Realmente, em termo de maçonaria, esta é a diferença que faz a diferença entre ter simplesmente um sonho e ser um realizador disciplinado:
"Nem todos os sonhadores realizam seus sonhos, mas todos os realizadores sonham.
Eles energizam seus sonhos com ação".
A felicidade acontece para aqueles que sonham seus sonhos e fazem exatamente o que é necessário para que eles se tornem realidade.
Um TFA
Hugo R. Pimentel
Visite-nos: Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON
http://br.groups.yahoo.com/group/orvalhodohermon/
O Portal Maçônico Orvalho do Hermon destina-se, exclusivamente, aos temas Maçônicos de relevância para os membros da Maçonaria Universal.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
VAMOS DESCUBRIR O AMOR
Pegue um sorriso e doe-o a quem jamais o teve.
Pegue um raio de sol e faça-o voar lá onde reina a noite.
Descubra uma fonte e faça banhar-se quem vive no lodo.
Pegue uma lágrima e ponha-a no rosto de quem jamais chorou.
Pegue a coragem e ponha-a no ânimo de quem não sabe entendê-la .
Pegue a esperança e viva na luz.
Pegue a bondade e doe-a a quem não sabe doar.
Descubra o amor e faça-o conhecer o mundo .
o Grupo Maçônico Orvalho do Hermon tem por finalidade encurtar as distâncias e desenvolver a integração e o relacionamento fraternal entre Irmãos.
Pesquise no Google ou Yahoo: Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON ou
Visite-nos: http://br.groups.yahoo.com/group/orvalhodohermon/
Hugo R. Pimentel
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Educação Natural na Maçonaria
Charles Evaldo Boller
Área de Estudo: Educação, Espiritualidade, Filosofia, Maçonaria, Pedagogia.
A escola pública na maioria dos países não contempla a educação natural, aquela que organiza os valores e princípios internos, preconizada pelo Movimento Iluminista, cujas bases foram lançadas por Rousseau (1712-1778) e complementadas por Kant (1724-1804). A educação que humaniza o homem não existe na escola pública moderna, em todos os países. A escola pública gratuita está voltada mais para a transmissão de conhecimento que para a formação do homem integral. Inclusive é negligente com a formação humana nos aspectos de incutir valores e princípios. O homem não é treinado para: pensar; meditar; desenvolver virtudes; emoções; e espiritualidade, mas para ser escravo do próprio homem. Com raríssimas exceções, escolas particulares educam de fato, incutem valores e espiritualidade junto com a formação para o mercado de trabalho. Mas estas escolas normalmente estão fora da realidade econômica da maioria da população.
A transmissão de conhecimentos está voltada para o Comércio e a Indústria, requisitos do Capitalismo, que exerce domínio absoluto em todos os níveis, em todas as escolas públicas ou privadas. Ganho financeiro é um poder ao qual o homem se submete. Negligencia-se o homem em sua trajetória pela vida e se favorece o aparecimento de criaturas com graves crises existenciais, frustradas de tal forma que chegam a não dar mais o devido valor à própria vida. Vive-se o momento e apenas para si mesmo. Os próprios filósofos alardeiam que a vida humana não tem finalidade alguma, que em sua jornada pela biosfera o homem é apenas objeto de eventos aleatórios. Sem a educação natural o homem está condicionado para apenas gozar da vida e fugir das vicissitudes ao invés de enfrentá-las. A única perspectiva futura daquele que não obteve este tipo de educação é de sumir no nevoeiro do tempo de onde lhe foi dito que foi gerado a partir da evolução de bactérias, algas, fermentos, fungos, esponjas, águas-vivas e vermes, para uma não existência, um esquecimento eterno.
Abrir escolas incentiva a ciência, mas não intensifica a consciência; sentimento ou conhecimento que permite ao ser humano vivenciar, experimentar ou compreender aspectos ou a totalidade de seu mundo interior. Na existência de mais consciência, o número de vagas ocupadas nas cadeias diminuiria. Mesmo toda a informação e ciência produzidas pelas escolas podem fechar uma prisão sequer se a sociedade não se conscientizar da necessidade do desenvolvimento da consciência, da moralidade e do bem.
O que antigamente era desenvolvido no seio da família deveria ser ministrado na escola pública, já que pai e mãe, quais escravos, são obrigados a trabalhar debaixo do sistema. Entretanto, a escola pública limita-se em transmitir conhecimento voltado para mercado de trabalho que escraviza, enquanto o treinamento das emoções, sentimentos, sentidos e instintos são negligenciados. Ações que o bom senso recomenda como fundamentais para diminuir o número de presidiários e gerar cidadãos felizes, equilibrados e socialmente integrados. A educação dos potenciais latentes em cada um aproxima o homem de sua condição humana. Educação é consciência, instrução é ciência; ambas sustentam o corpo; a mais importante é a invisível consciência.
Nem religiões, e muito menos governos tratam a educação com a seriedade que deveriam. Governos querem transmitir instrução, religiões restringem-se a moral e assim o homem fica incompleto. Descartes (1596-1650) disse: "Toda a filosofia é como uma árvore: as raízes são a metafísica, o tronco é a física e os ramos são todas as outras ciências". Usando deste pensamento, o homem moderno está incompleto na raiz. Não existe alicerce. Aquilo que não se vê. Sabe-se que existe, mas fica enterrado dentro da pessoa. A escola constrói o homem material, apenas o que da árvore aparece acima do solo; preocupa-se apenas com tronco e folhas. As raízes são complexas necessidades que dão razão para viver e não se restringem apenas à moralidade.
A religião deveria preocupar-se com o alicerce e completar o que está invisível, mas isto não acontece! Centenas as religiões apenas exploram as pessoas em seus metais e as enganam com fantasias. Durante um curto espaço de tempo até é possível enganar alguns, mas é difícil manter mentiras por muito tempo. Acrescente-se que todas as religiões fundamentam seu poder no medo de muitos e na inteligência de um grupo reduzido que lhes definem os descaminhos, sempre voltados ao domínio e opressão pelo medo. Todos os esforços, da absoluta maioria das religiões, estão voltados para um aviltante senhor e único amo: o valor financeiro. A religião coloca de um lado um diabo e de outro um salvador. Enquanto um leva o homem à perdição o outro supostamente o resgataria. Em grosso modo, as maquinações teologais buscam fora do homem a solução de suas incertezas e angústias existenciais; e só se manifestam se sua ação for possível de converter em ganho de qualquer natureza; principalmente financeira e política. Diante desta realidade, que é constante em todas as civilizações, não se constrói ou se fortalece a raiz, o alicerce invisível que mantém o homem de pé frente às tempestades e incertezas da vida. Fica o homem jogado de um lado ao outro ao sabor de tentações e redenções.
