I- INTRODUÇÃO
O propósito do presente trabalho é delinear os direitos e obrigações do “Entre Colunas”, prática muito usada especialmente nas reuniões capitulares de uma das ordens Básicas da Maçonaria, que foi a Ordem dos Cavaleiros Templários. Infelizmente, não mais tem sido ensinada e nem posta em práticas nas Lojas.
O interior de uma loja Maçônica (Templo) é dividido em quatro partes, onde a mesma simboliza o Universo. Assim temos o Oriente, o Norte e o Sul. Em algum tempo na história, logo após a construção do primeiro templo Maçônico do mundo, o Freemasons Hall, em Londres, no ano de 1776, baseado inteiramente no parlamento Inglês, construído em 1296, estabeleceu-se que as áreas pertencentes ao Norte e ao Sul chamar-se-iam Coluna do Norte e Coluna do Sul. Assim, quando um Irmão, em Loja está Entre a Coluna do Norte e a do Sul, e não entre as Colunas B e J. Mesmo próximo à grade que separa o Oriente do resto da Loja, o Irmão estará Entre Colunas. Desta forma é extremamente incorreto dizer que o passo ritualístico dos maçons tem que começar entre as Colunas B e J. Tanto isso é verdade, que os Templos modernos, especialmente de Lojas de Jurisdição do grande Oriente do Brasil e MG, têm suas Colunas B e J no Átrio, e não no interior do Templo.
Em síntese, podemos apresentar algumas situações do que é Estar Entre Colunas:
• É conjunto de Obreiros que formam as Colunas Norte Sul;
• Em sentido figurado, são os recursos físicos, financeiros morais e humanos, que mantêm uma instituição maçônica em pleno funcionamento;
• É quando a palavra está nas Colunas em discussão;
• É quando o Irmão, colocar-se ou postar-se entre as Colunas Norte e do Sul, no centro do piso de mosaico onde isto evidencia que o Obreiro que assim o faz, é o Alvo de atenção de toda Oficina;
• Na circulação do Tronco de Beneficência, o 1º Decágono aguarda Entre Colunas;
• Quando a Porta-Bandeira, com a Bandeira apoiada no ombro, entra no templo este por sua vez se põe Entre Colunas.
• Na apresentação de Trabalhos, o Irmão se apresentar Entre Colunas durante o Tempo de Estudos;
• No atraso do Irmão, o mesmo ao adentrar ao Templo ficará à ordem e Entre Colunas nas, aguardando a ordem do V??? M??? para que tome posse do assento.
• Em atividades ou em conversas sigilosas;
• Em assuntos ditos ou feitos, o qual jura segredo;
II - DESENVOLVIMENTO
Em toda a Assembléia Maçônica, os irmãos poderão se haver do uso da palavra em momento oportuno; caso queira obter a palavra estando “Entre Colunas”, poderá solicitá-la com antecedência ao Venerável Mestre, e obrigatoriamente levar ao seu reconhecimento o assunto a ser tratado. Sendo o Obreiro impedido de falar, ou sofra algum desrespeito a seus direitos, poderá solicitar ao Venerável Mestre que o conduza ”Entre Colunas”, e se autorizado pela parte Venerável o mesmo poderá falar sem ser interrompido desde que haja um decoro de um Maçom. Se, para estar Entre Colunas é necessária a autorização do V??? M???, em contrapartida, nenhum Irmão pode se negar de ocupar aquela posição, quando legalmente solicitado pela Loja, sob pena de punição.
No entanto, as possibilidades do uso da Palavra Entre Colunas são muitas e constituem um dos melhores instrumentos dos Obreiros do Quadro, sendo uma das maiores fontes de direito, de liberdade e de garantia, tanto para os irmãos, quanto para a loja. Não há regulamentação; tal vez por isso, cada dia esse direito vem sendo eliminado dos trabalhos maçônicos.
Atualmente um Irmão somente é solicitado a estar Entre Colunas, em situação de humilhação e situações tanto quanto degradantes e constrangedoras. Associou-se a idéia de responder Entre Colunas à idéia de punição, quando em realidade isso deveria ser diferente e muito melhor explorado, em beneficio do Quadro de Obreiros de todas as lojas.
Estando Entre Colunas, um Irmão pode acusar, defender a sua ou outrem, pedir e julgar, assim como comunicar algo que necessite sigilo absoluto, devendo estar consciente da posição que está revestido, isto é, grande responsabilidade por tudo que disser ou vier a fazer.
A tradição maçônica é tão rigorosa no tange á liberdade de expressão, que quando um Irmão estiver em Pé e a Ordem e Entre Colunas, para externar sua opinião ou defender-se, não pode ser interrompido, exceto se tiver sua palavra cassada pelo venerável Mestre, ato este conferido ao mesmo.
Estando Entre Colunas, o Irmão NÃO poderá se negar a responder a qualquer pergunta, por mais íntima que seja e também não poderá mentir ou omitir sobre a verdade dos fatos, pois desta forma o Irmão perde sumariamente os seus direitos maçônicos, pelo que deve ser julgado não importando os motivos que o levaram a tal atitudes. Por motivos pessoais, um maçom pode se negar a responder a quem que seja, aquilo que não lhe convier, mas se a indagação for feita Entre Colunas, nenhuma razão justificará qualquer resposta infiel.
Igual crime comete aquele que obrigar alguém a confessar coisas Entre Colunas injustificadamente, aproveitando-se da posição em que se encontra o Irmão sem que haja razão lícita e necessária, por perseguição ou com intuito de ofender, agravar ou humilhar desnecessariamente.
Quando um irmão está Entre Colunas e indaga os demais Irmãos sobre qualquer questão, de forma alguma lhe pode ser negada uma resposta. Nenhuma razão justificará que seja mantido silêncio por aquele que tenha algo a responder.
Uma aplicação prática do Entre Colunas pode ser referência a assuntos do mundo profano. É lícito e muito útil pedir informações Entre Colunas, sejam sociais, morais, comerciais, etc., sobre qualquer pessoa, Irmão ou Profano, desde que haja razões válidas para tal fim. Qualquer dos presentes que tiver conhecimento de algo está obrigado a declarar, sob pena de infração ás leis Maçônicas. O Irmão que solicitou as informações poderá fazer uso das mesmas, porém deve guardar o mais profundo silêncio sobre tudo que lhe for revelado e jamais poderá, com as informações recebidas, praticar qualquer ato que possa comprometer a vida dos informantes ou a própria Loja. Se não agir dessa forma será infrator das Leis Maçônicas.
