sábado, 14 de julho de 2012



A MAÇONARIA E O CARÁTER DE... QUEM VEM LÁ?

No REAA, “quem vem lá?” é uma pergunta que se repete por três vezes dentre outros tantos questionamentos, unicamente para se saber que pessoa é, de corpo e alma, o candidato que nos procura e nos pede para recebê-lo. A maçonaria o indaga de todas as formas e ele, ora confuso, ora confiante, dá-lhe todas as respostas. Ela se satisfaz deixando de voltar seus holofotes ao outro lado do indivíduo, o do seu caráter. Isto porque não se dimensionou ainda a importância dessa necessidade que precisa ser sempre satisfeita. É no mundo quase insondável das mentes humanas que está o nível de consciência e ele não é o mesmo em todas as pessoas. Essa desigualdade é que nos diferencia uns dos outros. É ela a causa das nossas reações diferentes, que não nos deixa pensar, entender e agir da mesma forma. É o nível de consciência desigual que faz surgir entre nós indivíduos sábios e indivíduos ignorantes, indivíduos fiéis e indivíduos traidores, indivíduos sinceros e indivíduos dissimulados, e assim por diante. Todos os casos apresentam certo grau de dificuldade para serem esclarecidos. Mas o entrave maior em se conhecer por inteiro os traços psicológicos de que se reveste o caráter, está nos indivíduos portadores de transtorno mental, conhecido por bipolaridade, ou, dupla personalidade, uma, que converge ao exercício das ações, reações e emoções positivas e a outra (que pode permanecer inerte por muitos anos e aflorar a qualquer momento) que, ao contrário da primeira, é a das ações, reações e emoções negativas, ou seja, tendenciosamente inclinada à prática do mal. Só um psiquiatra ou um psicólogo, através de testes de maior profundidade (não se fala de simples atestado, mas de relatório), poderá determinar quem possui esse tipo de transtorno comportamental. De algum tempo para cá, o rigor das nossas investigações no curso da instrução do processo de iniciação tem diminuído bastante, o que é um erro, permitindo que a maçonaria receba em seu seio indivíduos que ali jamais poderiam ser colocados, sendo o reflexo disso as constantes dissidências, as quebras de juramento e espúrios comportamentos frente aos nossos LANDMARKS, bem como a outros postulados, de indivíduos indignos de serem chamados de “maçom” que, em gestos de inominada traição e excessiva vaidade, afastam-se da maçonaria regular, fundam irregularmente Lojas, instituem a chamada maçonaria mista, entregam os segredos dos nossos rituais a quem está impedido de recebê-los, criam poderes centrais independentes por toda parte, tudo em flagrante desrespeito e afrontosa desobediência aos princípios e fundamentos que regem a universalmente conhecida e aceita Ordem Maçônica, chegando a ridículos extremos como a formalização de processos de admissão por meio da internet e ao descalabro de promoverem iniciações à distância como se a maçonaria fosse coisa banal. Embora um tanto difícil, venhamos e convenhamos, relevante seria para a Ordem Maçônica, como já foi dito, sondar com mais profundidade não só aspectos superficiais como o perfil comportamental, a ação e a interação, mas também aquilo que a ela mais interessa que é o âmago da mente do indivíduo, ou seja, o seu caráter com tudo que o constitui. Segundo o Dicionário Escolar da Academia Brasileira de Letras, o caráter se define como sendo o “conjunto de traços psicológicos e morais (positivos e negativos) que caracteriza uma pessoa ou um grupo.” Em tais traços, que se associam dando conteúdo ao caráter do indivíduo, estão o gênio, o humor, a formação moral, a honestidade, a aparência, a feição etc.. Entre os vários tipos de caráter pode-se citar o dramático, o religioso, o especulativo, o