O Portal Maçônico Orvalho do Hermon destina-se, exclusivamente, aos temas Maçônicos de relevância para os membros da Maçonaria Universal.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
MÉTODOS PARA O CONTROLE DAS EMOÇÕES
Besant
O primeiro e mais poderoso método para se obter um comando sobre as emoções é - como em tudo que se refere à consciência - a Meditação. Diante do contato com o mundo que perturbou as emoções, a Meditação deve ser um recurso. De volta ao corpo, após o período de sono psíquico, vindo de um mundo mais sutil do que o físico, o EGO encontrará sua morada calma e pode tomar posse serenamente do cérebro e dos nervos repousados. A Meditação não será eficaz se feita na parte mais avançada do dia, mais tarde, quando as emoções tiverem sido perturbadas e quando estiverem em total atividade.
Outro método de controle das emoções é o de refletirmos antes de falar, a fim de contermos as palavras. O homem que aprendeu a controlar seu discurso conquistou todas as coisas, diz um antigo legislador oriental. A pessoa que nunca profere uma palavra irrefletida ou ferina está bem situado no controle das emoções. Controlar o modo de falar é o mesmo que controlar toda a sua natureza.
Ter medo do silêncio é indício de fraqueza mental, e o silêncio calmo é melhor do que um discurso tolo.
Um terceiro método de controle das emoções é o de refrear a ação sobre o impulso. A pressa no agir é característica da mente moderna e é a rapidez excessiva que constitui a sua virtude. Quando consideramos calmamente a vida, reconhecemos que nunca existe uma necessidade de pressa, sempre existe tempo suficiente e a ação, mesmo rápida, deve ser refletida e isenta de pressa. Quando surge um impulso vindo de qualquer emoção forte, e a ele obedecemos, pulando adiante como uma mola e irrefletidamente, estaremos agindo de modo nada sábio. Se fizermos um treinamento para, em negócios comuns, pensarmos antes de agir, depois, se um acidente, ou outra coisa acontecer, na qual uma ação rápida seja necessária, a mente pronta equilibrará as demandas do momento e dirigirá a ação rápida, mas não haverá nenhuma pressa, nenhum ato às cegas ou irrefletido.
Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
QUANDO UM MAÇOM É DESNECESSÁRIO!!!
Uma das situações, talvez a mais dolorosa para um homem, é quando ele se conscientiza de que é totalmente desnecessário, seja no ambiente familiar, no trabalho, na comunidade ou, principalmente, para nós Maçons, na nossa Instituição.
Os Maçons tornam-se desnecessários:
Quando, decorrido algum tempo de sua Iniciação ao primeiro grau da Ordem, já demonstram desinteresse pelas Sessões, faltando constantemente, demonstrando não estarem comprometidos com a Instituição, apesar de terem aceitado a Iniciação e terem feito um juramento solene.
Quando, durante as Sessões, já "enturmados", ficam impacientes com as instruções, com as palestras ou com a palavras dos Irmãos mais velhos, achando tudo uma chatice, uma bobagem que atrasa o ágape e a esticada.
Quando, ao tempo da apresentação de trabalho para aumento de Salário, não têm a mínima idéia dos assuntos dentre os quais podem escolher os seus temas. Simplesmente "copiam" alguma coisa de um livro e apresentam-no, pensando que ninguém vai notar.
Quando, ainda Companheiros, começam a participar de grupos para ajudar a eleger o novo Venerável e, não raro, já pensando seriamente em, assim que chegarem a Mestres, começarem a trabalhar para obter o " poder" na Loja.
Quando Mestres, não aceitarem que ainda não sabem nada a respeito da Ordem e acharem que estudar e comparecer ao máximo de Sessões do ano é coisa para a administração, para os Companheiros e Aprendizes.
Quando Mestres, ao participarem das eleições como candidatos a algum cargo na Loja, principalmente para o de Venerável, e não forem eleitos, sumirem ou filiarem-se a outra Loja onde poderão ter a " honra" de serem cingidos com o avental de M\I\, que é muito mais vistoso do que o de um "simples" Mestre.
Quando já Mestres e até participando dos graus filosóficos não terem entendido ainda que o essencial para o verdadeiro Maçom é o seu crescimento espiritual, a sua regeneração, a sua vitória sobre a vaidade e os vícios, a aceitação da humildade e o bem que possam fazer aos seus semelhantes , e que, a política interna, a proteção mútua, principalmente na parte material, é importante mas não essencial.
Quando, como Aprendiz, Companheiro ou Mestre, não entenderem que a Loja necessita que suas mensalidades estejam rigorosamente em dia, para que possam fazer frente às despesas que são inevitáveis.