Suponhamos que um Irmão tenha algum negócio a realizar em outro Oriente e necessita informações, mesmo comerciais, sobre alguma pessoa ou firma. A ele é lícito indagar essas informações Entre Colunas e todos os demais Irmãos, se souberem de algo a respeito, são obrigados a darem respostas ao solicitante.
Outro meio Lícito e útil de se obter informações é através de uma prancha, endereçada a uma determinada Loja, para se lidar Entre Colunas. Neste caso, a Loja é obrigada a responder, guardar o mais profundo silêncio sobre o assunto, cabendo todos os direitos, obrigações e cabendo todos os direitos, obrigações e responsabilidades ao solicitador, que deverá guardar segredo sobre tudo o que lhe foi respondido e a fonte de informações.
III - CONCLUSÃO
Muitas são acepções que norteiam sobre os ensinamentos do significado de Estar entre Colunas, porém, deve o Maçom sempre edificar suas Colunas interiores embaçado pelos Princípios da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, primando pelo bem-estar da família e pelo aperfeiçoamento da sociedade através do trabalho e do estudo, para com isso perfazer-se um homem livre e de bons Costumes.
Como dissemos no início, não há mais regulamentação ou Leis Normativas para o uso do Entre Colunas; e se não há normas que sejam encontradas nos livros maçônicos, é porque pura e simplesmente os princípios da condição Estar Entre Colunas, somente a verdade pode ser dita. Obedecido este princípios tudo mais é decorrência.
Este, alegoricamente, talvez seja o real significado no bojo dos ministérios que reagem as Colunas da Maçonaria, pois Estar entre Coluna é estar entre Irmãos.
BIBLIOGRAFIA
ASLAN, Nicola. Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia. Londrina: “ A TROLHA.
CARVALHO, Assis. Companheiro Maçom. Londrina ”A TROLHA”.
_____. Símbolos Maçônicos e suas origens. Londrina: “A TROLHA”.
CASTELLANI, José. Liturgia e Ritualística do Grau de Aprendiz Maçom
EGITO, José Laércio do. In Coletânea 2. Londrina: “ A TROLHA”.
PUSCH, Jaime. A B C do aprendiz.
Santos, Amando Espósito dos Santos; CONTE, Carlos Basílio, FERREIRA, Cláudio Roque Buono, COSTA, Wagner Veveziani. Manual Completo para lojas Maçônicas. São Paulo: Madras, 2004
O Portal Maçônico Orvalho do Hermon destina-se, exclusivamente, aos temas Maçônicos de relevância para os membros da Maçonaria Universal.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
O SALMO 133
Álvaro Falcão, M: I:.
No rito em que trabalhamos, o Rito Emulação, não há a leitura de quaisquer trechos do Livro das Sagradas Escrituras, na abertura dos trabalhos dos três graus simbólicos.
No entanto, nas lojas maçônicas que adotam o Rito Escocês Antigo e Aceito, no grau de Aprendiz, antes de qualquer procedimento, o Livro Sagrado é aberto em Salmos, capítulo 133, versículos de um a três e, em seguida, procede-se à sua leitura.
A leitura do Salmo 133, considerado emblemático pela apologia que faz à fraternidade, tem por escopo, levar os Irmãos à reflexão sobre este tema tão caro à Ordem.
A compreensão do seu simbolismo faz-se necessária, mas um tanto trabalhosa, porque temos que fazer abstrações e nos transportar aos usos e costumes de uma época muito remota, já que foram escritas cerca de mil anos antes da era cristã.
Mesmo não sendo uma prática do Rito Emulação, considera-se que a procura pelo conhecimento maçônico deve ser constante e transcende ritos e outras convenções, motivo pelo qual aqui são apresentadas algumas notas sobre este assunto.
Cumpre esclarecer que são conhecimentos de domínio geral, não são inéditos, apenas foram ordenados e a eles foi dada uma forma mais agradável para a leitura.
Esta tradução do Salmo 133 é a que consta das Bíblias católicas atuais, havendo também uma outra, usada pelas igrejas protestantes e evangélicas, que é uma versão atualizada da Bíblia traduzida por João Ferreira de Almeida, publicada em três volumes, em 1753.
O conteúdo, no entanto, é o mesmo, havendo pequenas diferenças nas palavras empregadas.
Os três versículos foram transcritos precedidos de numeração e, em seguida, foram feitos os comentários pertinentes ao seu conteúdo.
1-´” Oh! Vêde quanto é bom, quanto é suave
morarmos todos juntos como irmãos!
2 É semelhante ao óleo precioso
o qual sobre a cabeça derramado,
pela barba de Aarão vai gotejando
até chegar à fímbria do seu manto.
3 É também como o orvalho que do Hermon
escorre sobre os montes do Sião,
pois o Senhor lhes manda a sua bênção,
lhes manda a vida para todo o sempre”
Versículo 1
Para os povos de antigos, da região que é cenário das passagens bíblicas, a palavra "irmão" apresentava significado muito especial e bastante considerado.
E talvez mais que qualquer outro, o povo judeu dava muita importância à unidade familiar, sendo este um ideal perseguido com todo empenho: o de que "os irmãos habitassem em união".
Tal costume perdura até hoje, haja vista que os os judeus, como um todo, e os grupos familiares em particular dentro das comunidades judaicas são muito fechados.
Assim como os irmãos de sangue sentiam a necessidade de unir-se em torno do templo familiar, a filosofia maçônica adotou esta experiência, para ensinar aos seus membros o cultivo do hábito de estarem sempre juntos como única família.
Desta forma, fica claro para nós que “viver em fraternidade” é um dos principais alicerces mantenedores da unidade maçônica, uma vez que, sem a união fraternal, não haverá maçonaria.
Versículo 2
O cabelo e a barba compridos eram símbolos de distinção entre os judeus e o costume de cultivar a barba era um sinal de respeitabilidade e de virilidade.
Nos dias de hoje, isto ainda se pode observar junto aos judeus ortodoxos.
Os patriarcas tinham profunda consideração pela barba, um atributo do varão que, ao ostentá-la, exibiam toda a sua dignidade.
Não era importante somente “ter” a barba, mas era imprescindível “cuidar” dela, pois não o fazendo seu portador poderia ser considerado em estado de demência ou de alienação.
Era considerado um ato de respeito o costume de beijar a barba de um amigo. E era interpretada como uma ofensa gravíssima o ato de se cortar toda ou parte da barba de alguém.
