quarta-feira, 9 de março de 2011

A ESCOLHA DA ADMINISTRAÇÃO DE UMA LOJA MAÇÔNICA





Trata-se de uma difícil tarefa a escolha e composição da Administração de uma Loja Maçônica.

Mesmo sabendo que é um privilégio das nossas Lojas disporem de quadros tão bem preparados para exercerem qualquer Cargo em Loja, passamos a indicar alguns requisitos que entendemos essenciais para facilitar as futuras escolhas ou indicações.
Consideramos que a liderança é a função mais importante e mais difícil de ser desempenhada em uma Loja Maçônica.
A começar pelo futura V.•.M.•., a escolha ou indicação deve apontar um Irmão, além de testado nos vários cargos da Loja, precisa ser ético, sensato, confiável, conduta ilibada, paciente, puro, pacífico, justo e sem vícios; com as qualificações para ensinar e aprender; se destacar pela competência em tratar com pessoas e com coisas. O líder nunca deve se destacar pelo que faz, mas sim o que ele é.
Por ser fundamental, a liderança do Venerável Mestre é muito importante na condução dos trabalhos ritualísticos, implantação dos projetos da Loja, na dinâmica e união fraternal dos Irmãos.
É desejável considerar entre seus requisitos, os conhecimentos doutrinários; se chefia sua família de maneira adequada; se sua condição financeira é digna e estável. Por certo, uma escolha apressada de alguém desqualificado poderá trazer resultados desastrosos para a Nova Administração.
Evidentemente, não basta ter freqüência nas sessões ou ler Rituais e Livros Maçônicos, tudo isso é importante, mais do que isso, é necessário saber liderar com sabedoria.
O futuro V.•.M.•. deve ser um lider agregador e proativo, que disponha de tempo para dedicar aos seus Irmãos e à Maçonaria; deve ser severo e rigoroso, sem esquecer a benevolência. A administração da Loja requer destreza, dedicação, vontade e habilidade.
Liderar é a capacidade de fazer com que, os Irmãos, estimulados por um objetivo comum, executem as atividades planejadas sem necessidade de coerção, a fim de permitir a realização do planejamento da Loja. Significa, portanto, que a meta da Loja deve ser alcançada, por meio de ações empreendidas por todos os Irmãos e não por um pequeno grupo deles.
Portanto, cabe ao futuro Administrador e Líder Espiritual fazer a escolha, independentemente da opinião do Irmão diretamente interessado.

Como é sabido, a maçonaria é uma Ordem inicática, assim, cada Irmão, naturalmente, apresenta um conjunto de virtudes, desenvolvidas ao longo da sua vida, na Loja, que o qualifica para a subida pela Escada de Jacó.

Pelo menos deve ser considerada a sua constância nas sessões, lealdade para com a Loja e com os irmãos; discrição e disposição para desempenhar o cargo.

Sabemos que uma das qualidades que não pode faltar ao verdadeiro maçom, é o espírito de justiça. Sem ele ninguém poderá ostentar qualquer aperfeiçoamento espiritual.

Não importa ser bom na ritualística, ter decorado ritual e na prática se comportar como um profano de avental. O verdadeiro maçom deve ser cauteloso, bondoso, justo, imparcial e falar sempre sem reserva mental, isto é, a boca deve sempre exprimir o que o coração tem em abundância.
O planejamento deve sempre ser feito com antecedência, de modo que, os Irmãos saibam a seqüência de eventos e o que, V.•.M.•. Espera de cada Cargo.
Rogamos ao G.•.A.•.D.•.U.•. que seja concedido aos nossos futuros Veneráveis aquilo que foi pedido pelo Rei Salomão ao seu Deus de amor e bondade, SABEDORIA, a fim de escolherem as melhores Administrações para nossas Lojas, independente da opinião dos interessados, as escolhas devem ser feitas pensando-se sempre na coletividade.

Que o G.•.A.•.D.•.U.•., com sua infinita misericórdia e bondade nos permita trabalhar para a Glória do seu nome e o engrandecimento das nossas queridas Lojas, a fim de tornar feliz a humanidade.


Hugo R. Pimentel .•.
A.•.R.•.F.•.G.•.B.•.L.•.M.•. Vigilantes da Lei 30, nº 76


Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

sábado, 12 de fevereiro de 2011

GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON

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A FAMILIA DO MAÇOM


Domingos Prado

A FAMÍLIA DO MAÇOM A família para a Maçonaria é a base de tudo, depois de Deus..