Quando como Venerável-Mestre, age de forma mesquinha, de forma a ocultar de todos os obreiros de sua Loja, fatos e eventos que tenha claramente interesses materiais particulares.
Quando, como Veneráveis Mestres deixa o caos se abater sobre a Loja, não sendo firmes o suficiente para exercer sua autoridade; não tendo um calendário com programação pré-definida para um período; não cobrando de seus auxiliares a consecução das tarefas a eles determinadas, e não se importando com a educação maçônica, que é primordial para o aperfeiçoamento dos obreiros.
Quando, como Vigilantes, não entenderem que, juntamente com o Venerável Mestre, devem constituir uma unidade de pensamento, pois, em todas as Lojas nas quais um, ou os dois Vigilantes não se entendem entre si e, principalmente não se entendem com o Venerável, o resultado da gestão é catastrófico.
Quando, como Guarda da Lei, nada sabem das leis e regulamentos da Potência e de sua própria Loja, e usam o cargo apenas para discursos ocos e intermináveis.
Quando, como Secretários, sonegam à Loja as informações dos boletins quinzenais, as correspondências dos Ministérios e, principalmente, os materiais do departamento de cultura, que visam dotar as Lojas de instruções e conhecimentos que normalmente não constam dos rituais, e são importantes para a formação do Maçom.
Quando, como Tesoureiros, não se mostram diligentes com os metais da Loja, não se esforçam para manter as mensalidades dos Irmãos em dia e não se importam com os relatórios obrigatórios e as prestações de contas.
Quando, como Hospitaleiros, não estão atentos aos problemas de saúde e dificuldades dos Irmãos da Loja. Quando constatamos que em grande número de Lojas, com uma freqüência média de vinte Irmãos, se recolhe um tronco de beneficência de R$ 10,00 (dez reais) em média, todos são desnecessários, pois a benemerência é um dever do Maçom.
Quando, como Chanceleres, não dão importância aos natalícios dos Irmãos, cunhadas, sobrinhos e de outras Lojas. Quando, em desacordo com as leis, adulteram as presenças, beneficiam Irmãos que faltam e não merecem esse obséquio.
Quando a Instituição programa uma Sessão Magna Pública para homenagear alguém ou alguma entidade pública ou privada, constata-se a presença de um número irrisório de Irmãos, dando aos profanos uma visão negativa da Ordem, deixando constrangidos aqueles que se dedicaram e se esforçaram para realizar o evento à altura da Maçonaria. Todos esses Irmãos indiferentes, que não comparecem habitualmente a essas Sessões, são desnecessários à nossa Ordem.
Muito mais haveria para se dizer em relação aos Irmãos desinteressados da nossa Sublime Instituição.
Fiquemos por aqui e imploremos ao Grande Arquiteto do Universo que ilumine cada um de nós, para que possamos agir na Maçonaria com o verdadeiro Espírito Maçônico e não com o espírito profano, e roguemos ainda, que em nenhuma circunstância, seja na família, no trabalho, na sociedade ou na Arte Real, tornemo-nos desnecessários, pois deve ser muito triste e frustrante para qualquer um sentir-se sem importância e sem utilidade no meio em que se vive.
Grupo Maçônico Orvalho do Hermon
terça-feira, 11 de agosto de 2009
A MAÇONARIA E PARATY
Dizem que a maçonaria começou no Brasil no final do Século XVIII. Em 1815, é fundada no Rio de Janeiro a LOJA COMÉRCIO E ARTES, porém em 30 de março de 1818 foram proibidas as sociedades secretas. Em 1821 a agitação pela independência cria um clima que possibilita a reativação da Ordem no Rio de Janeiro. Em 1822 as lojas Comércio e Artes, União e Tranqüilidade e a Esperança de Niterói criam o Grande Oriente no Brasil.
JOSÉ BONIFÁCIO assume a liderança do Grande Oriente, ao compreender a sua importância para a independência do Brasil. Havia uma grande rivalidade entre José Bonifácio e Gonçalves Ledo e isso fez com que LEDO promovesse a eleição de D. Pedro para Grão-Mestre. Revoltado com a traição, Bonifácio cria o APOSTOLADO, onde os ANDRADAS eram dominantes. D. Pedro passa a integrar o APOSTOLADO.
D. Pedro logo depois resolve fechar a Maçonaria e o grupo de LEDO passa a ser perseguido até que as sociedades secretas entram em recesso, só retornando em 1831 após a abdicação de D. Pedro I, quando José Bonifácio assume outra vez o Grande Oriente do Brasil.