O óleo, também citado no versículo em questão, era o azeite da oliveira que, sobre todos os aspectos, possuía um valor extraordinário para aqueles povos.
Além do seu alto valor como mercadoria, era importante como elemento da dieta e para emprego medicinal. Era, além disso, um símbolo da unidade e do amor entre os irmãos, o que o tornava, também, importante em rituais.
Era empregado em várias efemérides importantes da vida: untava-se o corpo do recém-nascido; era usado na unção em cerimônias de sagração para o sacerdócio; nos enlaces matrimoniais e na unção dos corpos, preparando-os para o sepultamento.
Enfim, todas as ocasiões solenes comportavam essa prática.
Se a pessoa fosse muito respeitada e venerada, o óleo era derramado em abundância para correr livremente da cabeça aos pés, escorrendo pela barba e pelo pescoço, até atingir as vestes.
A alusão ao ato de derramá-lo sobre a cabeça do sacerdote Aarão, era a confirmação de que Deus o havia abençoado e eleito como seu representante para manter o povo em comunhão com Ele e em comunhão entre eles.
Aarão era venerado pelo seu povo, tanto que simboliza a alegria que decorre da união fraterna, porque ele conseguiu unir seu povo, como se todos pertencessem à mesma família.
Quando Aarão foi ungido, como está no livro do Gênese, o óleo consagrado foi derramado em sua cabeça, descendo pelas barbas e pelas suas vestes, significando que, de sua cabeça, de sua mente, de sua parte espiritual, espalhava-se a benção ao "corpo", que simbolizava a nação israelita.
O Salmo menciona as vestes não apenas como passagem para o óleo precioso, mas pelo fato de Aarão ser um sacerdote e, por esta razão, suas vestes serem especiais.
As Sagradas Escrituras registram que os sacerdotes que oficiavam no Tabernáculo se vestiam com hábitos muito especiais, que tinham grande importância nos ritos.
Tal como se vê hoje nas cerimônias da igreja Católica, Ortodoxa, Anglicana e muitas outras, nas quais os que oficiam os cultos religiosos portam vestimentas primorosamente ornadas, para conferir solenidade ao ato.
Não eram, pois, simples ornamentos, mas receptáculos das forças divinas. Considerados mais um dos objetos sagrados do templo; verdadeiros canais das forças espirituais invocadas.
Versículo 3
Neste versículo, o óleo é comparado ao “orvalho do Hermon”. O Monte Hermon é um monte majestoso, localizado no extremo norte de Israel, próximo ao Líbano.
Era também chamado Senir e de Siriom por outros povos. Seu topo atinge três mil metros de altitude, estando sempre coberto de neve e pode ser avistado de muitas partes da Palestina Dizem os estudiosos das Sagradas Escrituras, que a Transfiguração de Jesus se deu, provavelmente, ao pé deste monte.
E, por exibir neves permanentes em seus pontos mais altos, lhe dão o nome característico e popular de "Monte do Ancião”.
É natural que por se manter coberto de neve o ano inteiro, à noite o orvalho se desprende e os ventos que sopram do Mediterrâneo conduzem essa água a longas distâncias, distribuindo-a em terras áridas, como são as Israel, Palestina, Líbano e de outras nações vizinhas, como uma verdadeira benção, a umidade que beneficia as regiões secas.
O degelo, provocado pelo sol inclemente, derrete a neve e se torna também uma das principais fontes de abastecimento do rio Jordão, um curso d’água de grande significado para os cristãos. E Sião é o nome sagrado daquela região e é o sinônimo de Israel, hoje um Estado tão independente quanto polêmico.
Finalizando, assim como aquele orvalho originário do monte Hermon era um verdadeiro bálsamo para o solo e que fazia os campos produzirem boas colheitas, a união fraternal é também um estímulo que atrai, cultiva,multiplica e renova as bênçãos divinas. Segundo as Escrituras, vida prazerosa e bênçãos divinas eram um privilégio, restrito ao povo judeu. Mas, nos dias de hoje, é um privilégio concedido também aos que procuram viver em harmonia com os seus irmãos, afinados com os preceitos que regem as diferentes sociedades em que vivemos, sempre de acordo com os princípios emanados por Aquele que, lá do alto, nos rege ao longo da vida.
Ir:.Álvaro Enéas Ribeiro Falcão de Almeida, M.I. –
L.M. Cavaleiros Templários
Belo Horizonte, 02/2007
No rito em que trabalhamos, o Rito Emulação, não há a leitura de quaisquer trechos do Livro das Sagradas Escrituras, na abertura dos trabalhos dos três graus simbólicos.
No entanto, nas lojas maçônicas que adotam o Rito Escocês Antigo e Aceito, no grau de Aprendiz, antes de qualquer procedimento, o Livro Sagrado é aberto em Salmos, capítulo 133, versículos de um a três e, em seguida, procede-se à sua leitura.
A leitura do Salmo 133, considerado emblemático pela apologia que faz à fraternidade, tem por escopo, levar os Irmãos à reflexão sobre este tema tão caro à Ordem.
A compreensão do seu simbolismo faz-se necessária, mas um tanto trabalhosa, porque temos que fazer abstrações e nos transportar aos usos e costumes de uma época muito remota, já que foram escritas cerca de mil anos antes da era cristã.
Mesmo não sendo uma prática do Rito Emulação, considera-se que a procura pelo conhecimento maçônico deve ser constante e transcende ritos e outras convenções, motivo pelo qual aqui são apresentadas algumas notas sobre este assunto.
Cumpre esclarecer que são conhecimentos de domínio geral, não são inéditos, apenas foram ordenados e a eles foi dada uma forma mais agradável para a leitura.
Esta tradução do Salmo 133 é a que consta das Bíblias católicas atuais, havendo também uma outra, usada pelas igrejas protestantes e evangélicas, que é uma versão atualizada da Bíblia traduzida por João Ferreira de Almeida, publicada em três volumes, em 1753.
O conteúdo, no entanto, é o mesmo, havendo pequenas diferenças nas palavras empregadas.
Os três versículos foram transcritos precedidos de numeração e, em seguida, foram feitos os comentários pertinentes ao seu conteúdo.
1-´” Oh! Vêde quanto é bom, quanto é suave
morarmos todos juntos como irmãos!
2 É semelhante ao óleo precioso
o qual sobre a cabeça derramado,
pela barba de Aarão vai gotejando
até chegar à fímbria do seu manto.
3 É também como o orvalho que do Hermon
escorre sobre os montes do Sião,
pois o Senhor lhes manda a sua bênção,
lhes manda a vida para todo o sempre”
Versículo 1
Para os povos de antigos, da região que é cenário das passagens bíblicas, a palavra "irmão" apresentava significado muito especial e bastante considerado.
