sábado, 14 de janeiro de 2012

Maçonaria é Caminhada



Irm Charles Evaldo Boller
Pode-se descrever a Maçonaria como instituição de formação cívica, moral, escola de deveres, ciência de busca da verdade divina, instituição orgânica de moralidade com objetivo de eliminar ignorância, realizar filantropia, combater vícios e inspirar amor na humanidade. Mas Maçonaria não é definível. Isto porque abrange todo o conhecimento humano conhecido e desconhecido. A marcha do simbolismo representa esta diversidade do pensamento como o sair da reta e retornar para ela. Cabe ao maçom duvidar de verdades, modifica-las e retornar fortalecido para a reta, em direção à sabedoria. O vaivém da dúvida define a Maçonaria Especulativa, a especulação do pensamento lato, a busca na racionalidade em respostas a questões que orientam e constroem o homem.

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

sábado, 7 de janeiro de 2012

O SÍMBOLO COM LINGUAGEM DOS DEUSES

Juarez de Fausto Prestupa



De acordo com os psicólogos, a formação do símbolo[1] se dá na fase da infância. Neste período, ainda conforme os psicólogos, não existe diferenciação, na mente da criança, do que seja ela e o mundo que a cerca, principalmente da mãe. A criança vive em um mundo único cujo centro é ela mesma. Ou seja, a união é total e completa, dentro de sua concepção. Não existem limites, distâncias, barreiras, empecilhos.

Ora, esta sensação, uma das primeiras de nossa existência, assemelha-se em muito com o conceito de unicidade que se pensa existir quando nos aproximamos de Deus. Mais do que isto, assemelha-se com a própria sensação de ser Filho de Deus, ou seja, uma divindade sem fim nem começo, sem limites. A sensação de participar de tudo e não ser nada isoladamente está relacionada com a carta do Louco do Tarô. É o que se supõe que possamos experimentar ao atingir um estado superior de consciência.

Então, agora se pode entender porque se diz que os símbolos é a linguagem dos deuses.

Os símbolos representam uma profunda, ancestral e inequívoca emoção coletiva. Eles também são o que de mais profundo e radical existe em termos de emoções e vivências reais da humanidade. Ou seja, revelam um amplo, completo e incorruptível conhecimento da realidade concebido através de gerações, milênios e ao custo de muito descaminho, dor e decepção. Ora, então, aqui o “real” tanto significa “relativo aos reis” quanto “ao que é absolutamente verdadeiro, a mais pura realidade”. Ou seja, apesar do símbolo retratar emoções ou subjetividades, ele nos fornece um caminho seguro de acesso à verdade objetiva do interior humano e consequentemente à justiça.

O acesso á verdade também é conhecido por ciência ou conhecimento, que, quando amplo e holístico ganha o nome de sabedoria. Para o ser humano existem dois tipos de coisas: as conhecidas e as desconhecidas. As conhecidas são, de certa forma, “dominadas”, e, portanto não oferecem perigo, pelo contrário, são território seguro para um caminhar equilibrado rumo ao desenvolvimento. As desconhecidas são geralmente motivo de pânico, medo e na maioria das vezes execração e fuga.

A experiência de acesso a algo real, verdadeiro, por menor que seja, nos confere uma sensação de referência ou segurança. Simbolicamente, é como que um retorno ao Jardim do Éden, resultando em euforia, tranqüilidade, segurança e paz. Mais do que isto, a experiência da verdade nos aproxima de Deus e isto ganha o nome de hierofania. Esta hierofania, ou experiência de uma verdade através da vivência de uma emoção original nos remete então ao estágio anterior à criação, precede ao mundo caótico e confuso[2].

O símbolo, por suas características já enunciadas, dependendo de nossa vontade sincera e concentração emocional sem ressalvas, pode nos proporcionar esta hierofania e o acesso a uma verdade absoluta, um contato com o “Centro do Mundo”, mesmo que por apenas alguns instantes por um pequeno ângulo. Este conceito é muito importante porque não se pode começar nada e nem mesmo se fazer nada sem a existência de um ponto central, uma referência de onde se partir. Isto é a garantia de economia de energia, tempo e recursos, garantindo-se assim um constante desenvolvimento rumo à conquista ou sucesso do que se propôs inicialmente. A experiência fora da hierofania é repleta de preconceitos, medos, inseguranças, etc. É tudo o que os tiranos, déspotas e manipuladores se aproveitam para dominar e controlar as pessoas. Ou seja, a vida distante do conhecimento e estudo dos símbolos é um caminho incerto, frágil, sem apoios, propensa a conduzir à submissão, ao erro, ao sofrimento e à decepção. É um universo fragmentado, sem certezas ou referências. A única regra é a da “tentativa e erro”, garantidos muito mais erros do que acertos.