Na ausência de formação integral e do despertar da consciência o desenvolvimento do homem fenece e de sua essência apodrece-lhe a raiz nos porões da sociedade, raízes atadas por inquebrantáveis grilhões; indestrutíveis porque são usados voluntariamente, no exercício do livre arbítrio. A conseqüência do livre arbítrio é o homem ser o único ator da construção de sua vida e responsável tanto pelo mal como pelo bem que produz. Ele é responsável por todas as suas ações, independente de prêmio ou castigo, céu ou inferno, ser bom ou mau. Se o homem não gozasse de um projeto que o criou livre e independente, de nada serviria educação de qualquer tipo; bastaria seguir o que lhe fosse ditado pelos instintos. Mas não é assim. O homem é responsável por sua história porque foi dotado de livre arbítrio e nenhum intermediário, homem santo ou clérigo religioso o poderá salvar; nem mesmo Deus interferirá, porque o Grande Arquiteto do Universo criou o homem independente, livre, dotado de livre escolha. Se o Criador interferisse nas ações da criatura seria como admitir a existência de erros em seu projeto. É devido a isto que a Maçonaria ensina que liberdade vem sempre acompanhada de responsabilidade. Quem escraviza é o próprio homem. E o que é ilógico, o homem escraviza a si mesmo. Ao longo da história homem vem explorando homem em seu próprio prejuízo. É dominado à força ou se deixa dominar em virtude de suas limitações e vícios.
No convívio social eclodem choques de todos os tipos. A violência alcançou patamares insustentáveis. Se buscadas razões fora de si, a culpa pela violência é do meliante que pratica a violência. Mas ao lume da fria razão a culpa é partilhada com o omisso que se prende atrás das grades e muros de seu castelo, pensando que isolando a violência lá fora será poupado de sua ação. Diz o sábio que o silêncio dos bons é tão responsável pela maldade quanto o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. Felizmente os maus ainda constituem minoria. O problema é que a sociedade está cada vez mais tolerante e omissa no tratamento com o mau. O egocentrismo cria legiões de omissos e materialistas. Resguardam-se na ilusão de que o mal nunca cairá sobre eles e por covardia e omissão deixam o mal crescer. Mas como a realidade mostra, o mal sobrevirá para todos os que o provocam, seja por ação ou por omissão. O cidadão bom está por detrás das grades enquanto o meliante está do lado de fora tentando levar vantagem. A sociedade corre atrás de corrigir o mal depois de feito e pouco se faz de forma preventiva através da educação.
Se o homem fosse apenas produto do meio de nada adiantaria também qualquer tipo de educação. Seria simplíssimo! Para resolver os problemas de violência bastaria modificar as circunstâncias do meio em que o homem vive. Afastá-lo da sociedade que o perverte; como o Emílio descrito por Rousseau. Se apenas o meio modificasse o homem para o bem, então todo maçom seria só candura! Mas a realidade não é assim! Ser bom ou mau é questão de escolha, de exercer o poder do livre arbítrio para o bem ou para o mal, e isto é modificável pela educação. Incentivados pela Maçonaria, autoconhecimento e autorealização são caminhos para amenizar o mal porque usam do poder do livre arbítrio do próprio homem para o bem.
Na política, o nebuloso clima de corrupção e a sensação de impunidade deixam a todo bom cidadão desalentado. Isto porque o homem transfere poder aos maus ao vender seu voto. Desta forma os maus estão no poder criando leis cada vez mais complexas e intrincadas de modos que ao meliante fica fácil constituírem defensores matreiros que os defendam na Justiça. E para complicar ainda mais, a Justiça - brasileira - é tão lenta em responder aos anseios do bom que é como se ela sequer existisse. A sensação de impunidade é insuportável!
Se a escola pública realmente educasse o homem conforme preconizado pelos iluministas, e não apenas o instruísse para o trabalho assalariado, a forma de escravidão moderna, a realidade social seria muito diferente. A Maçonaria oferece a educação natural e basta ao maçom aproveitar da oportunidade oferecida e partir para se auto-educar nos moldes ditados por homens como Rousseau e Kant. O ideário educacional iluminista traçou o caminho de uma época de escravidão ao absolutismo imperial e clerical e pavimentaram caminhos para a democracia e o capitalismo, realidades que apresentam hoje outras nuanças e dificuldades. Os eventos que sucederam os ideários humanitários e pacifistas dos iluministas tornaram-se sucessões de impérios de terror e amarguras. Para os iluministas do século das luzes a violência desencadeada depois de sua atuação destruiu os resíduos de esperança que ainda lhes restavam. Foram revoluções e guerras globais revestidas de muita maldade, do jorrar de muito sangue inocente, de acendimento e manutenção de muito ressentimento. A paz só é mantida pela guerra; são guerras preventivas em todos os quadrantes do Orbe. A constante é sempre o homem explorando o próprio homem.
Quantos hoje são os que seguem a única lei, a do amor fraterno, ditada por grandes iniciados do passado? Ritualística, simbologia e alegorias são ferramentas pedagógicas da Maçonaria programadas como portadoras de mensagens de homens do passado para os homens ao futuro, que é o hoje. A educação natural preconizada por Rousseau e Kant ainda está em sintonia com a dinâmica social de nossos dias. Cabe ao maçom usar da oportunidade que a ordem maçônica oferece e desenvolver em si consciência e valores morais com vistas à sabedoria que conduz a felicidade da humanidade. É a razão de ser designado construtor social. O bom senso indica que a tarefa do malho e do cinzel ainda não terminou. Cabe ao maçom morrer e renascer diversas vezes e ressurgir sempre renovado de dentro da pedra bruta e disforme para servir de pedra angular na construção de templos vivos, purificados da maldade que o homem desenvolve quando se sociabiliza. Certamente o Grande Arquiteto do Universo, através daquilo que inspira o maçom a pensar com sabedoria, proverá as Luzes necessárias para iluminar os caminhos do futuro e usar da Sublime Instituição para a libertação do homem dominado pelo próprio homem.