E talvez mais que qualquer outro, o povo judeu dava muita importância à unidade familiar, sendo este um ideal perseguido com todo empenho: o de que "os irmãos habitassem em união".
Tal costume perdura até hoje, haja vista que os os judeus, como um todo, e os grupos familiares em particular dentro das comunidades judaicas são muito fechados.
Assim como os irmãos de sangue sentiam a necessidade de unir-se em torno do templo familiar, a filosofia maçônica adotou esta experiência, para ensinar aos seus membros o cultivo do hábito de estarem sempre juntos como única família.
Desta forma, fica claro para nós que “viver em fraternidade” é um dos principais alicerces mantenedores da unidade maçônica, uma vez que, sem a união fraternal, não haverá maçonaria.
Versículo 2
O cabelo e a barba compridos eram símbolos de distinção entre os judeus e o costume de cultivar a barba era um sinal de respeitabilidade e de virilidade.
Nos dias de hoje, isto ainda se pode observar junto aos judeus ortodoxos.
Os patriarcas tinham profunda consideração pela barba, um atributo do varão que, ao ostentá-la, exibiam toda a sua dignidade.
Não era importante somente “ter” a barba, mas era imprescindível “cuidar” dela, pois não o fazendo seu portador poderia ser considerado em estado de demência ou de alienação.
Era considerado um ato de respeito o costume de beijar a barba de um amigo. E era interpretada como uma ofensa gravíssima o ato de se cortar toda ou parte da barba de alguém.
O óleo, também citado no versículo em questão, era o azeite da oliveira que, sobre todos os aspectos, possuía um valor extraordinário para aqueles povos.
Além do seu alto valor como mercadoria, era importante como elemento da dieta e para emprego medicinal. Era, além disso, um símbolo da unidade e do amor entre os irmãos, o que o tornava, também, importante em rituais.
Era empregado em várias efemérides importantes da vida: untava-se o corpo do recém-nascido; era usado na unção em cerimônias de sagração para o sacerdócio; nos enlaces matrimoniais e na unção dos corpos, preparando-os para o sepultamento.
Enfim, todas as ocasiões solenes comportavam essa prática.
Se a pessoa fosse muito respeitada e venerada, o óleo era derramado em abundância para correr livremente da cabeça aos pés, escorrendo pela barba e pelo pescoço, até atingir as vestes.
A alusão ao ato de derramá-lo sobre a cabeça do sacerdote Aarão, era a confirmação de que Deus o havia abençoado e eleito como seu representante para manter o povo em comunhão com Ele e em comunhão entre eles.
Aarão era venerado pelo seu povo, tanto que simboliza a alegria que decorre da união fraterna, porque ele conseguiu unir seu povo, como se todos pertencessem à mesma família.
Quando Aarão foi ungido, como está no livro do Gênese, o óleo consagrado foi derramado em sua cabeça, descendo pelas barbas e pelas suas vestes, significando que, de sua cabeça, de sua mente, de sua parte espiritual, espalhava-se a benção ao "corpo", que simbolizava a nação israelita.
O Salmo menciona as vestes não apenas como passagem para o óleo precioso, mas pelo fato de Aarão ser um sacerdote e, por esta razão, suas vestes serem especiais.
As Sagradas Escrituras registram que os sacerdotes que oficiavam no Tabernáculo se vestiam com hábitos muito especiais, que tinham grande importância nos ritos.
Tal como se vê hoje nas cerimônias da igreja Católica, Ortodoxa, Anglicana e muitas outras, nas quais os que oficiam os cultos religiosos portam vestimentas primorosamente ornadas, para conferir solenidade ao ato.
Não eram, pois, simples ornamentos, mas receptáculos das forças divinas. Considerados mais um dos objetos sagrados do templo; verdadeiros canais das forças espirituais invocadas.
Versículo 3
Neste versículo, o óleo é comparado ao “orvalho do Hermon”. O Monte Hermon é um monte majestoso, localizado no extremo norte de Israel, próximo ao Líbano.
Era também chamado Senir e de Siriom por outros povos. Seu topo atinge três mil metros de altitude, estando sempre coberto de neve e pode ser avistado de muitas partes da Palestina Dizem os estudiosos das Sagradas Escrituras, que a Transfiguração de Jesus se deu, provavelmente, ao pé deste monte.
E, por exibir neves permanentes em seus pontos mais altos, lhe dão o nome característico e popular de "Monte do Ancião”.
É natural que por se manter coberto de neve o ano inteiro, à noite o orvalho se desprende e os ventos que sopram do Mediterrâneo conduzem essa água a longas distâncias, distribuindo-a em terras áridas, como são as Israel, Palestina, Líbano e de outras nações vizinhas, como uma verdadeira benção, a umidade que beneficia as regiões secas.
O degelo, provocado pelo sol inclemente, derrete a neve e se torna também uma das principais fontes de abastecimento do rio Jordão, um curso d’água de grande significado para os cristãos. E Sião é o nome sagrado daquela região e é o sinônimo de Israel, hoje um Estado tão independente quanto polêmico.
Finalizando, assim como aquele orvalho originário do monte Hermon era um verdadeiro bálsamo para o solo e que fazia os campos produzirem boas colheitas, a união fraternal é também um estímulo que atrai, cultiva,multiplica e renova as bênçãos divinas. Segundo as Escrituras, vida prazerosa e bênçãos divinas eram um privilégio, restrito ao povo judeu. Mas, nos dias de hoje, é um privilégio concedido também aos que procuram viver em harmonia com os seus irmãos, afinados com os preceitos que regem as diferentes sociedades em que vivemos, sempre de acordo com os princípios emanados por Aquele que, lá do alto, nos rege ao longo da vida.
Ir:.Álvaro Enéas Ribeiro Falcão de Almeida, M.I. –
L.M. Cavaleiros Templários
Belo Horizonte, 02/2007
domingo, 28 de setembro de 2008
COMO SER MAÇOM
É preciso que o candidato seja indicado por um Mestre Maçom e tenha a sua iniciação aprovada pela Loja.
Ninguém se inscreve para ser maçom.
Por suas qualidades, ele é notado por um maçom que o indica para sua Loja.
Todo um processo de admissão é desenvolvido, quando o candidato é ouvido, bem como sua família.
Nesta fase, são prestadas informações preliminares sobre a Ordem Maçônica, seus objetivos e atividades.