Portanto, sob o critério filosófico A família é um dom dos maiores que recebemos de Deus. Não é somente uma realidade cultural que pertence a historia dos povos. É uma instituição natural criada por Deus.

A Maçonaria ilumina-nos sobre o sentido DA família. Somos criados à imagem e semelhança de Deus, cuja vida é comunhão profunda entre as pessoas. O ser humano não existe apenas para alimentar-se, crescer e ocupar espaço e tempo sobre a terra. É feito para “con-viver” (viver com), partilhar a vida com OS outros, viver em comunidade. Amadurecer no relacionamento fraterno e entrar em comunhão com o próprio Deus, não só nesta vida, mas por toda a eternidade. No projeto DA Maçonaria, a família é destinada a ser a “comunidade de pessoas unidas no amor”, Sacramento cujo núcleo é a união amorosa e fiel entre o homem e a mulher, caminho de aperfeiçoamento recíproco e fonte de vida.

A família é, também, um compromisso. A comunhão de vida não se realiza por encanto. É necessária a colaboração de cada um, para superar o egoísmo, abrir-se ao outro na doação conjugal e familiar. Requer-se, ainda, a cooperação DA sociedade para que se criem condições adequadas à vida em família. A finalidade primeira DA família, é o valor que lhe confere sentido, é a prole, sua educação física, psíquica, intelectual, moral, religiosa, econômica e social.

O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo DA alma. A Casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Como esperar uma comunidade segura e tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe? A Paz no mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em Paz entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se não nos habituarmos a amar o Irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Grande Arquiteto do Universo, que é DEUS?

Tantos pais, irmãos e filhos se separam só pela necessidade de impor vontades, de ver “quem manda aqui”, quem ganha a condição de dono DA última palavra. Na maioria dos casos, numa reunião familiar, e com um pouco de humildade todos saberiam até onde ir e quando parar.

São naturais as discordâncias. O homem um dia há de aprender a combater as idéias e não as pessoas. Toda a discordância deve priorizar o respeito.

Se o “diálogo” antecedesse as nossas diferenças, não haveria espaço em nossos corações para ressentimentos e muito menos cultivaríamos sentimentos tão letais no que diz respeito aos outros.

O lar deve ser cultivado como um santuário. É nas lutas diárias do lar que nos preparamos para abraçar tarefas de vulto em prol DA humanidade. É preferível abdicar de servir à humanidade, se nos esquecemos dos compromissos prioritários de nosso lar.

Nos tempos atuais, em que tantos banalizam a vida e as ruas se tornam abrigos de órfãos de pais vivos, é hora de refletirmos sobre a Família e o papel do Maçom na Comunidade.

A Maçonaria quer que cada um de nós busque melhorar em todos OS sentidos, porque em assim fazendo estaremos no caminho certo que é a busca de uma melhoria cada vez maior para a humanidade.

O comportamento do Maçom se torna muito difícil na sociedade maçônica que na profana, porque na sociedade maçônica, OS indivíduos estão mais chegados uns aos outros, exigindo deles tolerância, fraternidade, principiando pela família, que reflete no procedimento social.

O cumprimento destas tarefas tão importantes para o indivíduo e para a comunidade significa, ao mesmo tempo, para OS maçons o desdobramento benéfico de suas próprias disposições.

O respeito e a realização de tão nobre tarefa não podem ficar a mercê do acaso ou DA arbitrariedade, mas deve ser assegurada por uma verdadeira obrigação.

A Maçonaria brasileira com o seu papel na formação do homem sempre foi uma constante na consciência de liderança nacional DA importância DA função DA família. À família é atribuído o papel de primeira célula DA organização social, responsável pela transmissão dos valores morais, espirituais, para que o mundo alcance a Paz.

Portanto, a família, para a Maçonaria, tem o merecimento que lhe atribuiu o Irmão Rui Barbosa que aconselhava: “multiplicai a célula e tendes o organismo. Multiplicai a família, e tereis a Pátria”.