A MAÇONARIA EM PARATY
Estima-se que a maçonaria tenha surgido em Paraty por volta de 1700, quando os primeiros maçons teriam chegado à vila fugindo de perseguições do Velho Mundo. Chegando em Paraty, eles acham a vila um porto seguro, um lugar livre para o desenvolvimento da ordem. Chegando com novas idéias, são recebidos como "Os Iluminados" e passam a influenciar bastante nos modos e costumes da povoação. Assim achando terra fértil, os maçons começam a se desenvolver. Suas reuniões eram realizadas não só em sigilo, como também em lugares diferentes em cada vez que se reuniam. Um dia em casa de um irmão, no outro na casa de outro, sempre mantendo a preocupação de não serem descobertos. Com o passar do tempo começam a demarcar a vila com sinais característicos de sua simbologia. As esquinas recebem os primeiros sinais em forma de cunhais em pedra, que se ligando uns aos outros formam um triângulo imaginário. Algumas casas receberam os primeiros símbolos ainda no século XVIII. Neste período é muito provável que as cores predominantes tenham sido o Branco e o Azul. No século XIX, novos símbolos proliferam por mais construções decorando suas fachadas. Todos estes sinais tinham por objetivo indicar aos irmãos que chegavam à vila que ali ele seria bem acolhidos, encontraria abrigo, apoio e seriam alimentados, onde receberia orientação sobre o novo mundo que o estava recebendo. Algumas construções apresentam os vãos entre as janelas da seguinte forma: O segundo espaço é o dobro do primeiro e o terceiro é a soma dos dois anteriores. As plantas feitas em escala 1:33:33 é outro sinal claro desta influência. Existiu também em Paraty um cargo na administração municipal chamado de "Fiscal de Quarteirão", que somavam um total de 33 fiscais, sendo que não existiam 33 quarteirões. Então porquê 33 fiscais?
Em Paraty existiu o "Clube dos Luvas Negras", formado por justiceiros da maçonaria, que se encarregavam de julgar e punir os irmãos que estavam em falta com a ordem e a sociedade. Consta que se reuniam em locais ermos e escuros, como cemitérios. Em Paraty se reunia na Toca do Caçununga, um sambaqui que foi cemitério indígena. Silvio Romero, que foi juiz de direito em Paraty, era membro do clube, sendo possivelmente o líder. Segundo alguns, nos escombros de sua casa, foram encontrados o avental, a espada e as luvas negras. A Loja Maçônica que se chamava "União e Beleza 88", abriu seu templo por volta de 1833/1834, supostamente no sobrado da Rua Dr. Pereira com Rua Dr. Samuel Costa, mudando-se, com o passar do tempo, para vários outros lugares. No final do século XIX a Loja de Paraty foi fechada e a Maçonaria abandonou a cidade, levando seus segredos e documentos, mas deixou suas marcas nas ruas, fachadas e memória dos moradores. A "Aug\ e Resp\ Loj\ Simb\ União e Beleza nº 88" reabriu seu templo em 1983, agora ligada a "Grande Loja do Estado do Rio de Janeiro" e tem como Venerável para o exercício 2002/2003 o Mestre Hilton Mello. À sombra do imaginário, ficamos hoje tentando remontar o que seria a "Villa" nos séculos XVIII e XIX.
Grupo Maçônico Orvalho do Hermon
JOSÉ BONIFÁCIO assume a liderança do Grande Oriente, ao compreender a sua importância para a independência do Brasil. Havia uma grande rivalidade entre José Bonifácio e Gonçalves Ledo e isso fez com que LEDO promovesse a eleição de D. Pedro para Grão-Mestre. Revoltado com a traição, Bonifácio cria o APOSTOLADO, onde os ANDRADAS eram dominantes. D. Pedro passa a integrar o APOSTOLADO.
D. Pedro logo depois resolve fechar a Maçonaria e o grupo de LEDO passa a ser perseguido até que as sociedades secretas entram em recesso, só retornando em 1831 após a abdicação de D. Pedro I, quando José Bonifácio assume outra vez o Grande Oriente do Brasil.
