1. A Questão Moral entre os Sábios GregosPor definição, filósofo significa amigo da sabedoria. A Filosofia divide-se em três partes:
- Física é o estudo do universo e do seu conteúdo.- Ética é o estudo da vida e ao que se relaciona conosco, onde se enquadra a questão da moralidade.- Lógica é o processo de raciocínio, o método usado para estudar a física e a ética.
A filosofia é a manifestação suprema da razão, enquanto que a religião é a manifestação suprema da fé. Muitas vezes a fé e razão são conflitantes, e na maior parte do período, dos gregos ao iluminismo, que representa um salto de dois milênios na história, o estudo da filosofia se manteve proibido.A questão moral remonta aos povos antigos, antes mesmo de a palavra filosofia ser usada por Pitágoras, entre os gregos, viveram homens de grande sabedoria. O primeiro a ser conhecido como sábio foi Tales de Mileto: ele viveu por volta de 640 a.C. e, ao lhe perguntarem: "qual é a coisa mais difícil?", ele respondeu: "a coisa mais difícil é conhecer-se a si mesmo"; e ao lhe perguntaram ainda: "como podemos viver a vida melhor e mais justa?", ele respondeu: "abstendo-nos de fazer o que censuramos nos outros".Entre os sábios gregos, o mais notável foi Sócrates; ele nada escreveu, mas ensinou vivendo a filosofia. Para ele, o fundamental era "conhecer-se a si mesmo" pela reflexão. Ele estava convencido de que a virtude identifica-se com a sabedoria e o vício decorre da ignorância, do desconhecimento da verdade.Platão, que foi o principal discípulo de Sócrates, identificava na alma humana três virtudes: o instinto, a coragem e a razão. No instinto manifestam-se os desejos ligados a sobrevivência e à reprodução. Pela coragem o homem expressa desejos superiores, dando testemunho da existência de uma vontade livre e autônoma. E pela razão governa sua vontade e seus instintos. Isso nos faz lembrar as lições dos aprendizes, onde o maço da vontade é governado pelo cinzel da razão no desbaste da P.'.B.'..Aristóteles dividiu a ética em duas categorias de virtudes: as morais calcadas na vontade e as intelectuais calcadas na razão. As virtudes morais são a coragem, a generosidade, a magnificência, a doçura, a amizade e a justiça; as virtudes intelectuais são a sabedoria, a temperança e a inteligência. Aí está o principal fundamento do método maçônico.2. A Questão Moral no IluminismoNo século XVII foram criadas as condições para o surgimento do movimento iluminista no século seguinte. No campo da filosofia, Descartes e Espinosa destacaram-se na preparação do terreno para estes novos tempos.Baruch de Espinosa, nascido em 1632 na Holanda, ao afirmar que no Antigo Testamento não contém verdades, mas preceitos morais e políticos que visam a preservar a unidade e a dirigir o povo judaico através dos tempos, ele sofreu os efeitos da intolerância religiosa, acusado de ateu e excomungado pela sinagoga de Amsterdam.Segundo Espinosa, todo estado autoritário tem origem na superstição, onde os chefes alimentam o terror das massas, o que coincide com o pensamento maçônico, onde o fanatismo político e religioso é tido como responsável pelas maiores desgraças vivenciadas pela humanidade.René Descartes, nascido em 1596, este filósofo e matemático francês dedicou grande parte da sua obra às questões relacionadas com a moralidade. Em sua obra "O Tratado das Paixões" deduz que é no livre-arbítrio que o homem poderá buscar a educação do intelecto, capaz de livra-lo do vício. Afirma que o erro moral é precedido pela falta de sabedoria. Para ele a utilidade da moral consiste em governar o desejo sobre o nosso modo de agir.A ruptura desse filósofo francês com o pensamento eclesiástico, reside no fato de que o pensamento cristão tratava da virtude como uma preparação para a vida futura, ao passo que para ele o homem racional poderia alcançar a virtude pelo seu esforço de bem agir.Considerando que as obras dos principais filósofos do Iluminismo, entre os quais Voltaire, Rousseau, Montesquieu e Diderot, ainda não eram conhecidos naquela época, onde então aqueles freqüentadores da taberna buscavam inspiração filosófica e motivação para fundarem uma instituição maçônica da forma como é conhecida nos dias atuais?Embora a aprovação da Constituição do reverendo James Anderson, em 24 de junho de 1717, tenha acontecido sessenta e sete anos depois de Descartes, suas idéias no campo da moralidade influenciaram certamente os fundadores da instituição maçônica, o que ficará demonstrado mais adiante, pelos seus conceitos sobre a questão moral do ponto de vista racional e científico.E, para discernir entre os Vícios e Paixões, derivados da união da alma com o corpo, Descartes sugere a busca da Verdade, através do Autoconhecimento impulsionado pela Vontade, cujos conceitos serão analisados nos próximos capítulos, buscando demonstrar as origens do pensamento moral na filosofia cartesiana, como era chamada.3. A VerdadeEm Deus a vontade é criadora da verdade, enquanto que no homem a vontade é descobridora da verdade. Na busca da verdade, nunca se esqueça de seguir as seguintes regras:
- Não aceitar por autêntico tudo o que não se conheça verdadeiramente como tal;- Dividir as dificuldades em tantas partes quantas forem necessárias para melhor resolve-las;- Rejeitar como absolutamente falso tudo aquilo em que se possa imaginar a mínima dúvida.
Duvida-se de tudo para verificar se subsiste alguma verdade. Sábio é aquele que sabe duvidar. Não há maneira mais clara de alcançar a verdade que não por um esforço do pensamento, onde a mente se livra das ilusões do mundo exterior e concentra a sua atenção em si mesma e nas verdades que em si encontra. A verdade depende da vontade, sendo dela uma criação.No campo da ética, direcionar bem o nosso desejo é um problema do conhecimento, porque o desejo é sempre bom quando segue um conhecimento verdadeiro e não pode deixar de ser mau quando fundado em algum erro. Portanto, a verdade é uma obra do Grande Arquiteto do Universo e cabe a nós busca-la incansavelmente, de modo que a moral e a virtude, ao alcance de todos, sejam frutos do melhor juízo possível.4. As Paixões da AlmaAs paixões da alma são uma decorrência natural da união do corpo e da alma. Grande parte dos conflitos morais enfrentados pelo homem provém desta união. Este inevitável desajuste se deve a dois fatores:
- O primeiro é o desajuste entre a vontade e a inteligência. A vontade apresenta-se como infinita, mas muitas vezes o seu querer se vê limitado pela inteligência, que é finita e limitada nas possibilidades de compreensão. É neste desajuste entre o querer e o poder que reside o erro de conhecimento e de ação, que se configura na origem da maioria dos problemas humanos.- O segundo deriva da união da alma com o corpo; a alma subordina a inteligência e a vontade, mas ao se unirem às necessidades do corpo, elas inevitavelmente se apresentam como um drama de idéias confusas.
Conclui-se que as paixões são fenômenos que se passam no plano substancial da alma e do corpo. Na realidade, as paixões são sensações sentidas pelo corpo, podendo algumas ser úteis quando causam um bem-estar ao corpo, desde que encontrem na alma o consentimento para conserva-lo e aperfeiçoa-lo.O problema está no uso abusivo das paixões, devendo ser buscado na razão uma distinção entre o bem e o mal para o corpo e para o espírito, a fim de não se deixar levar em nada pelo excesso.5. O VícioO vício é o uso abusivo das paixões. É preciso entender que nem todas as paixões se transformam em vícios. São considerados vícios: a esperança, o temor, a piedade, o desespero, o ciúme, a irresolução, a covardia, o remorso a cólera e o orgulho. Certamente o remédio para todas as paixões, relacionadas ao desejo e transformadas em vício, é a generosidade.A esperança é a disposição da alma a persuadir-se de que tudo o que se deseja irá acontecer; e o temor é o contrário. O orgulho é a satisfação que temos das coisas sem importância, produzindo em nós uma impertinente arrogância. A vergonha e a vaidade são definidas como formas de estima de nós mesmos, mas sem envergonhar-se da prática do bem e sem envaidecer-se com a prática do vício.Não há paixão cujo excesso seja mais nocivo à pessoa do que a cólera, porque esta perturba a capacidade de julgar e nos leva a cometer faltas que mais adiante iremos nos arrepender. A cólera está relacionada a outro vício que é o orgulho, ou seja, a estima que temos de nós mesmos por bens que não dependem da nossa vontade. A cólera, portanto muitas vezes decorre da reação que temos contra as ofensas ao nosso orgulho.No campo das paixões e dos vícios devemos ter presente que as idéias nunca se apresentam totalmente claras e distintas para eliminar a possibilidade de erro. Querer fazê-lo é uma fraqueza da vontade menor do que a irresolução, que é o desejo exagerado em fazer o bem e, na ânsia de a tudo e a todos agradar, acabando por nada fazer. Em outras palavras, o vício é um hábito desgraçado que nos arrasta para o mal. Portanto, as paixões existem para serem vencidas e os vícios para serem sepultados.6. A VirtudeA virtude é a realização máxima do espírito humano no campo da moral. As condições básicas para bem julgar são as seguintes:
- O conhecimento da verdade;- E o hábito que faz com que nos lembremos dela sempre que a ocasião requer.