A família natural do Maçom passa a ser também maçônica, a partir do momento em que o Iniciando recebe a luz (DA Iniciação), a primeira coisa que vê é seus novos Irmãos armados com espadas, jurando protegê-lo sempre que for preciso. Passa a ser tratado como Irmão, demonstrando-se, assim, o caráter fraternal DA Maçonaria. A partir daí, todos que a ele se referem o tratam por Irmão, OS filhos do Irmão passam a tratá-lo como “tio” e as esposas de seus Irmãos passam a ser “cunhadas”. Forma-se nesse momento um elo firme entre o novo membro DA Ordem e a família maçônica. Na realidade, uma Loja constitui uma família, pois todos OS seus membros são Irmãos entre si, sem o destaque hierárquico; O Venerável Mestre continua sendo o irmão do novel Aprendiz. Se existe essa família, a união de seus membros deve ser cultivada e todos se amarem com laços afetivos.

É difícil precisar, no entanto, como esse vínculo se cria e se mantém. Por quê? Ao sermos reconhecidos como Maçons o outro lado prontamente abre um sorriso amigo e o abraça, como se já o conhecesse de toda a vida. Que força é essa que nos une e faz com que homens de diferentes raças, credos, profissões e classes sociais, tenham um sentimento de irmandade mais forte entre eles, que entre irmãos de sangue ?

A Maçonaria reserva um lugar de destaque à Mulher. Com a evolução e a modernidade atuais, a mulher está conquistando, ao lado do homem, um lugar igual. E nós, Maçons, não temos motivos para combater os ideais de emancipação da mulher. Ao invés, é nosso dever amparar a mulher em seus esforços para obter liberdade e igualdade. Há casos em que o Candidato já está vivendo sua segunda união matrimonial. É importante que descubramos se sua esposa anterior e os filhos dessa união ficaram amparados e se o Candidato está cumprindo com os deveres como um dos construtores daquela família. Quem age corretamente não se opõe a essa providência, a Maçonaria destina-se tanto ao homem como a mulher, complementos que são um do outro e destinados como estão a constituir a família base celular de uma sociedade bem organizada. "Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gêneses 2:24).

Se em nossos dias são freqüentes as agressões à família e à vida, é também confortador, podermos nos unir para abrir o coração para aprendermos através do estudo de nossos Rituais, que sempre nos ensina a força do Amor, capaz de sacrifício, diálogo e coragem.

O encontro semanal em nossas Lojas, sob a proteção do Criador, seja para nós um encontro com a própria família e a ocasião de sentirmos a alegria de sermos todos Irmãos à luz de Deus.

A Maçonaria convoca seus adeptos a oferecer seus serviços à família para que possa alcançar, dia a dia, o ideal de união revelado pelo Grande Arquiteto do Universo.