desafiador, o covarde, o inconstante e outros. Mas o caráter aqui enfocado é o que se conhece por índole, ou seja, propensão natural, modo de ser do indivíduo, seu temperamento, sua disposição no momento de agir. É uma condição que não se adquire, ela é inerente ao espírito humano, é congênita e varia de indivíduo para indivíduo, manifestando-se em conformidade com as circunstâncias envolventes de cada um. Os moldes a que o ser é submetido, como educação, adaptação às diferentes condições, venturas e desventuras, apenas o levam à escolha do “o quê fazer” no momento em que as decisões são tomadas (trabalhar, amar, estudar, relacionar-se socialmente, construir amizades etc.). Diante dos diversos comportamentos da mente humana, e das acentuadas diferenças desses comportamentos de um indivíduo para o outro, as vagas respostas a um simples questionário ou perguntas subjetivas, às vezes não respondidas a contento nos levam, pela nossa boa fé, a acreditarmos que diante de nós se encontre uma mente sã e que são procedentes as provas materiais apresentadas a respeito do conjunto das boas qualidades da pessoa interrogada. Entretanto, conhecer apenas os valores extrínsecos de um candidato é pouco para recebê-lo, pois só com essa visão não se tem condições de se apurar do quê o mesmo é capaz, ou seja, se suportará o elevado encargo decorrente dos deveres maçônicos e se aceitará submeter-se a novos ensinamentos. Daí não ter a Ordem Maçônica como deixar de conhecer quais são os traços psicológicos e morais de quem a procura, pois são eles que respondem pelo nível da consciência e o candidato ideal é o que porta esse nível em patamar aceitável capaz de garantir à maçonaria a certeza de um inquebrantável propósito e a firmeza de vontade quanto ao cumprimento do compromisso de fidelidade maçônica, sem o que o mesmo não poderá ser iniciado. Apenas por motivação exemplificativa, cita-se que, em épocas passadas não muito distantes, um incentivo foi planejado objetivando o incremento do número de obreiros na maçonaria brasileira. Tivemos Estados em que ela, mediante oferta de brindes, estimulou as Lojas a entrarem na disputa pelo primeiro lugar em iniciações, numa campanha que não tinha a preferência por quantidade, mas que assim acabou sendo, pois na busca pela ponta da escalada, em muitos Orientes “joio e trigo” se misturaram como se fossem uma coisa só e todos conseguiram um lugar entre nós. O exemplo dado não foi para atribuir responsabilidade a ninguém, muito menos culpa. A razão do joio se passar por trigo está numa lacuna existente nas instruções do processo de admissão. Singela, mas que, se não for sanada, continuará levando a Ordem Maçônica a incorrer no repetido erro de, ao avaliar seus candidatos, não ter condições de distinguir os que são de bons costumes dos que têm transtorno de personalidade, dando vazão a que estes últimos também sejam aprovados, recebendo passaportes para desembarque onde nunca deveriam chegar. Ante as evidências de um mal que cresce a cada dia, não resta outra alternativa à maçonaria senão a de se lançar contra o problema e tentar superá-lo. Para tanto, não há instrumento mais eficaz do que o da avaliação psicológica. Através da conclusão de um completo e minucioso relatório, a maçonaria terá a certeza de como funciona a mente do candidato, de como é a sua firmeza de vontade e qual é o seu verdadeiro caráter, tanto pelo lado bom quanto pelo lado ruim, sendo estes aspectos os de maior relevância no momento de se decidir pela aprovação ou não do mesmo. Concluindo, lembremos atentamente da oportuna afirmação de Abraham Lincoln, nosso irmão: “Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o “caráter” de um homem, dê-lhe poder.”