O conhecimento da verdade pode ser alcançado pela vontade, única criadora de uma atividade correta da inteligência, tanto na ciência que conduz à certeza, quanto na moral que conduz aos melhores juízos possíveis.Sendo o homem uma união da alma e do corpo, ele é dominado por idéias confusas onde a moral se apresenta como uma aplicação da virtude. A virtude está não apenas no esforço de praticar o bem sob a orientação da inteligência, mas também no esforço de bem pensar no que se refere ao bem. A virtude não é uma prática infalível do bem, mas o esforço para realiza-lo da melhor forma possível. Em outras palavras, a virtude é o impulso da alma que nos induz a praticar o bem.7. A VontadeA vontade deve ser entendido como espírito de busca. O que caracteriza o homem à imagem do Grande Arquiteto do Universo, não é a sua inteligência finita, mas a sua vontade que depende do seu livre-arbítrio. O homem pode querer tudo, ainda que não possa realizar tudo, ao passo que a inteligência, mesmo querendo, não poderá compreender tudo. O pensamento é, portanto, uma conquista, seja contra as idéias confusas que provêm dos sentidos e seja contra as paixões da alma.A vontade é, certamente, o elemento ativo do espírito, rejeitando todas as noções falsas que a inteligência recebe dos sentidos e da imaginação. As realizações da inteligência e o desenvolvimento ordenado das idéias claras são uma conquista da vontade.A vontade apresenta uma condição de superioridade à inteligência, porque o intelecto é apenas uma função passiva do espírito humano, que consiste em ver e receber as representações e as idéias, como os olhos recebem as imagens das coisas materiais; enquanto que a vontade se apresenta como o espírito ativo na busca da verdade. A coluna J.'. representa a Inteligência e a Passividade; a coluna B.'. representa a Força e a Vontade; e do Oriente emana a Luz e a Sabedoria, fechando assim o fluxo da energia cósmica que irá de nos guiar no caminho da perfeição.8. A LiberdadeA liberdade é um ato de vontade, de exercício do livre-arbítrio, uma afirmação de soberania como única forma de raciocínio construtivo. A liberdade sugere uma subordinação em relação à vontade toda vez que a inteligência descobrir as chamadas idéias claras e distintas.A ação do pensamento e da inteligência é essencialmente um ato da vontade e da liberdade. A indiferença foi definida como uma preguiça da vontade, que tem sua origem na ignorância e o arrependimento como uma espécie de tristeza que vem da certeza de termos praticado uma má ação.Como vemos, a preocupação refere-se unicamente à liberdade de pensamento, a intelectual, e não física. Também aqui há uma convergência com o conceito maçônico da liberdade, que procura libertar seus membros dos grilhões da ignorância. O homem não pode conhecer-se sem, ao mesmo tempo, conhecer a Deus. Devemos buscar conhecer a Deus em nós mesmos, pelo autoconhecimento. Conhecer a Deus é conhecer-se a si mesmo, é o que empreendemos em nossa "viagem iniciática" e consiste em ir na busca do verdadeiro eu superior, o G.'.A.'.D.'.U.'..9. O ErroO erro tem sua origem no uso abusivo da vontade, sendo que só a vontade poderá evitá-lo. Sábio é aquele que sabe duvidar e a dúvida, acionada pelo juízo, é antes de tudo um ato de liberdade destinado a suprimir o erro.Para sairmos da dúvida é preciso fazer dela o próprio instrumento de trabalho, partindo em busca da pesquisa. A dúvida metódica é a salvação da inteligência e o começo da sabedoria. O conhecimento, portanto, é uma "inspeção do espírito", que pode ser imperfeita quando feita pelos sentidos e pela imaginação, mas distinta quando provém do intelecto.O erro, na maioria das vezes, é precedido pela precipitação, que foi definida como sendo a evidência antes que o julgamento tenha atingido o entendimento. Trata-se de uma indisciplina do pensamento. O erro acontece quando tomamos a liberdade de afirmar coisas por afirmação, pois é mais fácil fazer conjecturas sobre uma questão qualquer do que alcançar a sua verdade.10. A TolerânciaPara os filósofos da época do iluminismo a tolerância tinha como sinônimo a generosidade, que é para eles não só a chave de todas as paixões, mas também é definida como a própria virtude no terreno das paixões da alma. Na união do corpo e da alma, a tolerância será o elemento moral capaz de estabelecer o equilíbrio da natureza humana, porque representa uma consciência da liberdade e o propósito de bem usá-la.A falta de tolerância foi apontada como a causa dos males provocados pelas guerras religiosas, onde os maiores crimes foram cometidos pelos homens, tais como trair cidades, matar os príncipes, exterminar povos inteiros pelo simples fato de estes não seguirem suas opiniões. A tolerância é a consciência clara de que a única coisa que verdadeiramente nos pertence é o livre-arbítrio, acompanhado de uma firme resolução de bem utilizá-lo. É, portanto, uma forma de expressão da virtude e, por isso mesmo, aparece como chave e remédio contra o desregramento das paixões.Ao dominar os desejos, a tolerância governa as molas propulsoras de quase toda a nossa vida moral. Conhecer e saber que o livre-arbítrio é o nosso maior bem e estar firme no propósito de bem usá-lo é estabelecer o equilíbrio das paixões da alma. É isso que se constitui no ideal da moral cartesiana e que o diferencia do pensamento cristão da época, onde toda paixão era considerada um vício.A tolerância se confunde com a virtude porque representa o conhecimento de que nada verdadeiramente pertence ao homem, senão a livre disposição de suas vontades, e que só pelo esforço e bom uso desta vontade poderemos compreender e empreender aquilo que for julgado o melhor.11. O Nosso Dharma ou DeverA virtude é um impulso natural interior que induz à prática do bem. O bem não é um ideal distante a ser buscado, ele se compõe de pequenos eventos que se materializam em cada ação construtiva e em cada passo da nossa vida. A primeira expressão de virtude é o reconhecimento instintivo que responde a tradicional pergunta "de onde viemos e para onde iremos?".Na realidade, esta é uma questão que nos envolve de confiança interior, para acreditar em verdades que a nossa razão não tem a capacidade lógica de entendimento. Mas o mais importante é que, através do conhecimento e da incansável busca da verdade, possamos nos manter na senda da luz, na trilha de retorno a nossa origem divina, de volta ao G.'.A.'.D.'.U.'..Bibliografia:- Uma Vereda para Diógenes, de Marco Aurélio Nedel;- A Maçonaria e o Hábito da Virtude, de Raimundo Rodrigues.Pedro Juchem, M.'. M.'.ARLS Venâncio Aires II, nº 2369 - Rio Grande do Sul, Brasil.
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Equilibrium - O Caminho do Meio
Por João Coutinho
Não pretendo aqui, estabelecer o que é falso ou verdadeiro ao falar de ilusão e realidade. Enquanto escrevo, centenas de pessoas fecham seus olhos para nunca mais abri-los, simultaneamente, é inegável a existência da morte. A miséria, a fome e a tristeza podem ser encontradas nos olhos de uma criança de rua, no corpo esquelético das crianças africanas e no choro da mãe que vê seu filho morrendo, vitima da fome e da peste e principalmente de uma política covarde que assiste apenas a desoladora derrocada do ser humano.
Neste momento, crianças e mulheres morrem de doenças incuráveis, usam drogas que levam o ser humano ao mais fundo do poço. Animalescos e bestiais sobram a intolerância humana para exclusão.