Bibliografia:Waldemar Sansão


GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil







sábado, 5 de fevereiro de 2011


SÓCRATES E A ARTE DE VIVER
By Mistérios Do Cotidiano

Sócrates (469-399 a. C.), um dos maiores filósofos da humanidade, ao examinar o que significa tornar-se humano, tinha por objetivo não mais a ciência ou a natureza, mas o homem. Ele ensinou que pecar é ignorar, e que a purificação da alma passa necessariamente pelo autoconhecimento do homem. Ele introduziu o homem interior na filosofia. Conforme Sócrates o único meio de realizar a mais importante missão do homem: o conhecimento de si mesmo. Ao identificar a virtude com o conhecimento, Sócrates formularia a sua mais polemica reflexão, a de que ninguém erra -ou faz mal – voluntária ou conscientemente.
Explica-se: não sendo nenhuma irracionalidade deliberada, se alguém pratica o mal, isso se deve à ignorância dos valores éticos. Mas o homem deve considerar que a virtude (sem a qual a ignorância e o mal triunfam) dificilmente pode ser ensinada por estar latente na alma; portanto, só é alcançável pelo exame rigoroso que cada pessoa deve fazer de si mesma, condição básica para sua existência ser considerada digna. O método socrático de argumentação – ou se preferir, de ensino – significa a tentar extrair das pessoas as respostas que elas (supostamente) não têm, fazendo-as encarar a própria ignorância, pode levá-las ao paradoxo socratico de, conformando-se com ela, se sentirem sábias. Por isso é que, ao declarar-se ignorante – só sei que nada sei é o seu mote predileto. Nada em excesso e Conhece-te a ti mesmo são conceitos básicos da filosofia do Sócrates. O mais sábio é sábio justamente por ter consciência da própria ignorância.
Em seguida algumas citações sobre Dez lições do socratismo:
01- Cuide da alma
A alma, imortal, indestrutível e sempre renascida, razão moral, espírito pensante e sede da consciência, é a manifestação do divino no homem. Preocupar-se com a alma sem descuidar do corpo, mantendo-o saudável e ágil, é afastá-la do perigo dos prazeres mundanos, fáceis e enfermos que embotam sentidos. O cuidado da alma só é perfeito com o autoconhecimento. O conhecimento purifica a alma, liberta-a das ilusões fáceis, do julgamento precipitado e passional do próximo.
02- Tome conta da sua vida
Tomar conta da própria vida é estar em harmonia com a vontade divina, que concedeu a cada pessoa a noção de deveres éticos perante si e perante a sociedade em que vive. A arte de viver passa necessariamente pela incansável missão de ver a vida como uma dádiva preciosa demais para ser descuidada.
03- A liturgia da amizade
O bom amigo é solidário na dor, mas principalmente cúmplice entusiasmado na alegria. Nenhuma outra forma de dialogo é mais elevada como a que ocorre entre amigos, mas só pode ser amigo verdadeiro quem se despe de tudo que superficial e passageiro nas relações humanas. O individuo isolado, sem amigos, indiferente ás relações humanas, pouco ou nada contribui para o aperfeiçoamento da sociedade em que vive.
04- A natureza do amor
O amor é a experiência que mais aproxima o homem do divino. Compreender a natureza do amor espiritual livra os amantes de desgostos, levando-os assim a usufruí-lo em toda a alegria e plenitude. Ao desejar o amor do outro, deve conhecer-se profundamente e não pretender privá-lo de nada que o impeça de ser ele mesmo. Amor também é renuncia, e ela deve existir quando ocorre as despersonalização dos amantes, quase sempre resultado da busca obsessiva pelo prazer físico, em vez do espiritual. Para que a relação amorosa não se transforme em fonte de frustrações e ódio, os amantes precisam tomar diversas cautelas – e é aí que entra o exercício da razão, dominando o jugo da paixão. Entre elas, a principal é afastar a inveja quando um deles está numa posição intelectual, social ou financeira mais alta, pois a inveja é o veneno que destrói os mais sólidos relacionamentos. Alguma coisa misteriosa lateja neles, sempre voltada a destruí-los – e é contra ela que os apaixonados precisam lutar incansavelmente. É ela que leva o amante a sentir alegria com a desgraça de quem ama, e igual tristeza com suas conquistas: um sentimento inexplicável que, nascido num lugar sombrio da alma, está além da inveja.
05- O que é ser livre
A liberdade implica o domínio das paixões, sempre à espreita para desvirtuar a conduta moral que brota no interior do individuo. O prazer sensual e a intemperança são outros inimigos da liberdade.
06- Quando transgredir é salvar-se
Nenhuma lei deve ser obedecida se for injusta, nenhuma regra deve ser obedecida se desprezar a virtude, nenhum regime político deve ser obedecido se for tirânico e assassino. O transgressor não é um inimigo da ordem social, mas amigo da sabedoria e da verdade. Portanto, aquele que transgride o que impede de viver bem está no caminho correto da salvação de si mesmo.
07- O individuo e o cidadão
Na mesma pessoa, cidadão e individuo podem ter uma convivência pacifica e enriquecedora – desde que o individuo desempenhe criticamente o papel de cidadão, ou seja, ultrapasse-o ao não se sujeitar às expectativas da comunidade, e principalmente ao se preservar de tudo que possa desviá-lo do caminho das virtudes de autocontrole, da coragem, da intuição e da sabedoria.
08- Não se leve a sério
Viver com seriedade e ao mesmo tempo não se levar a sério são conceitos complementares. Viver com seriedade significa ter caráter firme e incorruptível, ter opinião própria, amparada por argumentos racionais, e um profundo sentimento de vergonha que impeça a pratica de atos contrários à dignidade humana. É fácil reconhecer quem se leva a sério superior aos demais: é incapaz de um gesto de humildade, é arrogante e presunçoso não admite os seus erros.
09- Tenha somente o necessário
O homem que se conhece verdadeiramente mediante o exame e a pratica da virtude está livre da tentação de possuir bens materiais além dos estritamente necessários para viver. Se não, quanto mais tem, mais sente vontade de possuir, numa ânsia ilimitada de satisfazer-se sem o conseguir.
10- Viva a arte de morrer
Só quem não dedicou a vida a ver na morte a libertação da alma do corpo se atormenta com a sua chegada. Quem durante a vida se dedicou a examiná-la a cada dia vê na morte a suprema purificação: ela o separa sempre do corpo, fonte de sentimentos impuros contra os quais não mais precisará lutar, e tudo aquilo que o molestava. Por isso é que somente depois da morte, livre do entorpecimento do corpo, o homem atingirá o verdadeiro conhecimento: é a alma que o guiará, de forma pura, em direção ao discernimento da verdade. Morrer exige aquela sabedoria que, brotando da coragem, anula o terror de mergulhar no desconhecido e de saber que com o fim dos infortúnios também se extinguira a memória das coisas terrenas.
Preparar-se para a morte é o contrario da sua negação: é transformá-la numa companhia, tendo-a sempre presente na vida diária.