A MAÇONARIA EM PARATY
Estima-se que a maçonaria tenha surgido em Paraty por volta de 1700, quando os primeiros maçons teriam chegado à vila fugindo de perseguições do Velho Mundo. Chegando em Paraty, eles acham a vila um porto seguro, um lugar livre para o desenvolvimento da ordem. Chegando com novas idéias, são recebidos como "Os Iluminados" e passam a influenciar bastante nos modos e costumes da povoação. Assim achando terra fértil, os maçons começam a se desenvolver. Suas reuniões eram realizadas não só em sigilo, como também em lugares diferentes em cada vez que se reuniam. Um dia em casa de um irmão, no outro na casa de outro, sempre mantendo a preocupação de não serem descobertos. Com o passar do tempo começam a demarcar a vila com sinais característicos de sua simbologia. As esquinas recebem os primeiros sinais em forma de cunhais em pedra, que se ligando uns aos outros formam um triângulo imaginário. Algumas casas receberam os primeiros símbolos ainda no século XVIII. Neste período é muito provável que as cores predominantes tenham sido o Branco e o Azul. No século XIX, novos símbolos proliferam por mais construções decorando suas fachadas. Todos estes sinais tinham por objetivo indicar aos irmãos que chegavam à vila que ali ele seria bem acolhidos, encontraria abrigo, apoio e seriam alimentados, onde receberia orientação sobre o novo mundo que o estava recebendo. Algumas construções apresentam os vãos entre as janelas da seguinte forma: O segundo espaço é o dobro do primeiro e o terceiro é a soma dos dois anteriores. As plantas feitas em escala 1:33:33 é outro sinal claro desta influência. Existiu também em Paraty um cargo na administração municipal chamado de "Fiscal de Quarteirão", que somavam um total de 33 fiscais, sendo que não existiam 33 quarteirões. Então porquê 33 fiscais?
Em Paraty existiu o "Clube dos Luvas Negras", formado por justiceiros da maçonaria, que se encarregavam de julgar e punir os irmãos que estavam em falta com a ordem e a sociedade. Consta que se reuniam em locais ermos e escuros, como cemitérios. Em Paraty se reunia na Toca do Caçununga, um sambaqui que foi cemitério indígena. Silvio Romero, que foi juiz de direito em Paraty, era membro do clube, sendo possivelmente o líder. Segundo alguns, nos escombros de sua casa, foram encontrados o avental, a espada e as luvas negras. A Loja Maçônica que se chamava "União e Beleza 88", abriu seu templo por volta de 1833/1834, supostamente no sobrado da Rua Dr. Pereira com Rua Dr. Samuel Costa, mudando-se, com o passar do tempo, para vários outros lugares. No final do século XIX a Loja de Paraty foi fechada e a Maçonaria abandonou a cidade, levando seus segredos e documentos, mas deixou suas marcas nas ruas, fachadas e memória dos moradores. A "Aug\ e Resp\ Loj\ Simb\ União e Beleza nº 88" reabriu seu templo em 1983, agora ligada a "Grande Loja do Estado do Rio de Janeiro" e tem como Venerável para o exercício 2002/2003 o Mestre Hilton Mello. À sombra do imaginário, ficamos hoje tentando remontar o que seria a "Villa" nos séculos XVIII e XIX.
Grupo Maçônico Orvalho do Hermon
Principios da Maçonaria
Amar a Deus, a Pátria, a Família e a Humanidade;
Praticar a beneficência de modo discreto;
Praticar a solidariedade maçônica, nas causas justas,
fortalecendo os laços de fraternidade;
Defender os direitos e as garantias individuais;
Considerar o trabalho lícito digno como dever do homem;
Exigir de seus membros boa reputação moral, cívica, social
e familiar, para aperfeiçoamento dos costumes;
Exigir tolerância para com toda forma de manifestação de
consciência, de religião ou de filosofia, cujos objetivos sejam os
de conquistar a verdade, a moral, a paz e o bem estar social;
Lutar pelo princípio de eqüidade, dando a cada um, de acordo
com sua capacidade, obras e méritos, o que for justo;
Combater o fanatismo, as paixões, o obscurantismo e os vícios
Grupo Maçônico Orvalho do Hermon
Praticar a beneficência de modo discreto;
Praticar a solidariedade maçônica, nas causas justas,
fortalecendo os laços de fraternidade;
Defender os direitos e as garantias individuais;
Considerar o trabalho lícito digno como dever do homem;
Exigir de seus membros boa reputação moral, cívica, social
e familiar, para aperfeiçoamento dos costumes;
Exigir tolerância para com toda forma de manifestação de
consciência, de religião ou de filosofia, cujos objetivos sejam os
de conquistar a verdade, a moral, a paz e o bem estar social;
Lutar pelo princípio de eqüidade, dando a cada um, de acordo
com sua capacidade, obras e méritos, o que for justo;
Combater o fanatismo, as paixões, o obscurantismo e os vícios
Grupo Maçônico Orvalho do Hermon
domingo, 9 de agosto de 2009
CADEIA DE UNIÃO
Irm:. Benedito Alves do Nascimento
Espero apresentar com este tema o enriquecimento dos que conhecem a "Cadeia de União, apenas como um ato litúrgico de transmissão da "Palavra Semestral", na realidade ela se constitui numa cerimônia totalmente ligada à filosofia maçônica, porque está embutida numa série de conceitos que se integraram ao alicerce da nossa Ordem.
