do grande nome de 72 letras.
Os luminares representam espíritos ou anjos nas cerimonias dos Elus-Cohens de Martinès, dos Philalèthes, dos f:. m:. do rito de Misraim. Ora, tudo isto é perfeitamente kabbalistico e de um simbolismo frequente no Zohar.
8.º O emprego da aritmologia sagrada poderia ser atribuído unicamente á influencia pitagorica, mas a Maçonaria emprega precisamente os números mais citados nos escritos kabbalisticos: o 3, o 5, o 7, o 9. A importância dos 3 grandes middoth, ou aspectos de Ain Soph, é evidente. O 5 é o numero do verbo entre muitos rabinos esoteristas, tais como Aben-Ezra. Ha 6 dias e 1 sabbat, 2 ternários de Sephiroth operantes, sintetizadas na 7.ª malkut, 7 terras, 7 céus, 7 moradas de anjos, etc., no Zohar (8).
O numero 9 lembra três ternários de sephiroth intermediárias, expressos nas tábuas kabbalisticas por 3 triângulos, malkut estando subentendido. Os 9 palácios ou escalas conducentes a Deus, no Zohar, são frequentemente citados nos escritos rabinicos. Ora, os 13.º:., 14.º:. graus, entre outros, têm por símbolos 5 triângulos entrelaçados, ou estrela de 9 pontas. Outros acendem 9 luminares.
Seria estranho que os 4 números sagrados, mais conhecidos na F:.-M:. fossem os mais significativos para os Kabbalistas, sem que houvesse inspiração rabinica nos rituais e no cerimonial.
9.º - Pode-se notar a identidade dos nomes divinos constantemente apresentados pela Kabbala e os das palavras sagradas maçónicas: Adonai do 4.º:., ou mestre secreto, do 14.º:., grande escocês da abobada sagrada, do 28.º:., Príncipe adepto ou cavaleiro do Sol; Kadoch ou 30.º:., que exclama: nekan Adonai e que é repetido no 33.º:., grau supremo.
Muitos compostos de El, de Iah, Tsebaoth, Schaddai, são pronunciados em diversos graus.
10.º - O alfabeto secreto dos 3 primeiros graus, representado por letras quadradas, derivadas das subdivisões angulares do xadrez de 9 quadrados, é kabbalistico. C. Agrippa, no Cap. XXX do Livro III da Filosofia Oculta, intitulado: "Outros modos de fazer os caracteres transmitidos pelos kabbalistas", dá uma figura completamente semelhante a dos catecismos maçónicos.
As comparações precedentes, simples exemplos tomados em grandes quantidade de detalhes coincidentes, ou muito semelhantes, ao lado curto resumo histórico de Le Forestier, sem duvida bastam ao leitor imparcial para convence-lo do caracter um tanto absolutista da opinião de Vulliaud. Não obstante sua grande erudição e competência hebraica, parece-nos que foi um tanto precipitado ao negar qualquer relação da Franco-maçonaria , que lhe é difícil julgar inteiramente sem iniciação, com a Kabbala, que conhece bem.
Que as influencias tenham sido directamente judaica ou indirectamente kabbalistas, pelos esoteristas, alquimistas, hermetistas, Rosa-Cruzes de origem cristã, que fizeram a kabbala cristã, como Agrippa ou Cardan, entre os mais notáveis, pouco importante.
O espirito das doutrinas e dos rituais da Franco-maçonaria, e particularmente do Escocismo, é em grande parte kabbalistico e nos parece absurdo contesta-lo.
Grupo Maçônico Orvalho do Hermon
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domingo, 13 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
A PARTIR PEDRA - O perfil e o Segredo de um Venerável justo e perfeito
Antes de mais, importa esclarecer que o cargo de V:. M:. não deve ser encarado como um passo inevitável no percurso de um maçon. Pretendo com isto dizer que, eventualmente, nem todos os maçons chegarão a ser VV:. MM:., já que o critério de escolha deve ser o da capacidade e competência e nunca o da antiguidade.
Anualmente é eleito pelos seus pares um novo Venerável Mestre que, entusiasmado pelo cargo, cheio de enorme boa vontade e responsabilidade, prepara o seu programa de actividades, nem sempre o conseguindo cumprir com o êxito desejado. Isso pode ser visto através da forma como a Loja evolui ao longo do Veneralato:
• pelo nível de envolvimento e adesão dos II:. às actividades da Loja,
• pelo nível de indiferença ou ausências às Sessões;
• pelo nível de não cumprimento de compromissos junto do Tes:.,
• pela falta de apoio, comprometimento, incompreensão e afastamento de alguns Irmãos.