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

domingo, 12 de dezembro de 2010

A FORÇA DO PENSAMENTO





A força do pensamento

Se conseguíssemos dimensionar a força que têm nossos pensamentos, com certeza seríamos muito mais atenciosos com eles.

Pensamentos têm forma. São criações invisíveis aos nossos olhos que caminham pelo espaço. Vão até onde os seus criadores os orientam, enviando bons fluídos ou fluídos destrutivos, conforme a vontade do emissor.

Nossa criação mental é grande responsável pelas coisas darem certo ou errado em nossas vidas.

Faça uma análise sincera dos seus pensamentos atuais. Eles revelam o que você é, na realidade, indiferente da imagem que você - mesmo inconsciente - tenta passar a todos diariamente.

Somos imperfeitos, e por isso ainda temos uma tendência a fazer mal uso da criação de nossos pensamentos. Emitimos pensamentos de inveja, de cólera, de ciúmes e de outras tantas paixões inferiores às quais ainda nos vemos presos... Mas é necessário começarmos a nos reeducar utilizando da melhor maneira possível esta ferramenta fabulosa , que muito pode produzir em nosso favor quando bem utilizada.

Se você pensa no pior, está atraindo pra si o pior. Está dando condições para que o pior aconteça.

Se você tende a pensar de forma pessimista, tende a ser um derrotado eterno.

De início é difícil controlar alguns pensamentos. Principalmente os que se relacionam ao pessimismo. Mas chegará a hora em que o pessimista, que se julga um infeliz e esquecido, entenderá que não existe melhora até que ele pense e reaja para esta melhora. Atitude é tudo, inclusive no nosso pensar...

Pessoas que só falam de doenças, de dor, de sofrimento, de morte, vivem mergulhadas em pensamentos negativos, atraindo pra si entidades também infelizes e sofredoras. Entram em um círculo vicioso e caem. Não sabem ainda da força que seus pensamentos têm sobre seu destino, tanto para a criação de uma vida melhor como para sua própria destruição.

Portanto, criemos ao redor de nós, com bons pensamentos, situações favoráveis à nossa jornada evolutiva.

Vamos viver alimentando sempre o melhor que existe em nós para que esse melhor cresça e se desenvolva, criando um ambiente propício ao nosso bem-estar.
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Vamos trabalhar positivamente em nossa fábrica interior de criações, voltando-a para o bem, para o amor, para o positivo, para a alegria, para o ânimo, para a persistência, para o trabalho, para a fé, para a vontade de viver e para a força na ação, pois depois de tanto PENSAR positivo, é necessário AGIR de forma condizente, criando-se então a forma plena de uma vida mais feliz para nós mesmos e para todos que convivem conosco.

Seu pensamento têm força! Utilize-o a seu favor!

Pense positivo e aja.
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Sorria para a vida e ela sorrirá sempre de volta a você.
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O PERFIL DE UM VENERÁVEL JUSTO E PERFEITO



Matéria desenvolvida pelo Ir. Valdemar Sansão
Anualmente é eleito pelos seus pares um novo Venerável Mestre que, entusiasmado pelo cargo, com as mãos cheias de enorme responsabilidade, faz a programação, nem sempre cumprida com o êxito desejado.

Isso se justifica pela falta de responsabilidade, de coragem, pelo desânimo, negligência, indiferença ou ausências às Sessões; pela inadimplência, ou seja, descumprimento de compromissos com a Tesouraria, pela falta de apoio, comprometimento, incompreensão e negação da devida atenção de alguns Irmãos.

Formalmente falando, buscamos para V.'.M.'. um homem sensato, de conduta ilibada, com as qualificações para ensinar e aprender a se desencumbir muito bem de sua função. É preciso iniciar a jornada pela base, pelo estudo, de modo a não nos faltar a paz, o equilíbrio e a tolerância para discernir quem será o melhor Candidato.