A cada palavra escrita aqui, homens e mulheres defendem suas vidas a troco de um tostão, de uma religião, ensinando crianças a morrerem por um ideal, um deus, ou mesmo, pelo sonho de liberdade.
Impulsionados e movidos pelos desejos, estamos, como um pêndulo, a oscilar entre o Bem e o Mal, dentro daquilo que acreditamos. Falar de espiritualidade é complicado quando assistimos voluntariamente uma diversidade tão variada de credos, costumes e povos miscigenados se destruírem pela ignorância e o egocentrismo.
Entretanto, como diz Emerson, “Causa e efeito, meios e fins, semente e fruto não podem ser separados, pois o efeito sempre aparece na causa, o fim preexiste nos meios, o fruto na semente”.
Dentro deste prisma, acredito que o ser humano é dotado de uma forma de energia altamente organizada: o pensamento. Temos o poder de controlar nossos pensamentos e dirigi-los de acordo com nossa vontade ao não ser que permita que alguém entre na sagrada mansão de seu ser e o transforme em uma alma sem vida, com infelicidades, adversidades e crenças que levam a destruição de seu espírito. Temos o poder de dizer Não, quando isso nos fere, assim como temos o poder de dizer Sim quando isso nos traz a felicidade.
Através do pensamento você dirige ao teu D'us “Eloheichá” e o conheces. É através deste espírito que conheces teu “Daimon” e fazes o que sua vontade interior quer, construindo e educando seu caráter. O caráter é a pedra filosofal por meio da qual os metais inferiores da nossa vida podem ser transformados em ouro. Não se pode roubar, comprar ou mendigar. Caráter é o que você é realmente.
Sócrates acreditava que a verdade se encontrava no caminho do meio e do equilíbrio. Isto não significa optar por uma vida monótona, sem emoções ou desafios. Viver o tudo, aprender com a alegria e a dor, com o sofrimento e a felicidade e seguir a vida de maneira que possa adiante, derreter-se de paixão e indignar-se com a injustiça. “Aquele que fica em cima do muro tem que aprender a se manter em equilíbrio e não cair para ter a oportunidade de conhecer do alto os dois lados da vida e se, precisar, descer para ajudar, ele o faz”.
O budismo ensina-nos que o Caminho do Meio está além dos extremos e do meio. É o reconhecimento e a manifestação da liberdade, da superação e das práticas espirituais que dão significado à vida. É a haste que sustenta as duas pontas do equilíbrio.
A compreensão da existência e da identidade de seu deus e demônio interior é fundamental. A realidade deriva do reconhecimento da condicionalidade e casualidade, cuja percepção que temos da realidade depende da nossa capacidade de pensar, julgar e decidir e do equilíbrio eqüidistante de todos os extremos. O Caminho do Meio libera nossos corações da avidez, do ódio e da ilusão, abrindo a mente para a sabedoria e o coração para a bondade e a compaixão.
O pensamento correto, a compreensão correta, a fala correta, ação correta, meio de vida correto, esforço correto, atenção correta e concentração correta, produz visão, conhecimento, conduz a calma, ao conhecimento superior, a iluminação e ao Nirvana de acordo a filosofia budista. Assim Buda percebeu que na vida a pessoa tem que viver no “caminho do meio”, sempre em busca do equilíbrio.
Reconhecer este “hodos” (caminho) significa partilhar de um conhecimento sublime que se manifesta na pureza da alma, sem necessidade de crédulos e filosofias que se mantém na necessidade de se fazer destinos. Felicidade não é um destino e sim uma vontade.
A ilusão criada pelos nossos pensamentos encarece de discernimento. Cria-se assim a intolerância e o prazer de conduzir pessoas ao fracasso e a pobreza de espírito. O principio da atração e a lei da represália não se importa com que acha, mas com que pensa, “Se feres com o ferro, com o ferro serás ferido”, esta lei da represália também implica que “Se tratares alguém com amor, com amor serás tratado”. O principio da atração encarregará de transformar isso em realidade.
Yeshua já dizia, “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Vivemos no meio, e é neste meio que estão as duas pontas do equilíbrio, a luz da luz e a luz das trevas, o extremo. Uma premissa espírita diz, “Eu sou aquele que caminha no meio, entre mim há o abismo e o céu, tanto posso cair no abismo ou mesmo elevar-me ao céu, entretanto, pertenço-me ao meio onde eu posso enxergar tanto a luz como a escuridão”.
Grupo Maçônico Orvalho do Hermon
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Não pretendo aqui, estabelecer o que é falso ou verdadeiro ao falar de ilusão e realidade. Enquanto escrevo, centenas de pessoas fecham seus olhos para nunca mais abri-los, simultaneamente, é inegável a existência da morte. A miséria, a fome e a tristeza podem ser encontradas nos olhos de uma criança de rua, no corpo esquelético das crianças africanas e no choro da mãe que vê seu filho morrendo, vitima da fome e da peste e principalmente de uma política covarde que assiste apenas a desoladora derrocada do ser humano.
Neste momento, crianças e mulheres morrem de doenças incuráveis, usam drogas que levam o ser humano ao mais fundo do poço. Animalescos e bestiais sobram a intolerância humana para exclusão.
A cada palavra escrita aqui, homens e mulheres defendem suas vidas a troco de um tostão, de uma religião, ensinando crianças a morrerem por um ideal, um deus, ou mesmo, pelo sonho de liberdade.
Impulsionados e movidos pelos desejos, estamos, como um pêndulo, a oscilar entre o Bem e o Mal, dentro daquilo que acreditamos. Falar de espiritualidade é complicado quando assistimos voluntariamente uma diversidade tão variada de credos, costumes e povos miscigenados se destruírem pela ignorância e o egocentrismo.
Entretanto, como diz Emerson, “Causa e efeito, meios e fins, semente e fruto não podem ser separados, pois o efeito sempre aparece na causa, o fim preexiste nos meios, o fruto na semente”.
Dentro deste prisma, acredito que o ser humano é dotado de uma forma de energia altamente organizada: o pensamento. Temos o poder de controlar nossos pensamentos e dirigi-los de acordo com nossa vontade ao não ser que permita que alguém entre na sagrada mansão de seu ser e o transforme em uma alma sem vida, com infelicidades, adversidades e crenças que levam a destruição de seu espírito. Temos o poder de dizer Não, quando isso nos fere, assim como temos o poder de dizer Sim quando isso nos traz a felicidade.
Através do pensamento você dirige ao teu D'us “Eloheichá” e o conheces. É através deste espírito que conheces teu “Daimon” e fazes o que sua vontade interior quer, construindo e educando seu caráter. O caráter é a pedra filosofal por meio da qual os metais inferiores da nossa vida podem ser transformados em ouro. Não se pode roubar, comprar ou mendigar. Caráter é o que você é realmente.
Sócrates acreditava que a verdade se encontrava no caminho do meio e do equilíbrio. Isto não significa optar por uma vida monótona, sem emoções ou desafios. Viver o tudo, aprender com a alegria e a dor, com o sofrimento e a felicidade e seguir a vida de maneira que possa adiante, derreter-se de paixão e indignar-se com a injustiça. “Aquele que fica em cima do muro tem que aprender a se manter em equilíbrio e não cair para ter a oportunidade de conhecer do alto os dois lados da vida e se, precisar, descer para ajudar, ele o faz”.
O budismo ensina-nos que o Caminho do Meio está além dos extremos e do meio. É o reconhecimento e a manifestação da liberdade, da superação e das práticas espirituais que dão significado à vida. É a haste que sustenta as duas pontas do equilíbrio.
A compreensão da existência e da identidade de seu deus e demônio interior é fundamental. A realidade deriva do reconhecimento da condicionalidade e casualidade, cuja percepção que temos da realidade depende da nossa capacidade de pensar, julgar e decidir e do equilíbrio eqüidistante de todos os extremos. O Caminho do Meio libera nossos corações da avidez, do ódio e da ilusão, abrindo a mente para a sabedoria e o coração para a bondade e a compaixão.
O pensamento correto, a compreensão correta, a fala correta, ação correta, meio de vida correto, esforço correto, atenção correta e concentração correta, produz visão, conhecimento, conduz a calma, ao conhecimento superior, a iluminação e ao Nirvana de acordo a filosofia budista. Assim Buda percebeu que na vida a pessoa tem que viver no “caminho do meio”, sempre em busca do equilíbrio.
