quinta-feira, 4 de agosto de 2011

NASCIMENTO DE JAMES ANDERSON



Nasce James Anderson, compilador da primeira constituição maçônica, em Edimburgo, na Escócia.

James Anderson nasceu e foi educado em Aberdeen, na Escócia. Ordenado ministro de Igreja da Escócia em 1707, deslocou-se para Londres, onde ministrou a congregação de "Glass House Street" até 1710, e a Igreja Presbiteriana na Swallow Street até 1734, terminando em Lisle Street Chapel até à data da sua morte. É relatado por ter perdido uma soma grande de dinheiro no crash de South Sea Company em 1720. James Anderson é sobretudo conhecido pela sua associação com a Maçonaria.
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

CURIOSIDADES MAÇÔNICAS


O verdadeiro maçom não precisa dizer que é maçom, aonde quer que ele esteja será reconhecido como tal.


Disseram-me um dia, como a muitos outros também deve ter sido dito em algum momento da caminhada na vida maçônica, que dom Pedro, numa mesma data teria sido iniciado, elevado, exaltado e conduzido ao Grão-Mestrado da Maçonaria no Brasil, e que teria adotado o nome simbólico de Guatimozim, em homenagem ao último Imperador asteca do México que resistiu em 1522 ao conquistador espanhol Cortez. O relato histórico das reminiscências desmistificam os “ditos” para conduzir ao real entendimento que dom Pedro de Alcântara, iniciado em 02 de agosto de 1822, só foi guindado ao cargo de Grão-Mestre em 04 de outubro de 1822, e confirma que o então Príncipe Regente foi iniciado na Maçonaria com os rigores ritualísticos, adotou o nome de Guatimozim e que não ordenou o “fechamento”da Ordem Maçônica.

Fica aqui o nosso primeiro registro curioso. O nome Guatimozim, entrementes, era o nome histórico adotado por Martim Francisco Ribeiro de Andrade, irmão carnal e maçônico de José Bonifácio, e que perfilava ao lado de Falkland [Antônio Carlos Ribeiro de Andrade], Tibiriçá [José Bonifácio de Andrade e Silva], Caramuru [Antônio Telles da Silva], Aristides [Caetano Pinto de Miranda Montenegro] e Claudiano [Frei Sampaio – Francisco de Santa Tereza de Jesus Sampaio] nas alas maçônicas e registros do Apostolado e da Nobre Ordem dos Cavaleiros da Santa Cruz. Ademais, no Recife existia uma Loja Maçônica denominada Guatimosin, fundada em 1816 e que em 1821 mudou o seu nome para “Loja 6 de Marco de 1817”, em homenagem aos maçons sacrificados na gloriosa Revolução Pernambucana de 1817. A historiagrafia maçônica, contudo, passa ao largo da preferência de dom Pedro pelo nome heróico de Guatimozim.

Outro registro nos remete ao restabelecimento dos trabalhos maçônicos na forma ordenada por dom Pedro I. E estes, contudo, não foram reencetados, haja vista que a 02 de novembro de 1822, José Bonifácio determinou uma devassa contra os maçons do “Grupo do Ledo”, no episódio que ficou conhecido como “Bonifácia”. As razões ainda são pouco claras, ao que tudo indica o fato de dom Pedro ter sido aclamado Grão-Mestre numa sessão presidida por Joaquim Gonçalves Ledo foi interpretado como um golpe maçônico ao “Grupo do Bonifácio”, e os ânimos entre os grupos [azul e vermelho] que se mostravam em acirramento crescente desde o episódio que resultou em repreensão ao Frei Francisco Sampaio [Pílades] mostravam-se mais radicalizados com a eleição de dom Pedro para o cargo de Grão-Mestre em substituição a José Bonifácio. Devemos dizer que José Bonifácio efetivamente não compareceu a sessão em que dom Pedro tomou posse no cargo de Grão-Mestre, como de resto, não compareceu a nenhuma sessão importante e até mesmo foi colocado no cargo sem ser consultado, mas não foi totalmente tirado da diretoria, porque ainda era ministro de dom Pedro e continuava a exercer o cargo de Grão-Mestre Adjunto e Lugar-Tenente de dom Pedro no Apostolado.