Alguém pode ser brilhante orador, professor, empresário, médico, juiz ou advogado, mas nem sempre pode ser qualificado para "guia dos Irmãos” de uma Loja Maçônica. Ter nome famoso, riqueza e posição social, dispor de força ou autoridade, não são qualificações para tal fim.
Devemos ter certeza que ele possui conhecimentos maçônicos, compreensão e prática da fé raciocinada que deverá nos transmitir para facilitar a jornada evolutiva de todo o quadro de obreiros da Loja.
A vaidade pode conduzir um homem a considerar-se poderoso e infalível, porém, os mais avisados sabem que na Maçonaria não existem "poderosos e infalíveis" e, sendo uma fraternidade, não há outra Instituição onde melhor se aplique o lema: “liberdade, igualdade, fraternidade”.

Um dos problemas internos das Lojas é que muitos Irmãos mais presunçosos e despreparados, depois de serem exaltados, deixam de estudar, achando que atingiram a “Plenitude Maçônica”.

Esses são os primeiros a cabalar com o objetivo de serem indicados candidatos ao cargo de V.'.M.'., tendo sucesso em Lojas que, sem critérios ou cuidados, promovem sua eleição, propiciando o desrespeito às tradições da Ordem por pura omissão, conivência ou até covardia.

Outras vezes Irmãos, por melindres, intrigas, ou apenas pela facilidade de magoar-se; pela satisfação de vaidades pessoais ou birra, trazem candidatos para o "trono de Salomão", tão somente voltados para seus relacionamentos. Pior ainda é que, eleitos e empossados, eles banalizam a ritualística, acham que mudar e inventar futilidades (abobrinhas) é sinônimo de modernização e inovação.

A Maçonaria, principalmente a anglo-saxônica, mostra-se completamente avessa, a esse e a tantos outros desvios de conduta e de proceder antimaçônico. Ameaçam, rugem, mais felizmente não mordem. Mesmo assim, depois vem o lamento pela má escolha, mas deles também é a responsabilidade da colheita daquilo que plantaram.

O que devemos fazer para ajudar a impedir o sucesso desses insensatos que faltam à fé jurada? É necessário que meditem sobre disciplina que envolve o estudo, a reflexão em torno dos princípios maçônicos, e o empenho responsável de renovação do verdadeiro maçom.

Ouvindo “o programa administrativo ou de trabalho” (plataforma dos candidatos); vendo o modo como se comportaram nos cargos exercidos nos últimos anos; se aprenderam a melhor lidar com o diferente, considerando acima de tudo seu carisma, ou seja, suas qualidades especiais de liderança, derivadas de individualidade excepcional, somando o conjunto dessas e outras qualidades, podem avaliar e melhor determinar se o candidato está apto para assumir esse desafio.

É imprescindível considerar entre seus procedimentos, o conhecimento doutrinário; se chefia sua família de maneira ajustada; se sua condição financeira é digna, estável, etc. Quanto mais claramente conseguirmos ver as qualidades do candidato, mais valioso ele se torna para nós.

Uma escolha apressada de alguém desqualificado poderá trazer resultados muitas vezes desastrosos. Não bastam anos de frequência às reuniões ou a leitura de alguns livros maçônicos, para dominar-se o conhecimento exigido.

Para pleitear o honroso cargo, é preciso estudar – única forma de alcançar o aprendizado - porque aprender é, evidentemente, um ato de humildade. Mas para adquirir sabedoria, é preciso observar. Só assim conseguiremos, ao invés de colocar o homem no centro de tudo, descobrir o tudo que está no centro do homem.

O candidato quando bem selecionado, pode desempenhar essa missão gloriosa, conduzindo-a com mãos suficientemente fortes para afagar e aplaudir; sabedoria para ensinar e modéstia para aprender, e por este conhecimento, fazer-se paciente, puro, pacífico e justo; adquirindo a aptdão de reconhecer o seu limitado poder e abundantes erros; sua capacidade e suas falhas; seus direitos e deveres; dispor de força para, ciente de tudo isso, se livrar das paixões humanas e assim adquirir a antevisão e o equilíbrio necessários para se desencumbir muito bem dos obstáculos em seu Veneralato, levando Paz, Amor Fraternal e Progresso à sua Loja.

O V.'. M.'. escolhido tem que ser um lider agregador que entusiasma seus Irmãos pelo devotamento e abnegação à Maçonaria. Os grandes Mestres sabem ser severos e rigorosos sem renegarem a mais perfeita benevolência. Trata os Ilr.'. da forma como deseja ser tratado e ajuda-os a se tornarem o que são capazes de ser: filhos amados do Criador do Universo, portanto IRMÃOS.