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO VII
Rio de Janeiro - RJ - Brasil

sexta-feira, 22 de junho de 2012

ABÓBADA DE AÇO


É o nome da formação de espadas manejadas pelos maçons que ocupam a Câmara do Meio, isto é as duas primeiras fileiras de assentos, a sua Espada, erguendo-a sobre a cabeça do irmão que lhe está à frente, cruzando com sua espada, pelas pontas, formando assim, um “túnel”, sob o qual, adentram ao Templo as Dignidades. Essa Abóbada, momentaneamente, substitui a Abóboda Celeste, simbolizando a proteção forte e rija que a Maçonaria dá às suas Autoridades, isolando-as com uma “cortina” de aço de todas as influências negativas que podem vir do Firmamento, como os raios cósmicos, as tempestades, o granizo, enfim, os acidentes atmosféricos, bem como as vibrações negativas. O costume de formar-se a Abóbada de Aço vem da Idade Cavalheiresca, quando os Cavaleiros armados com suas Espadas, nas cerimônias sociais, como os casamentos, a formavam como sinal de respeito e honraria. O maçom que adentra no Templo, sob a Abóbada de Aço, recebe vibrações tão intensas, que se fortalece e obtém proteção por muito tempo. Há Lojas que durante a formação da Cadeia de União, antes de tudo, retiram as Espadas de suas bainhas, juntando-as pelas pontas ao centro do circulo, atraindo assim, através da força do aço, toda energia misteriosa, como se fora um imã a recolher as influências cósmicas. A Abóbada de Aço é formada, exclusivamente, para a entrada no Templo e não para a retirada. 1º - Cerimonial usado quando se tributam honra a um Irmão Maçom, a visitantes e autoridades. 2º - Consiste em cruzar as pontas das espadas, formando os irmãos que as seguram duas ou quatro fileiras para que passem por baixo as pessoas a quem é dispensada esta honra maçônica, enquanto batem os malhetes. 3º - Trata-se de uma particularidade do REAA, Segundo Alec Mellor: "Este uso não é de origem maçônica". Foi introduzido no século XVIII à imitação do cerimonial de certas Ordens de cavalaria nobres. 4º - As Grandes constituições escocesas de 1763, de Frederico II, já citam a formação de abóbada de aço. A formação da Abóbada de Aço destina-se a dar mais galhardia ao evento que está acontecendo na Loja. O número e a posição das espadas têm um significado todo próprio, que envolve numerologia e detalhes dos labores maçônicos. Há pequenas diferenças entre as Potências, devido à formação administrativa que as mesmas trabalharam. TEORICAMENTE ela deverá ser formada apenas por Mestres, já que a espada é um assessório do M.’.M.’., mas a realidade mostra que são poucas as Lojas que possuem em seu Quadro, Mestres Maçons suficientes para estarem ocupando todos os cargos e sobrarem 13 para comporem a Abóbada. Alguns detalhes são muito importantes: - Na entrada a ponta das espadas estarão voltadas para cima, sem se tocarem e com espaço suficiente para passar as pessoas e a Bandeira Nacional. - O Guarda do Templo não participa da formação da Abóbada de Aço (na medida do possível). - Na saída a ponta das espadas estarão voltadas para baixo, sem tocarem o solo. - O uso das luvas dá mais “Pompa e Circunstância”, mas é deselegante uns usarem e outros não. - Não usamos o tinir de espadas, quando da passagem das pessoas ou da Bandeira Nacional. A grande duvida está na quantidade de espadas e suas posições nas Colunas, conforme as autoridades que serão homenageadas pela formação. Como dificilmente à formamos, é mais fácil ter escrito em um papel do que memorizado. Então imprimam e guardem. 03 ESPADAS – 01 na Coluna do Sul e 02 na Coluna do Norte - Past-Veneráveis Mestres - Vigilantes das Lojas Visitantes - Vigilantes da Loja; 05 ESPADAS – 02 na Coluna do Sul e 03 na Coluna do Norte - Venerável Mestre - Grande Oficiais - Grandes Dignidades - Delegados Regionais e Adjuntos - Membros da Comissão de Legislação - Membros da Comissão de Justiça - Membros da Comissão Superior de Recursos - Membros das Administrações da Ordem D’Molay e Filhas de Jó - - Autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do mundo Profano; 07 ESPADAS – 03 na Coluna do Sul e 04 na Coluna do Norte - Delegado Geral da Ordem - Presidente da Comissão de Justiça - Presidente da Comissão de Legislação - Presidente da Comissão Superior de Recursos - Ex-Grandes Vigilante - Membros da Administração do Supremo Conselho do Grau 33 do R.’.E.’.A.’.A.’. para a República Federativa do Brasil - - Prefeito Municipal; 09 Espadas – 04 na Coluna do Sul e 05 na Coluna do Norte - Grandes Vigilantes - Grão-Mestres Ad-Vitam - - Governador do Estado ** Ministros do Executivo Federal, Membros dos Tribunais Superiores, Presidentes das Casas Legislativas; 11 Espadas – 05 na Coluna do Sul e 06 na Coluna do Norte - Grão-Mestre - Soberano Grande Comendador do Grau 33, do R.’.E.’.A.’.A.’. para a República Federativa do Brasil - - Presidente da República; 13 Espadas – 06 na Coluna do Sul e 07 na Coluna do Norte - Bandeira Nacional. Observação muito importante que consta no livro de Normas e Procedimentos Ritualísticos da GLMMG: “As autoridades profanas citadas (conforme descrito acima), que forem Maçons, só receberão as Saudações Honoríficas quando em missão oficial e no exercício de suas funções”.