O clima realmente esquentou quando o “Grupo do Ledo” tentou impor a dom Pedro, por ocasião da sua aclamação a Imperador do Brasil, em 12 de outubro de 1822, um juramento prévio da Constituição que seria elaborada pela Assembléia Geral Constituinte e Legislativa convocada pela circular de 17 de setembro de 1822. Tal fato desagradou profundamente ao “Grupo do Bonifácio” e ao próprio dom Pedro I, daí a interrupção dos trabalhos ordenada por este, para as “averiguações” procedimentais, na forma narrada nas reminiscências.

A abertura da “devassa” ordenada por José Bonifácio, dois dias depois da autorização emanada do Imperador e Grão-Mestre para o recomeço das atividades maçônicas, ocorreu depois que os Andradas [José Bonifácio e Martim Francisco] colocaram seus cargos de ministros à disposição do Imperador. Tão logo a notícia tornou-se conhecida no meio maçônico, iniciou-se um movimento no sentido de fazer o Imperador reintegrar os Andradas, o que acabo acontecendo. Reintegrados e fortalecidos pelas manifestações favoráveis, José Bonifácio desencadeou violenta repressão aos maçons identificados com a liderança de Joaquim Gonçalves Ledo e esse conjunto de fatos ficou conhecido como “Bonifácia”.

O devassado Joaquim Gonçalves Ledo fugiu para a Argentina com o auxílio do Cônsul da Suécia. José Clemente Pereira foi preso e depois deportado [30 de dezembro de 1822] para Havre, na França, em companhia de Januário da Cunha Barbosa, e posteriormente, os dois foram para Londres. Outros maçons foram presos e depois libertados, as lojas encerraram seus trabalhos e o Grande Oriente do Brasil fechado, deixando os maçons em pavorosa. Com a cissura, o fechamento do Grande Oriente do Brasil e sem oposição, os anti-maçons recrudesceram em campanhas, fazendo com que a Maçonaria aparecesse como inimiga do Imperador e do Trono, constituindo uma memória da Independência cada vez mais distante dos maçons e da Maçonaria. E a única voz que se ouvia bradar na imprensa era a do brigadeiro e maçom Domingos Alves Branco Moniz Barreto [Sólon] em seu jornal “Despertador Constitucional”.

O que se registra no meio maçônico, contudo, e em que pese o fechamento do Grande Oriente do Brasil, é que muitos maçons continuaram a se reunir às escondidas enquanto as lojas cerraram suas portas, atas e documentos maçônicos eram destruídos por todo o Brasil, à exceção de Pernambuco, onde as lojas funcionavam e os maçons se reuniam em oposição às determinações do Rio de Janeiro, e até conduziram os preparativos do movimento que ficou conhecido como Confederação do Equador – um dos momentos marcantes dos tempos de ouro da maçonaria pernambucana. Mas este é um relato para outra oportunidade.

Outra curiosidade marcante fica por conta de dois fatos. O primeiro, dom Pedro em 20 de julho de 1822, portanto, doze dias antes de ser iniciado, enviou um bilhete a José Bonifácio no qual tratava da Província da Bahia, convulsionada e resistente à Regência do Rio de Janeiro. Anote os termos maçônicos usados. Dizia o Príncipe Regente: “O Pequeno Ocidente toma a ousadia de fazer presente ao Grande Oriente, duas cartas da Bahia e alguns papéis periódicos da mesma terra há pouco vindas. Terra a quem o Supremo Arquiteto do Universo tão pouco propício tem sido. É o que se oferece por ora a remeter a este que em breve espera ser seu súdito e I\” [Arquivo da Casa Imperial do Brasil. Cartas (2) de D. Pedro a José Bonifácio. São Paulo, 20/07/1822 e 01/09/1822, II-POB-20.07.1822 – PI.B – c. 1-2, citado por Barata, ob. cit. p. 233], numa patente demonstração que os termos maçônicos não lhe eram desconhecidos e que esperava ser iniciado em nossa Ordem.