Bibliografia:
1. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda, História da Educação e da Pedagogia, Geral e Brasil, ISBN 85-16-05020-3, terceira edição, Editora Moderna Ltda., 384 páginas, São Paulo, 2006;
2. ROHDEN, Humberto, Educação do Homem Integral, primeira edição, Martin Claret, 140 páginas, São Paulo, 2007;
3. ROUSSEAU, Jean- Jacques, Emílio ou Da Educação, R. T. Bertrand Brasil, 1995.
Fonte: GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO IV
Rio de Janeiro – RJ – Brasil
domingo, 10 de janeiro de 2010
IDENTIDADE MAÇÔNICA
Meus Gentis Irmãos Todos;
O perfil da instituição Maçonaria está em construção constante e em articulação com toda a sociedade.
Assim deve ser a formação holística do CONSTRUTOR SOCIAL.
Não há como nos separarmos da sociedade, se nosso objetivo é torná-la feliz.
Precisamos ver, sentir e avaliar qual será a Maçonaria para o terceiro milênio.
Que transformações estão ocorrendo?
Que transformações são necessárias para atualizar a Maçonaria?
Que transformações se darão no contexto social, onde está inclusa a Maçonaria?
Se lembrarmos, do Escritor EDUARDO GALEANO,
em seu Livro de Pernas para o Ar, A Escola do Mundo ao Avesso - Ed. L&PM,**
ele afirma:
"HÁ 130 ANOS, DEPOIS DE VISITAR O PAÍS DAS MARAVILHAS, ALICE ENTROU NUM ESPELHO PARA DESOCOBRIR
O MUNDO AO AVESSO. SE ALICE RENASCESSE EM NOSSOS DIAS, NÃO PRECISARIA ATRAVESSAR ESPELHO ALGUM: BASTARIA QUE CHEGASSE À JANELA".
Na escola do "mundo do avesso", Galeano encontra
"cátedras do medo",
"aulas magistrais de impunidade",
e uma "pedagogia da solidão".
Isso levou-nos a indagação maçônica:
Terá a MAÇONARIA perdido sua identidade, neste mundo ao avesso, de mudanças rápidas?
É uma perguntar para ecoar no meio maçônico como um todo e no maçom individualmente;
para saber qual sua missão como tal.
Identidade, quando falamos, nos referimos a características que especificam algo ou alguém.
No entanto, identidade não é estática.
Assim, como a Maçonaria não é, apesar de alguns acharem melhor viver do passado.
Ao contrário, Identidade, assim com a Maçonaria, está em permanente elaboração e ação, num contexto social de interação de indivíduos, de maçons e de grupos, implicando reconhecimento recíproco.
E isso, sem dúvida se dá com a Maçonaria.
A Identidade da Maçonaria vai sendo arquitetada no meio de que ela faz parte, com todos os segmentos que a compõem, levando-se em conta necessidades, crenças e valores.
NÃO HÀ MAÇONARIA APARTADA DA SOCIEDADE.
DE ONDE RECRUTAMOS O CIDADÃO PARA SER MAÇOM?
Poderiamos dizer, que é uma identidade que se afirma na articulação com as outras instituições sociais, a família, a comunidade, com as diversas religiões, com as associações, com as entidades públicas e privadas -
e que se configura no cumprimento da tarefa de socializar de modo sistemático a cultura da MORAL, DA RAZÃO E DOS SÃOS PRINCÍPIOS, por HOMENS LIVRES E DE BONS COSTUMES.
Estes (Homens Livres e de Bons Costumes) com a tarefa de apaziguar, orientar e colaborar na construção da cidadania, e hoje mais do que nunca da CIDADANIA DEMOCRÁTICA.
Ou seja, com um amplo acesso de todos a todas as oportunidades de inclusão e elevação moral e social.
O que ocorre hoje, é que ainda não compreendemos direito que a maneira de cumprir essa missão muda.
Por isso é enfadonho viver do passado - que não vivenciamos e nos orgulharmos de honras e de atos que não participamos,
mas que deveriam ser inspiradoras de novas conquistas. Mas, não. E não como hoje, servindo de justitificativas institucionais para aquilo que não estamos fazendo e transferindo para o futuro.
"ELA FEZ, (passado) , SÓ QUE VAI FAZER, ( futuro), MAS NÃO FAZ, (presente)".
Adia-se o que deve ser feito, já de muito tempo.
A mudança, então significa que a Maçonaria precisa levar em conta e em consideração as transformações sociais de que faz parte e as várias contradições que desafiam os LÍDERES MAÇÔNICOS, que nela trabalham para o bem da sociedade, principalmente os LÍDERES GESTORES MAÇÔNICOS.
Estes devem sim, deixar às pompas e se dedicar a GESTÃO.
Mas, sem burocracia.
Já que LIDERAR não é ser CHEFE. É mais.
O que precisamos para melhorar a nossa identidade e assim voltarmos à LIDERANÇA nos avanços sociais,
democráticos e éticos, é que a mudança permaneça como um espaço, como um mundo sem cátedra, sem privilégios e privilegiados, sem medo e sob a égide da LEI.
E que, sobretudo, ela seja o lugar em que se realize um trabalho pedagógico baseado na FRATERNIDADE,
na SOLIDARIEDADE, NÃO SÓ NA RETÓRICA, MAS DE FATO. Pelo exemplo inicialmente dos Líderes.
Para isso, há necessidade de uma atitude verdadeiramente crítica de seus LÍDERES, dos LÍDERES GESTORES, e um olhar profundo e abrangente para ver o que deve permanecer, quem deve ser aproveitado pelos seus méritos, paa avançarmos e não com gestão de grupos amigos, bem como, o que deve ser modificado.
E não podemos nos esquecer da CORAGEM para realizar as transformações necessárias e urgentes.
