segunda-feira, 17 de maio de 2010

Sic Transit Gloria Mundi

Como é sabido o Grupo Maçônico Orvalho do Hermon destina-se aos debates de assuntos relevantes para a maçonaria universal.

É um Fórum de discussão formado, exclusivamente, por Maçons, não importando de qual Potência ou Rito seja o Irmão.

No dia 31 de maio de 2010, estaremos comemorando 4 anos de existência, com uma média de mais de 400 mensagens por mês.

Hoje, estamos com mais de 500 associados, portanto, nosso Grupo vem crescendo, não como nós como gostaríamos, porém, o mais importante é que estamos crescendo com qualidade, respeitando sempre os princípios pregados pela Maçonaria Universal.

Desejaríamos contar com um maior número de irmãos, isto é, uma média de 800/1000 associados, com 20/25 mensagens por dia.

A privacidade do Grupo é mantida por "moderação", porém, trata-se de um Grupo fechado, de caráter privado e informal, respondendo, cada um, pessoalmente, pelo uso que fizer deste fórum de debates maçônicos.

Para o crescimento, com a qualidade desejada, contamos sempre com a ajuda dos nossos Irmãos/Associados, recomendando-o a outros Irmãos que tenham interesse em debater e contribuir com os ensinamentos maçônicos.

"LOUVADA SEJA A MAÇONARIA QUE NOS FEZ IRMÃOS"

Aos Irmãos espalhados por todos os recantos da Terra, sem preocupação de fronteiras e de raças.

Um T.·.F.·.A.·., Eu Sou,
Sincero e Fraternalmente,

Hugo R. Pimentel


GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
http://br.groups.yahoo.com/group/orvalhodohermon/
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON

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Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO IV
Rio de Janeiro - RJ - Brasil

sábado, 15 de maio de 2010

UMA ÚNICA MAÇONARIA !



(Tratado GOB X GLESP) - e. figueiredo(*)

Ainda não descobri a maneira infalível
de governar, mas já aprendi a fórmula
certa de fracassar: querer agradar a
todos, ao mesmo tempo. - John F. Kennedy

Disse Jesus: “Um só é o vosso Pai, e vós sois todos Irmãos !”
Tomemos como libelo a frase, mas, antes façamos uma analogia com os integrantes da Sublime Ordem: “Uma só é a vossa Maçonaria e vós sois todos Irmãos !”

Apesar do tratado ser um dos maiores atos na Maçonaria Brasileira recente, em um dos seus artigos ratifica o que os Irmãos, do contingente da base, já praticam, que é a convivência natural em harmonia, independente de Potência e/ou Obediência. (Até as designações eram distintas !) Sabe-se que são comuns as visitas em Lojas de Irmãos de Potências (Obediências) diferentes, não impedindo o relacionamento amistoso e salutar. Pouco se ventila, entre eles, do problema das separações e divisões, e, quando o fazem, a opinião é de que não deveriam existir. É muito comum ouvir, nessas ocasiões “...Mas a Maçonaria é uma só !”

Não raro, encontramos em algumas regiões, associações Maçônicas que congregam Maçons de várias Obediências (Potências), cujo convívio é na mais perfeita harmonia. Agem como verdadeiras agremiações ecumênicas, tendo como objetivo os mesmos princípios ditados pela Sublime Ordem. Um bom exemplo é o próprio CERAT. Fundado em 1987, o CERAT- CLUBE EPISTOLAR REAL ARCO DO TEMPLO, é constituído de Maçons que pertencem às mais diversas Potências (Obediências) de vários Estados do Brasil, apertando, ainda mais, os nós do nosso entrelaçamento. Dessa forma, o CERAT está auxiliando os estudiosos, pesquisadores e àqueles que têm sede de ampliar o conhecimento sobre a Arte Real. O contato epistolar tem aumentado o resultado na obtenção de informações, as quais dificilmente obter-se-iam sem uma pesquisa mais longa e custosa.

Anos atrás, pouquíssimos acreditariam na celebração de um tratado dessa natureza, cuja aproximação deverá gerar bons frutos. Se o tratado em si para alguns causou estranheza e já creditam, aos idealizadores pela assinatura, responsabilidade caso surjam imprevisíveis problemas, ainda assim, o ato está revestido de uma importância relevante para a Ordem. Não impede, infelizmente, de ter os seus algozes que se mostram contrários com críticas de lado a lado, condenando seus próprios dirigentes. Os que não falam, torcem o nariz ! São eternos fabricantes de futricas, que, certamente, não terão êxitos com as suas maquinações e à quem devemos condenar ao limbo.

Não seríamos coerentes com o que juramos, quando da nossa iniciação, e com os princípios da própria Maçonaria, se não apoiássemos essa iniciativa corajosa, (que já tem repercussão nacional !), contra uma injustificada teimosia que se arrastava há muito tempo.

Espera-se que essa atitude da GLESP e do GOB, seja o primeiro passo para a tão sonhada (utópica !) fusão, que permitiria romper a barreira das vaidades, que campeiam àqueles que têm o privilégio de conduzir os destinos da Ordem, e, que causam prejuízos, agindo diferentemente aos princípios por ela postulados. E mesmo que isso tarde, historicamente, o tratado já é um marco !