Outro fato singular refere-se a possibilidade do Príncipe Regente dom Pedro pertencer ao Apostolado da Nobre Ordem dos Cavaleiros da Santa Cruz, sociedade secreta de fins maçônicos fundada em 2 de junho de 1822 por José Bonifácio. O atesto é feito por Castellani ao citar Rio Branco em nota à “História da Independência do Brasil” de Vernhagem: “D. Pedro já pertencia, como ficou dito, a uma sociedade secreta, a Nobre ordem dos Cavaleiros de Santa Cruz, denominada Apostolado. Pelo livro das atas que S. M. o Sr. D. Pedro II possui, e figurou na Exposição de História do Brasil [no 6.986], sabe-se hoje que essa sociedade fundada por José Bonifácio, começou a funcionar em 2 de junho. D. Pedro era, com o título de arconte-rei, o chefe do Apostolado, sendo José Bonifácio seu lugar-tenente. Pelo livro do juramento, também exposto em 1881, ficou patente que Gonçalves Ledo e Nóbrega, também pertenciam ao Apostolado” [Castellani, in História do Grande Oriente do Brasil, p. 70]. O Nóbrega referido poderia ser os maçons Francisco Luiz Pereira da Nóbrega ou Luiz Pereira da Nóbrega de Sousa Coutinho.

"LOUVADA SEJA A MAÇONARIA QUE NOS FEZ IRMÃOS"

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro - RJ - Brasil


domingo, 31 de julho de 2011

A INTERCONEXÃO DO GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON




“O verdadeiro maçom não precisa dizer que é maçom, aonde quer que ele esteja será reconhecido como tal”

O Grupo Maçônico Orvalho do Hermon tem objetivo o "aprimoramento moral, intelectual, espiritual do Maçom", a fim de atingirmos este estágio, precisamos aprender a conviver fraternalmente e começar a desenvolver o estado de “Ame seu próximo como a si mesmo”. Este estado é aquele onde tudo se encontra interconectado existindo apenas com o propósito de preencher a totalidade. Ou seja, a pessoa, realmente, para atingir este ponto de real livre arbítrio, precisa conviver em grupos, pois isoladamente ninguém chegará a este estágio.

É por isso que, na Maçonaria, necessitamos estudar e desenvolver um forte sentimento de fraternidade entre irmãos. Assim, precisamos conviver em grupos, com objetivos bem definidos, ou seja, a verdadeira a adesão ao Criador e o“ame seu proximo como a si mesmo”. Então, chegamos a conclusão que, nenguém, isoladamente, poderá atingir este tipo de relacionamento com o Criador sem a convivência fraternal entre irmãos.
Desta forma, com muito estudo, aprimoramento moral, intelectual, espiritual, fraternal e trabalhando juntos em um grupo, podemos aprender o sistema de controle daquilo que queremos atingir.
Precisamos treinar e praticar a convivência fraternal, certamente, não há atalhos, esta é a única maneira de aprender, convivendo em grupos.
Aquilo que chamamos de egregora ou a união do grupo é que propicia aquele ponto em que a pessoa recebe retorno rápido, onde todos estão buscando o mesmo objetivo.
Porém, o pior que pode acontecer é a pessoa não entender bem o que está se passando e assumir sozinha os seus controles, querer ser o capitão da sua alma, sem ter certeza aonde quer chegar. Comparando grosseiramente é como se o irmão quisesse pular de um avião sem paraquedas.
Pois bem, o irmão precisa primeiro saber aonde quer chegar e enternder que ele precisa de algo que realmente lhe mostre onde está a relação "ame a seu próximo como a si mesmo" e, ainda não deixar distrair-se por outras coisas, ou seja, ele precisa desenvolver o desejo e ter a certeza de que ele quer atingir este objetivo.
O problema é que quando a pessoa inicia não tem o desejo purado pela espiritualidade, ai, então, neste ponto, ele tem vários desejos materiais e um pequeno desejo pelo Criador. Porém, quando ele passa a trabalhar em grupo, com pessoas harmonicamente unidas e com o mesmo ideal, ele recebe a inspiração do Criador, pois ali não está apenas o seu desejo, mas os do grupo todo. E o “ame seu proximo como a si mesmo” tem grandes implicações tanto na concientização como na relação entre as pessoas.
Portanto, não trata-se apenas do desejo de uma pessoa, mas de um grupo todo. E só podemos atingir o amor do Criador através do amor das pessoas, pois somos parte de uma única alma.
Por isso, para entrar na espiritualidade, é tão importante a convivência fraternal entre irmãos, pois, para transpor esta barreira, entre o mundo físico e o espiritual, não podemos fazer individualmente, esta interconexão é a verdadeira chave para o mundo espiritual.
Esta é a verdadeira Maçonaria, buscando a Luz, a Interconexão, a palvra perdida, a chave para o Mundo Espiritual!