******************************************
O Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON destina-se aos debates de assuntos relevantes para a maçonaria universal.
Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON
Visite-nos: http://br.groups.yahoo.com/group/orvalhodohermon/
É preciso que o candidato seja indicado por um Mestre Maçom e tenha a sua iniciação aprovada pela Loja.
Ninguém se inscreve para ser maçom.
Por suas qualidades, ele é notado por um maçom que o indica para sua Loja.
Todo um processo de admissão é desenvolvido, quando o candidato é ouvido, bem como sua família.
Nesta fase, são prestadas informações preliminares sobre a Ordem Maçônica, seus objetivos e atividades.
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O Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON destina-se aos debates de assuntos relevantes para a maçonaria universal.
Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON
Visite-nos: http://br.groups.yahoo.com/group/orvalhodohermon/
DESCUBRIR O AMOR
Pegue um sorriso e doe-o a quem jamais o teve.
Pegue um raio de sol e faça-o voar lá onde reina a noite.
Descubra uma fonte e faça banhar-se quem vive no lodo.
Pegue uma lágrima e ponha-a no rosto de quem jamais chorou.
Pegue a coragem e ponha-a no ânimo de quem não sabe entendê-la .
Pegue a esperança e viva na luz.
Pegue a bondade e doe-a a quem não sabe doar.
Descubra o amor e faça-o conhecer o mundo .
*****************************************************************************
o Grupo Maçônico Orvalho do Hermon tem por finalidade encurtar as distâncias e desenvolver a integração e o relacionamento fraternal entre Irmãos.
Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON
http://br.groups.yahoo.com/group/orvalhodohermon/
Hugo R. Pimentel – M.•.M.•.
Pegue um raio de sol e faça-o voar lá onde reina a noite.
Descubra uma fonte e faça banhar-se quem vive no lodo.
Pegue uma lágrima e ponha-a no rosto de quem jamais chorou.
Pegue a coragem e ponha-a no ânimo de quem não sabe entendê-la .
Pegue a esperança e viva na luz.
Pegue a bondade e doe-a a quem não sabe doar.
Descubra o amor e faça-o conhecer o mundo .
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o Grupo Maçônico Orvalho do Hermon tem por finalidade encurtar as distâncias e desenvolver a integração e o relacionamento fraternal entre Irmãos.
Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON
http://br.groups.yahoo.com/group/orvalhodohermon/
Hugo R. Pimentel – M.•.M.•.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
“A verdade”.
“Tolo é quem deseja uma prova do que não consegue perceber;
estúpido é quem tenta fazer o tolo acreditar.”
(William Blake)
“A verdade”.
Um dia, um filósofo estava conversando com o Diabo quando passou
um sábio com um saco cheio de verdades. Distraído, como os sábios em geral
o são, não percebeu que caíra uma verdade.
Um cidadão comum vinha passando e, vendo aquela verdade caída, aproximou-se cautelosamente, examinando-a como quem teme ser mordido por ela e, após convencer-se de que não havia perigo, tomou-a em suas mãos, fitou-a longamente, extasiado, e então saiu correndo e gritando:
“Encontrei a verdade! Encontrei a verdade!”.
Diante disso o filósofo virou-se para o Diabo e disse:
“Agora você se deu mal. Aquele homem achou a verdade e todos vão saber que você não existe...”
Muito seguro de si, o Diabo retrucou:
“Pelo contrário. Ele encontrou um pedaço da verdade...”.
Com ela, vai fundar mais uma religião e eu ficar mais forte!”.
Autor desconhecido
estúpido é quem tenta fazer o tolo acreditar.”
(William Blake)
“A verdade”.
Um dia, um filósofo estava conversando com o Diabo quando passou
um sábio com um saco cheio de verdades. Distraído, como os sábios em geral
o são, não percebeu que caíra uma verdade.
Um cidadão comum vinha passando e, vendo aquela verdade caída, aproximou-se cautelosamente, examinando-a como quem teme ser mordido por ela e, após convencer-se de que não havia perigo, tomou-a em suas mãos, fitou-a longamente, extasiado, e então saiu correndo e gritando:
“Encontrei a verdade! Encontrei a verdade!”.
Diante disso o filósofo virou-se para o Diabo e disse:
“Agora você se deu mal. Aquele homem achou a verdade e todos vão saber que você não existe...”
Muito seguro de si, o Diabo retrucou:
“Pelo contrário. Ele encontrou um pedaço da verdade...”.
Com ela, vai fundar mais uma religião e eu ficar mais forte!”.
Autor desconhecido
ÉTICA E VIRTUDE
O homem deve submeter-se a uma moral que lhe diga o que deve e o que pode fazer, e o que não deve e não pode fazer.
Ética é o estudo filosófico de natureza e dos fundamentos do pensamento e das ações morais. As teorias éticas, no sentido puro do termo, são marcadamente diferentes dos sistemas ou doutrinas morais, que têm por objetivo a elaboração de conjuntos específicos de regras de conduta que orientem a vida (por exemplo, a moral cristã facilita a possibilidade de retribuir à sociedade em bens os males que praticou). Também se distingue pela prática aplicada, que analisa os argumentos empregados para embasar determinadas premissas ou conclusões morais (por exemplo, a condenação ou aceitação do aborto).
A Maçonaria é uma sociedade onde os homens devem viver como Irmãos, respeitando, cada um, os direitos dos outros e se compenetrando que toda a humanidade é filha de Deus, que cada ser humano é tão caro ao Pai como todos os outros, procura levar estes conceitos para a sociedade em geral. Isso leva à conclusão de que, na organização designada, genericamente, como Maçonaria, ou Franco-Maçonaria, deve prevalecer a harmonia e reinar a união ou convivência como de Irmãos.
A Maçonaria, como Fraternidade, deve ser uma Instituição fundamentalmente ética. Sendo até, pela sua definição, uma organização ética, de rígidos códigos de moral e alto o sistema de valores que orientam a conduta dos Maçons, e a quantos queiram ter um comportamento ético-maçônico:
- Reconhecer como Irmão todo Maçom e prestar-lhe, em quaisquer circunstâncias, a proteção e a ajuda de que necessitar; principalmente contra as injustiças de que for alvo;
- Haver-se sempre com probidade, praticando o Bem, a Tolerância e a solidariedade humana;
- Não são permitidas polêmicas de caráter pessoal nem ataques prejudiciais à reputação de Irmãos, nem se admite o anonimato.
- Sobretudo, a mais importante regra ética do Maçom é a prática do Bem. É a prática efetiva da Virtude. A Virtude é o hábito de praticar o Bem.