Reconhecer este “hodos” (caminho) significa partilhar de um conhecimento sublime que se manifesta na pureza da alma, sem necessidade de crédulos e filosofias que se mantém na necessidade de se fazer destinos. Felicidade não é um destino e sim uma vontade.
A ilusão criada pelos nossos pensamentos encarece de discernimento. Cria-se assim a intolerância e o prazer de conduzir pessoas ao fracasso e a pobreza de espírito. O principio da atração e a lei da represália não se importa com que acha, mas com que pensa, “Se feres com o ferro, com o ferro serás ferido”, esta lei da represália também implica que “Se tratares alguém com amor, com amor serás tratado”. O principio da atração encarregará de transformar isso em realidade.
Yeshua já dizia, “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Vivemos no meio, e é neste meio que estão as duas pontas do equilíbrio, a luz da luz e a luz das trevas, o extremo. Uma premissa espírita diz, “Eu sou aquele que caminha no meio, entre mim há o abismo e o céu, tanto posso cair no abismo ou mesmo elevar-me ao céu, entretanto, pertenço-me ao meio onde eu posso enxergar tanto a luz como a escuridão”.
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sábado, 1 de novembro de 2008
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
HUMANIZAR A MAÇONARIA
“Vós, pois, como eleitos de DEUS, santos e amados, revesti-vos de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão , longanimidade”.
Paulo –Colossenses, 3:12
Meus Irmãos Todos:
Indubitavelmente, não basta apreciar os sentimentos sublimes que a nossa sublime Ordem, a MAÇONARIA, nos inspira. É indispensável revestirmo-nos deles.
Afinal , a Maçonaria foi feita para o Maçom. Há necessidade de estimulá-lo a se desenvolver em sua educação, postura, ação e conhecimento para que possa enfrentar como VERDADEIRO CONSTRUTOR SOCIAL nossa complexidade social atual.
E com essa visão que julgamos necessário HUMANIZAR A MAÇONARIA.
Humanizar que é do latim “humanus” = humano, processo de tornar mais humano.
E também por termos observado no meio maçônico várias questões ligadas ao personalismo das lideranças, a falta de preparo e estudo dos dirigentes ou gestores maçônicos. Questões essas que resultam em anti-fraternismo, dissidências, fofocas, relações estremecidas, ciúmes, etc.. E tudo isso, revelando que na prática os Maçons estão com dificuldades para agir de acordo com a teoria passada em nossos TEMPLOS.
Enquanto isso, nossas Lojas, com raras exceções, estão sempre envolvidas na formatação burocrática. Há anos realizando as mesmas coisas, as mesmas sessões. Sempre do mesmo jeito, sem questionar nada. Sem evolução e nós já estamos no século XXI. E sem evolução nos mais variados sentidos, faltando dinamismo, criatividade e inovação naquilo que pode e deve ser assim encaminhado. Por isso, com qualidade, com espiritualização é possível torná-la mais humana. E assim, alcançarmos nossos objetivos de CONSTRUTORES SOCIAIS.
Por isso é necessário HUMANIZÁ-LA.
Há necessidade de termos uma melhor didática, que cative o maçom, que retenha talentos e que seja mais interativa. Termos esses, usados em vários meios sociais, Aliás, de onde vem o profano para ser Maçom? Da sociedade.
Uma melhor docência, que pode-se obter via inter-visitação, com interação do maçom com sua Loja e com as co-irmãs. Com Bibliotecas, Museus, Clubes de Cultura e Grupos de Estudos. Nós estamos hierárquicos e burocratizados em demasia.
Esta convivência, nos mostra que só há evolução, se juntos praticarmos e juntos aprendermos. Há necessidade de aprender a aprender.
A Loja Maçônica, por ser um organismo vivo, é local onde é possível uma fraternal troca de idéias e conceitos. Tem sim, que ser cada vez mais humanizada. Não basta saber sobre ritualística , se o relacionamento interpessoal é falho. A FRATERNIDADE, se faz com os irmãos e não com o ritual.
Devem os irmãos, com essa troca, com esse convívio, caminhar em comum união, para os pensamentos, conceitos e valores, propostos pela MAÇONARIA. Unidos serão mais humanos, desunidos beneficiarão a BUROCRACIA, que inibe o desenvolvimento.
“SINTO REMORSOS POR DEIXAR MINHA VIDA SE AFOGAR NUMA EXISTÊNCIA BUROCRÁTICA”. Franz Kafka.
Humanizar a Maçonaria, via trabalho social, pode e deve, smj, dar a verdadeira dimensão social daquilo que em TEMPLO pregamos e difundimos para todos. Ter convicções, mas não ter obras, é tornar estéril o conhecimento. É egoismo.
A solidariedade maçônica, precisa ser vista como um avanço e não como algo para cumprir sem sentimento.
Uma das maneiras mais eficientes de HUMANIZAR A MAÇONARIA, é estreitar o relacionamento da instituição com a família do MAÇOM.
Não só o Maçom, mas também sua família precisa do nosso cuidado institucional.
É lá que inicialmente é praticado o que nós todos aprendemos na Maçonaria.
Uma outra maneira, que precisamos desenvolver mais é de usar a TOLERÂNCIA pró-ativa em nosso meio. Saber ouvir para orientar e ajudar sem a pretensão de resolver o problema do outro. Mas o auxílio não pode faltar. Ouvir em todos os sentidos, as necessidades, em suas peças de arquitetura e não confundir a mensagem com o mensageiro. Isso não! Dar o devido tempo e atenção a todos.
Assim, meus irmãos todos, as lojas, os irmãos e por fim a Maçonaria como um todo, deve se preocupar em vivenciar o SENTIMENTO PURO da FRATERNIDADE, da TOLERÂNCIA, da SOLIDARIEDADE que são ferramentas do sentimento mais nobre que é o AMOR.
Para HUMANIZAR A MAÇONARIA, precisamos nos tornarmos mais tolerantes, mais fraternos, benévolos, afáveis com todos, sem nos preocuparmos com pompas e circunstâncias que estão desvirtuando nossos sentidos. Mas há necessidade de uma CORAGEM COLETIVA para isso.
E a CORAGEM COLETIVA, passa pelo caminho humanziado da EDUCAÇÃO MAÇÔNICA, que é sim a finalidade da MAÇONARIA UNIVERSAL. Não só o como fazer, mas o por que fazer também. Sairmos deste encontro de repetição ritualística, para compreensão do SER MAÇOM.
Uma escola de BONS COSTUMES, de HOMENS LIVRES, de SERES POLÍTICOS, aprendendo a CONSTRUÇÃO SOCIAL, para tornar FELIZ A HUMANIDADE. Eliminando a Vaidade, o Egoísmo, o Orgulho, as muitas coisas efêmeras do mundo atual. Que são gigantes atrapalhando o Maçom em seu desenvolvimento integral.
Unidos todos nós, compreenderemos melhor, os objetivos de elevação do Homem, compreendendo melhor o ser que é, e a si mesmo. Não somos só corpo biológico, por isso é necessário espiritualizar-se, o que nos torna diferentes do homem mundano atual. Assim, nossos rumos além de corrigidos serão direcionados para o SER, para o Maçom, e isso é HUMANIZAR A MAÇONARIA.
Teremos a vontade, o querer e a ação que bem estruturadas , ajudem ao maçom e ao próximo mais próximo, seu irmão nos fundamentos morais, filosóficos e intelectuais que nos é proporcionado pelo sentimento de sermos MAÇONS. E pela vivência fraterna, amistosa e alegre em LOJA . E isso é possível, nas Lojas por aqueles que já vivenciaram esses momentos, e que dão o exemplo com suas contribuições nos trabalhos semanais. Movidos pelo EXEMPLO. Nossa maior arma, junto com o VERBO. HUMANIZAR PELO EXEMPLO. É que fazem os Pais.
E o AMOR FRATERNAL, compromisso maior de nossa insituição, será revivido e praticado por todos, após essa necessária compreensão, que a MAÇONARIA FOI FEITA PARA O MAÇOM - por isso se faz necessário HUMANIZAR A MAÇONARIA.
Meus Irmãos Todos;
“O PROGRESSO GERAL DA MAÇONARIA É RESULTANTE DE TODOS OS PROGRESSOS DOS MAÇONS “.