Aos Irmãos espalhados por todos os recantos da Terra.

Um TFA, Eu Sou,
Sincero e Fraternalmente,

Hugo R. Pimentel

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil














segunda-feira, 18 de julho de 2011

RITO DE YORK x RITUAL DE EMULAÇÃO



Emulação é Rito de York? Não.

Emulação é um dos Rituais adotados por Lojas da Grande Loja Unida da Inglaterra. É o mais popular deles. Existem outros adotados na GLUI: Stability, Unanimity, Oxford, Sussex, Logic, Perfect, Standard, Taylor's, Revised, Bristol, etc.

O GOB, para estreitar ainda mais os laços de fraternidade com a GLUI, escolheu entre esses o Emulação para adotar em seu âmbito, pelo fato de ser o mais utilizado na Inglaterra, geralmente usado nas Lojas dos Distritos da GLUI em outros países. O problema foi que, quando da tradução do Ritual no GOB, erroneamente utilizaram o termo "Rito de York" na capa, pois os responsáveis pela tradução pensavam que o ritual da Inglaterra era o mesmo utilizado nos EUA e chamado de York. Afinal de contas, York fica na Inglaterra, os EUA foram colônia da Inglaterra, e ambos falam inglês, né?

Infelizmente esse erro originou a confusão que vemos até hoje nas Lojas que adotam o Emulação, com a expressão "Rito de York" estampada nos seus Estandartes e Brasões, e onde os Irmãos acham que estão praticando o Rito de York sem nunca terem tido o menor contato com o verdadeiro Rito de York: Americano.

Você tem certeza absoluta disso? Sim.
Os Irmãos que tiverem alguma dúvida quanto a isso podem pesquisar no site da GLUI e tentar encontrar alguma referência sobre Rito de York. Não terá, pois a GLUI não adota oficialmente nenhum rito, e suas Lojas podem utilizar qualquer Ritual desde que siga os costumes do Antigo Ofício, sendo que a maioria adota esses 11 que foram citados.
Em contrapartida, os Irmãos podem visitar o site http://www.yorkrite.org/, que é o site oficial do Rito de York, e verificar que se trata do Rito Americano. No site há links para todas as Grandes Lojas dos EUA, que adotam o Rito de York em suas Lojas Simbólicas, as "Blue Lodges" (conhecido como Monitor de Webb), e links para todos os Grandes Capítulos de Maçons do Real Arco, Grandes Conselhos Crípticos e Grandes Comandarias Templárias, que administram os Corpos dos Graus Superiores do Rito de York.
Para os Irmãos que desejam conhecer uma verdadeira Blue Lodge, que trabalha no Rito de York, algumas Grandes Lojas e Grandes Orientes Independentes possuem Lojas trabalhando com base nos Rituais da Grande Loja de New York e da Grande Loja de Nevada. Já o GOB não possui ainda Lojas trabalhando no Rito de York.