"GESTÃO HOLÍSTICA E PARA TODOS, MELHORA A AUTOESTIMA
E POSSIBILITA UMA IDENTIDADE ÉTICA MAÇÔNICA".
Meus Gentis Irmãos Todos;
as experiências maçônicas bem sucedidas de vários irmãos comprovam o que falamos;
basta termos a humildade de aprendermos com quem sabe e faz.
Mostremos o valor do aprendizado coletivo, com o empenho de cada um de nós, na construção da Maçonaria
que queremos e à qual temos pleno direito - afinal, somos nós que pagamos tudo, não é mesmo?
Fraternalmente.
"Não só pensar por aí, mas principalmente agir a partir daí".
Pare de observar, comece a fazer.É SEMPRE MELHOR FAZER PARA ENSINAR DEPOIS, DO QUE ENSINAR SEMPRE SEM NUNCA FAZER . Ir:. Carlos Augusto G. Pereira da Silva EX:.V:.M:. LOJA OBREIROS DE SÃO JOÃO Nº 42PORTO ALEGRE - RS
Visite-nos: Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON
O perfil da instituição Maçonaria está em construção constante e em articulação com toda a sociedade.
Assim deve ser a formação holística do CONSTRUTOR SOCIAL.
Não há como nos separarmos da sociedade, se nosso objetivo é torná-la feliz.
Precisamos ver, sentir e avaliar qual será a Maçonaria para o terceiro milênio.
Que transformações estão ocorrendo?
Que transformações são necessárias para atualizar a Maçonaria?
Que transformações se darão no contexto social, onde está inclusa a Maçonaria?
Se lembrarmos, do Escritor EDUARDO GALEANO,
em seu Livro de Pernas para o Ar, A Escola do Mundo ao Avesso - Ed. L&PM,**
ele afirma:
"HÁ 130 ANOS, DEPOIS DE VISITAR O PAÍS DAS MARAVILHAS, ALICE ENTROU NUM ESPELHO PARA DESOCOBRIR
O MUNDO AO AVESSO. SE ALICE RENASCESSE EM NOSSOS DIAS, NÃO PRECISARIA ATRAVESSAR ESPELHO ALGUM: BASTARIA QUE CHEGASSE À JANELA".
Na escola do "mundo do avesso", Galeano encontra
"cátedras do medo",
"aulas magistrais de impunidade",
e uma "pedagogia da solidão".
Isso levou-nos a indagação maçônica:
Terá a MAÇONARIA perdido sua identidade, neste mundo ao avesso, de mudanças rápidas?
É uma perguntar para ecoar no meio maçônico como um todo e no maçom individualmente;
para saber qual sua missão como tal.
Identidade, quando falamos, nos referimos a características que especificam algo ou alguém.
No entanto, identidade não é estática.
Assim, como a Maçonaria não é, apesar de alguns acharem melhor viver do passado.
Ao contrário, Identidade, assim com a Maçonaria, está em permanente elaboração e ação, num contexto social de interação de indivíduos, de maçons e de grupos, implicando reconhecimento recíproco.
E isso, sem dúvida se dá com a Maçonaria.
A Identidade da Maçonaria vai sendo arquitetada no meio de que ela faz parte, com todos os segmentos que a compõem, levando-se em conta necessidades, crenças e valores.
NÃO HÀ MAÇONARIA APARTADA DA SOCIEDADE.
DE ONDE RECRUTAMOS O CIDADÃO PARA SER MAÇOM?
Poderiamos dizer, que é uma identidade que se afirma na articulação com as outras instituições sociais, a família, a comunidade, com as diversas religiões, com as associações, com as entidades públicas e privadas -
e que se configura no cumprimento da tarefa de socializar de modo sistemático a cultura da MORAL, DA RAZÃO E DOS SÃOS PRINCÍPIOS, por HOMENS LIVRES E DE BONS COSTUMES.
Estes (Homens Livres e de Bons Costumes) com a tarefa de apaziguar, orientar e colaborar na construção da cidadania, e hoje mais do que nunca da CIDADANIA DEMOCRÁTICA.
Ou seja, com um amplo acesso de todos a todas as oportunidades de inclusão e elevação moral e social.
O que ocorre hoje, é que ainda não compreendemos direito que a maneira de cumprir essa missão muda.
Por isso é enfadonho viver do passado - que não vivenciamos e nos orgulharmos de honras e de atos que não participamos,
mas que deveriam ser inspiradoras de novas conquistas. Mas, não. E não como hoje, servindo de justitificativas institucionais para aquilo que não estamos fazendo e transferindo para o futuro.
"ELA FEZ, (passado) , SÓ QUE VAI FAZER, ( futuro), MAS NÃO FAZ, (presente)".
Adia-se o que deve ser feito, já de muito tempo.
A mudança, então significa que a Maçonaria precisa levar em conta e em consideração as transformações sociais de que faz parte e as várias contradições que desafiam os LÍDERES MAÇÔNICOS, que nela trabalham para o bem da sociedade, principalmente os LÍDERES GESTORES MAÇÔNICOS.
Estes devem sim, deixar às pompas e se dedicar a GESTÃO.
Mas, sem burocracia.
Já que LIDERAR não é ser CHEFE. É mais.
O que precisamos para melhorar a nossa identidade e assim voltarmos à LIDERANÇA nos avanços sociais,
democráticos e éticos, é que a mudança permaneça como um espaço, como um mundo sem cátedra, sem privilégios e privilegiados, sem medo e sob a égide da LEI.
E que, sobretudo, ela seja o lugar em que se realize um trabalho pedagógico baseado na FRATERNIDADE,
na SOLIDARIEDADE, NÃO SÓ NA RETÓRICA, MAS DE FATO. Pelo exemplo inicialmente dos Líderes.
Para isso, há necessidade de uma atitude verdadeiramente crítica de seus LÍDERES, dos LÍDERES GESTORES, e um olhar profundo e abrangente para ver o que deve permanecer, quem deve ser aproveitado pelos seus méritos, paa avançarmos e não com gestão de grupos amigos, bem como, o que deve ser modificado.
E não podemos nos esquecer da CORAGEM para realizar as transformações necessárias e urgentes.