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO VII
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

sábado, 16 de junho de 2012

DEZ MANDAMENTOS MAÇÔNICOS


1. Não te afastarás constantemente de tua Loja sem motivo realmente justo.
2. Não farás alarde de teus conhecimentos maçônicos perante teus irmãos. E não os exibirás perante um estranho, um inimigo ou impostor.


3. Não te utilizarás de tua condição de Maçom para usufruíres vantagens comerciais.


4. Não recusarás auxílio a teu irmão, realmente necessitado.


5. Não te olvidarás das tuas obrigações financeiras para com a tua Loja.


6. Não te esquecerás que, para seres um bom Maçom, tens de ser um homem correto.


7. Não farás ostentação com símbolos maçônicos sobre tua pessoa.


8. Não te esquecerás que a verdadeira Maçonaria é interna e não externa.


9. Não disputarás cargos para os quais não te sentes verdadeiramente capacitado.


10. Em tua dedicação à Ordem, jamais negligenciarás tua mulher e tua família




GRUPO MAÇÔNICO “ORVALHO DO HERMON 
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO VII
Rio de Janeiro – RJ – Brasil


domingo, 6 de maio de 2012

A ESPIRITUALIDADE NA E DA MAÇONARIA


Seguindo os estudos do nosso Irmão e escritor Denizar Silveira de Oliveira Filho, chegamos a conclusão que o objetivo principal da Maçonaria é o nosso desenvolvimento individual e coletivo sob os aspectos moral, intelectual e espiritual. Para que seja possível nosso desenvolvimento espiritual é necessário haver espiritualidade nas Sessões Maçônicas. Essa espiritualidade deve existir, pois somente a aplicação dos procedimentos Litúrgicos-Ritualísticos nas Sessões causaria um esvaziamento de seu conteúdo, tornando-as rotineiras e cansativas. Com o exercício da espiritualidade em nossos procedimentos Litúrgicos-Ritualísticos, teremos nossas Sessões sempre regadas de momentos inesquecíveis de enriquecimento do “Eu de cada um de nós”. Isso está mais que provado em nossa pequenina mas grandiosa Loja, pois, a cada Sessão saímos para o ágape leves, alegres e já torcendo para que chegue a próxima terça-feira, para nos reunirmos novamente. Seguindo o tema para debate de hoje, que versa sobre espiritualidade na Maçonaria, vamos debater sobre o Homem como Ser Espiritual. O homem é, sem dúvida, a mais perfeita obra da Criação. É um Ser racional. E, como tal, possui duas naturezas: a natureza material, seu corpo físico; e, a natureza espiritual, a alma, o espírito universal divino que habita em seu corpo físico. Como ser material,nenhuma obra ou máquina feita pelo homem é metade da maravilha que é o corpo humano. Quer na complexidade de sua estrutura, que na perfeição de funcionamento ou na durabilidade, não existe máquina alguma feita pelo homem, antiga ou moderna, que sequer possa ser comparada com ele. É composto de bilhões e trilhões de coisas diferentes, um agregado de unidades celulares cada uma das quais tendo uma estrutura, uma função e vida própria independente. As células são diferenciadas e assemelhadas por grupos e especializadas. As células assemelhadas se reúnem para formar os tecidos; os tecidos se reúnem para formar os órgãos; os órgãos se reúnem para formar os aparelhos ou sistemas; e, estes, em conjunto, formam a maravilhosa máquina que é o homem. Escritos inconfundivelmente em cada célula, tecido, órgão e aparelho ou sistema do corpo estão os sinais de uma mente certa de um propósito, planejando cada pormenor para uma função ou finalidade definida, e isso com uma fertilidade que nos deixa perplexos. É isso que sinto em relação ao corpo humano. Não se poderia tirar-lhe o planejamento, pois ele é todo planificação, desde a unidade