Mircea Eliade afirma que “traduzir uma imagem na sua terminologia concreta, reduzi-la a um único dos seus planos referenciais, é pior do que mutilá-la, é aniquilá-la, anulá-la como instrumento de conhecimento[3]”. É por esta razão que não adianta decorarem-se definições dos símbolos, o símbolo existe exatamente para não ser definido, mas sim experimentado em toda a sua essência.

Einstein já dizia que o universo é infinito, porém pode ser representado como uma esfera. Ou seja, se rodarmos sobre uma esfera, não encontraremos fim, mas sabemos que na direção para fora de seu centro existe sim um limite. Da mesma forma, em termos de planos, tridimencionalmente nosso universo não tem limites em seu próprio plano, mas é limitado se concebido em termos de outros planos. Em Cabala estudamos os Sefirote que são mundos ou universos distintos uns dos outros onde o G\A\D\U\ se manifesta com nomes e atributos especiais e diferentes. São universos (um verso da Criação) que compõem o Cosmos espiritual, psíquico e material. A palavra hebraica Sefirote é o plural de outra (Séfira) que pode ser traduzida por “esfera”, justamente a simbologia utilizada por Einstein!

Cada Séfira tem, por exemplo, um nome ou atributo de Deus, uma hierarquia “angélica” e uma regência planetária. O estudante atencioso perceberá então que o simbolismo astrológico o conduz ao conhecimento dos diversos universos da Criação e que um simples símbolo planetário poderá lhe anunciar a possibilidade de uma experiência, conhecimento ou contato divino diferente e magnífico.

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil






















sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

PODERIA UM LOBO DISFARÇADO DE OVELHA SER INICIADO NA MAÇONARIA?


Muitos IIr.:, em várias ocasiões em suas LL.: já puderam se deparar com esta situação: Como foi que iniciamos esta pessoa? Mais parece um "lobo em pele de cordeiro", só pensa em dinheiro, é mentiroso, caluniador e ainda o chamamos de irmão. Como escreveu Paulo Coelho " Quando você deseja muito algo, o Universo inteiro conspira para que aconteça ". E isto também vale para um lobo disfarçado que deseja ser maçom considerado puro e limpo.

Conheci um caso de um "lobo profano", foi apresentado para uma determinada Loja, passou pelo escrutíneo, seu padrinho se afastou da loja, arrumaram outro padrinho. No dia da sua iniciação o padrinho substituto não pode comparecer, então o Irmão Segundo vigilante foi buscá-lo em sua casa, chegando lá seu carro que era novo apagou e nada o fazia funcionar. Foram então até a garagem daquele "lobo profano" para usar seu carro, cruzes, o carro não deu partida. Um terceiro carro foi encontrado e quando faltava 200 metros da Loja que seria iniciado, você pode não acreditar, mas o carro chegou falhando e afogou momentos antes de ser apresentado ao Ir.: Exp.: que já estava impaciente pela demora. Agora pasmem! O V.:M.: de sua loja também não foi quem fez o ritual de iniciação e o lobo foi iniciado naquele mesmo dia com o V.:M.: de outra Potência. Apesar dos vários avisos do GADU, que ali estava um homem que não deveria ser iniciado e não que a maçonaria não teria espaço para ele. Não teve jeito, o Universo inteiro conspirou para que sua iniciação acontecesse.

Não quero com este post criar polêmica, mas sim fazer uma reflexão sobre esta metáfora. Afinal, com toda honestidade, temos que reconhecer que este tipo de profano pode se instalar em qualquer tipo de comunidade ou organização.

Assim a pergunta: "Poderia um lobo em pele de cordeiro ser iniciado na maçonaria?" A pergunta parece um absurdo e sem sentido, mas é fato real.
 
O fato é que esses profanos "lobos em pele de cordeiro" são realmente capazes de entrar para a maçonaria de maneira natural e mais simples do que você poderia imaginar.
 
Sua habilidade para manipular e com astúcia, ele vai abrir todas as portas. E isto é uma vantagem natural para "lobos ovelhas". Por outro lado, os irmãos que devem tomar decisões sobre a sua aceitação na fraternidade nem sempre são bem treinados e capazes de lidar com este tipo de profano. Eles possuem uma forma especial de convicção. "O lobo em pele de cordeiro" vai dar aos olhos do prumo que ele é uma pessoa ideal para ser maçom.

A introdução deste "lobo em pele de cordeiro" dentro da Arte Real é quase inevitável. Com sua habilidade no manuseio, ele não hesita em mentir e enganar o irmão sindicante.