Há diferenças entre o Rito de Yok (EUA) e o Ritual de Emulação (Inglaterra)? Sim.
Apesar dos templos serem parecidos e o modo de circulação em Loja também, os rituais são bastante diferentes. Exemplos básicos: no Rito de York o Venerável Mestre utiliza uma cartola. No Emulação o Venerável não utiliza cartola ou chapéu. No Rito de York existe Marechal, enquanto que no Emulação existe Diretor de Cerimônias. Esses são apenas 02 exemplos de muitas diferenças existentes.

A origem de ambos não é a mesma? Não.
O Rito de York tem como "pai" o Irmão Thomas Smith Webb e como data base o ano de 1797, quando o Rito foi aprovado e adotado pelos EUA. Sua base são os antigos costumes da Grande Loja dos Antigos e da Grande Loja da Irlanda, que eram muito parecidos.
Já o Ritual de Emulação foi criado na "Loja Emulação", sendo uma versão dos Rituais surgidos após a fusão das duas Grandes Lojas Inglesas que ocorreu em 1813, e que sofreram forte influência dos costumes herdados da Grande Loja dos Modernos.

Qual é o mais praticado? O York.
O Rito de York é praticado por mais de 3 MILHÕES de maçons em quase 50 MIL Lojas Simbólicas. Isso representa quase 60% dos maçons do mundo. Já o Ritual de Emulação é praticado por aproximadamente 200 MIL maçons reunidos em quase 7 MIL Lojas Simbólicas, o que representa menos de 5% da maçonaria mundial.
Detalhe: o Emulação é menor do que o REAA, tanto em número de Lojas como em número de praticantes.

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Como quero o meu “Grupo Maçônico Orvalho do Hermon”



Quero um Grupo que seja um estado de espírito, cheio de solidariedade, onde todos comemorem o justo regozijo de cada um. Quero um Grupo Fraternal, ungido pelo orvalho de Hermon, onde cada irmão possa se comunicar com o coração aberto, compreensão, predisposto ao diálogo e a fraternidade.

Quero divergir e assim convergir no mesmo ideal.

Não quero um Grupo de quantidade, quero um Grupo qualidade.

Quero um Grupo igual, onde todos realmente se igualem. Quero um fórum onde se possa debater com liberdade e simpatia. Quero um Grupo onde todos aprendam juntos a compreender os desígnios do grande Arquiteto do Universo.

Não desejo apenas um Grupo onde sempre prevaleça a vontade de alguns. Quero um Grupo onde a maioria respeite as convicções da minoria, onde se cultive a fraternidade, sinônimo de amor, sem condições e perdão sem restrições. Quero um Grupo dedicada à construção de um templo diverso do templo profano: um templo mais amigo, mais piedoso e, sobretudo, mais justo.

Não desejo um Grupo de elite, insensível e presunçoso.

Quero uma comunidade, onde todos sejam líderes de suas próprias crenças, onde cada irmão perdoe os defeitos alheios na mesma medida em que lhe são desculpados os seus próprios.

Não desejo um Grupo de maçons perfeitos.

Quero que o Grande Arquiteto do Universo nos livre dos homens perfeitos. Eles nunca erram, porque jamais acertam. Eles nunca odeiam, porque jamais amam. Quero um Grupo de maçons que mereçam a caridade que fazem a si próprios e ao próximo, porque ninguém é perfeito.

Não desejo um Grupo completo. Quero um Grupo onde haja equívocos, contradições e até mesmo ilusões. Quero uma opção de aprimoramento espiritual.

Não quero apenas mais um Grupo Maçônico, quero um Grupo de pequenas dimensões, grandes qualidades e realizações, que aprenda a fazer para depois ensinar, onde possa dizer que somos todos irmãos.