Acredito que na próxima oportunidade, todos possam sentir os efeitos daquela que é não apenas um símbolo de união fraterna mas sim a própria fraternidade. Tentarei ser mais sucinto e objetivo possível. Contudo pela elevada riqueza de informações e pelo interesse que me despertou o assunto, fui forçado a fazer uma descrição mais detalhada. É necessário, ter compreensão e obedecer com rigor a ritualística do acontecimento para que se produza o efeito esperado de elevar nosso espírito ao nosso G.·.A.·. D.·. U.·.
A Maçonaria, através dos tempos conseguiu reunir comportamentos retirados de todos os ramos do conhecimento humano e de todas as raízes esotéricas e filosóficas, oriundas das outras Instituições, como os mistérios de Ceres, os mistérios Egípcios, Rosacrucianos dos Alquimistas e dos Essênios.
Um dos comportamentos que influenciou a Teoria do Magnetismo Animal de Mesmer, foi a Cadeia de União, é um instrumento místico que deve ser estudado e exercido com transparência para que possamos colher no aperfeiçoamento da sua prática, os seus efeitos benéficos. A Cadeia de União é formada no centro do Templo, composta de elos humanos exatamente iguais, representando os espíritos maçônicos unidos pela solidariedade de idéias e pela comunhão de sentimentos e aspirações.
Não existe, na corrente de União, um elo maior que outro, todos são iguais na Instituição fraternal, não admitimos hierarquia, nem superioridade, todos são iguais nos direitos e deveres. A Cadeia de União, nos Ritos mais praticados no Brasil, é formada, exclusivamente, para a transmissão da Palavra Semestral; a exceção é o Rito Schröder, onde a cadeia é obrigatória após o término de todos os Trabalhos.
Para transmissão da Palavra Semestral, somente os membros do quadro da Loja é que poderão fazer parte da Cadeia, que terá uma forma circular ou oval, estendendo-se do Oriente ao Ocidente. No Rito Escocês, o Venerável ocupa o lado mais oriental da Cadeia, e terá, à sua direita, o Orador e, à sua esquerda, o Secretário. O Mestre-de-Cerimônias ocupará o lado mais ocidental, bem de frente para o Venerável, tendo, à sua esquerda, o 1.º Vigilante e, à sua direita, o 2.º Vigilante. Os demais Irmãos do quadro comporão a Cadeia de acordo com o seu lugar em Loja.
Para a transmissão da palavra o Venerável a diz, em voz baixa, na orelha esquerda do Irmão que está à sua direita, e na orelha direita do que se encontra à sua esquerda, daí a palavra circula pelos dois lados, sendo recebida pelo Mestre-de-Cerimônias, em ambas as orelhas, ocasião em que esse oficial irá levar, ao Venerável, as palavras recebidas, dizendo, na orelha direita a palavra recebida no lado direito e, na esquerda, a palavra correspondente a esse lado.
Se a palavra estiver errada, o processo é todo repetido. Se estiver certa, o Venerável dirá, simplesmente: "Meus Irmãos, a palavra está correta, guardemo-la como condição de regularidade e penhor de nossa fraternidade. Desfaçamos a Cadeia e retiremo-nos em paz". Após isso, os Irmãos poderão fazer uma saudação de regozijo, abaixando e levantando os braços, sem desfazer a Cadeia, por três vezes, dizendo "Viva, Viva, Viva" (ou outra saudação ou exclamação convencional - N. do E.).
Como a Cadeia é composta após o encerramento dos Trabalhos da Oficina, é óbvio que não é feito nenhum Sinal, nessa oportunidade, nem o de ordem e nem a saudação. Finalizando a Cadeia de União simboliza a igualdade mais preciosa e a fraternidade mais pura se estende do Oriente ao Ocidente e do Norte ao Sul do Templo, da mesma forma como o princípio da civilização se estendeu por todo mundo. Ela recorda que são verdadeiros Irmãos.
A Cadeia de União lembra que a Instituição Maçônica é maior que as religiões, abraça todo Mundo conhecido, unindo com ramos de flores, raças, povos, nações e continentes. Bem de longe das preocupações da vida material, abre-se para o Maçom o vasto domínio do pensamento e da ação.
Antes de nos separarmos, elevamo-nos em conjunto para o nosso ideal, que ele inspire a nossa conduta no Mundo profano, que guie a nossa vida, que seja a luz no nosso caminho. Cruzam-se os braços para identificar a unificação de todos numa única concentração de vontade, devotada à elaboração dos interesses da Ordem e da Loja.