dos seus bilhões e trihões de células microscópicas até o seu complexo cérebro. Nada ao acaso! Ao contrário, vemos em tudo um universo ordenado, um mosaico caprichoso e belo onde tudo tem seu lugar exato! Uma suprema habilidade! Mas, será que o homem apenas esse maravilhoso ser material? Certamente que não! Existe mais. A natureza espiritual. Espiritual é tudo aquilo que é relativo ao Espírito. Espírito, por sua vez, é o princípio animador ou vital que dá vida aos organismos físicos; o sopro vital; a alma; o princípio da vida; o ser íntimo, que está oculto no ser aparente e que o faz mover. Este espírito vive em nós e sua vida, que serve para manifestar o fogo dos órgãos físicos, é independente da vida orgânica. Quando a morte vem desagregar a nossa matéria, isto é, o nosso corpo, o espírito sobrevive a essa desagregação e continua uma vida imaterial. Algumas religiões fazem pequena diferenciação entre o espírito e a alma. Para elas, a alma seria o princípio sensitivo e intelectual, princípio imaterial da vida, do pensamento e da ação; uma substância incorpórea, imaterial, invisível, criada por Deus à sua semelhança; fonte e motor de todos os atos humanos; nome que exprime vagamente a causa oculta dos movimentos vitais. O espírito seria as faculdades mentais do homem, em contra-posição à parte física, à carne; como disse o discípulo em seu evangelho: “O espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41). Segundo o espiritismo, por exemplo, os espíritos revestem temporariamente um invólucro material perecível, cuja destruição pela morte lhes restitui a liberdade. A alma seria um espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu invólucro. Folha Maçônica Nº 347, 5 de maio de 2012 Página 3 Quando Miguel Ângelo concluiu a escultura de “Moisés”, que assinala o túmulo de Julio II na basílica apostólica, ficou maravilhado da sua própria obra. O porte do Hebreu denunciava a soberania enérgica de um Rás, pastor de povos; a atitude era de um vidente, habituado a converdar com o eterno; o olhar era o de um iniciado nos segredos absolutos e o artista, de olhos fitos na estátua, como que a sentia mover-se; acendiam-se-lhe os olhos, as flamas da fonte tremeluziam faiscando, rosavam-se as faces, tremiam-lhes os lábios e Miguel Ângelo, em delírio, arremeteu, e vibrando, atirou o martelo ao joelho da estátua, intimando-a à vida: Parla! Fala!. Houve apenas um estrépito no silencia e o mármore perseverou mudo. Nem era possível que falasse, visto que era pedra, só pedra; faltava-lhe a harmonia eterna, o lume latente, a alma, que gera a palavra. E o artista quedou diante do inanimado, reconhecendo-se apenas homem, ele que por instantes se julgara Deus. Era impossível que esta obra de arte falasse; tinha as feições de homem, mas não possuía vida; não vinha do sopro de Deus (IÔD); não tinha o sopro que saindo do interior, se espalha em redor, o sopro animador (HE), a vida emanada de IÔD; esse ―Moisés‖ era apenas uma obra produzida por mãos humanas, mãos mortais. De uma coisa a contemplação de nosso corpo nos deixa certos: o organismo humano não é obra do acaso ou de uma evolução cega, mas sim o trabalho de um artífice de suprema habilidade, conhecimento e inteligência. O corpo humano é cheio de intenção divina, um êxtase científico. Não há nada nele, nenhuma célula que não proclame aos quatro ventos a maravilha da obra daquela inteligência suprema a que os homens chamam Deus, e os Maçons G.´.A.´.D.´.U.´.. O principal objetivo da Maçonaria como aprendemos, é o desenvolvimento espiritual do Maçom e da humanidade, para que um dia nos encontremos em presença do G.´.A.´.D.´.U.´., face a face com nosso Deus.