Todos nós podemos ser manipulados, enganados e usados. Ele pode fazer qualquer um dançar ao ritmo que lhe agrada. Seu desprezo pelas necessidades dos outros e sua maneira de tomar qualquer vantagem de estar presente acima de qualquer irmão. Desta forma vai demolindo a estabilidade e o bom funcionamento da Loja.

Mas porque um "lobo em pele de cordeiro" tem interesse em aderir a maçonaria? Sem dúvida, quer os benefícios materiais no mundo profano. Logo ele detecta que o papel de V.:M.: é muito atraente e isto passa a ser o principal objetivo dentro da oficina e cria toda rede de artimanha para atingir sua meta. Visita todas suas Lojas irmãs e sempre encontra outro com seu perfil capaz de fazer o mesmo jogo.

Para esses "lobos-ovelha", faltam-lhes a profundidade emocional que produz o "verdadeiro despertar", conhece na teoria mas não sabe pratica-la.

Tem grande habilidade de manipulação, e não hesita em distorcer os fatos e usa a difamação para alcançar rapidamente seus objetivos. É capaz de usar seu charme, suas habilidades sociais e relações de outros de ganhar a confiança.

Muitas vezes, suas manobras como fazer lobby na sala dos passos perdidos sobre propostas a serem votadas na Ordem do Dia, será facilitada pela credulidade dos outros irmãos, que contam com a falsa sinceridade do "lobo-ovelha".

O "lobo em pele de cordeiro" lida com todos os irmãos que têm a sua disposição, só mais tarde podem perceber que foram usados como "peões". Distorce a comunicação e operação da Loja em seu benificio.

O pior de tudo é a manipulação de redes de informação entre "lobos e ovinos" , procurando aumentar sua reputação criando rivalidade e conflito entre os irmãos. Guerras de poder e o Caos sempre é sua vantagem.

Pode ser que alguns irmãos comecem a ver - o que é tudo isto - e descobrir que seu irmão é um "lobo em pele de cordeiro" e talves venha desafia-lo abertamente. Mas em uma Loja dominada por este lobo-ovelha, provavelmente será tarde demais para o irmão desafiante. O "lobo em pele de cordeiro" terá tido tempo para neutralizar divulgando informações tendenciosas colocando a organização a seu favor.

Na verdade, a questão não é como muitos "lobos" foram iniciados na Maçonaria, mas como detectar e diminuir o impacto de sua ação na Irmandade.

Finalizando, com o já escreveu Mateus em seus versículos
" Acautelai-vos dos falsos profetas, que vêm até vós vestido como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis.

Então IIr.: pela aclamação:

Os conhecereis pelos seus frutos!

Os conhecereis pelos seus frutos!

Os conhecereis pelos seus frutos!

Segue  LINK DO VÍDEO - Não deixe de assistir. É um video muito bem feito . Parabéns ao seu autor.

sábado, 31 de dezembro de 2011

C O N V I T E - GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON



O Grupo Maçônico Orvalho do Hermon tem por objetivo o "aprimoramento moral, intelectual, espiritual do Maçom", a fim de atingirmos este estágio, precisamos aprender a conviver fraternalmente em grupos. É por isso que, na Maçonaria, necessitamos estudar e desenvolver um forte sentimento de fraternidade entre irmãos.

O verdadeiro maçom precisa ser honesto, elegante, honrado, tolerante e, mais ainda, precisa ser um verdadeiro cavaleiro, diferente do homem do mundo profano.

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

Um T.•.F.•.A.•.

Hugo R. Pimentel

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

VIVÊNCIA DE AMOR FRATERNO


Charles Evaldo Boller, M. M., 26/03/2006

A Maç. recebe novos membros por intermédio da iniciação, o que a diferencia de sociedades PProf.. Naquele psicodrama é exigido do recipiendário o juramento de que tudo fará para defender seu Ir. na ocorrência de infortúnios. É algo muito diferente ao irmão de sangue, que nos é dado de forma compulsiva. O Ir. Maç. é resultado de escolha consciente e racional, daí as amizades resultantes serem coladas com o cimento do amor fraterno.

Um sábio Maç., quando inquirido sobre sua interpretação do significado de fraternidade, usou a seguinte parábola: "Encontrava-me nas proximidades de uma colina coberta de neve e observava dois garotos que se divertiam com um pequeno trenó. Quando os dois meninos chegavam embaixo da encosta, depois de haverem escorregado, o rapaz mais velho colocava o mais novo às costas e subia pelo aclive puxando o trenó por uma corda. O garoto mais velho chegava ao topo ofegante sob carga tão grande. E isto se repetiu várias vezes, até que resolvi inquirir: - Mas não é uma carga muito pesada esta que levas morro acima? - O garoto mais velho respondeu sorrindo: - De forma alguma! Esta carga é leve! Pois este é meu irmão!" Para o sábio Ir. esta foi a definição exata de fraternidade. Para ele, o amor fraternal exige espírito elevado, consta até de sacrifícios, mas não o considera como tal, e sim algo natural, a carga é transportada com alegria e sem reclamar - este sábio Maç. foi o presidente norte-americano Abraham Lincoln.

Na escolha de um profano a ser iniciado, procura-se estimar no perfil emocional do proposto sua capacidade de desenvolver a vivência do amor fraterno. No questionário de sindicância existem perguntas assim: "o profano vive em harmonia no lar?" "Qual sua reputação no mundo profano?" "Entre colegas de trabalho?" "Demonstra ser pessoa capaz de
adaptar-se com facilidade ao meio e ter bom convívio social?" Significa então que todo aquele que for considerado limpo e puro, aprovado e iniciado, tem o amor fraterno como característica. Ele tem a capacidade de superar eventuais dificuldades de relacionamento interpessoal, isto já faz parte dele. E para melhorar mais ainda, esta qualidade distintiva fundamental é depois sacramentada por juramento solene! A conseqüência é o aquecimento do amor fraterno que reina depois entre os
IIr. em Loj..

Na iniciação o recipiendário recebe um avental branco, considerado seu ornamento máximo, e lhe é dito que deve mantê-lo imaculado, limpo. Não se trata aqui de sujeira literal, esta pode até ocorrer para o diligente Obr.. Mancha que pode até sair com água, e basta lavar. Aquele paramento do zeloso Maç. deve ficar isento de qualquer nódoa moral ou comportamental, que só a água do amor fraterno limpa. Nenhum iniciado deve jamais usar seu avental e adentrar numa Loj., se lá houver Ir. que esteja odiando. Isto suja seu avental de forma indelével e afeta a egrégora que envolve a todos.
Deve considerar a dificuldade de resolver problema de relacionamento interpessoal como se fosse o escalar de uma encosta íngreme e coberta de neve, com aquele Ir. às costas. Não é fácil! Mas, mesmo ofegante, e sob carga tão grande, deve fazê-lo sorrindo. A razão deve suplantar a emoção, haja vista que isto já faz parte dele como iniciado. Se inquirido do
peso da carga, este Ir. deve exclamar: - De forma alguma! Esta carga é leve! Pois este é meu Ir.! - Egoísmo e indiferença são sintomas de falta de amor, pois o contrário de amor não é ódio, é a indiferença! Quando existem situações de disputa ou mágoa, é importante que os envolvidos resolvam as querelas fora das paredes do Tem., e só então coloquem seus aventais e adentrem. Ao superarem suas diferenças, a benção do G. A. D. U., a divindade que vive dentro dos iniciados, lhes proporcionará o aglutinante místico do amor fraterno que vai cimentar de forma brilhante as duas pedras que ambos representam na grande edificação da humanidade. Isto é vivência real do amor fraterno, o aglutinante místico que mantém unidos os IIr. numa Loj.. Num agrupamento assim constituído é certa a presença do G. A. D. U..

Poderá haver bem maior que um amor fraternal bem vivido? O G. A. D. U. certamente só está onde existem pessoas que se tratam como verdadeiros IIr. espirituais e onde cada um nutre profundo amor fraterno pelo outro. Todo Ir. que passar por uma situação onde eventualmente ocorre disputa ou ofensa, deve colocar aquele que considera ser seu ofensor às costas e carregá-lo para o alto de seu coração. E, se inquirido do peso, deve exclamar: - De forma alguma! Esta carga é leve! Pois este é meu Ir..

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

V.I.T.R.I.O.L.



Visite o Interior da Terra e, Retificando-te, Encontrarás a Pedra Oculta.
Não há local mais misterioso, fascinante e atemorizador para se visitar do que o interior de si mesmo. Encontrar a perfeição dentro de cada um é tarefa utópica, mas ainda assim, inevitável para quem sinceramente deseja trazer à luz o ser perfeito que o Criador nos legou como possibilidade. A imagem do escultor que da pedra bruta extrai a sua obra prima ilustra a tarefa iniciática.
Imagine-se esta pedra em estado bruto e veja-se lançado em um local terrível para meditar. Ao final de suas reflexões, você empreende a jornada para corrigir-se, abandonando concepções equivocadas e abraçando uma vida virtuosa. O que lhe aguardará ao final da jornada? O ser perfeito que pela primeira vez conseguirá ver a luz da verdade. E “assim passa a glória do mundo”! Robson Granado

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

SAUDAÇÃO À BANDEIRA



Saudação à Bandeira


“Bandeira do Brasil, eu te saúdo!
Em nome desta Assembléia de Homens livres, aqui reunida,
Eu te saúdo !

Eu te saúdo pelo que fostes em nosso passado,
Pelo o que tu és
E pelo que representas para nós!

Bandeira do Brasil, nós, os Maçons,
Temos te seguido os passos através da História, destes tempos imomeriais,

Tu tinhas, em outras épocas, outras cores e outros emblemas,
Porém teu simbolismo permaneceu imutável.

Desde a longínqua data em que o Índio Poti,
Felipe Camarão,
E o negro Henrique Dias, te empunharam,
E te levaram para os campos de batalha

Tabocas, Taborda, Guararapes,
Para lutar contra o estrangeiro invasor,
Tu deixaste de ser a Bandeira de Portugal,
Que também era estrangeira,

Para ser a BANDEIRA DO BRASIL!

Bandeira do Brasil!
Tu estavas com Felipe dos Santos, na revolta de Vila Rica,
Em 1720.

Tu estavas com os Inconfidentes de Minas,
E subistes ao patíbulo com TIRADENTES,
Em 1792.

Tu estavas no Areópago de Itambé, da Revolução Pernambucana,
Em 1817.

E fostes fuzilada com Padre Roma e Padre Miguelinho.
Tu estavas às margens do riacho Ipiranga, com D. Pedro I,
No Grito da INDEPENDÊNCIA,
Em 1822.

Tu fostes arcabuzada com Frei Caneca,
Em 1825, após a Confederação do Equador,

Quando os dois grandes Maçons, CAXIAS E CANABARRO,
Assinaram o Tratado de Poncho Verde,
Pondo fim à Guerra do Farroupilhas.

Tu tremulavas bem junto às Tendas dos dois HERÓIS !
Tu acompanhastes, altaneira, as nossas tropas,
Na Guerra do Paraguai !

Bandeira do Brasil !
Só uma vez, nós te condenamos.

E te condenamos com veemência,
Na voz e nos versos do maior Poeta que o Brasil já teve,
ANTÔNIO DE CASTRO ALVES !

Por essa época, Bandeira do Brasil,
Tu tremulavas impune, na Gávea dos Navios Negreiros,

Mas, Castro Alves, cheio daquela Ira Sagrada,
Que todos os Maçons devem sentir,
Ao te ver ultrajada,

Apostrofou, a ti, e aos donos da Pátria, de então
Com estas diatribes terríveis, que ainda hoje ressoam,
Aos ouvidos da Grande Nação :

- " Existe um povo que a BANDEIRA empresta,
Para cobrir tanta infâmia e covardia,
e deixa-a transformar-se nesta festa,
em manto impuro de bacante fria.

Meu Deus, mas que Bandeira é esta,
Que imprudente, na Gávea tripudia ?
Silêncio Musa, chorai tanto,
Que o Pavilhão se lave no teu pranto !

Auri-Verde Pendão da minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a Luz do Sol encerra,
E as promessas divinas de Esperança !

Tu, que da Liberdade e, após a Guerra,
Fostes hasteada, dos Heróis, na lança,
Antes te houvessem roto, na batalha,
Que servires um Povo de mortalha.

Andrada, arranca esse Pendão dos ares ! - "

BANDEIRA DO BRASIL

Depois tu te reabilitastes.
Tu reabilitastes na voz patética do Maçom Negro,
José do Patrocínio, quando bradou :
"Meu Deus, já não existem mais escravos em minha Pátria !"

Tu reabilitastes nas montanhas da Itália, lutando pela Democracia,
Na última Grande Guerra Mundial.

E quando um presidente da República, te içou, pela primeira vez,
Num mastro metálico do primeiro poço de Petróleo da Petrobrás,
- O Monteiro Lobato - Nesse dia,
Bandeira do Brasil, tu te lavaste nas Águas Lustrais,
Da nossa Soberania.

E por isso, hoje, quando mais Irmãos,
Transpõem os umbrais deste Templo,
Para junto conosco, reverenciar o teu vulto Sagrado,


Eu te saúdo, em meu nome,
Em nome do meu Venerável,
Em nome de todos os Maçons e amigos, aqui reunidos,

EU TE SAÚDO !
EU TE SAÚDO E
BEIJO ! "

Autor : Francisco Assis de Carvalho


Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
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