"GESTÃO HOLÍSTICA E PARA TODOS, MELHORA A AUTOESTIMA
E POSSIBILITA UMA IDENTIDADE ÉTICA MAÇÔNICA".
Meus Gentis Irmãos Todos;
as experiências maçônicas bem sucedidas de vários irmãos comprovam o que falamos;
basta termos a humildade de aprendermos com quem sabe e faz.
Mostremos o valor do aprendizado coletivo, com o empenho de cada um de nós, na construção da Maçonaria
que queremos e à qual temos pleno direito - afinal, somos nós que pagamos tudo, não é mesmo?
Fraternalmente.
"Não só pensar por aí, mas principalmente agir a partir daí".
Pare de observar, comece a fazer.É SEMPRE MELHOR FAZER PARA ENSINAR DEPOIS, DO QUE ENSINAR SEMPRE SEM NUNCA FAZER . Ir:. Carlos Augusto G. Pereira da Silva EX:.V:.M:. LOJA OBREIROS DE SÃO JOÃO Nº 42PORTO ALEGRE - RS
Visite-nos: Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON
Prováveis Origens da MAÇONARIA
A provável origem da maçonaria tem provocado variadas versões entre os inúmeros historiadores.As opiniões prevalecem em torno da hipótese sobre a constituição das Corporações de Construtores na Idade Média.Essas agremiações reuniram a maioria dos profissionais voltados para a elaboração de projetos e para a construção de templos e palácios.Paralelamente na bibliografia sobre economia social, os pesquisadores destacam dois períodos da Idade Média como fundamentais na organização das relações comerciais e profissionais da época. Um, a Baixa Idade Média que mostrou uma atividade econômica pujante apoiada na agricultura sustentada no regime feudal. O comércio com papel secundário. O outro período, a Alta Idade Média, marcada pelo surgimento das corporações de Ofício, com o objetivo de regular preços, salários, quantidades produzidas e a especificação de produção. A maior parte dessas corporações foram influenciadas pelas alterações das condições do mercado da mão de obra e, gradativamente, alteraram suas atividades e finalidades. Se distanciaram do papel de representatividade das classes que congregavam e se encaminharam para modelos de entidades com fins assistenciais.Mais tarde, rumaram na direção das iniciativas com conteúdos culturais, políticos e religiosos.A maçonaria que delas se originou, optou por diferentes procedimentos litúrgicos, conforme substratos conceituais das comunidades praticantes.Nas regiões lideradas pela Grã-Bretanha predominou o simbolismo religioso associado ao cientificismo empírico, na França e na Alemanha, teve preferência o simbolismo esotérico e o racionalismo judaico-cristão.
Visite-nos: Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON http://br.groups.yahoo.com/group/orvalhodohermon
Visite-nos: Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON http://br.groups.yahoo.com/group/orvalhodohermon
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Ser Maçom sem Sê-lo
Charles Evaldo Boller*
Área de Estudo: Comportamento, Educação, Espiritualidade, Filosofia, Maçonaria.
É possível ser maçom sem sê-lo? A pergunta é comum. Para o maçom é motivo de séria reflexão em si mesmo. Como responderia o homem treinado nas coisas da Arte Real? Poderia formular o seguinte raciocínio? - Já viu em algum lugar uma estátua representando uma pessoa vigorosa portando um malho e um cinzel a esculpir-se de dentro de uma pedra? Esta é a representação simbólica da auto-educação da Maçonaria. Não é fácil explicar o funcionamento do processo. Também não constitui segredo. Em resumo a educação maçônica pode apenas ser vivida; é resultado de salutar convivência. Para dar uma idéia superficial do que ocorre na Maçonaria é interessante imaginar o homem em sua origem e de como ele provavelmente construiu sua convivência social.
Na era do homem da caverna, quando o sol se colocava no horizonte, acendiam-se fogueiras para aquecer, assar alimentos e iluminar o ambiente. Ao redor destas fogueiras reunia-se a tribo. Trocavam idéias do cotidiano, da caça, da colheita, dos perigos, e passavam conhecimentos novos de uns para os outros. Nestas reuniões, pelo debate, por conversas, em resultado de atos judicativos, e outras comunicações verbais, cada um desejava sobressair-se ao outro com vistas a estabelecer sua vontade, e principalmente, de obter a aprovação dos demais membros do clã, de identificar-se. Esta necessidade de aprovação do grupo fazia com que o indivíduo se adaptasse ao grupo e aceitasse códigos de ação e conduta que o identificassem. Trocavam segredos, confidências de novas técnicas de caça e truques para os mais diversos fins. Quem traísse tais segredos e os divulgasse a outros de fora do grupo, no mínimo seria expulso do clã, quando não o matavam. Isto foi usado por tanto tempo que acabou gravado indelevelmente nos genes do homem, e assim, passa de geração para geração.
O indivíduo, ao forçar uma modificação em si mesmo, às vezes até contra suas próprias inclinações, praticava o que se faz numa loja maçônica; se auto-educava; é o que significa a alegoria do escultor de si mesmo. O que ocorre dentro da loja é esta força do grupo sobre o indivíduo. Há quem o designe uma força mística. Mágico mesmo é quando se observam pessoas a se modificarem gradativamente para o bem, e isto sem que elas o percebam. O grupo reunido é uma força poderosa para modificar pessoas. - Somos seres sociais por excelência! Sociais porque o grupo exerce uma força incrível sobre cada um de seus membros. Isto é verificável nos grupos de jovens: usar "piercins", cortar cabelo de forma bizarra, tatuagem, e outros sinais de identificação externa, são apenas algumas das modificações forçadas pelos seus iguais. Transfira-se isto para características internas de valores e princípios, espiritualidade, emoções e tem-se o que ocorre dentro de uma loja maçônica. É por isso que não tem como aprender Maçonaria a partir de livros; estes possuem apenas conhecimento, informação; e isto não é educação. Para tal é necessária a convivência.