Lamenta-se que esse importante passo não tenha sido dado bem antes. Teria, certamente, evitado transferências de maus elementos, de um lado para outro (mudança de camisa !), que praticaram desmandos e mazelas em suas respectivas Obediências (Potências), algumas até inconfessáveis. Não fora a criação do presente tratado, isso tornar-se-ia uma interminável novela com episódios cada vez mais surpreendentes e reveladores. As Lojas têm motivos de sobra para comemorar esse acontecimento. Quem não acompanhar essa evolução, acabará desperdiçando os ventos da verdadeira irmandade que a beneficiam no momento atual.

O documento, provavelmente, propiciará a obtenção de algum reconhecimento do exterior, que ainda não se tem, facilitando o relacionamento de ambas as partes. Por isso, afora outros interesses que o tratado possa ter, não deixa de ser um bem e que devemos aplaudir.
Em nome do CERAT, congratulo-me com os componentes da comissão, autores do ato, pela brilhante iniciativa que levou ao bom termo uma idéia, cuja essência vale sobretudo para a própria Ordem...

"Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.

É como óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.
É como o ORVALHO DE HERMON que desce sobre os montes de Sião, porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre".

...E que vivamos felizes para sempre !

Assim seja !

Grupo Maçônico ORVALHO DO HERMON



quarta-feira, 12 de maio de 2010

RESTAURAÇÃO DE TEMPLOS VIVOS

Charles Evaldo Boller
Área de Estudo: Espiritualidade, Filosofia, Maçonaria, Simbologia


O maçom é sucessivamente exortado a edificar e restaurar templos. Reconstruir templos danificados tem na Maçonaria significado simbólico de grande profundidade filosófica. Isto porque na reconstrução concorrem valores humanos significativos, bem mais intensos que na sua construção. Para uma edificação ser reconstruída, esta deve possuir valor inestimável, e são poucos os abnegados que se habilitam na empreitada de reconstruir algo danificado e com alta probabilidade de ser destruído de novo. Na reconstrução de templos concorrem valores como firmeza de decisão e perseverança no objetivo para concluir a reconstrução, bem como, heroísmo no enfrentamento de terríveis e insidiosos inimigos durante as atividades. A ordem maçônica usa de ilustrações de reconstruções para provocar o raciocínio de restaurações constantes de um tipo especial de templo: o homem integral.

Quando em Maçonaria se faz referência a um templo, este designa o local de reunião dos maçons, e por extensão simbólica, significa o "grande" Universo e o "pequeno" Universo, aonde este último constitui a essência do próprio homem, sua força vital, o seu corpo completo; o homem como um templo vivo. Entende-se por corpo completo a sua constituição física e a força ativa que o mantém vivo. Este conjunto complexo pode ser comparado a um universo em miniatura composto de: corpo, mente, emoção e espiritualidade. Na soma total destes elementos, o espírito é considerado encarnado, parte do corpo físico. A reconstrução deste tipo de templo ocorre a cada iniciação, a cada nova modificação interior, em resultado da auto-educação estimulada pela ordem maçônica. Cada pedreiro trabalha com as ferramentas de que dispõe, em si mesmo e como resultado de seu desenvolvimento físico, intelectual, emotivo e metafísico. O sábio percebe a finalidade do desafio de modificar a si mesmo para o bem. O sublime e principal propósito é levar o homem a conhecer-se intimamente, de modificar-se, de reconstruir-se ou reorganizar-se internamente ao templo vivo que cada um é.

No diálogo, "O Banquete", Platão (428 a. C. - 347 a. C.) afirma que enquanto na juventude prevalece a admiração pela beleza, no adulto amadurecido descobre-se a verdadeira beleza na espiritualidade. É na maturidade que o homem desperta e se considera parte de um templo maior que consiste em toda a vida do "grande" Universo. Conscientiza-se que concorre para a realização de todo o esplendor do milagre da vida estabelecido em leis naturais espantosas, só compreendidas no amadurecimento espiritual adulto. Entretanto, existem "adultos" que, ao não se modificarem internamente, continuam menores de idade, dependentes da orientação de terceiros e ainda não alcançaram idade madura. Neste caso não se trata do período da vida compreendido entre a juventude e a velhice, ou a meia-idade, mas o termo último de desenvolvimento humano, a fase de autorealização. É a liberdade observada quando o homem não é culpado de sua própria menoridade, de sua heteronomia, de deixar-se conduzir por um terceiro. Heteronomia refere-se à deficiência onde a dependência não acontece for falta de entendimento ou limitação fisiológica, mas da falta de coragem ou preguiça de trabalhar em seu templo, presa de paixões desenfreadas ou vícios degradantes. Para Platão, o adulto que venceu sua minoridade reconhece que a beleza emana de sua característica espiritual, essencialmente quando desenvolvida por si mesmo e em si mesmo. E isto constitui a liberdade absoluta do homem, pois quando não padece de heteronomia, é em seu "pequeno" Universo interior, qual templo, que o homem adulto é soberano e senhor absoluto.