E a Humanização passa sem dúvida pelo LÍDER. Esse Líder deve ouvir, entender e atender o MAÇOM, no que for viável em suas variadas e numerosas necessidades. Assim faz o LÍDER, está apto a dar o exemplo, por que faz.
E dessa maneira, fazendo da LOJA não um ser fechado ao cumprimento burocrático, mas um SER VIVO para o MAÇOM. Esse se sentirá acolhido e derpertado em sua humanidade. Compartilhando sentimentos, exemplos e conhecimento, poderemos todos nós evoluirmos, para fazermos um futuro melhor para todos.
O PASSADO é para ser entendido e não vivenciado. Ele não pode ser mudado, mas compreendido para que os erros não se repitam.
HUMANIZAR A MAÇONARIA É ESTARMOS JUNTOS, sem superioridade, nem hierárquia. Essas servem para as tais pompas e circunstâncias, para as formalidade quando se fazem necessárias, mas não para o convívio nas Lojas. SOMOS IRMÃOS.
“SOLIDÁRIOS, SEREMOS UNIÃO. SEPARADOS UNS DOS OUTROS SEREMOS PONTO DE VISTA. JUNTOS ALCANÇAREMOS A REALIZAÇÃO DE NOSSOS PROPÓSITOS”. Dr. Bezerra de Menezes, Médico Espírita.
HUMANIZAR, com um trabalho profundo de entendimento , com uma vivência sincera, em busca do real ensinamento maçônico de AMOR FRATERNAL. Lealdade, sem reservas mentais, uma fala clara e transparente com todos e para todos e de todos. Assim, transformaremos uma IGUALDADE falada em praticada. Um FRATERNIDADE COMPROMETIDA, que é conseqüência natural do processo este de HUMANIZAR A MAÇONARIA. E assim a LOJA passa a ser um CENTRO DE CONVIVÊNCIA, para um melhor desbastar a PEDRA BRUTA. Convergente para o COMPREENDER e PERDOAR o próximo, porque assim também seremos. Será um SEMEAR de idéias e atos, já que é necessário concretizá-las.
“QUE BELO É TER UM AMIGO! ONTEM ERAM IDÉIAS CONTRA IDÉIAS.
HOJE É ESTE FRATERNO ABRAÇO A AFIRMAR QUE ACIMA DAS IDÉIAS,
ESTÃO OS HOMENS”. Miguel Torga – Escritor Português
Meus Irmãos Todos, Líderes , vamos acolher , vamos higienizar nossos pensamentos, nossas ações, em direção do FRATERNO, do convívio salutar e na direção do IRMÃO e não da burocracia.
Vamos todos HUMANIZAR A MAÇONARIA já que para enfrentarmos o SÉCULO XXI, precisaremos de uma MAÇONARIA e de um MAÇOM do SÉCULO XXI. Que entenda de gente , que seja líder e pró-ativo em benefício dos irmãos e não de uma pompa e circunstância que é para dentro do TEMPLO. Para fora que é nossa missão, devemos nos solidarizar com ações para TORNAR FELIZ A HUMANIDADE.
Com UNIÃO FRATERNAL, sem fronteira de raças e credos, como aliás, fala nosso Ir:. CHANCELER, sem melindres. Agindo com LEALDADE e SINCERIDADE com todos será muito mais fácil ultrapassarmos os interesses pessoais e trabalharmos coletivamente. Devemos substituir a desconfiança pela esperança e confiança nos irmãos, onde assim vamos irmanados em busca de nossas melhorias e de melhorias para todos. Mas, não podemos confundir , meus irmãos, componentes com conteúdo, meio com fim, sob pena de nos tornarmos experto(de experiente) em rituais, e reprovados em relações humanas, do viver social que é um dos grandes objetivos de nossa instituição.
Meus Irmãos todos;
HUMANIZAR A MAÇONARIA é o que achamos necessário neste mundo globalizado, tecnológico, que quanto mais evolui, mais importante se torna o HOMEM que é para nós o MAÇOM.
PARE DE OBSERVAR, COMECE A FAZER.
Fraternalmente.
Carlos Augusto G. Pereira da Silva
EX:.V:.M:. da CINQ:. BEN:. LOJA SIMB:. OBREIROS DE SÃO JOÃO Nº 42
PORTO ALEGRE – RS mano@cpovo.net
Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON - Visite-nos: http://br.groups.yahoo.com/group/orvalhodohermon
Paulo –Colossenses, 3:12
Meus Irmãos Todos:
Indubitavelmente, não basta apreciar os sentimentos sublimes que a nossa sublime Ordem, a MAÇONARIA, nos inspira. É indispensável revestirmo-nos deles.
Afinal , a Maçonaria foi feita para o Maçom. Há necessidade de estimulá-lo a se desenvolver em sua educação, postura, ação e conhecimento para que possa enfrentar como VERDADEIRO CONSTRUTOR SOCIAL nossa complexidade social atual.
E com essa visão que julgamos necessário HUMANIZAR A MAÇONARIA.
Humanizar que é do latim “humanus” = humano, processo de tornar mais humano.
E também por termos observado no meio maçônico várias questões ligadas ao personalismo das lideranças, a falta de preparo e estudo dos dirigentes ou gestores maçônicos. Questões essas que resultam em anti-fraternismo, dissidências, fofocas, relações estremecidas, ciúmes, etc.. E tudo isso, revelando que na prática os Maçons estão com dificuldades para agir de acordo com a teoria passada em nossos TEMPLOS.
Enquanto isso, nossas Lojas, com raras exceções, estão sempre envolvidas na formatação burocrática. Há anos realizando as mesmas coisas, as mesmas sessões. Sempre do mesmo jeito, sem questionar nada. Sem evolução e nós já estamos no século XXI. E sem evolução nos mais variados sentidos, faltando dinamismo, criatividade e inovação naquilo que pode e deve ser assim encaminhado. Por isso, com qualidade, com espiritualização é possível torná-la mais humana. E assim, alcançarmos nossos objetivos de CONSTRUTORES SOCIAIS.
Por isso é necessário HUMANIZÁ-LA.
Há necessidade de termos uma melhor didática, que cative o maçom, que retenha talentos e que seja mais interativa. Termos esses, usados em vários meios sociais, Aliás, de onde vem o profano para ser Maçom? Da sociedade.
Uma melhor docência, que pode-se obter via inter-visitação, com interação do maçom com sua Loja e com as co-irmãs. Com Bibliotecas, Museus, Clubes de Cultura e Grupos de Estudos. Nós estamos hierárquicos e burocratizados em demasia.
Esta convivência, nos mostra que só há evolução, se juntos praticarmos e juntos aprendermos. Há necessidade de aprender a aprender.
A Loja Maçônica, por ser um organismo vivo, é local onde é possível uma fraternal troca de idéias e conceitos. Tem sim, que ser cada vez mais humanizada. Não basta saber sobre ritualística , se o relacionamento interpessoal é falho. A FRATERNIDADE, se faz com os irmãos e não com o ritual.
Devem os irmãos, com essa troca, com esse convívio, caminhar em comum união, para os pensamentos, conceitos e valores, propostos pela MAÇONARIA. Unidos serão mais humanos, desunidos beneficiarão a BUROCRACIA, que inibe o desenvolvimento.
“SINTO REMORSOS POR DEIXAR MINHA VIDA SE AFOGAR NUMA EXISTÊNCIA BUROCRÁTICA”. Franz Kafka.
Humanizar a Maçonaria, via trabalho social, pode e deve, smj, dar a verdadeira dimensão social daquilo que em TEMPLO pregamos e difundimos para todos. Ter convicções, mas não ter obras, é tornar estéril o conhecimento. É egoismo.
A solidariedade maçônica, precisa ser vista como um avanço e não como algo para cumprir sem sentimento.
Uma das maneiras mais eficientes de HUMANIZAR A MAÇONARIA, é estreitar o relacionamento da instituição com a família do MAÇOM.
Não só o Maçom, mas também sua família precisa do nosso cuidado institucional.
É lá que inicialmente é praticado o que nós todos aprendemos na Maçonaria.