Formalmente falando, o V:.M:. deve ser um homem sensato, de conduta irrepreensível, com as qualificações para ensinar e para aprender a desempenhar muito bem a sua função. É preciso iniciar a jornada pela base, pelo estudo, de modo a não nos faltar a paz, o equilíbrio e a tolerância para discernir quem será o melhor candidato.
Um brilhante orador, professor, empresário, médico, juiz ou advogado, nem sempre pode ser qualificado para "guia dos Irmãos" de uma Loja Maçónica. Ter um nome famoso, riqueza e posição social, dispor de força ou de autoridade, não são qualificações para este fim.
Devemos ter a certeza de que ele possui conhecimentos maçónicos, compreensão e prática da fé raciocinada que deverá utilizar para facilitar a jornada evolutiva de todo o quadro de obreiros da Loja. Devemos também assegurar-nos de que tem a vontade "correcta" para desempenhar este cargo.
A vaidade pode conduzir um homem a considerar-se poderoso e infalível; porém, os mais avisados sabem que na Maçonaria não existem "poderosos e infalíveis" e, sendo uma fraternidade, não há outra Instituição onde melhor se aplique o lema: "liberdade, igualdade, fraternidade".
Um dos problemas internos das Lojas é que muitos Irmãos mais presunçosos e despreparados, depois de serem exaltados, deixam de estudar, achando que atingiram a "Plenitude Maçónica".
Estes são os primeiros a tentar encontrar vias rápidas e alternativas para serem candidatos ao cargo de V:.M:., tendo sucesso em Lojas que, sem critérios ou cuidados, promovem a sua eleição, propiciando o desrespeito pelas tradições da Ordem por pura omissão, conivência ou até cobardia. Outras vezes Irmãos, por melindres, intrigas, ou apenas pela satisfação de vaidades pessoais ou birra, indicam candidatos para o "trono de Salomão", somente em função dos seus relacionamentos.
Estes candidatos, uma vez eleitos e empossados, pouco contribuem para a Ordem Maçónica e/ou para a Loja, tendem a banalizar a ritualística, ou a achar que mudar e inventar futilidades é sinónimo de modernização e inovação.
É necessário que meditem sobre a disciplina que envolve o estudo, a reflexão em torno dos princípios maçónicos, e o empenho responsável de renovação do verdadeiro maçon.
O que devemos fazer para ajudar a impedir o sucesso desses insensatos que faltam à fé jurada?
• Percebendo qual será o seu "programa administrativo ou de trabalho";
• Vendo o modo como se comportaram nos cargos exercidos nos últimos anos;
• Avaliando se aprenderam a lidar com o diferente;
• Percebendo que grau e que tipo de envolvimento têm com a Loja e com os II:..
• Considerando o seu carisma, ou seja, as suas qualidades de liderança.
É imprescindível ter também em consideração aspectos como, o conhecimento doutrinário; se chefia a sua família de forma ajustada; se dispõe de tempo disponível que possa dedicar à Loja e à Ordem, sem com isso prejudicar a sua actividade profissional e familiar, etc. Quanto mais claramente conseguirmos ver as qualidades do candidato, mais valioso ele se torna para nós.
Somando o conjunto destas e de outras qualidades, podemos avaliar se, no seu conjunto, o candidato reúne o necessário para assumir este desafio.
Uma escolha apressada de alguém desqualificado poderá trazer resultados muitas vezes desastrosos. Não bastam anos de frequência às reuniões ou a leitura de alguns livros maçónicos, para se dominar o conhecimento exigido.
Para desempenhar este cargo, é preciso estudar - única forma de alcançar o conhecimento necessário - porque aprender é, evidentemente, um acto de humildade. Mas para adquirir sabedoria, é preciso observar. Só assim conseguiremos, ao invés de colocar o homem no centro de tudo, descobrir o tudo que está no centro do homem.