Agradece os Ilr.'. pela oportunidade de evoluir junto a todos; procura respostas dentro de si mesmo; refaz suas crenças, redime equívocos e culpas; regenera erros e falhas, distribui perdão; espalha as sementes da harmonia, da concórdia e da felicidade que contaminam a Loja, que é a soma de valores do conjunto dos Irmãos do quadro, o sinal que marca a direção do aperfeiçoamento; valoriza tudo de bom e o melhor que existe em cada Obreiro. Ama todos os sonhos que calam os corações de Irmãos constrangidos, humildes, que sentem e não falam.

Na sua função, todas as realizações, todos os sucessos ou insucessos serão frutos da sementeira já plantada ou das circunstâncias forjadas por seu próprio comportamento.

Mas seria cômodo transferir tudo que o desagradou à ação de ex-Veneráveis e fugir de responsabilidades, quase sempre justificando seus erros com erros dos outro? Não, isso não seria conduta de um Maçom e muito menos do Venerável justo e perfeito.

Todo V.'. M.'.deseja o crescimento, o melhoramento, o progresso de sua Loja. Para tanto precisa ter projetos (planejamento, metas e meios), não só quanto à formação de sua administração (onde o que um não faz, o outro faz. Assim cada um tem seu papel útil a desempenhar); à previsão do trabalho e envolvimento de todos na ação filantrópica; a reunião dos mais íntimos com ele afinados, e que juntos possam formar um quadro coeso, de Irmãos compreensivos e amorosos que o ajudem a superar o peso das decisões que caiam sobre seus ombros. A eles poderá pedir conselhos, orientação e apoio, que, certamente, jamais lhes serão recusados.

Não deve se considerar com poderes absolutos e independentes, nem esquecer que seus poderes são claramente especificados e delimitados pelo Estatuto da Obediência e aos usos e costumes da Ordem. Ele não só está obrigado a se pautar por essas obrigações estatutárias, mas tem de respeitá-Ias, devido à sua condição especial de Venerável Mestre da Loja.

Precisa compreender que ao outro assiste o direito de ter opinião contrária à sua. Deve procurar criar uma empatia com o crítico, ver o assunto do ponto de vista dele, manifestando entender o seu sentimento. Sendo todos iguais, ninguém é mais forte ou mais fraco e deixa que perceba isso.
Assim ele compreenderá que o seu direito de opinar está sendo respeitado.

Quando um Irmão necessita falar ouve-o; quando acha que vai cair, ampara-o; quando pensa em desistir, estimula-o.

A bondade e a confiança de seus pares que o elevaram a essa posição de destaque, exige ser usada com sabedoria, aplicando-a no comprometimento da justiça, nunca na causa da opressão.
Administrará sua Loja com afeição, cortesia, boa vontade e amizade, nunca impondo o poder pelo argumento da força.

No desempenho de sua função terá sempre à vista que ninguém vence sozinho, mas jamais permanecerá na ofuscação das influências dos que o apoiaram ou se deixará dominar por qualquer tentativa de predominância.
Ele como V.’.M.’. é responsável por tudo o que acontecer de certo ou de errado em sua Loja. Por mais que se queixe da “herança perversa recebida” de seu antecessor; de Iniciações de candidatos mal selecionados, fardos que agora estão sobre sua carga; de Irmãos que faltam ao sigilo, à disciplina; da desorganização da Secretaria e da Tesouraria da Loja, que motivam contrariedades, causam prejuízos de ordem moral e monetária de difícil reajustamento. Deve verificar antes o que ele tem feito para modificar, agilizar e melhorar esse quadro.

A condução de uma Loja dá trabalho, requer paciência, é como se fossemos tecer uma colcha de retalhos, tratar de um jardim, cuidar de uma criança. Deve ser feita com destreza, dedicação, vontade e habilidade.

Forçado é perceber que possuímos em nossos Irmãos os reflexos de nós mesmos. Cabe-nos, por isso mesmo tentar compreendê-los, pela própria consciência, para poder extirpar espinhos, separar as coisas daninhas, ruins, que surgem entre as boas que semeamos no solo bendito do tempo e da vida que se não forem bem cuidadas serão corrompidas.