Um templo maçônico é a representação simbólica do Universo maior, composta de toda matéria animada e inanimada. É tão incrível a matéria deste "grande" Universo que, se observada de perto, de bem perto, ao nível atômico e subatômico, é como se toda a existência material fosse feita com absolutamente nada de massa, de quase nada, quase que exclusivamente de espaço vazio. As partículas são tão insignificantes e afastadas umas das outras em espaços relativos tão grandes que, em essência, resulta apenas espaço vazio. E é tão somente pela velocidade com que os elétrons giram ao redor do núcleo que se manifesta a solidez da matéria. Em essência, a matéria do Universo é feita de nada, de espaço vazio. Ser parte deste todo e ao mesmo tempo deste nada, deste maravilhoso espetáculo da matéria inanimada e animada pelo sopro da vida, é o que dá um importante significado para a vida do homem. É uma distinção impar ser uma individualidade diante do volume de matéria inanimada que existe. O homem é feito da matéria inanimada do Universo, a qual recebeu vida de uma forma ainda incompreensível para o seu conhecimento científico. É natural que, respeitadas as devidas proporções, se considere o homem como um "pequeno" Universo de matéria e energias aglutinadas e animadas por uma energia vital e sobre o qual o intelecto sem heteronomia exerce poder e comando.

Se as estrelas e planetas exercem influências gravitacionais de uns sobre os outros, então as partículas que formam o templo do homem, o seu "pequeno" Universo interior, estão sob influência energética dos outros corpúsculos semelhantes espalhados pelo "grande" Universo. É este pertencer que dá grande significado para a vida do homem. Seu templo faz parte indissolúvel do Universo e isto promove um maravilhoso significado para exercer a liberdade com responsabilidade. É uma honra e distinção impossível de esquecer o fato de ser premiado para viver com liberdade dando conta de si mesmo no Universo.

destruído o corpo, ou parte dele, ao nível da matéria e com a atual tecnologia disponível ainda é impossível ao homem reconstruir um templo assim. Resta remendar o corpo físico e mantê-lo funcionando mesmo que precariamente e em decadência progressiva. Para viver com qualidade, o sábio cuida bem de sua saúde física e emocional enquanto os anos lhe vão desgastando a maravilhosa estrutura biológica, até o instante em que a regeneração química de suas moléculas se torna impossível e o sopro da vida o abandona. Alguns parceiros do homem que compartilham a biosfera terrestre têm em si a capacidade de desenvolverem novos membros que lhes foram arrancados por acidentes ou predadores, mas ao homem esta faculdade ainda não se disponibilizou. Já o templo interior do homem é passível de reconstrução, basta que para isto se parta para a ação com vontade e perseverança. A capacidade de reconstruir o templo interior, uma vez destruído, é uma capacidade que cada homem possui em potencial. É só deixar que esta inclinação espiritual se manifeste e se obedeça ao bom senso de seguir sempre em frente.

Simbolicamente, a ação nobre da espada inibe a aproximação e defende do inimigo externo e subjuga e mata o inimigo interno, enquanto a trolha, na mão do trabalhador da pedra, participa na edificação e reedificação de templos. A trolha constrói o templo externo de pedra, assentando as pedras, em cujo interior, ao alisar as paredes, melhora as relações entre as pedras vivas que estão construindo e reconstruindo templos vivos. Os maçons reúnem-se num templo de pedra que representa o Universo, local sagrado onde cada indivíduo reconstrói seu próprio lugar sagrado, o templo de si mesmo. É local também onde se provoca e incentiva ao seu irmão a edificar e melhorar seu templo. Cada um atua num templo de carne que é a representação em miniatura do Universo dentro de um templo de pedra que representa o Universo. Os templos melhorados pelo trabalho em si mesmos agradecem ao privilégio de vestirem ossos com carne, animados pela força ativa do espírito que exalta o dom da vida. É pelo conjunto de todo o trabalho de construção e reconstrução, planejado racionalmente, que o maçom declara a glória do Grande Arquiteto do Universo.

GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V

Rio de Janeiro – RJ – Brasil

TOLERÂNCIA VS INTOLERÂNCIA



A intolerância causa mais sofrimento a você do que aos outros, ao passo que a tolerância é um remédio para suavisar as feridas alheias”.

Grupo Maçônico Orvalho do Hermon

sábado, 8 de maio de 2010

O VENERÁVEL


O Venerável é o líder da Loja. A sua posição de dirigente maior faz dele o exemplo a ser seguido. Mas o que é ser líder? Antes de qualquer outra consideração é preciso distinguir bem o “líder” do “chefe”. Nos escritórios, nas repartições públicas, nos quartéis, temos os “chefes” e os “lideres”. O chefe manda. O líder orienta e conduz. Em qualquer lugar existe uma clara distinção entre as duas figuras. O Venerável de uma Oficina deve ser sempre o “líder” e nunca o “chefe”.

LIDERANÇA

Como liderar? Podemos resumir em três vertentes, os princípios básicos que tornam o Venerável um líder de sua Loja. Primeiro: governar para todos; Segundo: conhecer seus liderados; Terceiro: unir o grupo.

GOVERNAR PARA TODOS

O que é governar para todos? É administrar a Loja sob a égide dos princípios universais da fraternidade maçônica entre os irmãos e, conseqüentemente, a paz na Loja possibilitará ao Venerável em governo tranqüilo, profícuo e pleno de realizações. O Venerável, por exemplo, deve ser conciliatório o suficiente para esquecer que os irmãos A, B, e C apoiaram outro nome na disputa eleitoral. Deve, isto sim, aproximar-se deles, atraindo-os para os trabalhos de Loja, nomeando-os para comissões importantes, dando-lhe missões como representantes da direção da Oficina, etc.