Juntam-se as mãos para que o Venerável invoque a descida do verdadeiro espírito maçônico, sobre a totalidade de seus componentes, numa preparação para que vençam todos os obstáculos pessoais, limpando a atmosfera do Templo das vibrações impróprias ou maldosas à evolução de cada Obreiro.
"A Cadeia de União, é a mais bela e preciosa Jóia da Loja, ora móvel, ora fixa e quando formada representa a Luz dos Astros em torno do Sol."
"A Cadeia de União, simboliza o Universo e é eterna, como eternos e universais são o amor, a bondade, o progresso e a Justiça. Os homens unidos se abraçam constituindo uma só Cadeia de União, uma só família, orientada pela grandeza absoluta do Pai Celestial, que é o nosso G.·.A.·.D.·.U.·.
"A Cadeia de União é mais um motivo para o Maçom praticar a verdadeira caridade, ou seja, a que o "Olhos não vêem", mas o coração sente."
"Que a sabedoria de Salomão nos inspire, que a Força de Hiram Rei de Tiro nos mantenha firmes, unidos e que a beleza do Mestre Hiram Abi adorne os nossos pensamentos, as nossas palavras, gestos e atitudes para que possamos passar essa IMAGEM DA MAÇONARIA, na vivência de todos os instantes do cotidiano de cada um de nós."
"Assim Deus nos Ajude."
Espero apresentar com este tema o enriquecimento dos que conhecem a "Cadeia de União, apenas como um ato litúrgico de transmissão da "Palavra Semestral", na realidade ela se constitui numa cerimônia totalmente ligada à filosofia maçônica, porque está embutida numa série de conceitos que se integraram ao alicerce da nossa Ordem.
Acredito que na próxima oportunidade, todos possam sentir os efeitos daquela que é não apenas um símbolo de união fraterna mas sim a própria fraternidade. Tentarei ser mais sucinto e objetivo possível. Contudo pela elevada riqueza de informações e pelo interesse que me despertou o assunto, fui forçado a fazer uma descrição mais detalhada. É necessário, ter compreensão e obedecer com rigor a ritualística do acontecimento para que se produza o efeito esperado de elevar nosso espírito ao nosso G.·.A.·. D.·. U.·.
A Maçonaria, através dos tempos conseguiu reunir comportamentos retirados de todos os ramos do conhecimento humano e de todas as raízes esotéricas e filosóficas, oriundas das outras Instituições, como os mistérios de Ceres, os mistérios Egípcios, Rosacrucianos dos Alquimistas e dos Essênios.
Um dos comportamentos que influenciou a Teoria do Magnetismo Animal de Mesmer, foi a Cadeia de União, é um instrumento místico que deve ser estudado e exercido com transparência para que possamos colher no aperfeiçoamento da sua prática, os seus efeitos benéficos. A Cadeia de União é formada no centro do Templo, composta de elos humanos exatamente iguais, representando os espíritos maçônicos unidos pela solidariedade de idéias e pela comunhão de sentimentos e aspirações.
Não existe, na corrente de União, um elo maior que outro, todos são iguais na Instituição fraternal, não admitimos hierarquia, nem superioridade, todos são iguais nos direitos e deveres. A Cadeia de União, nos Ritos mais praticados no Brasil, é formada, exclusivamente, para a transmissão da Palavra Semestral; a exceção é o Rito Schröder, onde a cadeia é obrigatória após o término de todos os Trabalhos.
Para transmissão da Palavra Semestral, somente os membros do quadro da Loja é que poderão fazer parte da Cadeia, que terá uma forma circular ou oval, estendendo-se do Oriente ao Ocidente. No Rito Escocês, o Venerável ocupa o lado mais oriental da Cadeia, e terá, à sua direita, o Orador e, à sua esquerda, o Secretário. O Mestre-de-Cerimônias ocupará o lado mais ocidental, bem de frente para o Venerável, tendo, à sua esquerda, o 1.º Vigilante e, à sua direita, o 2.º Vigilante. Os demais Irmãos do quadro comporão a Cadeia de acordo com o seu lugar em Loja.
Para a transmissão da palavra o Venerável a diz, em voz baixa, na orelha esquerda do Irmão que está à sua direita, e na orelha direita do que se encontra à sua esquerda, daí a palavra circula pelos dois lados, sendo recebida pelo Mestre-de-Cerimônias, em ambas as orelhas, ocasião em que esse oficial irá levar, ao Venerável, as palavras recebidas, dizendo, na orelha direita a palavra recebida no lado direito e, na esquerda, a palavra correspondente a esse lado.