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO VI
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A.`.R.`.F.`.G.`.B.`.L.`.M.`. VIGILANTES DA LEI 30 No 76


foi fundada em 13 de setembro de 1946. Sua antiga sede situava-se na Rua do Carmo No 64 em um sobrado onde se localizava a Grande Loja do Estado do Rio de Janeiro. Nesse dia foi eleita a primeira Administração da Loja, constituída pelos seguintes irmãos: Venerável Mestre: José Maria Lopes Henrique. 1º Vigilante: Ozimbro Gomes de Figueiredo 2º Vigilante: Wilson Guterres Orador: Estevan Fernandes Moreira Secretário: Antonio Ferreira Lima Tesoureiro: Manuel Dias Chanceler: José da Rocha Mestre de Cerimônias: Joaquim Fernandes de Araújo 1º Experto: João de Quental 1º Diácono: Mário Bressan Mascarenhas 2º Diácono: Américo Bartholomeu Guarda do Templo: Aurélio César dos Santos A Loja foi Instalada no dia 04 de outubro de 1946, três semanas após sua fundação, tendo como Instaladores os seguintes Irmãos: V.: M.: Instalador: Edgar Antunes de Alencar 1o Vig.: Instalador: Antônio Ferreira Lima 2o Vig.: Instalador: Ely Franco Belmiro A Sessão foi aberta pelo Malhete do V.: M.: da Loja Romã No 23, Ir.: Antonio Zabolun e estiveram presentes na Instalação da nossa Loja o Sereníssimo Grão-Mestre da Grande Loja do Rio de Janeiro, Ir.: Eurico de Figueiredo Sampaio e o Grão-Mestre da Grande Loja do Estado da Paraíba, Ir.: João Tavares de Melo Cavalcante. Na Sessão de Instalação da Loja foi Instalado no Trono de Salomão o V.: M.: eleito da Vigilantes da Lei Ir.: José Maria Lopes Henrique e, nessa mesma Sessão, foi também Instalado o novo V.: M.: da Loja Adonai No 20, Ir.: Bernardino Pereira Prista. Estavam representadas nessa Sessão Histórica pelos seus Veneráveis Mestres as Lojas Adonai No 20, Sete de Setembro, Romã No 23, Luz da Restauração, Philantropia e Ordem e Urias. Ao final da Sessão, o Sereníssimo Grão-Mestre da Grande Loja do Rio de Janeiro, Ir.: Eurico de Figueiredo Sampaio mandou Ler o Ato em que nomeava como Grão-Mestre Honorário da Grande Loja do Rio de Janeiro o Grão-Mestre da Grande Loja do Estado da Paraíba, Ir.: João Tavares de Melo Cavalcante. Em maio de 1952, suas instalações foram transferidas para o Condomínio Maçônico situado à Rua Mariz e Barros 945, Tijuca, permanecendo até os dias atuais. A transferência foi motivada pela transformação do Rio de Janeiro que necessitava de modernização dando lugar a prédios modernos em vez de casarões antigos. Seu atual quadro conta com mais de 100 irmãos, que se reúnem às segundas-feiras, a partir das 19:30 horas. A Loja tem a honra de patrocinar os seguintes corpos para-maçônicos: Departamento Feminino "As Vigilantes"; Capítulo Guy D'Auvergnie No 27 da Ordem DeMolay para o Brasil; Capítulo Electa No 1 da Ordem Internacional Estrela do Oriente; Bethel # 5 Keren Happouk da Ordem Internacional das Filhas de Jó.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A GRANDERESPONSABILIDAEDEQUEMGOVERNAA LOJA