A escola que só transmite conhecimento sem o aporte de princípios, valores e virtudes, não educa, e às vezes sequer transmite conhecimentos. Transmitir conhecimento não é educação. Informação serve quase que exclusivamente para prover o sustento. E como existe apenas a auto-educação, cada um só muda quando decide e age para estabelecer uma mudança. E quando esta alteração no seu eu (self) tem o apoio do ego (livre arbítrio) tem-se a auto-educação pura e proativa. É sempre orientada para o bem porque a auto-educação exige sempre sacrifício, sair da zona de conforto e partir para a ação contra a tendência natural de aderir a vícios, exige força de vontade hercúlea. Sozinho é difícil, mas não impossível. Em grupo a tarefa é facilitada exatamente pela pressão advinda da reunião de diversas pessoas, da energia do pensamento emitido pela coletividade; é genético. O estímulo vem sempre dos irmãos maçons; membros do mesmo grupo social influenciam seus iguais; é um provocando o outro para o bem. E como se tratam quais irmãos, demonstram profundo amor entre si, o perfeito vínculo de união, é certo que onde se reúnem, manifesta-se aquilo que conhecem pelo conceito de Grande Arquiteto do Universo; espírito que permite reunir numa mesma sala pessoas das mais variadas linhas de pensamentos e religiões para discutirem assuntos da sociedade sem que se matem. É uma grande idéia; a maior herança que a Maçonaria recebeu do Iluminismo Francês.
É possível ser maçom mesmo sem portar avental, o símbolo do trabalho em si mesmo, da auto-educação. O maçom sabe que colocar um avental exige um tácito juramento, formal e sagrado, com trágicas e sérias implicações para consigo mesmo se falhar. O simples fato de ser iniciado na Maçonaria, de portar avental não gera um homem perfeito. Cada loja é a união de homens imperfeitos, livres e de boa vontade, com uma vontade imensa de buscar a perfeição, de se ver aprovado pelos iguais. A virtuosidade aflora quando se entende o benefício da associação e de como empunhar as ferramentas certas na auto-educação. O dia-a-dia do maçom é tomado pelo salutar trabalho em si mesmo; trabalha a pedra. Enquanto uma mão empunha o malho e golpeia com força, a outra mão, conduzida pela razão, empunha firme e delicadamente o cabo do cinzel. A ponta afiada do cinzel elimina gradativamente nódoas e excessos da pedra imperfeita, revelando do interior da rocha disforme o homem aperfeiçoado, exemplar obra de arte do Grande Arquiteto do Universo. Esta é a representação do pedreiro esculpindo-se da rocha, é a representação da sua auto-educação pelo uso da razão equilibrada pela emoção e espiritualidade.
Então é possível tornar-se maçom sem sê-lo? Se faltarem os camaradas de caminhada é difícil, mas possível. Existem muitos homens que nunca viram o piso de um templo maçônico, são maçons sem avental cujo comportamento probo e valioso para a sociedade os faz agirem quais obreiros da pedra, faz deles membros da ordem maçônica sem formalizar sua aderência pela iniciação. Quando identificados, a Maçonaria os convida a fazerem parte da Instituição para reforçarem as colunas de seus templos, de somar força com outros homens de igual disposição mental e espírito servidor da humanidade. É o motivo da entrada na Ordem Maçônica ocorrer sempre em resultado de um convite e não de vontade explicita do pretendente. É este acúmulo de líderes sociais num só lugar a razão de com freqüência ouvir-se que a meta de todo maçom deveria ser o de acabar com a Maçonaria; fechar seus templos. Utopia? Mas, e se todos os homens se tornarem perfeitos, qual será então a utilidade da Ordem Maçônica?
*Charles Evaldo Boller, engenheiro eletricista e maçom de nacionalidade brasileira. Nasceu em 4 de dezembro de 1949 em Corupá, Santa Catarina, com 60 anos de idade. Obreiro da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Apóstolo da Caridade, nº 21, do oriente de Curitiba, Paraná, jurisdicionada à Muito Respeitável Grande Loja do Paraná.
Fonte: Grupo Maçônico Orvalho do Hermon
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
CARGOS EM LOJA
VENERÁVEL MESTRE
A jóia do quadro é o Esquadro. Sen do o Esquadro o símbolo da Retidão, como jóia distintiva do cargo de Venerável, indica que ele deve ser o Maçom mais reto e mais justo da Loja que preside.
Como símbolo da retidão, todo maçom deve subordinar suas ações. Como símbolo da virtude, devemos retificar nossos corações. O Esquadro é, materialmente o instrumento empregado nas construções. Simboliza para o Venerável, a grandeza, a sabedoria de seus julgamentos e ensinamentos aos membros da Oficina. É dessa sabedoria e discerni mento da Justiça que devem brotar seus julgamentos, suas sentenças.
Pelo Venerável se conhece a Oficina, isto é, sendo ele o resultado da vontade dos Irmãos do Quadro, é constitucionalmente o responsável direto e indireto pela atividade ou inatividade, pelo brilho ou pela mediocridade, pela participação ou desunião, pela igualdade ou complexo, pela prepotência ou pelo ambiente de harmonia, enfim pelo fracasso ou pelo retumbante sucesso.
VIGILANTES
Denominam-se Vigilantes, os dois Oficiais de uma Loja atual, que, por ordem hierárquica seguem ao Venerável Mestre, ao qual, embora contrariando algumas tradições, sucedem-no na presidência dos trabalhos durante os impedimentos. Esses três oficiais são denominados “As Três Pequenas Luzes da Oficina”.
Os Vigilantes são os colaboradores diretos do Venerável Mestre para ministrar instruções aos Aprendizes e Companheiros. Sendo pela ordem hierárquica, o segundo Oficial da Loja, cabe ao 1º Vigilante ministrar instrução aos Companheiros e o 2º Vigilante, terceiro da hierarquia, instruir os Aprendizes.
PRIMEIRO VIGILANTE
O Nível é a Jóia distintiva do cargo. E o emblema da Igualdade. O Nível maçônico é formado pôr um Esquadro de hastes iguais, de cujo ângulo desce uma Perpendicular. O Nível simboliza a Igualdade social, base do Direito Natural e a Perpendicular significa que o Maçom deve, precisa possuir, uma Retidão de julgamento que nenhuma afeição – de interesse ou de família – deve impedir. O que pode distinguir os Maçons e conduzi-los aos Altos Cargos é o mérito e também as virtudes e o talento.