O Venerável deve dirigir o “grupismo”, mal que assola grande parte de nossas Lojas. Não se pode admitir que as Lojas se dividam em dois ou três grupos, pois isto é “antimaçonaria”. E, para se evitar o “grupismo”, basta governar com todos os irmãos. Nomear, indistintamente, irmãos de várias correntes para as mesmas comissões, manter sempre aberto o diálogo franco e fraterno com todos os irmãos, conhecer o pensamento de cada um para poder assim, compreendê-los bem.

CONHECER SEUS LIDERADOS

O Venerável deve estar sempre presente aos seus irmãos. Deve conhecê-los e às suas famílias muito bem, vivenciando o seu dia a dia e participando dos seus momentos de alegria e de tristeza. O Venerável deve ser antes de tudo, um “visitador”. Deve fazer das visitas as casas dos irmãos uma rotina e ombrear-se com eles nas suas dificuldades, procurando ajudá-los e enfrentá-las e convocando a Loja para estar presente ao seu lado em tais momentos.

O Venerável deve ser sempre, solidário com os irmãos nas horas de dificuldades. Se o irmão foi injustamente acusado ou preterido nos seus direitos, devemos agir como “leões” na sua defesa. Nas Lojas este papel é do Venerável, que deve acionar os irmãos para, como um só homem, irem em auxílio do irmão injustiçado.

E essa obrigação solidária do Venerável deve desdobrar-se quando o irmão partir para o Oriente Eterno. Embora tenhamos a proteção do PEMEG, é indispensável que a Loja, sob a liderança do seu Venerável, se faça presente, “imediatamente”, quando o irmão faltar. O momento da morte, ainda que anunciada, é traumático em quase todas as famílias. E é este o momento mais importante, mais presente em que precisamos mostrar a nossa solidariedade, a nossa fraternidade, inclusive material, se a tanto chegarem as necessidades das cunhadas e dos sobrinhos.

UNIR O GRUPO

Se o Venerável governar para todos os irmãos e vivenciar os seus problemas, saberá administrar as dificuldades que surgirem. O Venerável não poderá, jamais, dar curso ou cultivar as dissensões e, muito menos, adotar posições de intransigência e intolerância, alimentado-as. O Venerável deve ter, antes de tudo, “jogo de cintura” e tolerância. O autoritarismo é inimigo da Maçonaria e leva, fatalmente, à desagregação.

Para unir o grupo, o Venerável deve, antes de tudo, sopesar bem as decisões, levando-as primeiramente, a ampla discussão e votação, procurando, sempre, trabalhar com a Loja cheia, convocando-a previamente quando a decisão a ser discutida possa trazer polêmica ou levar a desunião. É preciso difundir entre os irmãos que a maioria, deve sobrepor-se a minoria, sem que esta se sinta diminuída. É bom lembrar que a minoria de hoje pode tornar a maioria de amanhã, na alternância do poder que é natural na democracia maçônica.

A CONDUTA PROFANA DO VENERÁVEL

O Venerável deve saber que existem alguns “dogmas” que precisam ser respeitados para bem exercer “as suas funções”: além da necessidade de governar para todos, conhecendo e vivendo o problema dos irmãos e, com isso, manter o grupo unido, o Venerável não pode negligenciar com alguns conhecimentos importantes para um líder maçom:

1° - O Venerável de uma Loja é o espelho de seus irmãos. Qualquer ato falho por ele praticado libera os seus irmãos para cometerem os mesmos erros. O Venerável deve ser, portanto, um exemplo de chefe de família e de boa conduta na comunidade.

2° - Se ao maçom é vedada a pratica de atos que possam chocar a sociedade e a família, ao Venerável esses atos são inadmissíveis. O Venerável de uma Loja não pode ser “velhaco”, não pode desonrar os seus compromissos; não pode dar cheque sem fundos; não pode deixar uma duplicata ir ao protesto; não pode ficar devendo no armazém ou na farmácia; não pode desonrar a sua família, deve beber com moderação, etc.

3° - Ao Venerável não é permitido transigir com o erro. Cabe-lhe, como também ao irmão Orador, velar para que as leis sejam integralmente respeitadas e cumpridas. Se o irmão errou, “seja ele quem for”, deve ser apenado segundo o que preceitua a nossa legislação. Não pode o Venerável, para ser “bonzinho”, comprometer a instituição, abraçando a causa do errado ou reivindicando que Grão Mestrado o faça, permitindo que a comunidade lance sobre nós suspeitas de acobertamento do erro.

ADMINISTRAÇÃO

Administração não é fácil. Algumas regrinhas básicas, entretanto, ajudam bastante. Se o administrador for líder, ele terá 80% de sucesso na sua gestão. Os restantes 20%, o líder “tira de letra”.

Vamos lembrar algumas dessas “regrinhas” com a ajuda inestimável do irmão José Castellani:

1. Os rituais devem ser obedecidos à risca. Não existe improvisação em Maçonaria. Não se admite práticas do Rito Brasileiro em Lojas do Rito Escocês ou do Rito de York em Lojas do Rito Adoniramita e assim por diante, simplesmente porque é “bonitinho”. A pureza dos Ritos é condição primordial para a beleza da liturgia praticada nas Lojas. Sobre o rigoroso cumprimento das leis e dos rituais.