A todos fala, mas poucos o ouvem. A todos ensina, mas poucos o compreendem. A todos chama, esperando que alguém o ajude, mas poucos o atendem. Contudo sabe que não está só, que há muitos Irmãos (a maioria) compartilhando seu amor para acontecer a Fraternidade Universal.

Quando o V.'. M.'. lança a semente da união, chame-o fraternidade.

Quando nos convida a analisar nossos feitos para reconhecer erros cometidos, chame-o consciência.

Quando aos defeitos alheios pede paciência, chame-o indulgência.

Quando floresce um sentimento puro de amizade aos olhos de todos, chame-o amor.

Quando aos nossos erros, incompreensões, medos, desânimos, perdoa de boa vontade, chame-o bondade.

Quando a cada um deixa que receba segundo os seus atos, chame-os justiça.

Quando nos lábios de um Irmão aparecer um sorriso, e mais outro, sorri junto, mesmo de coisas pequenas para provar ao mundo que quer oferecer o melhor, chame-o felicidade.

Quando valoriza a ritualística, o simbolismo, utilizando as Sessões Ordinárias como uma forma objetiva de instruir o Irmão, incentivando o estudo e a discussão de tudo que seja relevante para a Ordem em particular e para a sociedade em geral, chame-o instrutor.

Quando estimula os Irmãos a apresentarem trabalhos de conteúdo, elaborados por eles, e reprova simplesmente cópias retiradas de livros, revistas ou Internet, e o que é ainda mais inconveniente, insensato e desastroso, o recurso do plágio, ou seja, a cópia ou imitação do trabalho alheio, sem menção do legitimo autor, aí sim, pode chamá-lo Mestre.

Mestre sim, porque, sempre independente, nunca perde a alegria, nunca se acomoda e, como fiel condutor que representa o grupo, que ocupa a primeira posição de comando, isto é, comanda (manda com) seus liderados em qualquer linha de idéia, chame-o lider.

Quando ao sair das reuniões cada um de nós se sinta fortalecido na prática da Arte Real, do bem e do amor ao próximo, pode chamar o local de Loja Maçônica Regular, Justa e Perfeita.

Acabando a tristeza e a preocupação, surge então a força, a esperança, a alegria, a confiança, a coragem, o equilíbrio, a responsabilidade, a tolerância, o bom humor, de modo que a veemência e a determinação se tornam contagiantes, mas não esquecendo o perigo que representa a falta do entusiasmo que também contagia.

E, finalmente, ao se aproximar o término de seu Veneralato, faz uma reflexão sobre quais foram as atitudes reais de benemerência que vem tomando? (aqui nos referimos a auxílio financeiro a alguma Instituição filantrópica), falamos principalmente do "ombro amigo" na hora necessária, ou o empréstimo de seu ouvido para que as queixas fossem depositadas?

Esta não é a enumeração de todas as qualidades que distinguem o Venerável Mestre ideal, mas todo aquele que se esforce em possuí-las, está no caminho que conduz a todas as outras.

Agradeça caríssimo Irmão, toda a coragem nos momentos de tensão, o socorro da luz nos momentos de desânimo que sempre pode contar com verdadeiros Irmãos em seu Veneralato.

Nunca deixe de agradecer por ter sido a ferramenta, o instrumento de trabalho criado por Deus, usado como símbolo da moralidade, para trazer luz, calor, paz, sabedoria, beleza para muitos corações e amor sem medida no caminho de tantos Irmãos como sem medida foi por eles amado.

Encerrando o seu mandato, que consiga afirmar a todos os obreiros de sua Loja: "não sinto que caminhei só. Obrigado por estarem comigo. Obrigado por me demonstrarem quanto bem me querem. Eu também os quero bem.
Gostaria de continuar, mas é tempo de "passar o malhete" e dizer: MISSÃO CUMPRIDA!"

Em nossas reflexões, que o amor desperte em nossos corações e juntos, com os olhos voltados para frente, consigamos tenacidade para construir o presente e audácia para arquitetar o futuro, por isso, NUNCA DEIXAREMOS NOSSO VENERÁVEL LUTAR E CAMINHAR SÓ!

Se todos nós desejamos ser felizes, devemos ter sempre em mente o provérbio, que diz: "Ao se dividir o amor, multiplica-se a felicidade”.

A fim de vermos no Venerável Mestre de nossa Loja e em cada criatura, um Irmão a quem devemos dar as mãos para a renovação da confiança no Grande Arquiteto do Universo.

Agora você entende o perfil e o segredo de um Venerável justo e perfeito?

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil