quinta-feira, 8 de março de 2012

IDEÁRIO PARA UM DIRIGENTE MAÇÔNICO

 (anônimo) 



Que tenha vontade, consciência e serenidade para o cargo; que possua bom conhecimento e disponibilidade de tempo; que seja independente econômica e financeiramente; que usufrua representatividade profissional, social e política. Que assuma encargos sem preconceitos estabelecidos; que saiba ouvir bastante e fale apenas o necessário; que esteja atento à política e à economia da região e do país; que realce a prática de valores espirituais, morais e cívicos. Que estimule a boa formação do maçom a partir do ingresso; que implante um bom programa de instrução maçônica; que promova mais o ritual litúrgico com cenários adequados; que constitua um corpo de ensino com mestres qualificados. Que incentive o desenvolvimento da cultura maçônica; que destaque feitos significativos e importantes dos irmãos; que organize palestras, conferências e seminários maçônicos; que a aplicação dos recursos vise a utilização dos templos; que regionalize eventos administrativos, litúrgicos e culturais. Que planos a longo prazo atendam só o interesse da instituição; que intensifique as tarefas de campo de todos os hospitaleiros; que compreenda as diferenças e as dificuldades dos irmãos; que instale sistema de apoio institucional independente. Que reformule e flexibilize qualquer legislação leonina vigente; que acate fiscalização independente eleita pela assembléia geral; que permita a transparência em todas as contas da instituição; que procure maior interação nos segmentos da comunidade. Que o exercício da ética supere a necessidade de outros códigos; que o espírito do sentimento maçônico paire acima do material; que agregue os irmãos em harmonia, evitando grupos ideológicos; que nunca pense em exercer o continuísmo administrativo. Que sonhe e atue apenas com a realidade, jamais com a realeza; que não alimente o culto à própria personalidade e vaidade; que em tempo algum confunda palácio com mausoléu maçônico. Que seja, enfim, o exemplo de um bom, profícuo e honesto maçom.  

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO VI
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O SALÁRIO DO MAÇOM



A Maçonaria Operativa, como estrutura de regulação do acesso e prática da atividade profissional de construtor em pedra, regulava igualmente as formas de pagamento e os montantes dos salários dos seus associados.Também na Maçonaria Especulativa os maçons recebem o seu salário. Simplesmente, como tudo na Maçonaria Especulativa, o salário que o obreiro é simbólico. O obreiro trabalha em Loja. Em quê? No seu aperfeiçoamento, na busca dos conhecimentos, das lições, dos exemplos, das práticas que dele farão uma pessoa melhor. Nesse trabalho tem de identificar e interpretar símbolos, atribuindo-lhes o seu significado pessoal, similar ou não ao que os seus Irmãos, ou alguns dos seus Irmãos, ou um particular Irmão, lhes atribuem. O trabalho do obreiro em Loja insere-se e une-se ao trabalho que os demais obreiros efetuam constituindo o conjunto um acervo de estudos, atividades, interpretações, princípios desenvolvidos, que tem mais virtualidades como um todo do que a mera soma dos contributos individuais. Virtualidades para quem? Para os próprios obreiros. O trabalho maçônico é eminentemente individual, mas coletivamente efetuado. O seu resultado, inserido no conjunto dos esforços e nele amalgamado, está à disposição para apropriação de todos e de cada um. A forma como cada um beneficia é com cada qual. O mesmo obreiro, em cada momento, pode retirar do trabalho que ele e seus Irmãos efectuam lições ou consequências diferentes. Hoje poderá ser uma lição moral, amanhã uma simples lição de vida ou regra de conduta, depois uma ferramenta para uso no seu dia a dia profissional ou de relação social, por vezes apenas (e tanto é...) uma simples sensação de Paz, de Segurança, de Conforto, a mera (mas por tantos tão dificilmente obtida) noção do seu lugar na vida e do significado da sua existência. Perante a sua Loja, o maçon apresenta para o trabalho a Pedra Bruta que é ele próprio, o seu Carácter, a sua Personalidade, as suas Características, as suas Virtudes, os seus Defeitos, as suas Capacidades, as suas Insuficiências, as suas Potencialidades e o que falta para as transformar em Realidades. Junto de seus Irmãos, trabalha essa Pedra Bruta. Retira-lhe as asperezas. Melhora a sua forma. Determina o local onde deve ser colocada. Dá-lhe cor e atavio. A pouco e pouco, essa Pedra Bruta será cada vez menos Bruta, ganhará forma mais delineada e adequada, tornar-se-á mais útil para a função que está destinada a exercer. A pouco e pouco, tornar-se-á uma Pedra Aparelhada, já com alguma utilidade e capacidade para se inserir no grande Templo da Criação, Parede da Humanidade. Mas ainda será, não já áspera, mas rugosa, não já suja, mas baça. Será ainda necessário alisá-la e poli-la, de forma a que, a seu tempo, a Pedra Bruta que é o maçon possa vir a ser a muito mais útil e bela Pedra Polida. Mas, ainda então, de pouca utilidade e valia será se não for inserida no local adequado, pela forma asada, para exercer a função destinada. Há que conhecer ou definir os Planos, efetuar e ler o Desenho que nos guie para colocarmos a nossa Pedra, que foi Bruta e que procuramos tão Polida quanto o logramos que fosse, no lugar correcto, em que será útil e contribuirá para a sustentação, imponência e beleza do Templo em cuja construção se insere. Cada maçon, à medida que vai trabalhando, vai aprendendo a trabalhar, à medida que melhora, vai aprendendo a melhorar, a medida que aprende, vai aprendendo a aprender. E cada vez mais vê melhor trabalho, mais melhoria, mais larga aprendizagem. À medida que evolui vai aumentando o benefício que retira do trabalho que efectua. Não patrimonial, mas pessoal, intrínseco. Esse benefício é o salário do maçon, a justa remuneração do seu esforço. Não tem valor de mercado, nem cotação de troca, porque vale muito mais do que uma mercadoria ou um serviço. Tem o valor supremo da Pessoa Humana, que cresce, que se educa, que evolui, que se aprofunda, que se realiza, que se enobrece, que se dignifica. Esse valor vale mais que todo o ouro do Mundo, que todas as riquezas e mordomias de que usufruem os afortunados do planeta. Porque nada vale mais do que um Homem digno, de espinha direita, cabeça lúcida, espírito forte. Aos outros, por mais ricos que sejam, conquistou-os o mundo. Este conquista o mundo, ainda que seja pobre e sem poder. O seu mundo. O que interessa. O salário do maçon é o que ele retira do bolo comum que resulta do seu trabalho, do seu esforço e dos seus Irmãos. Em conjunto e com o fermento da Fraternidade, esse bolo cresce muito mais do que se lhe pôs, ao ponto de todos poderem retirar mais um pouco do que cada um lá pôs e ainda sobra bolo. Esse salário não se conta, não se mede, não se pesa, não se avalia. Só o próprio o sente e dele beneficia. Não tem valor facial algum. Tem todo o valor moral e espiritual. E, porque à medida que o maçon trabalha, aprende, cresce melhora, de cada vez vai conseguindo retirar um pouco mais, de cada vez vai conseguindo aumentar um pouco seu salário. Imperceptivelmente. Até que um dia os seus Irmãos dão por ela e... oficializam-lhe o aumento de salário! Chamam os maçons aumento de salário à passagem de grau. Mais não é do que o reconhecimento dos progressos feitos. 

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO VI
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

domingo, 26 de fevereiro de 2012

VELOCÍMETRO DA MINHA CONEXÃO

SAUDAÇÃO AO NEÓFITO


No momento em que professa sua crença e adesão aos princípios fraternais da Maçonaria, que o Grande Arquiteto do Universo lhe conceda Força, Humildade, Sabedoria e Tolerância. Força, para suportar com serenidade as barreiras e pressões ideológicas ou psicológicas e eventuais ofensas com que certamente o atacarão aqueles que, cegos à luz da Verdade e do Conhecimento, se satisfazem na cinzenta dimensão de seus pequeninos horizontes sem conhecerem vitória nem derrota. Humildade, para trabalhar em benefício da Fraternidade Maior que é a Humanidade e poder crescer em harmonia com todo o universo, buscando incessantemente dar cumprimento à parte da Grande Obra que lhe for destinada nesta jornada terrena, assim como ao buscar satisfazer a curiosidade que o próprio Deus imprimiu em seu espírito sobre as razões da Criação, de modo que não ofenda nem desrespeite o Plano Divino. Sabedoria, para continuar sendo um Homem livre, justo e limpo de mãos e de espírito, seguir sua consciência e sua fé, recuar de qualquer caminho que o afaste da procura da Verdade Suprema, adquirir o conhecimento e, multiplicando-o, torná-lo numa benção. Tolerância, virtude tão escassa nos dias de hoje, para que seu espírito jamais se turve com preconceitos, superstições e posições dogmáticas, pois se essa Virtude lhe faltar será apenas uma folha ao sabor da corrente das paixões e nada poderá construir que justifique o dom da vida que recebeu. Que o Grande Arquiteto do Universo o ilumine, guarde e ajude sempre para que jamais se afaste desses princípios aque ora abraçou e que possa ser mais um Irmão entre Irmãos livres até o fim de seus dias, cumprindo cada palavra do Juramento com honra e dignidade. E que seu espírito esteja, também, sempre alerta contra as glórias vãs e transitórias e as honrarias mundanas que o Homem cria sem cessar para alimentar a própria vaidade e disfarçar suas fraquezas. 

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
 Rio de Janeiro – RJ – Brasil