O comportamento ético-maçônico deve constituir o nosso modo de ser e de agir em todas as circunstâncias éticas da vida. Ao Maçom compete manter uma conduta ética no cotidiano, e que estabeleça com o seu semelhante e a sociedade ainda que em detrimento de seu interesse pessoal. Para isso deve consultar sempre sua consciência, onde está escrita a lei de Deus.
Aristóteles (384-322 a.C.) não separava a ética da virtude. Todos os atos virtuosos são éticos e bons. Pelos atos que pratica pode-se conhecer se uma pessoa é virtuosa ou não. Pelo modo de se portar, logo ficamos sabendo se um irmão é ou não, um bom Maçom.
Kant, faz do conceito de dever o ponto central da moralidade (chamada “deontologia”, ou seja, o estudo dos princípios, fundamentos e sistemas de moral). Kant dizia que a única coisa que se pode afirmar que seja boa em si mesma (e não apenas boa como meio ou instrumento) é a “boa vontade” ou boa intenção, aquela que se põe livremente de acordo com o dever.
Existe, para todos os homens, uma força inspiradora absoluta, universal que se chama DEVER – a obrigação moral que cada um de nós tem, de fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Para o Maçom, como homem honesto, é simples e fácil; requer honestidade, sinceridade, simplicidade, lealdade, estudo e a disposição de ensinar, o que é capaz de fazer, bastando a compreensão de nós mesmos como limitados e ignorantes. Quando temos a força e a sabedoria de Deus, cumprimos nosso dever recebendo d’Ele aquilo que é necessário e está acima de nossas forças.
O conhecimento de dever, segundo Kant, é conseqüência da percepção, pelo sujeito, de que ele é um ser racional e que portanto está obrigado a obedecer ao que Kant chamou “imperativo categórico”: a necessidade de se respeitar todos os seres racionais na qualidade de “fins em si mesmos”. As idéias de Kant acerca da moralidade estão estreitamente ligadas à sua visão do livre arbítrio. O homem possui o livre arbítrio, podendo escolher o seu destino – O Bem ou o mal. Os atos morais são livres, podem ser escolhidos. Assim sendo, quem os pratica, é responsável por seus efeitos. A responsabilidade é moral, quando o individuo responde por seus atos perante a sua própria consciência, e social, quando responde por eles perante a sociedade que o julgará pelas leis que regem o grupo, levando-o a formular e praticar uma nova filosofia de vida, uma nova conduta ética.
O terceiro sistema dentro da ética é o utilitarismo – sistema ou modo de agir do individuo utilitário que conhece seus deveres, desfruta do gosto de fazer o Bem, conhece o atrativo da Pura Virtude, segundo o qual o objetivo da moral é o de proporcionar “o máximo de felicidade ao maior número de pessoas”. Pensado verdade, uma mentira não acha sitio em sua mente; pensado amor, o ódio não poderá turbá-lo; pensado sabedoria, a ignorância não poderá paralisá-lo. O homem que aprende esta lição prática, encontrará pronto seu valor e descobrirá que, pelo reto pensar, a vida pode fazer-se mais nobre, bela e ditosa.
ÉTICA MAÇÔNICA
O conceito maçônico de Ética se confunde com o de Moral. Sendo a moral em resumo a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o Bem do mal, fundamenta-se na observância da lei Divina. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos.
Depende da vontade de cada um praticar a Virtude, isto é, qualidade própria do homem, o que implica força, coragem. As virtudes seriam, portanto, as “forças que ornam o caráter”. Para a Maçonaria, a Virtude é a disposição habitual para o bem e para o que é justo e, por isso, nela vê a prova da perfeição e o próprio ideal do Maçom. Ela nos ensina, em seus Rituais, que devemos erigir templos à Virtude e cavar masmorras ao vício.
Entenda-se o Bem (Virtude) tudo o que e conforme a lei de Deus; o mal (vício), tudo o que lhe é contrário. Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus. Fazer o mal é infringi-la. Daí vê-se a importância que a Maçonaria dá a essa questão.
A sublimidade da virtude, porém, está no sacrifício do interesse pessoal em favor do próximo, sem pensamento oculto.
Na fase histórica que vivemos, a sociedade graças ao rompimento de sua estrutura familiar e o avanço avassalador da imoralidade, enfrenta uma das maiores crises éticas, quando a vida humana sofre enorme violência, quando crescem a miséria e a exclusão social e quando aumenta a desilusão diante das promessas de bem-estar econômico, quando a solidariedade é moeda em baixa; o respeito às demais pessoas é praticamente inexistente; o acatamento da lei e da ordem vai escorrendo pelo ralo; a deslealdade no sentido de auferir vantagens, vai de vento em popa, quem está por cima pisa na cara de quem está por baixo e quem está por baixo tenta puxar quem está por cima.
A Maçonaria conclama os Maçons a enfrentar com coragem os desafios cotidianos, a não esmorecer no empenho da justiça social, reconhecendo em cada pessoa a dignidade de filho de Deus.
Devemos combater o erro, ser tolerantes, mas nunca coniventes, fingindo não ver ou encobrindo o mal praticado por outrem.
Os Maçons devem dar exemplos de moral, de ética e de virtudes. Afinal nossa Sublime Instituição afirma ser: – educativa, filantrópica e filosófica que tem por objetivo os aperfeiçoamentos morais, sociais e intelectuais do Homem por meio do culto inflexível do Dever, da prática desinteressada da Beneficência e da investigação constante da Verdade.
Afinal, reconhece-se o verdadeiro Maçom pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.
Valdemar Sansão
E-mail: vsansao@uol.com.br
Fone: (011) 3857-3402
Consultamos:
Nova Enciclopédia Ilustrada FOLHA;
Rituais Maçônicos.
A ética é a arte de criar um caráter moral, de contrair hábitos de que resulte, naturalmente, um porte conforme as leis do dever. Esta concepção da moral, que liga a virtude com o caráter e os costumes, um tanto distante de certas concepções modernas, tendendo, no entanto, a predominar cada vez mais sobre todas as outras.
Ética é o estudo filosófico de natureza e dos fundamentos do pensamento e das ações morais. As teorias éticas, no sentido puro do termo, são marcadamente diferentes dos sistemas ou doutrinas morais, que têm por objetivo a elaboração de conjuntos específicos de regras de conduta que orientem a vida (por exemplo, a moral cristã facilita a possibilidade de retribuir à sociedade em bens os males que praticou). Também se distingue pela prática aplicada, que analisa os argumentos empregados para embasar determinadas premissas ou conclusões morais (por exemplo, a condenação ou aceitação do aborto).