Se a palavra estiver errada, o processo é todo repetido. Se estiver certa, o Venerável dirá, simplesmente: "Meus Irmãos, a palavra está correta, guardemo-la como condição de regularidade e penhor de nossa fraternidade. Desfaçamos a Cadeia e retiremo-nos em paz". Após isso, os Irmãos poderão fazer uma saudação de regozijo, abaixando e levantando os braços, sem desfazer a Cadeia, por três vezes, dizendo "Viva, Viva, Viva" (ou outra saudação ou exclamação convencional - N. do E.).
Como a Cadeia é composta após o encerramento dos Trabalhos da Oficina, é óbvio que não é feito nenhum Sinal, nessa oportunidade, nem o de ordem e nem a saudação. Finalizando a Cadeia de União simboliza a igualdade mais preciosa e a fraternidade mais pura se estende do Oriente ao Ocidente e do Norte ao Sul do Templo, da mesma forma como o princípio da civilização se estendeu por todo mundo. Ela recorda que são verdadeiros Irmãos.
A Cadeia de União lembra que a Instituição Maçônica é maior que as religiões, abraça todo Mundo conhecido, unindo com ramos de flores, raças, povos, nações e continentes. Bem de longe das preocupações da vida material, abre-se para o Maçom o vasto domínio do pensamento e da ação.
Antes de nos separarmos, elevamo-nos em conjunto para o nosso ideal, que ele inspire a nossa conduta no Mundo profano, que guie a nossa vida, que seja a luz no nosso caminho. Cruzam-se os braços para identificar a unificação de todos numa única concentração de vontade, devotada à elaboração dos interesses da Ordem e da Loja.
Juntam-se as mãos para que o Venerável invoque a descida do verdadeiro espírito maçônico, sobre a totalidade de seus componentes, numa preparação para que vençam todos os obstáculos pessoais, limpando a atmosfera do Templo das vibrações impróprias ou maldosas à evolução de cada Obreiro.
"A Cadeia de União, é a mais bela e preciosa Jóia da Loja, ora móvel, ora fixa e quando formada representa a Luz dos Astros em torno do Sol."
"A Cadeia de União, simboliza o Universo e é eterna, como eternos e universais são o amor, a bondade, o progresso e a Justiça. Os homens unidos se abraçam constituindo uma só Cadeia de União, uma só família, orientada pela grandeza absoluta do Pai Celestial, que é o nosso G.·.A.·.D.·.U.·.
"A Cadeia de União é mais um motivo para o Maçom praticar a verdadeira caridade, ou seja, a que o "Olhos não vêem", mas o coração sente."
"Que a sabedoria de Salomão nos inspire, que a Força de Hiram Rei de Tiro nos mantenha firmes, unidos e que a beleza do Mestre Hiram Abi adorne os nossos pensamentos, as nossas palavras, gestos e atitudes para que possamos passar essa IMAGEM DA MAÇONARIA, na vivência de todos os instantes do cotidiano de cada um de nós."
"Assim Deus nos Ajude."
AS VICISSITUDES

No Egito, ocorria o seguinte: se dois Irmãos tivessem
inimizade, não poderiam cingir o próprio corpo com
o avental, enquanto não resolvessem amistosamente
as suas diferenças. ...
O maçom precisa ser tolerante e ter em seu coração o
amor fraterno e o respeito a si mesmo.
Com estas qualidades, jamais criará animosidades em Loja. . .
O maçom, à medida que vai fazendo as iniciações, vai-se tornando cada vez mais nobre.
Torna-se solidário; uma solidariedade mais pura e mais nobre, somente possível àqueles que praticam o bem e sofrem os espinhos da vida.
A Maçonaria vê nos homens o trabalho lícito e honrado, e, se for rico, ele sente na alma a infelicidade do próximo. . .
Dificilmente, um Venerável Mestre compreende que o sofrimento de um de seus obreiros está ligado ao ciclo da reencarnação.
Às vezes, um Irmão se levanta em Loja e diz: “Vamos expulsar tal Irmão”, sem saber
da causa do seu sofrimento.
Às vezes, o maçom esquece o seu juramento:
“Socorrer os vossos Irmãos”. Não tem percepção de seu estado de consciência e, às vezes, é levado à dormência, sem saber a causa. . .
Esquece ou talvez não tenha percepção espiritual para penetrar no campo oculto da Maçonaria, e não entende que, na maioria das vezes, são os próprios mentores que cooperam para a sua saída da Ordem.
Dezenas deles são atingidos por essa força vibratória oculta e são afastados da Ordem por terem o seu coração empedernido.
Os ensinamentos da Ordem dizem-nos para proteger o Irmão justo e honesto.
Naturalmente, se o maçom não for moralmente honesto e justo, ele não deve conviver com os Irmãos da Loja. . .