O Nível lembra ao Maçom que todas as coisas devem ser consideradas com serenidade igual e que o seu simbolismo tem como corolário, noções de Medida, Imparcialidade, Tolerância e Igualdade, bem como o correto emprego dos conhecimentos.
Ao Irmão Primeiro Vigilante cabe a direção da Coluna do Sul.
SEGUNDO VIGILANTE
A Jóia do Cargo é um Prumo ou Perpendicular. Esta jóia sugere que não se deve parar no aspecto interior das coisas, mas que se deve penetrar o sentido oculto das Alegorias e dos Símbolos. Ele representa o Símbolo da Pesquisa da Verdade nas profundezas onde se oculta; as sim como da elevação dos sentimentos maçônicos em direção das alturas. No alto como em baixo, descobre-se a beleza do Espírito e do Coração.
O Prumo ou Perpendicular na Maçonaria é fixado no centro de um Arco. Ele é o emblema da busca, da pesquisa, da investigação da Verdade. E, aproximando-o da verdade, do equilíbrio, ele parece mostrar o caminho que conduz à perfeição. Aliado ao Esquadro, ele permite a correta e perfeita construção do Templo.
ORADOR
A Jóia do Orador é um Livro Aberto, que simboliza que o mesmo nada esconderá, nada duvidoso deixará.
O Livro Aberto simboliza que ele representa a Consciência da Loja, que ele deve conhecer os Cânones para definir a Razão.
O Orador, cargo criado pela Maçonaria Francesa logo após a sua introdução naquele país, tem na ordem hierárquica dos funcionários o quarto lugar e pede a Palavra diretamente ao Venerável.
O Orador é o ponto de equilíbrio de uma Oficina. Auxiliado pôr um bom Orador que consiga unir, a madureza de um juízo reto a uma sólida erudição, a um necessário conhecimento das Leia Maçônicas, é muito difícil que um Venerável caia em erros crassos, em equívocos, ou se exceda no exercício de suas funções.
A Igualdade, a Liberdade, a Razão; o Direito e a Justiça, deverão encontrar no Orador, as mais sólida garantia, o mais competente defensor. Para isso ele deve possuir o mais profundo conhecimento dos Regulamentos Gerais, da Ordem e dos particulares da Oficina, assim como tudo o que concerne ao Regimento Inter no da Loja e aos cargos confiados aos Dignitários e Oficiais.
SECRETÁRIO
Como o Secretário representa a Memória da Loja, sua jóia são duas penas cruzadas indicando que ele assegura a tradição da Ordem e da Oficina, com o registro de todos os fatos passados bem como o presente.
O Secretário e, na ordem hierárquica, a Quinta Dignidade; pede a Palavra diretamente ao Venerável.
O Secretário é o grande responsável pela História da Maçonaria. Os historia dores do futuro basear-se-ão no que ele registrar. Se ele deixar de registrar, ou registrar mal os fatos ocorridos, a História, nesse caso, ficará truncada ou será mal contada.
Sendo a Lua o símbolo do Secretário, pois ela não tem luz própria, dependendo de luz alheia para brilhar, assim o Irmão Secretário também só registra o que foi dito pôr outrem no exercício de seu cargo. As vezes também registra sua opinião, mas ele é, apenas o fotógrafo da reunião. E com certeza isso não é pouco.
TESOUREIRO
As duas chaves cruzadas, usadas como jóia do Tesoureiro da Loja, significam que ele é o Depositário das reservas monetárias da Loja e seu manipulador. A chave é um símbolo forte e marcante dentro da Maçonaria, muito especial mente nos chamados Altos Graus. Ela é considerada como símbolo do Silêncio, da Circunspeção, da Inteligência, da Prudência e da Discrição.
O Tesoureiro, assim como o Secretário da Loja, ocupam cargos de cunho profano, até mesmo na nomenclatura dos mesmos. No entanto, seu valor dentro da Administração é de suma importância.
CHANCELER
A jóia do Irmão Chanceler é um Timbre ou Chancela, simbolizando que o Chanceler é o Guarda Selos da Loja, responsável pela Documentação da Loja e pela guarda dessa documentação. Ela é somente um símbolo do cargo, não tendo nenhuma simbologia maçônica.
Chanceler é um dos principais oficiais da Loja. É ele o depositário fiel do Timbre e do Selo da sua Oficina.
MESTRE DE CERIMÔNIAS
Como símbolo a Régua Graduada representa o aperfeiçoamento moral. Ela também é tida como símbolo de método, da retidão, da Lei. Pode também ser considerada como símbolo do Infinito, já que a linha reta não tem começo e nem fim. É como símbolo da moralidade que ele mais se representa, traçando a linha reta de que o bom Maçom nunca deve afastar se. A régua aparece nas Lojas Maçônicas como aparelho de trabalho de mediada de tempo que não deve ser perdido em ociosidade, mas sim, aplicado no trabalho em prol da Humanidade. A primeira condição para a vida feliz de uma Loja Maçônica, é a perfeição de seus trabalhos. Dessa perfeição dependem a Paz, a Harmonia, a Dignidade dos que têm o Dever, a verdadeira noção do dever.
O cargo de Mestre de Cerimônias é um dos cargos de real importância dentro de uma Loja Maçônica. Além das atribuições que lhe são de regulamento, ele deverá ser um exímio executor da Ritualística e dos sinais e palavras dos graus em que estiver se desenrolando os trabalhos. Na verdade esse oficial deve ter o mais completo domínio do cerimonial maçônico.
HOSPITALEIRO
A Jóia do Cargo do Irmão Hospitaleiro é uma pequena sacola, simbolizan do o Farnel do Peregrino, do Viajante, do Pedinte, é ele que, em nome da Fraternidade, todas as reuniões coleta dos óbolos da Beneficência, da Solenidade Maçônica para com os menos favorecidos pela sorte.
Os Ritos de York, Schroeder e Brasileiro, não possuem o cargo de Hospitaleiro.
Dentro da hierarquia dos cargos de uma Loja, em dos de mais elevada importância é o do Hospitaleiro da Oficina.