A Maçonaria é uma sociedade onde os homens devem viver como Irmãos, respeitando, cada um, os direitos dos outros e se compenetrando que toda a humanidade é filha de Deus, que cada ser humano é tão caro ao Pai como todos os outros, procura levar estes conceitos para a sociedade em geral. Isso leva à conclusão de que, na organização designada, genericamente, como Maçonaria, ou Franco-Maçonaria, deve prevalecer a harmonia e reinar a união ou convivência como de Irmãos.
A Maçonaria, como Fraternidade, deve ser uma Instituição fundamentalmente ética. Sendo até, pela sua definição, uma organização ética, de rígidos códigos de moral e alto o sistema de valores que orientam a conduta dos Maçons, e a quantos queiram ter um comportamento ético-maçônico:
- Reconhecer como Irmão todo Maçom e prestar-lhe, em quaisquer circunstâncias, a proteção e a ajuda de que necessitar; principalmente contra as injustiças de que for alvo;
- Haver-se sempre com probidade, praticando o Bem, a Tolerância e a solidariedade humana;
- Não são permitidas polêmicas de caráter pessoal nem ataques prejudiciais à reputação de Irmãos, nem se admite o anonimato.
- Sobretudo, a mais importante regra ética do Maçom é a prática do Bem. É a prática efetiva da Virtude. A Virtude é o hábito de praticar o Bem.
O comportamento ético-maçônico deve constituir o nosso modo de ser e de agir em todas as circunstâncias éticas da vida. Ao Maçom compete manter uma conduta ética no cotidiano, e que estabeleça com o seu semelhante e a sociedade ainda que em detrimento de seu interesse pessoal. Para isso deve consultar sempre sua consciência, onde está escrita a lei de Deus.
Aristóteles (384-322 a.C.) não separava a ética da virtude. Todos os atos virtuosos são éticos e bons. Pelos atos que pratica pode-se conhecer se uma pessoa é virtuosa ou não. Pelo modo de se portar, logo ficamos sabendo se um irmão é ou não, um bom Maçom.
Kant, faz do conceito de dever o ponto central da moralidade (chamada “deontologia”, ou seja, o estudo dos princípios, fundamentos e sistemas de moral). Kant dizia que a única coisa que se pode afirmar que seja boa em si mesma (e não apenas boa como meio ou instrumento) é a “boa vontade” ou boa intenção, aquela que se põe livremente de acordo com o dever.
Existe, para todos os homens, uma força inspiradora absoluta, universal que se chama DEVER – a obrigação moral que cada um de nós tem, de fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Para o Maçom, como homem honesto, é simples e fácil; requer honestidade, sinceridade, simplicidade, lealdade, estudo e a disposição de ensinar, o que é capaz de fazer, bastando a compreensão de nós mesmos como limitados e ignorantes. Quando temos a força e a sabedoria de Deus, cumprimos nosso dever recebendo d’Ele aquilo que é necessário e está acima de nossas forças.
O conhecimento de dever, segundo Kant, é conseqüência da percepção, pelo sujeito, de que ele é um ser racional e que portanto está obrigado a obedecer ao que Kant chamou “imperativo categórico”: a necessidade de se respeitar todos os seres racionais na qualidade de “fins em si mesmos”. As idéias de Kant acerca da moralidade estão estreitamente ligadas à sua visão do livre arbítrio. O homem possui o livre arbítrio, podendo escolher o seu destino – O Bem ou o mal. Os atos morais são livres, podem ser escolhidos. Assim sendo, quem os pratica, é responsável por seus efeitos. A responsabilidade é moral, quando o individuo responde por seus atos perante a sua própria consciência, e social, quando responde por eles perante a sociedade que o julgará pelas leis que regem o grupo, levando-o a formular e praticar uma nova filosofia de vida, uma nova conduta ética.
O terceiro sistema dentro da ética é o utilitarismo – sistema ou modo de agir do individuo utilitário que conhece seus deveres, desfruta do gosto de fazer o Bem, conhece o atrativo da Pura Virtude, segundo o qual o objetivo da moral é o de proporcionar “o máximo de felicidade ao maior número de pessoas”. Pensado verdade, uma mentira não acha sitio em sua mente; pensado amor, o ódio não poderá turbá-lo; pensado sabedoria, a ignorância não poderá paralisá-lo. O homem que aprende esta lição prática, encontrará pronto seu valor e descobrirá que, pelo reto pensar, a vida pode fazer-se mais nobre, bela e ditosa.
ÉTICA MAÇÔNICA
O conceito maçônico de Ética se confunde com o de Moral. Sendo a moral em resumo a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o Bem do mal, fundamenta-se na observância da lei Divina. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos.
Depende da vontade de cada um praticar a Virtude, isto é, qualidade própria do homem, o que implica força, coragem. As virtudes seriam, portanto, as “forças que ornam o caráter”. Para a Maçonaria, a Virtude é a disposição habitual para o bem e para o que é justo e, por isso, nela vê a prova da perfeição e o próprio ideal do Maçom. Ela nos ensina, em seus Rituais, que devemos erigir templos à Virtude e cavar masmorras ao vício.
Entenda-se o Bem (Virtude) tudo o que e conforme a lei de Deus; o mal (vício), tudo o que lhe é contrário. Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus. Fazer o mal é infringi-la. Daí vê-se a importância que a Maçonaria dá a essa questão.
A sublimidade da virtude, porém, está no sacrifício do interesse pessoal em favor do próximo, sem pensamento oculto.
Na fase histórica que vivemos, a sociedade graças ao rompimento de sua estrutura familiar e o avanço avassalador da imoralidade, enfrenta uma das maiores crises éticas, quando a vida humana sofre enorme violência, quando crescem a miséria e a exclusão social e quando aumenta a desilusão diante das promessas de bem-estar econômico, quando a solidariedade é moeda em baixa; o respeito às demais pessoas é praticamente inexistente; o acatamento da lei e da ordem vai escorrendo pelo ralo; a deslealdade no sentido de auferir vantagens, vai de vento em popa, quem está por cima pisa na cara de quem está por baixo e quem está por baixo tenta puxar quem está por cima.
A Maçonaria conclama os Maçons a enfrentar com coragem os desafios cotidianos, a não esmorecer no empenho da justiça social, reconhecendo em cada pessoa a dignidade de filho de Deus.