Uma outra maneira, que precisamos desenvolver mais é de usar a TOLERÂNCIA pró-ativa em nosso meio. Saber ouvir para orientar e ajudar sem a pretensão de resolver o problema do outro. Mas o auxílio não pode faltar. Ouvir em todos os sentidos, as necessidades, em suas peças de arquitetura e não confundir a mensagem com o mensageiro. Isso não! Dar o devido tempo e atenção a todos.
Assim, meus irmãos todos, as lojas, os irmãos e por fim a Maçonaria como um todo, deve se preocupar em vivenciar o SENTIMENTO PURO da FRATERNIDADE, da TOLERÂNCIA, da SOLIDARIEDADE que são ferramentas do sentimento mais nobre que é o AMOR.
Para HUMANIZAR A MAÇONARIA, precisamos nos tornarmos mais tolerantes, mais fraternos, benévolos, afáveis com todos, sem nos preocuparmos com pompas e circunstâncias que estão desvirtuando nossos sentidos. Mas há necessidade de uma CORAGEM COLETIVA para isso.
E a CORAGEM COLETIVA, passa pelo caminho humanziado da EDUCAÇÃO MAÇÔNICA, que é sim a finalidade da MAÇONARIA UNIVERSAL. Não só o como fazer, mas o por que fazer também. Sairmos deste encontro de repetição ritualística, para compreensão do SER MAÇOM.
Uma escola de BONS COSTUMES, de HOMENS LIVRES, de SERES POLÍTICOS, aprendendo a CONSTRUÇÃO SOCIAL, para tornar FELIZ A HUMANIDADE. Eliminando a Vaidade, o Egoísmo, o Orgulho, as muitas coisas efêmeras do mundo atual. Que são gigantes atrapalhando o Maçom em seu desenvolvimento integral.
Unidos todos nós, compreenderemos melhor, os objetivos de elevação do Homem, compreendendo melhor o ser que é, e a si mesmo. Não somos só corpo biológico, por isso é necessário espiritualizar-se, o que nos torna diferentes do homem mundano atual. Assim, nossos rumos além de corrigidos serão direcionados para o SER, para o Maçom, e isso é HUMANIZAR A MAÇONARIA.
Teremos a vontade, o querer e a ação que bem estruturadas , ajudem ao maçom e ao próximo mais próximo, seu irmão nos fundamentos morais, filosóficos e intelectuais que nos é proporcionado pelo sentimento de sermos MAÇONS. E pela vivência fraterna, amistosa e alegre em LOJA . E isso é possível, nas Lojas por aqueles que já vivenciaram esses momentos, e que dão o exemplo com suas contribuições nos trabalhos semanais. Movidos pelo EXEMPLO. Nossa maior arma, junto com o VERBO. HUMANIZAR PELO EXEMPLO. É que fazem os Pais.
E o AMOR FRATERNAL, compromisso maior de nossa insituição, será revivido e praticado por todos, após essa necessária compreensão, que a MAÇONARIA FOI FEITA PARA O MAÇOM - por isso se faz necessário HUMANIZAR A MAÇONARIA.
Meus Irmãos Todos;
“O PROGRESSO GERAL DA MAÇONARIA É RESULTANTE DE TODOS OS PROGRESSOS DOS MAÇONS “.
E a Humanização passa sem dúvida pelo LÍDER. Esse Líder deve ouvir, entender e atender o MAÇOM, no que for viável em suas variadas e numerosas necessidades. Assim faz o LÍDER, está apto a dar o exemplo, por que faz.
E dessa maneira, fazendo da LOJA não um ser fechado ao cumprimento burocrático, mas um SER VIVO para o MAÇOM. Esse se sentirá acolhido e derpertado em sua humanidade. Compartilhando sentimentos, exemplos e conhecimento, poderemos todos nós evoluirmos, para fazermos um futuro melhor para todos.
O PASSADO é para ser entendido e não vivenciado. Ele não pode ser mudado, mas compreendido para que os erros não se repitam.
HUMANIZAR A MAÇONARIA É ESTARMOS JUNTOS, sem superioridade, nem hierárquia. Essas servem para as tais pompas e circunstâncias, para as formalidade quando se fazem necessárias, mas não para o convívio nas Lojas. SOMOS IRMÃOS.
“SOLIDÁRIOS, SEREMOS UNIÃO. SEPARADOS UNS DOS OUTROS SEREMOS PONTO DE VISTA. JUNTOS ALCANÇAREMOS A REALIZAÇÃO DE NOSSOS PROPÓSITOS”. Dr. Bezerra de Menezes, Médico Espírita.
HUMANIZAR, com um trabalho profundo de entendimento , com uma vivência sincera, em busca do real ensinamento maçônico de AMOR FRATERNAL. Lealdade, sem reservas mentais, uma fala clara e transparente com todos e para todos e de todos. Assim, transformaremos uma IGUALDADE falada em praticada. Um FRATERNIDADE COMPROMETIDA, que é conseqüência natural do processo este de HUMANIZAR A MAÇONARIA. E assim a LOJA passa a ser um CENTRO DE CONVIVÊNCIA, para um melhor desbastar a PEDRA BRUTA. Convergente para o COMPREENDER e PERDOAR o próximo, porque assim também seremos. Será um SEMEAR de idéias e atos, já que é necessário concretizá-las.
“QUE BELO É TER UM AMIGO! ONTEM ERAM IDÉIAS CONTRA IDÉIAS.
HOJE É ESTE FRATERNO ABRAÇO A AFIRMAR QUE ACIMA DAS IDÉIAS,
ESTÃO OS HOMENS”. Miguel Torga – Escritor Português
Meus Irmãos Todos, Líderes , vamos acolher , vamos higienizar nossos pensamentos, nossas ações, em direção do FRATERNO, do convívio salutar e na direção do IRMÃO e não da burocracia.
Vamos todos HUMANIZAR A MAÇONARIA já que para enfrentarmos o SÉCULO XXI, precisaremos de uma MAÇONARIA e de um MAÇOM do SÉCULO XXI. Que entenda de gente , que seja líder e pró-ativo em benefício dos irmãos e não de uma pompa e circunstância que é para dentro do TEMPLO. Para fora que é nossa missão, devemos nos solidarizar com ações para TORNAR FELIZ A HUMANIDADE.
Com UNIÃO FRATERNAL, sem fronteira de raças e credos, como aliás, fala nosso Ir:. CHANCELER, sem melindres. Agindo com LEALDADE e SINCERIDADE com todos será muito mais fácil ultrapassarmos os interesses pessoais e trabalharmos coletivamente. Devemos substituir a desconfiança pela esperança e confiança nos irmãos, onde assim vamos irmanados em busca de nossas melhorias e de melhorias para todos. Mas, não podemos confundir , meus irmãos, componentes com conteúdo, meio com fim, sob pena de nos tornarmos experto(de experiente) em rituais, e reprovados em relações humanas, do viver social que é um dos grandes objetivos de nossa instituição.
Meus Irmãos todos;
HUMANIZAR A MAÇONARIA é o que achamos necessário neste mundo globalizado, tecnológico, que quanto mais evolui, mais importante se torna o HOMEM que é para nós o MAÇOM.
PARE DE OBSERVAR, COMECE A FAZER.
Fraternalmente.
Carlos Augusto G. Pereira da Silva
EX:.V:.M:. da CINQ:. BEN:. LOJA SIMB:. OBREIROS DE SÃO JOÃO Nº 42
PORTO ALEGRE – RS mano@cpovo.net
Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON - Visite-nos: http://br.groups.yahoo.com/group/orvalhodohermon
RESSIGNIFICAR A MAÇONARIA
"É PRECISO QUE A MAÇONARIA ASSUMA SEU PAPEL DE REPRESENTATIVIDADE
SOCIAL, INTEGRANDO-SE ÀS DEMAIS FORÇAS E INSTITUIÇÕES
DA SOCIEDADE MODERNA"
RESSIGNIFICAR.
Meus caros irmãos, nas dificuldades da vida nos deparamos com mais
uma: o termo RESSIGNIFICAR.
Não é uma novidade, coisa passageira, mas é o novo que muda.
O NOVO NOS FAZ PESSOAS MELHORES PORQUE NOS FAZ NOVAS
PESSOAS.
Os ensinamentos, os termos nos são passados como verdades e por muito
tempo se mantinham na nossa vida, como tal.
Dificultando as investigações científicas ou os pensamentos da coletividade, por
algum interesse ou porque não havia motivo para questionar o "status quo" -
SEMPRE FOI ASSIM!