A escolha do Hospitaleiro deverá recair sobre um Irmão dinâmico, de moral iliba da, sem mácula, que conheça bem todos os Irmãos. – Deverá gozar da simpatia de to dos para poder imiscuir-se nos problemas de cada um como se fora um parente de sangue, um filho da casa. Seu trabalho dentro do Templo é irrelevante. Qualquer Mestre poderá substituí-lo à altura. Fazer girar o Tronco é muito fácil. Seu trabalho, sua missão fora das quatro paredes do Templo é que é importante, muito importante e requer muito carinho, muita dedicação, muito desprendimento.
EXPERTOS
A Jóia do Irmão Experto entre nós, é um Punhal. Por que o Punhal?
Esta arma é o emblema do Castigo que merecem os perjuros e do remorso que deve despedaçar-lhe o coração. É sabido que o Punhal é uma arma ofensiva. Na Maçonaria porém lhe tem outro significado e figura em muitas cerimônias e entre os emblemas distintivos de vários Graus filosóficos com significado mera mente simbólico. Entre os Maçons ele significa também o combate que devem travar para que, com a palavra e com a pena, defender, com todo vigor, a Liberdade de Pensamento, de Consciência. Ele é o principal atributo dos Expertos que guiam os Profanos durante a Iniciação e que telham os Visitantes. Embora o Punhal seja tido como símbolo da Traição, para nós, é o símbolo da fortaleza, da guarda. Hierarquicamente, o Experto, é o sexto Oficial da Loja, o primeiro depois das Cinco Dignidades.
COBRIDOR
A Jóia do Cobridor são duas Espadas Cruzadas. Ao ser juramentado com Cobridor, o Mestre Instalador diz estas pa lavras: “Cabe lembrar-vos que estas Espadas Cruzadas indicam que só deveis dar ingresso em nosso Templo aqueles que têm direito a tomar parte em nossos trabalhos., Simbolicamente os ferros cruzados, em guarda para o combate, nos ensina a nos pormos em defesa contra os maus pensamentos e a ordenarmos moralmente as nossas ações.
Armado de Espada, o Cobri dor fica a esquerda de quem entra, ao lado da porta cuja guarda lhe é confiada e que deve manter fechada. Pôr esse motivo é que, em determinadas potências, é também chamado o Guarda do Templo, representando o traço de união entre o mundo profano e a Loja, só ele pode abrir ou fechar a porta.
A prova da grande importância deste cargo, se verifica na Maçonaria Inglesa. Lá as Lojas elegem apenas o Venerável, o Tesoureiro e o Cobridor Interno, pôr considerarem tais cargos os de maior responsabilidade, devendo pôr isso merecer o voto de todos os Irmãos da Loja. O Venerável é que nomeia os ocupantes de todos os outros.
PORTA BANDEIRA
A Jóia do cargo, é a primeira do Pavilhão Nacional. Não possui nenhum simbolismo maçônico. É uma prática profana introduzi da nos Templos, para ativar o sentimento de cada Irmão.
E uma jóia simples, destituída de qual quer interpretação que não seja aquela feita pêlos profanos, ou seja, a representação da Pátria, o mais elevado símbolo de uma Nação. A vibração da alma de um povo, tanto na Paz como na guerra.
Tal encargo foi oficializado na maçonaria brasileira somente a partir de 02 de abril de 1959.
PORTA-ESTANDARTE
A Jóia do Cargo é uma miniatura de um Estandarte. Ela não possui simbolismo maçônico. Só indica o cargo do portador da mesma.
Estandarte é a insígnia de uma corpo ração, seja militar, religiosa, esportiva ou filosófica, sendo no caso da maçonaria, conhecida e utilizada como uma continuação da tradição das antigas confrarias e corporações profissionais medievais, que tinham pôr seu Estandarte a maior veneração e respeito.
A humanidade sempre necessitou de símbolo. Desde os mais remotos tempos ela vem usando para representar sua crença ou ideal, partido ou família, dignidade ou função, agremiação ou qualidade, cidade ou pais, enfim, símbolos de forma e denominação várias.
MESTRE DE HARMONIA
A Lira é um instrumento musical, de corda, em numero variável, parecido com uma harpa, porém em menores dimensões, sendo um dos instrumentos mais antigos de que se tem notícia.
Se considerarmos os efeitos dos sons musicais durante as nossas Sessões, preparando o ambiente, tomando-o mais harmônico, mais solene, inspirador e belo, compreenderemos que a execução de uma seleção musical será o complemento indispensável para uma boa sessão.
MESTRE DE BANQUETES
A Jóia do Cargo é a Cornucópia que sempre simbolizou a fartura, a abundância. A fábula diz ter sido ela arrancada da cabeça de Aquelous, personagem mitológico, quando transformado em touro, foi vencido pôr Hércules. Na Maçonaria também se usa uma Taça como Jóia de cargo de Mestre de Banquetes.
ARQUITETO
A Jóia do cargo de Arquiteto é uma Trolha, que é um dos grandes Símbolos Maçônicos.
A Trolha serve para mexer a massa destinada a cimentar as pedras do Edifício realizando assim, a Unidade. A Trolha reúne, mistura, unifica. É portanto o símbolo da Benevolência esc1arecida, Fraternidade Universal e profunda Tolerância que distinguem o verdadeiro Maçom.
Um cargo que parece de pouca importância, mas que na realidade é tão ou mais importante que muitos outros tidos como tal. Suas ocupações não são vistas durante a reunião, ou melhor são vistas mas não lhe são atribuídas já que seu trabalho consiste, alem, de outros, na ornamentação da Loja, colocando cada coisa em seu devido lugar. Ao Arquiteto está o sublime encargo de cuidar, e bem, de tudo quanto pertence às decorações e ornamentações do Templo.
O seu trabalho é feito antes de começar as Sessões, tornando-se durante a mesma um privilegiado espectador.
(*)Extraído de Pioneirosdebrasilia.com
Irmãos co-autores da presente Peça de Arquitetura: Alair Moreira Spinola; Antonio Lopes da Silva; Sérgio Roberto Gimenez; Sérgio Sanemitsu Tawata; Valter Lyra Gomes; José W. Nunes; e, Roberto Mauro B. Gomes.
GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
Assinar:
Postagens (Atom)