O intuito que nos leva a escrever este artigo não é para dar conselhos, mas sim, para alertar aqueles que têm a responsabilidade de empunhar o malhete do governo de uma Oficina. Todo aquele maçom que empunha o Sagrado Malhete deve estar imbuído do firme propósito de tudo fazer para que possa corresponder à confiança que lhe foi depositada pelos Mestres que o elegeram para tão alto cargo. Se pararmos para pensar, chegaremos à conclusão que procede com correção aquele Mestre que, ao assumir o comando de uma Loja, dobra os joelhos diante do Grande Arquiteto do Universo para agradecer-Lhe e rogar-Lhe que lhe dê forças para que se torne melhor do que é e o ampare durante a caminhada que terá que percorrer a fim de suportar com espírito maçônico o nobre cativeiro do dever. É preciso que os que governam uma Loja tenham sempre em mente aquelas palavras pronunciadas pelo Irmão Chanceler quando da abertura dos trabalhos, em resposta à pergunta que lhe faz o Venerável Mestre sobre o que seja a Maçonaria: -“Uma instituição que tem por objetivo tornar feliz a humanidade, pelo amor, pelo aperfeiçoamento dos costumes, pela tolerância, pela igualdade e pelo respeito à autoridade e à crença de cada um”. Essas palavras exigem, não só das Luzes, mas de todos os maçons, profunda meditação, uma vez que elas sintetizam realmente a finalidade da Sublime Instituição Maçônica. Não há dúvida que, se quisermos colaborar para tornar feliz a humanidade, é mister, antes de tudo, que nos tornemos felizes a nós mesmos e àqueles que formam nossas famílias. Necessário é que recebamos sempre de coração aberto tanto os bons como os maus momentos. Será um bom maçom, sobretudo, será um excelente Venerável, os que dominarem os excessos da vaidade pessoal, vencerem o egoísmo e o orgulho, sendo sumamente importante que busquem o conhecimento de si mesmos e dominem seus maus impulsos. Que se tenha sempre em mente que é a própria Maçonaria que propicia os meios para que o maçom se torne digno dela. “Deus charitas est!” Deus é amor e só pelo amor, só se nossa alma estiver embebida do amor de Deus é que conseguiremos atingir o fim a que nos propomos como maçons. Como conseguir aperfeiçoar os costumes dos outros se não buscarmos nosso próprio aperfeiçoamento? ? Como querer que os outros nos tolerem se não formos capazes de exercer a tolerância para com eles? Como desejar igualdade se nos julgarmos superiores aos nossos Irmãos? Como desejar que nos respeitem se não formos capazes de respeitar nossos semelhantes? Como querer que nossa crença seja respeitada se não tivermos humildade e sabedoria suficientes para respeitarmos a crença alheia? Que se tenha sempre em mira a verdade incontestável de que o maçom é um predestinado. Sim, um predestinado porque pertence a uma Instituição onde se respeitam e convivem fraternalmente católicos e espíritas, protestantes, maometanos, budistas, shintoístas, teístas, deístas e livres pensadores. Seria muito bom, muito bom mesmo, que o Venerável Mestre de uma Oficina tudo fizesse para que os trabalhos ali levados a efeito não caíssem na rotina, naturalmente sem fugir ou alterar os Rituais e procurasse modificar, didaticamente, a maneira de ensinar as matérias que devem ser ministradas a Aprendizes ou a Companheiros. Os maçons são todos iguais, no entanto devem obedecer, sem subserviência, às determinações daqueles que governam a Oficina e a tudo aquilo que for aprovado em Loja ou por determinação do Sereníssimo (N.:E.: Soberano, no caso dos Grandes Orientes) Grão-Mestre, através de Atos e Decretos.Jornal do Aprendiz Para que o maçom chegue à condição de verdadeiro maçom, necessário é que se dedique aos estudos, que compareça às reuniões, que participe. Não há dúvida de que a Maçonaria é uma escola, a escola do filosofar. O Irmão José Rodrigues Trindade – Zé Rodrix – maçom de invejável cultura, em texto redigido ao autor destas linhas, afirmou o seguinte: “Se nós não impusermos uma cultura sólida na Maçonaria da qual fazemos parte, ele será simplesmente um arrazoado de rituais sem sentido, baseados em coisas que ninguém entende. A curiosidade que ser um iniciado desperta deve ser elevada ao ponto máximo; é este o motivo das instruções e dos trabalhos correspondentes a elas”. E o excelente Irmão continua: “Maçonaria é intelecto, mesmo quando toca nas questões mais místicas e esotéricas; como verdadeiros Filhos da Filosofia, nossa salvação só se dá pela Sabedoria, não pela fé, nem pela ideologia, que tantos têm imputado como únicas capazes de promovê-la. É preciso conhecer as fontes de nosso saber disponível, para que ele se amplie e torne essencial”. Ninguém diria mais, nem melhor. O Venerável Mestre sabe, como devem saber todos os maçons, de Aprendizes a Mestres: os Rituais existem para serem estudados. É preciso, inclusive, pesquisar, catar o sentido exato de muita coisa que ali vem exposta. Mas é necessário também que haja Mestres preparados para que sejam ministradas explicações sobre os tópicos mais difíceis. Além do estudo dos Rituais, é necessário ler os bons autores, isto é, aqueles escritores maçons que não inventam, que não plagiam, que não mentem. O alicerce sobre o qual se erguem as paredes da Sublime Instituição é a Verdade, logo... O bom governante de uma Loja Maçônica enaltece não só a Loja que governa, mas enaltece a Obediência à qual a Oficina pertence e enaltece também a própria Maçonaria Universal. Ir.'. Raimundo Rodrigues Fonte: JW News nº 568