Os elementos desonestos, que não sejam plasmados na Pedra Bruta e que não tenham conduta moral condizente com os princípios da Ordem, automaticamente serão excluídos da Ordem Maçônica, isto ocasionado por uma força oculta.
Ninguém escapa ao julgamento de seus atos pelo alto, e não existe fato que não possam ser observados pelo Olho que tudo vê. . .
Ao infringir a Lei, o maçom estará iludindo a si próprio.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
História da Maçonaria
Em sentido amplo, a história da Maçonaria pode ser dividida em três períodos: o antigo ou lendário, o medieval ou operativo, e o moderno ou especulativo. Segundo alguns historiadores, do período antigo ou lendário, não se tem conhecimento sobre a sua origem, mas alcança, mais ou menos, o século V antes de Cristo, cujo advento maior é a construção do Templo de Salomão, pelos trabalhadores de pedras, que manobravam seus maços com tal maestria, que não se ouvia o bater do martelo no esquadrejamento das pedras que seriam utilizadas na edificação do Templo.
No primeiro quartel do período medieval, os "Collegias Fabrorum" do império Romano deram origem às associações de artífices de mesmas profissões, e na Alemanha, tais entidades foram denominadas de "Guildas"de operários. As associações tinham por escopo guardar os segredos das profissões, e o faziam de modo a serem confiados a poucos, após um demorado tempo de aprendizado. Naquela época, os trabalhadores de pedras, reunidos em associações ou Guildas tinham seus serviços contratados para construção de palácios, catedrais, mausoléus, pontes, etc. .
Os maçons da idade lendária e medieval são tidos pelos historiadores como maçons operativos, classificação adveniente do trabalho material de muitos, enquanto o trabalho do intelecto era privilégio de uns poucos.
O período moderno ou especulativo surgiu durante o século XVII, quando a construção de catedrais estava em declínio, o que levou muitas Guildas de trabalhadores de pedra a aceitar, como membros, pessoas de letras eruditas, que deram outro direcionamento à Maçonaria, tornando-a especulativa. Como não eram profissionais da arte da construção, foram rotulados de "maçons aceitos". Como resultado dessa evolução importante, teve início a Maçonaria, tal como é hoje conhecida.
Em 1.717, quatro Lojas Maçônicas, que se reuniram em Londres, Inglaterra, formaram a primeira Grande Loja do Mundo, a qual passou a credenciar outras Lojas e Grandes Lojas em muitos países.
O erro da maior parte dos escritores maçônicos consiste nas preocupações e tentativas de basear a história da Instituição em seu simbolismo. No entanto, a história da Maçonaria como a história do mundo, tem a sua base na tradição. Com freqüência, os Maçons classificam a Maçonaria de "Instituição Milenar", porque fazem remontar suas origens a tempos que se perdem na curva enevoada do passado. Contudo, os primórdios da Maçonaria são obscuros, bem como parte da sua história.
No primeiro quartel do período medieval, os "Collegias Fabrorum" do império Romano deram origem às associações de artífices de mesmas profissões, e na Alemanha, tais entidades foram denominadas de "Guildas"de operários. As associações tinham por escopo guardar os segredos das profissões, e o faziam de modo a serem confiados a poucos, após um demorado tempo de aprendizado. Naquela época, os trabalhadores de pedras, reunidos em associações ou Guildas tinham seus serviços contratados para construção de palácios, catedrais, mausoléus, pontes, etc. .
Os maçons da idade lendária e medieval são tidos pelos historiadores como maçons operativos, classificação adveniente do trabalho material de muitos, enquanto o trabalho do intelecto era privilégio de uns poucos.
O período moderno ou especulativo surgiu durante o século XVII, quando a construção de catedrais estava em declínio, o que levou muitas Guildas de trabalhadores de pedra a aceitar, como membros, pessoas de letras eruditas, que deram outro direcionamento à Maçonaria, tornando-a especulativa. Como não eram profissionais da arte da construção, foram rotulados de "maçons aceitos". Como resultado dessa evolução importante, teve início a Maçonaria, tal como é hoje conhecida.
Em 1.717, quatro Lojas Maçônicas, que se reuniram em Londres, Inglaterra, formaram a primeira Grande Loja do Mundo, a qual passou a credenciar outras Lojas e Grandes Lojas em muitos países.
O erro da maior parte dos escritores maçônicos consiste nas preocupações e tentativas de basear a história da Instituição em seu simbolismo. No entanto, a história da Maçonaria como a história do mundo, tem a sua base na tradição. Com freqüência, os Maçons classificam a Maçonaria de "Instituição Milenar", porque fazem remontar suas origens a tempos que se perdem na curva enevoada do passado. Contudo, os primórdios da Maçonaria são obscuros, bem como parte da sua história.
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