Devemos combater o erro, ser tolerantes, mas nunca coniventes, fingindo não ver ou encobrindo o mal praticado por outrem.
Os Maçons devem dar exemplos de moral, de ética e de virtudes. Afinal nossa Sublime Instituição afirma ser: – educativa, filantrópica e filosófica que tem por objetivo os aperfeiçoamentos morais, sociais e intelectuais do Homem por meio do culto inflexível do Dever, da prática desinteressada da Beneficência e da investigação constante da Verdade.
Afinal, reconhece-se o verdadeiro Maçom pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.
Valdemar Sansão
E-mail: vsansao@uol.com.br
Fone: (011) 3857-3402
Consultamos:
Nova Enciclopédia Ilustrada FOLHA;
Rituais Maçônicos.
A ética é a arte de criar um caráter moral, de contrair hábitos de que resulte, naturalmente, um porte conforme as leis do dever. Esta concepção da moral, que liga a virtude com o caráter e os costumes, um tanto distante de certas concepções modernas, tendendo, no entanto, a predominar cada vez mais sobre todas as outras.
AMOR FRATERNO
AMOR FRATERNO
O rei Salomão foi um rei judeu considerado dos mais sábios. Durante
seu reinado, viveram em Sião dois irmãos que eram agricultores e
semeavam trigo. Quando chegou a época da colheita, cada um foi colher
o trigo no seu campo. Uma noite, o irmão mais velho juntou vários
feixes da sua colheita e os levou para o campo do irmão mais novo,
pensando: "Meu irmão tem sete filhos. São muitas bocas para
alimentar. É justo que eu lhe dê uma parte do que consegui."
Contudo, o irmão mais novo também foi para o campo, juntou vários
feixes do seu próprio trigo, carregou até o campo do irmão mais
velho, dizendo para si mesmo: "Meu irmão é sozinho, não tem quem o
auxilie na colheita. É bom que eu divida uma parte do meu trigo com
ele". Quando se ergueram ambos, pela manhã, e foram para o campo,
ficaram muito admirados de encontrar exatamente a mesma quantidade de
trigo do dia anterior.
Chegada a noite seguinte, cada um teve o mesmo gesto de gentileza com
o outro. Novamente, ao acordarem, encontraram seus estoques intactos.
Foi na terceira noite, no entanto, que eles se encontraram no meio do
caminho, cada qual carregando para o campo do outro um feixe de
trigo. Abraçaram-se com força, derramaram muitas lágrimas de alegria
pela bondade que os unia.
A lenda conta que o rei Salomão, ao tomar conhecimento daquele amor
fraterno, construiu o Templo de Israel naquele lugar da fraternidade.
O amor fraterno é um dos exercícios para se alcançar a excelsitude do verdadeiro amor. Os que nascemos numa mesma família, como irmãos de
sangue somos, as mais das vezes, Espíritos que já nos conhecemos
anteriormente em outras existências. É isso que explica os laços do
afeto que nos une. Embora ocorram casos em que os irmãos se
detestem, chegando mesmo ao ponto de se destruírem mutuamente, comove
observar como tantos outros se amam e se auxiliam.
Percebe-se, pela sua forma de agir, que nasceram para amparar-se
mutuamente e alcançar objetivos altruístas. É comovente observar como
Deus dispõe os seres de forma a exercitarem o amor. Lembramos de uma
família na qual o segundo filho é portador de enfermidade que o
impossibilita, desde os verdes anos da infância, a ter uma vida
dentro dos parâmetros considerados de normalidade.
Necessita de amparo constante, pois até mesmo as refeições não
consegue fazer sozinho. E o irmão menor, extremamente dedicado,
sempre pronto a atendê-lo.
"Eu ajudo", são suas palavras mais freqüentes.
Amor fraterno. Felizes os que aproveitam a oportunidade do exercício
e estabelecem pontes eternas do seu para o outro coração.
O rei Salomão foi um rei judeu considerado dos mais sábios. Durante
seu reinado, viveram em Sião dois irmãos que eram agricultores e
semeavam trigo. Quando chegou a época da colheita, cada um foi colher
o trigo no seu campo. Uma noite, o irmão mais velho juntou vários
feixes da sua colheita e os levou para o campo do irmão mais novo,
pensando: "Meu irmão tem sete filhos. São muitas bocas para
alimentar. É justo que eu lhe dê uma parte do que consegui."
Contudo, o irmão mais novo também foi para o campo, juntou vários
feixes do seu próprio trigo, carregou até o campo do irmão mais
velho, dizendo para si mesmo: "Meu irmão é sozinho, não tem quem o
auxilie na colheita. É bom que eu divida uma parte do meu trigo com
ele". Quando se ergueram ambos, pela manhã, e foram para o campo,
ficaram muito admirados de encontrar exatamente a mesma quantidade de
trigo do dia anterior.
Chegada a noite seguinte, cada um teve o mesmo gesto de gentileza com
o outro. Novamente, ao acordarem, encontraram seus estoques intactos.
Foi na terceira noite, no entanto, que eles se encontraram no meio do
caminho, cada qual carregando para o campo do outro um feixe de
trigo. Abraçaram-se com força, derramaram muitas lágrimas de alegria
pela bondade que os unia.
A lenda conta que o rei Salomão, ao tomar conhecimento daquele amor
fraterno, construiu o Templo de Israel naquele lugar da fraternidade.
O amor fraterno é um dos exercícios para se alcançar a excelsitude do verdadeiro amor. Os que nascemos numa mesma família, como irmãos de
sangue somos, as mais das vezes, Espíritos que já nos conhecemos
anteriormente em outras existências. É isso que explica os laços do
afeto que nos une. Embora ocorram casos em que os irmãos se
detestem, chegando mesmo ao ponto de se destruírem mutuamente, comove
observar como tantos outros se amam e se auxiliam.
Percebe-se, pela sua forma de agir, que nasceram para amparar-se
mutuamente e alcançar objetivos altruístas. É comovente observar como
Deus dispõe os seres de forma a exercitarem o amor. Lembramos de uma
família na qual o segundo filho é portador de enfermidade que o
impossibilita, desde os verdes anos da infância, a ter uma vida
dentro dos parâmetros considerados de normalidade.
Necessita de amparo constante, pois até mesmo as refeições não
consegue fazer sozinho. E o irmão menor, extremamente dedicado,
sempre pronto a atendê-lo.
"Eu ajudo", são suas palavras mais freqüentes.
Amor fraterno. Felizes os que aproveitam a oportunidade do exercício
e estabelecem pontes eternas do seu para o outro coração.
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