“(é atribuição do Venerável) atender todas as disposições regulamentares e formalidade ritualísticas, em qualquer sessão, mormente as de Iniciação, Elevação e Exaltação, sob pena delas serem nulas, por irregularidades cometidas, com sérios prejuízos para os candidatos e para a Oficina. Não é permitido, por exemplo, abrir a sessão a um só golpe de malhete, pois não é maçonaria a sessão assim aberta.

2. (O Venerável deve) Impedir diálogos, apartes repetidos, referencia pessoais diretas ou indiretas, que possam ofender a quem estiver com a palavra, usando de toda a moderação, prudência e urbanidade em todos os seus atos.

3. (O Venerável deve) Proibir discussão sobre assuntos que possam irritar os irmãos, alterando a harmonia e fraternidade que deve reinar entre todos os maçons.

4. (Ao Venerável é permitido) Suspender os trabalhos, sem as formalidades ritualísticas e até levantar a sessão, quando não puder manter a ordem. Os trabalhos, assim encerrados, não poderão ser continuados, na mesma sessão, sob a presidência de outro maçom qualquer. É claro que essa providencia é de cunho extraordinário e deve ser tomado com grande descortino, para que não se configure uma manobra autoritária e arbitrária.

5. Os metais da oficina são intocáveis. “O Venerável também não poderá usar os metais da Loja para aplicação no mercado financeiro, sem a aquiescência da maioria dos Maçons presentes a sessão convocada especificamente para esse fim, pois, havendo risco de perda, há necessidade do aval da Loja; se isso não acontecer, o Venerável incorrerá em crime de apropriação indébita, podendo ser processado nos termos da Lei Penal e do Código Processual da Obediência.

6. O Venerável deve ser objetivo na condução dos trabalhos. Deve se ater ao Ritual e ao essencial. Deve evitar digressões desnecessárias que só alongam as sessões, causando mal estar e desencanto. As sessões longas são um excelente motivo para as freqüentes ausências dos irmãos. Quando menos tempo se usar para assuntos desnecessários mais substanciais poderá ser o “Tempo de Estudos ou Instrução”, fonte importante de conhecimentos. autor é José Ricardo Roquette

GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

O COMPORTAMENTO DO MAÇOM DENTRO E FORA DO TEMPLO

O tema “O COMPORTAMENTO DO MAÇOM DENTRO E FORA DO TEMPLO” está intrinsecamente relacionado aos princípios de nossa Sublime Ordem que propaga ser uma escola formadora de líderes. Como sabemos, o exercício da liderança representa um ônus elevado pois, além da responsabilidade inerente, o comportamento é fundamental pelo exemplo que sua imagem passa aos seus seguidores.

Ao ingressarmos em nossa instituição, juramos o respeito aos seus estatutos, regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que a regem, bem como, o amor à Pátria, crença no G.·.A.·.D.·.U.·., respeito aos governos legalmente constituídos e acatamento às leis do nosso país.

Por esta razão, espera-se que o maçom reitere seu juramento com sua presença nas reuniões maçônicas e se dedique, de corpo e alma, à prática da moral, da igualdade, da solidariedade humana e da justiça, em toda a sua plenitude.

Destacamos, resumidamente, como essenciais à formação do templo interior de cada maçom, os ensinamentos a seguir que recebemos através dos estudos desenvolvidos nos vários graus maçônicos.

SABEDORIA
O somatório dos conhecimentos adquiridos durante nossa existência pela experiência própria ou através dos ensinamentos recebidos devem nos orientar no sentido que, antes de tomarmos uma decisão, precisamos avaliar o quanto conhecemos do fato, se é a verdade e se irá trazer algum benefício, ou seja, devemos usar o princípio das “peneiras da sabedoria”.

O único meio eficaz para se combater a ignorância, os preconceitos, a superstição e os vícios é o saber, pela simples razão do próprio significado de cada um desses conceitos, ou seja:

- Ignorância significa o desconhecimento ou falta de instrução, falta de saber.
- Preconceito significa o conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados.
- Superstição significa o sentimento religioso excessivo ou errôneo que, muitas vezes, arrasta as pessoas ignorantes à prática de atos indevidos e absurdos, ou ainda, a falsa idéia a respeito do sobrenatural.
- Vício significa o defeito que torna uma coisa ou um ato impróprios para o fim a que se destinam. É a tendência habitual para o mal, oposto da virtude.

Podemos pressupor que todos os maçons tenham o domínio sobre o saber necessário para comportarem de forma digna em todos os momentos, sejam eles profanos ou maçônicos, mas precisam lembrar-se, sempre, que é mais fácil sucumbir ao vício, que aprimorar a virtude.

Em Números 30.2 encontramos "Moisés disse aos chefes das tribos dos israelitas o seguinte: - O que o Deus Eterno ordenou é isto: Quando alguém prometer dar alguma coisa ao Eterno ou jurar que fará ou deixará de fazer qualquer coisa, deverá cumprir a palavra e fazer tudo o que tiver prometido".

TOLERÂNCIA
É, das virtudes maçônicas, a mais enfatizada pois significa a tendência de admitir modos de pensar, agir e sentir que diferem entre indivíduos ou grupos políticos ou religiosos.