Mas, precisamos Ressignificar.
As nossas práticas ritualísticcas, as nossas instruções, eram passadas e
organizadas para as gerações futuras como conquistas imutáveis, não sendo permitido
falar e questionar.
Virou unanimidade tal prática, adormecendo as idéias, a argumentação, e
assim limitando o conhecimento, nos levando a uma apatia e inércia mental.
Mas, no mundo hoje, de grande transição, com milhões de descobertas,
onde amanhecemos muitas vezes em situações diversas daquelas em que nos
recolhemos ao leito, onde as notícias chegam a nós no mesmo instante do ocorrido,
mesmo que a milhões de distância nossa.
É PRECISO RESSIGNIFICAR.
Dar um sentido novo a um porvir de esperanças e completude interior.
VER COM NOVOS OLHOS.
Precisamos na Maçonaria ressignificar para sermos capazes de reconstruir
e mesmo construir algo que a sociedade moderna nos pede, uma ação mais fraterna
e abrangente, onde será possível mostrar o que aprendemos nos Templos.
Sem nenhuma necessidade de mostrar ou revelar nossas posturas herméticas.
Posturas essas tão necessárias para a vida da instituição e para que tenhamos
noção de grupo ou de corporação numa linguagem mais atualizada.
Verdades absolutas, destinos inevitáveis ou rumos traçados que não possam
ser mudados para o bem da humanidade, não servem mais. Um plano, um
conhecimento que não pode ser mudado ou não se aperfeiçoa, não é um bom
plano.
A Maçonaria foi feita para o Maçom e é este Homem, o Maçom, que precisa
de uma nova ressignificação no seu trabalho, na sua oficina, para que possa
atuar em condições de tornar feliz a humanidade, começando pela sua família.
A Maçonaria precisa estar junto com a família e a família precisa estar junto
da Maçonaria.
Nossa educação formal já não supre a sede de conhecimento e a nossa
instituição, com todo respeito, com didática desatualizada é incapaz de oferecer os
subsídios necessários a esse Homem Maçom, que busca algo mais para se desenvolver
melhor.
A Maçonaria é muito mais abrangente que o ritual.
Precisamos ressignificar a doutrina social que a Maçonaria nos proporciona.
Vencendo a incredulidade, o Homem Maçom saiu a campo para encontrar
outros conhecimentos complementares ou não, para satisfazer e preencher o seu
espírito, que está inquieto, não permitindo que ele se fixe onde não lhe permitam o
diálogo, o raciocínio e a inquirição, pois nada mais é como antes.
A Internet, por exemplo, democratizou o conhecimento, tornando-o acessível
a partir de nossa própria casa. Sabendo selecionar teremos a chance do descobrir,
e isto é de suma importância.
Como diz o sobrinho Lucas, a Internet não se aprende, se descobre.
E nós ainda estamos tentado ensinar Maçonaria , esquecendo que ela descoberta
possui muito mais valor. Estamos tentando ensinar aquilo que é preciso aprender
pelo interesse.
Precisamos saber qual o motivo de estarmos aqui e torná-lo real.
Para que serve a Maçonaria, para que eu sirvo para Maçonaria?
Umberto Eco, nos fala que o Homem do futuro será aquele que sabe separar
o que serve, daquilo que não serve. Isso é atualização pura do que está na Livro
da Lei , que é saber separar o bem do mal, ou o joio do trigo.
A Maçonaria terá que se adequar a esse novo mundo e a esse novo membro
que chega ansioso por entender, por trocar informações e principalmente
construir uma nova rede de conhecimento, tão necessário para o real significado à
sua existência.
De onde viemos, onde estamos e para onde vamos. Talvez a chave da existência.
Não acham meus irmãos?
A Maçonaria é o grande elemento para esse homem, essa humanidade
cheia de violência, desencantada, triste e sem um norte em seu cotidiano. Nossa
ação política, como nação e como um todo, está lamentável.
Neste novo mundo a percepção de tempo está diferente, muito rápida e há
necessidade de capacitar o Homem Maçom a fazer frente a esses novos paradigmas,
há necessidade de uma visão holística do Mundo, da Sociedade, para que
não venhamos a ter melancolia, que é viver do passado ou ansiedade, que é viver
no futuro, nos esquecendo do presente.
É preciso uma ressignificação da Loja , dos trabalhos e da ação Maçônica
para que possamos acolher o Homem Maçom, capacitá-lo e assim devolvê-lo a
seu meio em condições de torná-lo feliz pelo seu exemplo e responsabilidade social.
Outro termo necessário para que nos atualizemos é responsabilidade social,
uns acham que deve ser para o nosso meio, via ajuda do tronco de solidariedade
ou bolsa de beneficência, outros para fora, via creche, asilos, etc. Mas que
precisamos desta responsabilidade social, precisamos.
É o meio de materializar e realizar o conhecimento Maçônico.
A Maçonaria precisa ser uma praça de diálogo para as soluções sociais
que se fazem necessárias, afeto, compreensão e reforço espiritual para os que lá
já estão ou para os novos que chegam diariamente. Isto é Ressignificar à Loja, é
ver com novos olhos, dar objetivos novos e mais atuais, nada de conceitos préestabelecidos,
afinal estamos na Maçonaria para despertar e não engessar o conhecimento
e o pensamento.
Ressignificar é uma nova iniciação a todos nós e aos que chegarão, onde
poderão saber que somos progressitas a bem do Homem Maçom. O mundo, a
sociedade passa a ser entendida com um grande buril, onde seres diferentes com
concepções e aprendizados diversos vão estabelecendo trocas que possibilitarão
o progresso coletivo, tornando a todos nós felizes.
Estamos na Maçonaria para sermos felizes e não para termos razão.
Impulsos mais nobres nos nortearão neste RESSIGNIFICAR, nossa responsabilidade
de amparar o próximo na sociedade se tornará mais fraterna, educando
melhor nossos sentimentos e emoções.
A Maçonaria possui em sua doutrina as ferramentas para que possamos
ressignificar nosso entendimento sobre Homem Maçom e suas necessidades.
Mas, para adequá-la, é necessário RESSIFIGNAR conceitos, as verdades e as
certezas e acima de tudo, colocá-los a serviço da Humanidade.
A AÇÃO SE FAZ NECESSÁRIA. QUEM NÃO FAZ, NÃO RESSIGNIFICA.
O Ressignificar Maçônico passa por uma melhoria de nossas sessões,
mais confiança entre nós, mais diálogo sem reserva mental, troca de informações,
uma maior fraternidade entre os irmãos , sem a vaidade de paramentos que escondem
a essência, já que o Homem Maçom vale pelo que ele é e não pelo que
ele usa.
O MAIS IMPORTANTE NUM ÁGAPE É QUEM ESTÁ À FRENTE PARA
DIALOGAR E NÃO O QUE ESTÁ NO PRATO.
Ressinigficar, meus irmãos, é dar sentido novo em direção a um provir de
esperanças e completude interior.
"Eurípedes Barsanulfo- Lírios de Esperança."
Assim levo aos irmãos esta reflexão para que possamos avançar irmanados.
Gratos pela paciência, nos colocamos à disposição.
Abraços Fraternais.
Inspiração a partir do artigo Ressignificar de Ionilda Velloso de Carvalho,
Médica, Professora Universitáira e Oradora Espírita em Campos dos
Goytacazes - Rio de Janeiro.
Revista Espírita de Campos - REC 78 jun-2006.
Carlos Augusto Gabesh Pereira da Silva.
Ex-Venerável Mestre da LOJA OBREIROS DE SÃO JOÃO Nº 42.
Telefone e fac-símile (51) 3312-6388
Celular (51) 9956-8372
Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON - Visite-nos: http://br.groups.yahoo.com/group/orvalhodohermon
SOCIAL, INTEGRANDO-SE ÀS DEMAIS FORÇAS E INSTITUIÇÕES
DA SOCIEDADE MODERNA"
RESSIGNIFICAR.
Meus caros irmãos, nas dificuldades da vida nos deparamos com mais
uma: o termo RESSIGNIFICAR.
Não é uma novidade, coisa passageira, mas é o novo que muda.
O NOVO NOS FAZ PESSOAS MELHORES PORQUE NOS FAZ NOVAS
PESSOAS.
Os ensinamentos, os termos nos são passados como verdades e por muito
tempo se mantinham na nossa vida, como tal.