Para desempenhar este cargo, é preciso também "estarmos envolvidos"; é preciso preocuparmo-nos com os nossos II:., com a Loja em si mesma, com a Ordem, etc. Em resumo, é preciso sentirmos que o nosso percurso está intimamente ligado a todos os que de alguma forma se relacionam, directa ou indirectamente, com a Loja. Desempenhar as funções de V:. M:. implica reconhecer quem são estes "stakeholders", e investir no reforço das suas ligações à Loja e entre eles próprios.
O candidato, quando preparado e com o perfil adequado, pode desempenhar esta missão, conduzindo-a com mãos suficientemente fortes para afagar e aplaudir; sabedoria para ensinar e modéstia para aprender, e por este conhecimento, fazer-se paciente, puro, pacífico e justo; adquirindo a aptidão para reconhecer o seu limitado poder e abundantes erros; a sua capacidade e suas falhas; os seus direitos e deveres; dispor de força para, ciente de tudo isso, libertar-se das paixões humanas e assim adquirir a antevisão e o equilíbrio necessários para se livrar dos obstáculos no seu Veneralato, levando Paz, Amor Fraternal e Progresso à sua Loja.
O V:. M:. escolhido tem que ser um líder agregador que entusiasme os seus Irmãos pela sua dedicação e abnegação à Maçonaria. Os grandes Mestres sabem ser severos e rigorosos sem renegarem a mais perfeita benevolência. Tratam os Ilr:. da forma como desejam ser tratados e ajudam-nos a serem o que são capazes de ser: filhos amados do Grande Arquitecto do Universo, portanto IRMÃOS.
O V:. M:. precisa compreender que assiste ao outro o direito de ter uma opinião divergente da sua. Deve procurar criar uma empatia com o crítico, ver o assunto do ponto de vista dele, manifestando entender o seu sentimento. Sendo todos iguais, ninguém é mais forte ou mais fraco e deixa que perceba isso. Só assim ele compreenderá que o seu direito de opinar (participar) está a ser respeitado.
Quando um Irmão necessita falar ouve-o; quando acha que vai cair, ampara-o; quando pensa em desistir, estimula-o.
A bondade e a confiança dos seus pares que o elevaram a essa posição de destaque, exige ser usada com sabedoria, aplicando-a no comprometimento da justiça, nunca na causa da opressão.
No desempenho de sua função terá sempre em consideração que ninguém vence sozinho, mas jamais permanecerá ofuscado pelas influências dos que o apoiaram ou se deixará dominar por qualquer tentativa de predominância.
Ele, como V:.M:., é responsável por tudo o que acontecer de certo ou de errado em sua Loja. Por mais que se queixe da "herança perversa recebida" do seu antecessor; de Iniciações de candidatos mal seleccionados, fardos que agora estão a seu cargo; de Irmãos que faltam ao sigilo, à disciplina; da desorganização da Secretaria e da Tesouraria da Loja, que motivam contrariedades, causam prejuízos de ordem moral e monetária de difícil reajustamento. Perante um cenário destes, deve concentrar-se antes no que tem feito para modificar, agilizar e melhorar este quadro.
A condução de uma Loja dá trabalho, requer paciência, é como se fossemos tecer uma colcha de retalhos, tratar de um jardim, cuidar de uma criança. Deve ser feita com destreza, dedicação, vontade e habilidade.
Importa também perceber que temos nos nossos Irmãos os reflexos de nós mesmos. Cabe-nos, por isso mesmo tentar compreendê-los, pela própria consciência, para poder extirpar espinhos, separar as coisas daninhas, ruins, que surgem entre as boas que semeamos no solo bendito do tempo e da vida, já que que se não forem bem cuidadas serão corrompidas.
A atitude do V:. M:. pode ser descrita como um conjunto de diversos aspectos complementares:
• Fraternidade - quando o V:. M:. lança a semente da união.
• Consciência - quando nos convida a analisar os nossos feitos para reconhecer erros cometidos.
• Indulgência - quando aos defeitos alheios pede paciência.
• Amor - quando floresce um sentimento puro de amizade aos olhos de todos.
• Bondade - quando convive com os nossos erros, incompreensões, medos, desânimos, perdoando de boa vontade.
• Justiça - quando deixa que cada um receba segundo os seus actos.
• Felicidade - quando nos lábios de um Irmão aparecer um sorriso, e outro sorri também, mesmo de coisas pequenas para provar ao mundo que quer oferecer o melhor.
• Instrutor - quando valoriza a ritualística, o simbolismo, utilizando as Sessões Ordinárias como uma forma objectiva de instruir o Irmão, incentivando o estudo e a discussão de tudo que seja relevante para a Ordem em particular e para a sociedade em geral.
• Mestria - quando estimula os II:. a apresentarem trabalhos de conteúdo, elaborados por eles, e recusa simplesmente cópias retiradas de livros, revistas ou Internet, e o que é ainda mais inconveniente, insensato e desastroso, o recurso do plágio, ou seja, à cópia ou imitação do trabalho alheio, sem menção do legitimo autor.
Mestre sim, porque, sempre independente, nunca perde a alegria, nunca se acomoda e, como fiel condutor que representa o grupo, que ocupa a primeira posição de comando, isto é, comanda (manda com) os seus liderados em qualquer linha de ideia, se assume como o líder. Quando ao sair das reuniões cada um de nós se sentir fortalecido na prática da Arte Real, do bem e do amor ao próximo, podemos apelidar o local de Loja Maçónica Regular, Justa e Perfeita.
Acabando a tristeza e a preocupação, surge então a força, a esperança, a alegria, a confiança, a coragem, o equilíbrio, a responsabilidade, a tolerância, o bom humor, de modo que a veemência e a determinação se tornam contagiantes, mas não esquecendo o perigo que representa a falta do entusiasmo que também contagia.
E, finalmente, quando se aproximar o final do seu Veneralato, deve fazer uma reflexão sobre quais foram as atitudes reais de beneficência que tomou; referimo-nos não só ao auxílio financeiro a alguma Instituição filantrópica, mas também ao "ombro amigo" na hora necessária, ou o empréstimo do seu ouvido para que as queixas fossem depositadas.
O V:. M:. nunca deve deixar de agradecer por ter sido a ferramenta, o instrumento de trabalho criado por Deus, usado como símbolo da moralidade, para trazer luz, calor, paz, sabedoria, beleza para muitos corações e amor sem medida no caminho de tantos Irmãos.
Ao encerrar o se mandato, é importante que consiga afirmar a todos os obreiros de sua Loja: "não sinto que caminhei só. Obrigado por estarem comigo. Obrigado por me demonstrarem quanto bem me querem. Eu também vos quero bem. Gostaria de continuar, mas é tempo de "passar o malhete" e dizer: MISSÃO CUMPRIDA!"
Nas nossas reflexões, que o amor desperte nos nossos corações e juntos, com os olhos voltados para frente, consigamos tenacidade para construir o presente e audácia para arquitectar o futuro, por isso, NUNCA DEVEMOS DEIXAR O NOSSO VENERÁVEL LUTAR E CAMINHAR SÓ!
Esta não é a enumeração exaustiva de todas as qualidades que distinguem o Venerável Mestre ideal, mas todo aquele que se esforce em possuí-las, estará no caminho que conduz a todas as outras.
Caro leitor, espero tê-lo ajudado a entender "O perfil e o Segredo de um Venerável Justo e Perfeito..."
Adaptado (de forma muito livre) de texto escrito pelo I:. Valdemar Sansão
O Original deste texto pode ser encontrado aqui
A Loja Mestre Affonso Domingues encontrou uma forma bastante eficaz de assegurar a continuidade na qualidade, dos seus VV:. MM:. - estabeleceu um percurso que leva os candidatos designados a percorrerem diversas funções na Loja, até chegarem ao cargo de V:. M:.. No meu entender, esta solução permite atingir diversos fins igualmente importantes:
1. O futuro V:. M:. desempenha diversas funções cujo conhecimento contribui e é importante para o seu trabalho como V:. M:.
2. O futuro V:. M:. é envolvido progressivamente na actividade de gestão da Loja, chegando a V:. M:. já com algum domínio sobre os problemas que a Loja possa ter.
3. Os mestres mais antigos (normalmente antigos VV:. MM:.), podem acompanhar a progressão do futuro V:. M:., aconselhando-o e apoiando-o na sua progressão.
4. "Permite detectar precocemente" se o candidato vai ou não vai conseguir ser V:. M:. e, em casos extremos, tomar decisões.
Paradoxalmente, no meu caso pessoal, serei eventualmente V:. M:. dentro de algum tempo, o que significa que o sistema que temos não é perfeito - permite ainda erros de "casting". Tenho contudo esperança que, se necessário, haja a coragem de aplicar o ponto 4 (acima), sendo assim a loja consequente com o inicio deste texto - o critério de escolha tem de ser o da capacidade e competência e nunca o da antiguidade. A Loja prevalece sobre os II:. e o conjunto destes prevalece sobre cada um, mesmo que possa vir a ser V:. M:..
GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
http://br.groups.yahoo.com/group/orvalhodohermon/
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO IV
Rio de Janeiro – RJ – Brasil
"Só posso reconhecer como Irmão quem se comporta como tal..."
domingo, 6 de dezembro de 2009
O Bode na Maçonaria
Dentro da nossa organização, muitos desconhecem o nosso apelido de bode. A origem desta denominação data do ano de 1808. Porém, para saber do seu significado temos necessidade de voltarmos no tempo. Por volta do III ano d.C. vários Apóstolos saíram para o mundo a fim de divulgar o cristianismo. Alguns foram para o lado judaico da Palestina. E lá, curiosamente, notaram que era comum ver um judeu falando ao ouvido de um bode, animal muito comum naquela região. Procurando saber o porquê daquele monologo foi difícil obter resposta. Ninguém dava informação, com isso aumentava
ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos, em relação aquele fato.
Até que Paulo, o Apóstolo, conversando com um Rabino de uma aldeia, foi informado que aquele ritual era usado para expiação dos erros. Fazia parte da cultura daquele povo, contar alguém da sua confiança, quando cometia, mesmo escondido, as suas faltas, ficaria mais aliviado junto a sua consciência, pois estaria dividindo o sentimento ou problema.
Mas por que bode? Quis saber Paulo. É por-que o bode é seu confidente. Como o bode nado fala, o confesso fica ainda mais seguro de que seus segredos serão mantidos, respondeu-lhe o Rabino. A Igreja, trinta e seis anos mais tarde, introduziu, no seu ritual, o confessionário, juntamente com o voto de silêncio por parte do padre confessor - nesse ponto a história não conta se foi o Apóstolo que levou a idéia aos seus superiores da Igreja, o certo é que ela faz bem à humanidade, aliado ao voto de silêncio, 0 povo passou a contar as suas faltas.
Voltemos em 1808, na França de Bonaparte, que após o golpe dos 18 Brumários, se apresentava como novo líder político daquele país. A Igreja, sempre oportunista, uniuse a ele e começou a perseguir todas as instituições que não governo ou a Igreja.
Assim a Maçonaria que era um fator pensante, teve seus direitos suspensos e seus Templos fechados; proibida de se reunir. Porém, irmãos de fibra na clandestinidade, se reuniram, tentando modificar a situação do país. Neste período, vários Maçons foram presos pela Igreja e submetidos a terríveis inquisições. Porém, ela nunca encontrou um covarde ou delator entre os Maçons. Chegando a ponto de um dos inquisidores dizer a seguinte frase a seu superior: - “Senhor este pessoal (Maçons) parece BODE, por mais
que eu flagele não consigo arrancar-lhes nenhuma palavra”. Assim, a partir desta frase, todos os Maçons tinham, para os inquisidores, esta denominação: “BODE” - aquele quenão fala, sabe guardar segredo.
GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO IV
Rio de Janeiro – RJ – Brasil
"Só posso reconhecer como Irmão quem se comporta como tal..."
ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos, em relação aquele fato.
Até que Paulo, o Apóstolo, conversando com um Rabino de uma aldeia, foi informado que aquele ritual era usado para expiação dos erros. Fazia parte da cultura daquele povo, contar alguém da sua confiança, quando cometia, mesmo escondido, as suas faltas, ficaria mais aliviado junto a sua consciência, pois estaria dividindo o sentimento ou problema.
Mas por que bode? Quis saber Paulo. É por-que o bode é seu confidente. Como o bode nado fala, o confesso fica ainda mais seguro de que seus segredos serão mantidos, respondeu-lhe o Rabino. A Igreja, trinta e seis anos mais tarde, introduziu, no seu ritual, o confessionário, juntamente com o voto de silêncio por parte do padre confessor - nesse ponto a história não conta se foi o Apóstolo que levou a idéia aos seus superiores da Igreja, o certo é que ela faz bem à humanidade, aliado ao voto de silêncio, 0 povo passou a contar as suas faltas.
Voltemos em 1808, na França de Bonaparte, que após o golpe dos 18 Brumários, se apresentava como novo líder político daquele país. A Igreja, sempre oportunista, uniuse a ele e começou a perseguir todas as instituições que não governo ou a Igreja.
Assim a Maçonaria que era um fator pensante, teve seus direitos suspensos e seus Templos fechados; proibida de se reunir. Porém, irmãos de fibra na clandestinidade, se reuniram, tentando modificar a situação do país. Neste período, vários Maçons foram presos pela Igreja e submetidos a terríveis inquisições. Porém, ela nunca encontrou um covarde ou delator entre os Maçons. Chegando a ponto de um dos inquisidores dizer a seguinte frase a seu superior: - “Senhor este pessoal (Maçons) parece BODE, por mais
que eu flagele não consigo arrancar-lhes nenhuma palavra”. Assim, a partir desta frase, todos os Maçons tinham, para os inquisidores, esta denominação: “BODE” - aquele quenão fala, sabe guardar segredo.
GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO IV
Rio de Janeiro – RJ – Brasil
"Só posso reconhecer como Irmão quem se comporta como tal..."
domingo, 22 de novembro de 2009
Tolerância e Conivência
Pronunciamento do Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, Soberano Irmão Marcos José da Silva, em 19 de novembro de 2009.
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Entre as virtudes mais intensamente cultuada pelos maçons, a tolerância tem especial destaque. É a arte de colocar-se do ponto de vista do interlocutor para compreender as suas razões, os seus motivos, os seus argumentos. A tolerância tem sido através do tempo o principal instrumento para manter em alto nível a convivência entre os irmãos e as relações humanas da Maçonaria com a sociedade.
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Sem dúvida, faz parte da boa educação individual, o hábito de ouvir com paciência as opiniões contrárias e respeitar as idéias que podem surgir das mentes de outras pessoas. Afinal, as melhores coisas de que o mundo desfruta são resultado de muitos talentos valorizados anteriormente.
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Vale citar a famosa frase de Voltaire, aliás, Maçom da Loja “As Nove Irmãs”, de Paris, no século Dezoito: “posso não concordar com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até à morte o vosso direito de dizê-las.”
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A intolerância, ao contrário, leva à desarmonia, à dissensão e discrepância. Em prosseguimento, conduz ao fanatismo, cujas modalidades mais nocivas são o fanatismo religioso e o fanatismo político, o que, dentro da Ordem Maçônica, seria demolidor.
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A tolerância é principio básico da Maçonaria nas relações sociais e humanas. Só não é admitida a tolerância diante do erro e do crime premeditado, pois seria adotar a conivência como regra na Sublime Instituição. E seria aceitar o dilaceramento da Cadeia de União, a verdadeira base da Maçonaria em todas as nossas ações em favor da Humanidade.
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Brasília, 19.11.2009.
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Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral
Fonte: Grupo Maçônico Orvalho do Hermon
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
SISTEMA RITUALÍSTICO
Os ritos maçônicos são conjuntos de regras e procedimentos empregados nos cerimoniais litúrgicos das Lojas, que empregam símbolos e lendas para representarem princípios de moral e idéias conceituais.
Embora os Maçons afirmem se tratar de propósito primordial da corporação o respeito às preferências político-partidárias e religiosas dos seus Obreiros, desestimulando discussões sobre os temas, não desconhecem, no entanto, que os ritos são espelhos de movimentos coletivos empreendidos por setores da sociedade, vinculados a uma religião e ou a escolas filosóficas e culturais, em evidência nos séculos XVII e XVIII.
São muitos os fatores de época e de conhecimentos que contribuíram para a configuração dos principais rituais maçônicos. Em meados do século XVIII foram criados sistemas que organizaram ritualmente a Maçonaria. Na França, por exemplo, surgiram mais de 75 desses sistemas. A partir de 1760 começou o período de implantação da metodologia interna da Maçonaria. Foram elaborados ritos por justaposição ou por fusão de sistemas. Somente após essa fase é que apareceram rituais manuscritos para a formalização dos procedimentos como um culto.
No final do século XVII a maçonaria tinha dois graus: Aprendiz e Companheiro, dirigidos por um Companheiro mais experiente e capacitado, eleito o Mestre da Loja.
O primeiro documento relativo a um terceiro grau data de 1711, seis anos antes da fundação da Grande Loja de Londres, a primeira federação de Lojas que surgiu no mundo, formada por quatro Lojas, que, até então, reuniam-se de modo autônomo e livre de hierarquia institucional.