Muitas vezes confundimos tolerância com conivência. Tolerância é a habilidade de conviver, com respeito e liberdade, com valores, conceitos ou situações que, nem sempre, concordamos, portanto, há convivência mas, não há, obrigatoriamente, concordância. Conivência é a convivência em que, mesmo não concordando com certos valores, conceitos e situações, deixamos de expressar nosso parecer desfavorável, não refutamos mesmo que só em pensamento e, não reprovando, estamos tacitamente autorizando, aceitando, gerando cumplicidade.

Deus é tolerante com o pecador, não com o pecado. Se Deus fosse tolerante com o pecado, seria pecador também, o que é uma blasfêmia. Pode-se viver com pecadores e ser tolerante, sem ser conivente.

Devemos ser tolerantes com nossos filhos quando eles erram, não podemos ser omissos e coniventes com o erro, devemos expressar nosso descontentamento e corrigir o desvio. É dever e responsabilidade de todo o pai.

É preciso praticar a tolerância com a família, amigos, no trabalho, bem como na sociedade em geral pois, um dos postulados em que a Maçonaria se fundamenta e dado inclusive como exigência, como fundamento: “Exigir a tolerância com toda e qualquer forma de manifestação de consciência, religião ou de filosofia, cujos objetivos sejam de conquistar a verdadeira moral, a paz e o bem-estar social”.

A tolerância também esta ligada à democracia, pois a tolerância nos faz admitir, que nosso voto seja vencido, acabando-se os argumentos, feita a votação; o resultado tem que ser respeitado e apoiado para o bem da causa maior, isso nos parece que seja um sentimento, ou melhor dizendo, uma atitude tolerante.

Mahatma Gandhi afirmou: Desconfie das pessoas que vendem ferramentas, mas que nunca as usam, ou seja, como pregamos tolerância se dela não fazemos uso. Portanto a prática da tolerância é indispensável para todo aquele que a exige.

Dentro da Maçonaria não é diferente, entendemos que a tolerância está ligada, como ponto de partida às concessões feitas para preservar as engrenagens da Ordem, que admite e respeita as opiniões contrárias.

Shakespeare disse “não importa” o quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso”. Devemos ser tolerantes com atos destemperados e isolados de irmãos, tolerantes com o desconforto causado por quem você jurou proteger e defender, sendo bondoso ao extremo em não tomar partido até que tudo seja esclarecido, pois o fato de não fazermos juízo precipitado, é uma das faces da tolerância.

Em síntese, precisamos ser tolerantes com a intolerância do outro, para que ele reflita e passe a seguir o seu exemplo.

A tolerância está na Sabedoria e faz se sentir na Força e na Beleza, através dos ensinamentos, no respeito à individualidade e ao direito do outro.

ÉTICA
Por definição, Ética é um conjunto de princípios e valores que guiam e orientam as relações humanas. O primeiro código de ética de que se tem notícia, principalmente para quem tem formação cristã, são os “DEZ MANDAMENTOS”, onde regras como: amar ao próximo como a si mesmo, não matarás e não roubarás são apresentadas como propostas fundamentais da civilização ocidental e cristã.

A ética é ampla, geral e universal. Ela é uma espécie de cimento na construção da sociedade, de tal forma que se existe um sentimento ético profundo, a sociedade se mantém bem estruturada, organizada, e quando esse sentimento se rompe, ela começa a entrar em uma crise auto destrutiva.

A maçonaria é uma instituição fundamentalmente ética, onde a reflexão filosófica sobre a moralidade, regras e códigos morais que orientam a conduta humana são parte da filosofia que tem, por objetivo, a elaboração de um sistema de valores e o estabelecimento de princípios normativos da conduta humana, impondo ao Maçom um comportamento ético e, exigindo-lhe que mantenha sempre uma postura compatível com a de um homem de bem, um exemplo como bom cidadão e um chefe de família exemplar.

Sendo a maçonaria, por definição, uma organização ética, são rígidos os códigos de moral e alto o sistema de valores que orientam a conduta entre maçons e também com as obediências que os acolhem, principalmente nas referências a estas, ou aos seus dirigentes.

O forte sentimento de fraternidade, designa o parentesco de irmão; do amor ao próximo; da harmonia; da boa amizade e, da união ou convivência como de irmãos, de tal forma a prevalecer à harmonia e reinar a paz.

No mundo profano, a maior necessidade é a de homens lato senso, homens que não podem ser comprados nem vendidos, homens honestos no mais íntimo de seus corações, homens que não temem chamar o pecado pelo nome, homens cuja consciência é tão fiel ao dever como a agulha magnética do pólo, homens que fiquem com o direito, embora o céu caia.

O objetivo de uma instituição maçônica é o de criar tais homens.

CARIDADE
Estamos vivendo uma época em que há uma falta aguda, um valor fundamental em todo mundo: a caridade. Pensa-se demais no progresso da humanidade através da ciência, da tecnologia, da educação, da inteligência, do sistema jurídico, social, político e econômico e, no final das contas nada disso terá nenhum valor se as pessoas não estiverem determinadas a usar isso tudo para o bem. A caridade é definida no dicionário como: “Amor que move a vontade à busca efetiva do bem de outrem”.

Para os Cristãos é, também, uma das três virtudes teologais, quer dizer, um dos misteriosos poderes que fazem a alma alcançar seu destino final, que é DEUS (as outras virtudes teologais são: fé e esperança). Se a caridade é uma virtude cristã, ela não deve estar somente na esmola, porque há caridade em pensamento, em palavras e em atos, ela deve ser indulgente para com as faltas de seu próximo, não dizer nada que possa prejudicar o outro e atender aos que necessitam na medida de suas forças.

O homem que a pratica, no seu dia-a-dia, estará sempre em paz; assegurando sua felicidade neste mundo.

Não se deixem levar pela vaidade, pela auto-condescendência, pelas aparências e pela superficialidade. Não se deixem arrastar pela âncora da comodidade que certo como um novo dia carregará seus corpos, mentes e corações para o fundo de um mar de futilidades. Não tolerem a falsidade, a hipocrisia, a desonestidade, a ambigüidade; que o seu sim seja sim e o seu não seja não!

Ao ver uma injustiça, não se calem! Diante da traição, não sejam covardes! Não se tornem cegos guiados por cegos em direção a um grande nada. E se sua espada estiver pesada, e sua vontade estiver fraca, e o que é certo e justo não lhe parecer claro, mesmo assim, acima de tudo e sempre, tenha caridade!

Ninguém precisa de nada a não ser seu próprio coração para saber o que machuca os outros. Jamais subestime o sofrimento alheio. Seu julgamento poderá lhe falhar, seu conhecimento, sua experiência, sua inteligência, sua força poderão ser todos inúteis diante do mal, que torcerá fatos e palavras e aparências até fazer o branco parecer preto e o preto parecer branco; decida com caridade, porém, e toda essa farsa se dissipará sob o brilho de uma alma íntegra.

A CARIDADE é uma entrega absoluta por amor ao próximo.

JUSTIÇA
Para escrevermos sobre a justiça, primeiro temos que saber o que significa a palavra justiça, definida no dicionário como: Conformidade com o direito; a virtude de dar a cada um aquilo que é seu. A faculdade de julgar segundo o direito e melhor consciência.

Assim, para definirmos a justiça na maçonaria, seria melhor recorrermos mais uma vez ao dicionário, e, logo acima da palavra justiça encontraremos a palavra Justeza, que significa Qualidade daquilo que é justo; exatidão, precisão, certeza. Propriedade de uma balança analítica que permanece equilibrada quando pesos iguais são colocados em seus pratos.

Contudo, para termos um rumo e sentido do que seria a definição de justiça na maçonaria, temos que entender como é a organização do Estado, como é dividido, para que cada cidadão possa ter o seu direito respeitado, e, por conseguinte, a justiça dar a cada um aquilo que é seu.

Para falarmos na construção do Estado, temos que falar de Montesquieu (1689/1755) e do seu livro o Espírito das Leis, sua principal obra, na qual procurava explicar as leis que regem os costumes e as relações entre os homens a partir da análise dos fatos sociais, excluindo qualquer perspectiva religiosa ou moral.

Segundo Montesquieu, as leis revelam a racionalidade de um governo, devendo estar submetido a elas, inclusive a liberdade, que afirmava ser "o direito de fazer tudo quanto às leis permitem". Para se evitar o despotismo, o arbítrio, e manter a liberdade política, é necessário separar as funções principais do governo: legislar, executar e julgar. Montesquieu mostrava que, na Inglaterra, a divisão dos poderes impedia que o rei se tornasse um déspota. "Tudo estaria perdido se o mesmo homem ou a mesma corporação dos príncipes, dos nobres ou do povo exercesse três poderes: o de fazer as leis, e de executar as resoluções públicas e o de julgar os crimes ou as desavenças particulares”.

Como se percebe, para podermos viver em sociedade ou mesmo só, temos que ter regras para serem respeitadas e leis para serem cumpridas. Quem vive em sociedade, por obvio tem maior compromisso com as leis, pois envolve mais pessoas no processo de interação social. Assim, mesmo o que vive isolado na mata ou em uma ilha, ou outro lugar que seja, tem que respeitar leis da natureza ou dos homens.

Nas sociedades atuais os benefícios florescem sob a premissa de que aqueles que mais realizam mais merecem receber – a chamada Meritocracia. No entanto, esse sistema de justiça deixa a desejar e de ser aceito quando ignora que aqueles que mais precisam também devem ter suas necessidades assistidas. Esse é o paradoxo da Justiça, cega por definição e por princípio.

A Maçonaria é uma sociedade que pugna pelo Direito, pela Liberdade e pela Justiça e, dentro dessa perspectiva, cada Maçom deveria ser, sobretudo, um defensor incansável da Justiça. Um dos preceitos elementares é o da igualdade de direitos, consagrados na declaração Universal dos Direitos do Homem. Todavia, a própria existência desse preceito dá margem a que a Justiça se veja diante de um paradoxo, raramente discutido e talvez não completamente entendido.

O homem, principalmente o Maçom deve ser senhor dos seus hábitos, dispor de autodomínio em relação aos seus ímpetos, saber distinguir com imparcialidade o real do irreal, desprezando as doutrinas exóticas, conceitos dúbios e principalmente os princípios que não coadunam com o Amor e a Fraternidade, e muito particularmente, os vícios tidos como normas Sociais, mas que, inadvertidamente corrompem, aviltam e envelhecem.

Dessa forma, a Maçonaria no maçom é a Bondade no lar, a honestidade nos negócios, a cortesia na sociedade, o prazer no trabalho, a piedade e a sincera preocupação para com os desvalidos da fortuna, o socorro aos mais fracos, o perdão para o penitente, o amor ao próximo e, sobretudo a reverencia a Deus.