Hugo R. Pimentel
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

sábado, 21 de maio de 2011

ESTAR ENTRE COLUNAS

 

I- INTRODUÇÃO

O propósito do presente trabalho é delinear os direitos e obrigações do “Entre Colunas”, prática muito usada especialmente nas reuniões capitulares de uma das ordens Básicas da Maçonaria, que foi a Ordem dos Cavaleiros Templários. Infelizmente, não mais tem sido ensinada e nem posta em práticas nas Lojas.

O interior de uma loja Maçônica (Templo) é dividido em quatro partes, onde a mesma simboliza o Universo. Assim temos o Oriente, o Norte e o Sul. Em algum tempo na história, logo após a construção do primeiro templo Maçônico do mundo, o Freemasons Hall, em Londres, no ano de 1776, baseado inteiramente no parlamento Inglês, construído em 1296, estabeleceu-se que as áreas pertencentes ao Norte e ao Sul chamar-se-iam Coluna do Norte e Coluna do Sul. Assim, quando um Irmão, em Loja está Entre a Coluna do Norte e a do Sul, e não entre as Colunas B e J. Mesmo próximo à grade que separa o Oriente do resto da Loja, o Irmão estará Entre Colunas. Desta forma é extremamente incorreto dizer que o passo ritualístico dos maçons tem que começar entre as Colunas B e J. Tanto isso é verdade, que os Templos modernos, especialmente de Lojas de Jurisdição do grande Oriente do Brasil e MG, têm suas Colunas B e J no Átrio, e não no interior do Templo.

Em síntese, podemos apresentar algumas situações do que é Estar Entre Colunas:

• É conjunto de Obreiros que formam as Colunas Norte Sul;

• Em sentido figurado, são os recursos físicos, financeiros morais e humanos, que mantêm uma instituição maçônica em pleno funcionamento;

• É quando a palavra está nas Colunas em discussão;

• É quando o Irmão, colocar-se ou postar-se entre as Colunas Norte e do Sul, no centro do piso de mosaico onde isto evidencia que o Obreiro que assim o faz, é o Alvo de atenção de toda Oficina;

• Na circulação do Tronco de Beneficência, o 1º Decágono aguarda Entre Colunas;

• Quando a Porta-Bandeira, com a Bandeira apoiada no ombro, entra no templo este por sua vez se põe Entre Colunas.

• Na apresentação de Trabalhos, o Irmão se apresentar Entre Colunas durante o Tempo de Estudos;

• No atraso do Irmão, o mesmo ao adentrar ao Templo ficará à ordem e Entre Colunas nas, aguardando a ordem do V.•. M.•. para que tome posse do assento.

• Em atividades ou em conversas sigilosas;

• Em assuntos ditos ou feitos, o qual jura segredo;

II - DESENVOLVIMENTO

Em toda a Assembléia Maçônica, os irmãos poderão se haver do uso da palavra em momento oportuno; caso queira obter a palavra estando “Entre Colunas”, poderá solicitá-la com antecedência ao Venerável Mestre, e obrigatoriamente levar ao seu reconhecimento o assunto a ser tratado. Sendo o Obreiro impedido de falar, ou sofra algum desrespeito a seus direitos, poderá solicitar ao Venerável Mestre que o conduza ”Entre Colunas”, e se autorizado pela parte Venerável o mesmo poderá falar sem ser interrompido desde que haja um decoro de um Maçom. Se, para estar Entre Colunas é necessária a autorização do V.•. M.•., em contrapartida, nenhum Irmão pode se negar de ocupar aquela posição, quando legalmente solicitado pela Loja, sob pena de punição.

No entanto, as possibilidades do uso da Palavra Entre Colunas são muitas e constituem um dos melhores instrumentos dos Obreiros do Quadro, sendo uma das maiores fontes de direito, de liberdade e de garantia, tanto para os irmãos, quanto para a loja. Não há regulamentação; tal vez por isso, cada dia esse direito vem sendo eliminado dos trabalhos maçônicos.

Atualmente um Irmão somente é solicitado a estar Entre Colunas, em situação de humilhação e situações tanto quanto degradantes e constrangedoras. Associou-se a idéia de responder Entre Colunas à idéia de punição, quando em realidade isso deveria ser diferente e muito melhor explorado, em beneficio do Quadro de Obreiros de todas as lojas.