Dificultando as investigações científicas ou os pensamentos da coletividade, por
algum interesse ou porque não havia motivo para questionar o "status quo" -
SEMPRE FOI ASSIM!
Mas, precisamos Ressignificar.
As nossas práticas ritualísticcas, as nossas instruções, eram passadas e
organizadas para as gerações futuras como conquistas imutáveis, não sendo permitido
falar e questionar.
Virou unanimidade tal prática, adormecendo as idéias, a argumentação, e
assim limitando o conhecimento, nos levando a uma apatia e inércia mental.
Mas, no mundo hoje, de grande transição, com milhões de descobertas,
onde amanhecemos muitas vezes em situações diversas daquelas em que nos
recolhemos ao leito, onde as notícias chegam a nós no mesmo instante do ocorrido,
mesmo que a milhões de distância nossa.
É PRECISO RESSIGNIFICAR.
Dar um sentido novo a um porvir de esperanças e completude interior.
VER COM NOVOS OLHOS.
Precisamos na Maçonaria ressignificar para sermos capazes de reconstruir
e mesmo construir algo que a sociedade moderna nos pede, uma ação mais fraterna
e abrangente, onde será possível mostrar o que aprendemos nos Templos.
Sem nenhuma necessidade de mostrar ou revelar nossas posturas herméticas.
Posturas essas tão necessárias para a vida da instituição e para que tenhamos
noção de grupo ou de corporação numa linguagem mais atualizada.
Verdades absolutas, destinos inevitáveis ou rumos traçados que não possam
ser mudados para o bem da humanidade, não servem mais. Um plano, um
conhecimento que não pode ser mudado ou não se aperfeiçoa, não é um bom
plano.
A Maçonaria foi feita para o Maçom e é este Homem, o Maçom, que precisa
de uma nova ressignificação no seu trabalho, na sua oficina, para que possa
atuar em condições de tornar feliz a humanidade, começando pela sua família.
A Maçonaria precisa estar junto com a família e a família precisa estar junto
da Maçonaria.
Nossa educação formal já não supre a sede de conhecimento e a nossa
instituição, com todo respeito, com didática desatualizada é incapaz de oferecer os
subsídios necessários a esse Homem Maçom, que busca algo mais para se desenvolver
melhor.
A Maçonaria é muito mais abrangente que o ritual.
Precisamos ressignificar a doutrina social que a Maçonaria nos proporciona.
Vencendo a incredulidade, o Homem Maçom saiu a campo para encontrar
outros conhecimentos complementares ou não, para satisfazer e preencher o seu
espírito, que está inquieto, não permitindo que ele se fixe onde não lhe permitam o
diálogo, o raciocínio e a inquirição, pois nada mais é como antes.
A Internet, por exemplo, democratizou o conhecimento, tornando-o acessível
a partir de nossa própria casa. Sabendo selecionar teremos a chance do descobrir,
e isto é de suma importância.
Como diz o sobrinho Lucas, a Internet não se aprende, se descobre.
E nós ainda estamos tentado ensinar Maçonaria , esquecendo que ela descoberta
possui muito mais valor. Estamos tentando ensinar aquilo que é preciso aprender
pelo interesse.
Precisamos saber qual o motivo de estarmos aqui e torná-lo real.
Para que serve a Maçonaria, para que eu sirvo para Maçonaria?
Umberto Eco, nos fala que o Homem do futuro será aquele que sabe separar
o que serve, daquilo que não serve. Isso é atualização pura do que está na Livro
da Lei , que é saber separar o bem do mal, ou o joio do trigo.
A Maçonaria terá que se adequar a esse novo mundo e a esse novo membro
que chega ansioso por entender, por trocar informações e principalmente
construir uma nova rede de conhecimento, tão necessário para o real significado à
sua existência.
De onde viemos, onde estamos e para onde vamos. Talvez a chave da existência.
Não acham meus irmãos?
A Maçonaria é o grande elemento para esse homem, essa humanidade
cheia de violência, desencantada, triste e sem um norte em seu cotidiano. Nossa
ação política, como nação e como um todo, está lamentável.
Neste novo mundo a percepção de tempo está diferente, muito rápida e há
necessidade de capacitar o Homem Maçom a fazer frente a esses novos paradigmas,
há necessidade de uma visão holística do Mundo, da Sociedade, para que
não venhamos a ter melancolia, que é viver do passado ou ansiedade, que é viver
no futuro, nos esquecendo do presente.
É preciso uma ressignificação da Loja , dos trabalhos e da ação Maçônica
para que possamos acolher o Homem Maçom, capacitá-lo e assim devolvê-lo a
seu meio em condições de torná-lo feliz pelo seu exemplo e responsabilidade social.
Outro termo necessário para que nos atualizemos é responsabilidade social,
uns acham que deve ser para o nosso meio, via ajuda do tronco de solidariedade
ou bolsa de beneficência, outros para fora, via creche, asilos, etc. Mas que
precisamos desta responsabilidade social, precisamos.
É o meio de materializar e realizar o conhecimento Maçônico.
A Maçonaria precisa ser uma praça de diálogo para as soluções sociais
que se fazem necessárias, afeto, compreensão e reforço espiritual para os que lá
já estão ou para os novos que chegam diariamente. Isto é Ressignificar à Loja, é
ver com novos olhos, dar objetivos novos e mais atuais, nada de conceitos préestabelecidos,
afinal estamos na Maçonaria para despertar e não engessar o conhecimento
e o pensamento.
Ressignificar é uma nova iniciação a todos nós e aos que chegarão, onde
poderão saber que somos progressitas a bem do Homem Maçom. O mundo, a
sociedade passa a ser entendida com um grande buril, onde seres diferentes com
concepções e aprendizados diversos vão estabelecendo trocas que possibilitarão
o progresso coletivo, tornando a todos nós felizes.
Estamos na Maçonaria para sermos felizes e não para termos razão.
Impulsos mais nobres nos nortearão neste RESSIGNIFICAR, nossa responsabilidade
de amparar o próximo na sociedade se tornará mais fraterna, educando
melhor nossos sentimentos e emoções.
A Maçonaria possui em sua doutrina as ferramentas para que possamos
ressignificar nosso entendimento sobre Homem Maçom e suas necessidades.
Mas, para adequá-la, é necessário RESSIFIGNAR conceitos, as verdades e as
certezas e acima de tudo, colocá-los a serviço da Humanidade.
A AÇÃO SE FAZ NECESSÁRIA. QUEM NÃO FAZ, NÃO RESSIGNIFICA.
O Ressignificar Maçônico passa por uma melhoria de nossas sessões,
mais confiança entre nós, mais diálogo sem reserva mental, troca de informações,
uma maior fraternidade entre os irmãos , sem a vaidade de paramentos que escondem
a essência, já que o Homem Maçom vale pelo que ele é e não pelo que
ele usa.
O MAIS IMPORTANTE NUM ÁGAPE É QUEM ESTÁ À FRENTE PARA
DIALOGAR E NÃO O QUE ESTÁ NO PRATO.
Ressinigficar, meus irmãos, é dar sentido novo em direção a um provir de
esperanças e completude interior.
"Eurípedes Barsanulfo- Lírios de Esperança."
Assim levo aos irmãos esta reflexão para que possamos avançar irmanados.
Gratos pela paciência, nos colocamos à disposição.
Abraços Fraternais.
Inspiração a partir do artigo Ressignificar de Ionilda Velloso de Carvalho,
Médica, Professora Universitáira e Oradora Espírita em Campos dos
Goytacazes - Rio de Janeiro.
Revista Espírita de Campos - REC 78 jun-2006.
Carlos Augusto Gabesh Pereira da Silva.
Ex-Venerável Mestre da LOJA OBREIROS DE SÃO JOÃO Nº 42.
Telefone e fac-símile (51) 3312-6388
Celular (51) 9956-8372
Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON - Visite-nos: http://br.groups.yahoo.com/group/orvalhodohermon
Deus, Religião e a Maçonaria
Um maçom é obrigado, por dever de ofício, a obedecer a Lei Moral; se ele compreende corretamente a Arte, nunca será um estúpido Ateu nem um libertino irreligioso.
Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON - Visite-nos: http://br.groups.yahoo.com/group/orvalhodohermon/
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quarta-feira, 29 de outubro de 2008
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