Em 1740 algumas Lojas admitiram e outorgaram mais de três graus. Seguiu-se um período de intensificação dessa prática, que teve um incremento inicial na França e na Alemanha e, a seguir, na Inglaterra.
Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON destina-se aos debates de assuntos relevantes para a maçonaria universal. "O verdadeiramente maçom deve manter a fé em si mesmo, no seu semelhante,no seu Deus, sentindo-se feliz por viver, mas sem medo de morrer!"
Embora os Maçons afirmem se tratar de propósito primordial da corporação o respeito às preferências político-partidárias e religiosas dos seus Obreiros, desestimulando discussões sobre os temas, não desconhecem, no entanto, que os ritos são espelhos de movimentos coletivos empreendidos por setores da sociedade, vinculados a uma religião e ou a escolas filosóficas e culturais, em evidência nos séculos XVII e XVIII.
São muitos os fatores de época e de conhecimentos que contribuíram para a configuração dos principais rituais maçônicos. Em meados do século XVIII foram criados sistemas que organizaram ritualmente a Maçonaria. Na França, por exemplo, surgiram mais de 75 desses sistemas. A partir de 1760 começou o período de implantação da metodologia interna da Maçonaria. Foram elaborados ritos por justaposição ou por fusão de sistemas. Somente após essa fase é que apareceram rituais manuscritos para a formalização dos procedimentos como um culto.
No final do século XVII a maçonaria tinha dois graus: Aprendiz e Companheiro, dirigidos por um Companheiro mais experiente e capacitado, eleito o Mestre da Loja.
O primeiro documento relativo a um terceiro grau data de 1711, seis anos antes da fundação da Grande Loja de Londres, a primeira federação de Lojas que surgiu no mundo, formada por quatro Lojas, que, até então, reuniam-se de modo autônomo e livre de hierarquia institucional.
Em 1740 algumas Lojas admitiram e outorgaram mais de três graus. Seguiu-se um período de intensificação dessa prática, que teve um incremento inicial na França e na Alemanha e, a seguir, na Inglaterra.
Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON destina-se aos debates de assuntos relevantes para a maçonaria universal. "O verdadeiramente maçom deve manter a fé em si mesmo, no seu semelhante,no seu Deus, sentindo-se feliz por viver, mas sem medo de morrer!"
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Recomendações aos Veneráveis Mestres
Dirigirei minha Loja à voz de minha consciência e guiar-me-ei pelas promessas de minha Instalação;
Dirigirei minha Loja sem temor, favor ou recompensa, salvo o julgamento de minha consciência e o favor do Grande Arquiteto do Universo;
Procurarei atrair os Irmãos para os trabalhos, ministrando-lhes abundantes ensinamentos maçônicos;
Procurarei sempre e por todos os meios, conhecer os antigos trabalhos e escritos da ordem e não estarei satisfeito se não houver isso conseguido;
Não deixarei nunca que um Irmão, carecendo de amparo, se afaste da Loja, desiludido;
Procurarei ser modelo para meus Irmãos em prudência, veracidade, cortesia e amor fraternal;
O maldoso em minha Loja não terá descanso até que se regenere; mas, se não se regenerar, será excluído do meio;
Meus auxiliares deverão cumprir seu dever rigorosamente, conforme seus compromissos de posse;
Minha Loja será honrada e respeitada entre suas iguais.
Que o Grande Arquiteto do Universo, Deus de Amor e
Bondade, me ilumine e me ajude a cumprir.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
MOMENTO MAÇOM
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"A mais sublime de todas as instituições é a Maçonaria, porque prega e luta pela Fraternidade, que cultiva com devotamento; porque pratica a tolerância; porque deseja a Humanidade integrada em uma só Família, cujos seres estejam unidos pelo Amor, dominados pelo desejo de contribuir para o Bem do próximo. É uma honra para mim ser Maçom." Abrahão Lincoln
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http://br.groups.yahoo.com/group/orvalhodohermon/
"A mais sublime de todas as instituições é a Maçonaria, porque prega e luta pela Fraternidade, que cultiva com devotamento; porque pratica a tolerância; porque deseja a Humanidade integrada em uma só Família, cujos seres estejam unidos pelo Amor, dominados pelo desejo de contribuir para o Bem do próximo. É uma honra para mim ser Maçom." Abrahão Lincoln
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