Estando Entre Colunas, um Irmão pode acusar, defender a sua ou outrem, pedir e julgar, assim como comunicar algo que necessite sigilo absoluto, devendo estar consciente da posição que está revestido, isto é, grande responsabilidade por tudo que disser ou vier a fazer.

A tradição maçônica é tão rigorosa no tange á liberdade de expressão, que quando um Irmão estiver em Pé e a Ordem e Entre Colunas, para externar sua opinião ou defender-se, não pode ser interrompido, exceto se tiver sua palavra cassada pelo venerável Mestre, ato este conferido ao mesmo.

Estando Entre Colunas, o Irmão NÃO poderá se negar a responder a qualquer pergunta, por mais íntima que seja e também não poderá mentir ou omitir sobre a verdade dos fatos, pois desta forma o Irmão perde sumariamente os seus direitos maçônicos, pelo que deve ser julgado não importando os motivos que o levaram a tal atitudes. Por motivos pessoais, um maçom pode se negar a responder a quem que seja, aquilo que não lhe convier, mas se a indagação for feita Entre Colunas, nenhuma razão justificará qualquer resposta infiel.

Igual crime comete aquele que obrigar alguém a confessar coisas Entre Colunas injustificadamente, aproveitando-se da posição em que se encontra o Irmão sem que haja razão lícita e necessária, por perseguição ou com intuito de ofender, agravar ou humilhar desnecessariamente.

Quando um irmão está Entre Colunas e indaga os demais Irmãos sobre qualquer questão, de forma alguma lhe pode ser negada uma resposta. Nenhuma razão justificará que seja mantido silêncio por aquele que tenha algo a responder.

Uma aplicação prática do Entre Colunas pode ser referência a assuntos do mundo profano. É lícito e muito útil pedir informações Entre Colunas, sejam sociais, morais, comerciais, etc., sobre qualquer pessoa, Irmão ou Profano, desde que haja razões válidas para tal fim. Qualquer dos presentes que tiver conhecimento de algo está obrigado a declarar, sob pena de infração ás leis Maçônicas. O Irmão que solicitou as informações poderá fazer uso das mesmas, porém deve guardar o mais profundo silêncio sobre tudo que lhe for revelado e jamais poderá, com as informações recebidas, praticar qualquer ato que possa comprometer a vida dos informantes ou a própria Loja. Se não agir dessa forma será infrator das Leis Maçônicas.

Suponhamos que um Irmão tenha algum negócio a realizar em outro Oriente e necessita informações, mesmo comerciais, sobre alguma pessoa ou firma. A ele é lícito indagar essas informações Entre Colunas e todos os demais Irmãos, se souberem de algo a respeito, são obrigados a darem respostas ao solicitante.

Outro meio Lícito e útil de se obter informações é através de uma prancha, endereçada a uma determinada Loja, para se lidar Entre Colunas. Neste caso, a Loja é obrigada a responder, guardar o mais profundo silêncio sobre o assunto, cabendo todos os direitos, obrigações e cabendo todos os direitos, obrigações e responsabilidades ao solicitador, que deverá guardar segredo sobre tudo o que lhe foi respondido e a fonte de informações.



III - CONCLUSÃO

Muitas são acepções que norteiam sobre os ensinamentos do significado de Estar entre Colunas, porém, deve o Maçom sempre edificar suas Colunas interiores embaçado pelos Princípios da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, primando pelo bem-estar da família e pelo aperfeiçoamento da sociedade através do trabalho e do estudo, para com isso perfazer-se um homem livre e de bons Costumes.

Como dissemos no início, não há mais regulamentação ou Leis Normativas para o uso do Entre Colunas; e se não há normas que sejam encontradas nos livros maçônicos, é porque pura e simplesmente os princípios da condição Estar Entre Colunas, somente a verdade pode ser dita. Obedecido este princípios tudo mais é decorrência.