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO VI
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A MINHA LOJA

 Não quero apenas mais uma Loja Maçônica. Quero uma Loja que seja um estado de espírito. Quero um centro de solidariedade, onde todos sofram as aflições e comemorem juntos o justo regozijo de cada um. Quero um templo que pode ser azul, carmim ou branco, não importa a cor desde que ele esteja ungido pelo orvalho do Hermon, onde cada irmão possa chorar quando quiser e sorrir com os olhos, tendo o coração franqueado à compreensão e a razão predisposta ao diálogo. Quero ver os meus Irmãos todos os dias. Não só falar, mas também ouvir suas opiniões e críticas às minhas idéias. Não quero somente divergir e, assim, convergir no mesmo ideal. Quero uma Loja livre, que ajude a libertar. Quero uma Loja igual, onde todos realmente se igualem. Quero uma Assembleia onde se possa debater com a liberdade e a simpatia que estão ausentes no mundo profano. Quero uma Oficina onde todos aprendam juntos a compreender os desígnios do G.˙. A.˙. D.˙. U.˙. Não desejo apenas uma Loja onde prevaleça a vontade de alguns poucos: Quero uma Loja onde a maioria respeite as convicções da minoria, onde se cultive a Fraternidade, sinônimo de amor, sem condições e o perdão sem restrições. Quero uma Loja dedicada à construção de um Templo diverso do templo profano: um Templo mais amigo, mais piedoso, e, sobretudo, mais justo. Não desejo uma Loja de elite, insensível e presunçosa. Quero uma pequena comunidade, onde todos sejam líderes de suas próprias crenças, onde cada Irmão perdoe os defeitos alheios na mesma medida em que lhe são desculpados os próprios senões. Não desejo uma Loja onde todos cumpram seus deveres somente porque a lei assim o exige: quero uma Loja de cargos simbólicos, onde não haja apenas contribuintes, onde todos venham pelo puro prazer de vir, uma Loja que faça parte da vida de cada um, do credo de cada um, do modo de ser de cada um. Ir.´. José Osvaldo Prado Não desejo uma Loja de Maçons perfeitos; quero que o G.˙. A.˙. D.˙.U.˙. nos livre dos homens perfeitos: eles nunca erram porque jamais acertam, ou nada fazem além das críticas destrutivas e maldosas. Eles nunca odeiam, porque jamais amam. Quero uma Loja de Maçons que mereçam a caridade que fazem a si próprios e ao próximo, porque ninguém é ainda uma pedra completamente polida. Não desejo uma Loja completa: quero uma Loja onde não haja erros e acertos, mas que se procure em cada vocábulo emitido, o quanto de amor transmite. Quero uma Loja onde haja equívocos, contradições e até mesmo ilusões. Quero uma opção de aprimoramento espiritual! Não quero uma Loja de homens ricos: quero uma Loja onde ninguém se eleve senão pelo trabalho, onde ninguém se acomode, onde todos sejam eternos insatisfeitos e busquem incessantemente a verdade. Quero uma Loja onde o segredo não precise ser jurado e mesmo assim, continue em segredo. Quero uma Loja onde somente a promessa baste para configurar o compromisso de lealdade, onde todos se orgulhem dos progressos maçônicos obtidos por cada um dos Irmãos, como se fosse o resultado do seu próprio desempenho. Quero uma Oficina humana, social e voltada para o bem de seus componentes e familiares. Não quero apenas mais uma Loja Maçônica: quero uma Loja de pequenas dimensões e grandes obras, onde um dia possa fazer do meu filho e dos meus netos, meus Irmãos. Quero uma Oficina Crística, não do Cristo, lenda do Cristianismo, que só foi compreendido quando o crucificaram, mas dos aflitos e dos andarilhos. Quero finalmente, uma Loja de todos os dias, não somente uma Loja semanal, quinzenal ou mensal. “Será que estou querendo muito?????” E você, também quer uma loja assim? Se é assim que você a quer, nós queremos a mesma loja e poderemos juntos nela congregar. Construí-la só depende de nós!  

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO VI
 Rio de Janeiro – RJ – Brasil