Este, alegoricamente, talvez seja o real significado no bojo dos ministérios que reagem as Colunas da Maçonaria, pois Estar entre Coluna é estar entre Irmãos.

BIBLIOGRAFIA

ASLAN, Nicola. Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia. Londrina: “ A TROLHA.

CARVALHO, Assis. Companheiro Maçom. Londrina ”A TROLHA”.

_____. Símbolos Maçônicos e suas origens. Londrina: “A TROLHA”.

CASTELLANI, José. Liturgia e Ritualística do Grau de Aprendiz Maçom

EGITO, José Laércio do. In Coletânea 2. Londrina: “ A TROLHA”.

PUSCH, Jaime. A B C do aprendiz.

Santos, Amando Espósito dos Santos; CONTE, Carlos Basílio, FERREIRA, Cláudio Roque Buono, COSTA, Wagner Veveziani. Manual Completo para lojas Maçônicas. São Paulo: Madras, 2004

GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
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domingo, 24 de abril de 2011

JESUS E A CABALA MÍSTICA



Muitos estudiosos defendem que Jesus era plenamente versado na sabedoria da Cabala ("Tradição” (Recebimento).

Se vermos a figura da Árvore das Vidas da Cabala, obesrvamos a coluna do meio, a coluna de equilíbrio.

A esfera mais baixa é a Terra, o "Reino" (Malkuth).

Logo acima, a esfera da Lua, Yesod.

A Terra está isolada de todas as outras, e sua condição sub-lunar faz com que seja necessário a consciência terrena se elevar até a esfera lunar, para que possa contemplar e depois subir à esfera de Iluminação, a esfera Solar, Tiphereth.

Muitos chegam a crer que a Iluminação era o objetivo final, mas ela é o objetivo "central"; contemplando a figura, vemos que ainda temos uma subida até a Coroa, Khether.

Tiphereth, a esfera do Sol, representa o Coração, o Cristo, e vendo a Árvore das Vidas, entendemos a frase:

"Eu sou a Verdade, o Caminho e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim".

O Caminho direto para o Plano Divino é o Coração.

A "chave" é o Amor.

Podemos colocar os ensinamentos de Jesus, de acordo com as Sephiroth (esferas) da Arvore das Vidas:

Kether - Coroa - Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.
Chokmah - Sabedoria - Ama a teu próximo como a ti mesmo.
Binah - Compreensão - Ama os teus inimigos, faze o bem aos que te odeiam, bendize aos que te amaldiçoam e ora pelos que te difamam.
Chesed – Misericórdia/Grandeza - Ao dares esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita.
Geburah – Justiça/Força - Não julgues para não seres julgado.
Tiphereth – Esplendor/Beleza - Ao acender uma lâmpada, não a coloques em lugar oculto, mas sobre o candeeiro, para que dê claridade a todos os que estão na casa.
Netzach - Vitória - Não jogues pérolas aos porcos.
Hod - Glória - Pede e receberás, procura e acharás, bate e a porta se abrirá.
Yesod – Firmeza/Fundamento/Poder - Entra pela porta estreita, porque largo e espaçoso é o caminho que conduz à perdição.
Malkuth - Reino - Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus.

Por: Giancarlo Salvagni

Não devemos esquecer que os nomes das Sefirot são todos derivados dos Livros Sagrados..

Na Torá , ao enumerar as qualificações de Betsalel , o Eterno diz :

“ Eu o enchi com o Espírito de D’us , com Sabedoria com Entendimento e com Conhecimento” (Êxodo 31-3)

“Com Sabedoria D’us estabeleceu a Terra , com Entendimento a firmou nos céus e com seu Conhecimento as profundidades foram quebradas” (Provérbios 3:19-20)

“Teus ó D’us , são a Grandeza , a Força , a Beleza , a Vitória e o Esplendor , por Tudo no céu e na terra ; teu , ó D’us é o Reino ...” (1Crônicas 29:11)

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