À medida, então, que as organizações societárias, dentre as quais se insere a Maçonaria, caminharem para se transformar realmente em verdadeiros locais de trabalho/serviço e aprendizagem, estarão se abrindo imensas possibilidades de transformações na própria cultura universal e em seus próprios conceitos sobre os direitos e a Justiça.

LIDERANÇA
“Liderar, é influenciar positivamente as pessoas para que elas atinjam resultados que atendam as necessidades, tanto individuais quanto coletivas e, ainda, se responsabilizar pelo desenvolvimento de novos lideres”.

Um dos componentes de formação de um Maçom é o de aprimorar ou desenvolver, caso não tenha, um potencial e forjá-lo, para que se transforme em um líder.

O líder para descrever suas realizações, utiliza o seguinte formato: O Problema, a Ação e finalmente o Resultado.

Os lideres, diariamente, se envolvem em situações de conflito, seja no âmbito pessoal, quanto no profissional. O modo como reagem a essas situações, pode ser o fator determinante do sucesso no resultado através de 5 posições: Evitar, Acomodar, Competir, Comprometer e Colaborar.

Inserida firmemente no conceito de liderança está a INTEGRIDADE, a honestidade do líder, sua credibilidade e coerência para por valores em ação. Os líderes têm uma responsabilidade indeclinável de estabelecer altos padrões éticos para guiar o comportamento dos seguidores. Preocupado com o que acha ser uma falta de ímpeto na vida organizacional, John Gardner fala sobre os ASPECTOS MORAIS da liderança. Os líderes, de acordo com Gardner, têm a obrigação moral de fornecer as centelhas necessárias para despertar o potencial de cada indivíduo, para impelir cada pessoa a tomar a iniciativa do desempenho das ações de liderança.

Ele destaca que as altas expectativas tendem a gerar altos desempenhos. A função do líder é remover obstáculos ao funcionamento eficaz, ajudar indivíduos a ver e perseguir propósitos compartilhados.

O termo liderança descreve alguém que usa carisma e qualidades relacionadas para gerar aspirações e mudar pessoas e sistemas organizacionais para novos padrões de desempenho. É a liderança inspiradora que influencia seguidores para alcançar desempenho extraordinário em um contexto de inovações e mudanças de larga escala. As qualidades especiais dos líderes incluem:

- Visão: ter idéias e um senso claro de direção, comunicá-las aos outros, desenvolver excitação sobre a realização de sonhos compartilhados;
- Carisma: gerar nos outros entusiasmo, fé, lealdade, orgulho e confiança em si mesmos através do poder do respeito pessoal e de apelos à emoção;
- Simbolismo: identificar heróis, oferecer recompensas especiais e promover solenidades espontâneas e planejadas para comemorar a excelência e a alta realização;
- Delegação de Poder: ajudar os outros a se desenvolver, eliminando obstáculos ao desempenho, compartilhando responsabilidades e delegando trabalhos verdadeiramente desafiadores;
- Estimulação Intelectual: ganhar o engajamento dos outros criando consciência dos problemas e guiando a imaginação deles para criar soluções de alta qualidade;
- Integridade: ser honesto e confiável, agindo coerentemente com suas convicções pessoais e realizando compromissos concluindo-os.

PERSEVERANÇA
A maior empreitada do homem é sua própria vida e não tem nenhuma garantia que será bem sucedido, entretanto, pelo acumulo de conhecimentos, muitos de experiências frustradas, ele sabe que a alternativa é prosseguir, lutando contras as adversidades e incertezas, fazendo aliados, acreditando no Supremo Arquiteto dos Mundos e persistindo no rumo do seu objetivo.

A perseverança é uma qualidade pois significa a firmeza, a constância com que devemos nos empenhar em nossas atividades, porém atentos e sempre atualizados porque tudo muda e nos precisamos mudar nossas atitudes e nosso comportamento para não persistirmos em erro.

Precisamos interagir com os indivíduos da sociedade para concretização dos processos de mudança. Devemos criar sempre o estado de dúvida sobre as efetivas possibilidades de sucesso porque mexemos com um conjunto de informações e vagas lembranças misturadas, às vezes, com preconceitos e frustrações.

Para a interação com as pessoas é necessário que exista, entre elas, um relacionamento que proporcione um mínimo de confiança mútua. Havendo este ambiente de confiança, pode-se mostrar o bem maior a ser desfrutado pela mudança. Assim, a força da empatia ajuda na percepção da maior satisfação individual e em equipe.

Concluindo, precisamos persistir. A perseverança exige um processo de mudança, reavaliando nossos conceitos, objetivos e ideais e é assim que começa a nascer o novo comportamento no pensar e agir, sabendo que a obra de nosso templo interior poderá nos exigir, algumas vezes, uma árdua reconstrução. É um processo permanente onde estamos educando e sendo educados. (Educare – Latim, significa sair de dentro da pessoa).

É bom lembrar que os valores individuais tem origem nos grupos e na cultura e, sem a certeza de quais sejam esses valores fundamentais, poderemos ser um alvo fácil para as falsas verdades. Usando espontaneamente os dons que temos, sem constranger ou prejudicar o próximo, leva-nos à verdade e a luz.

CONCLUSÃO
O Maçom é livre, de bons costumes e sensível ao bem e que, pelos ensinamentos da Maçonaria busca seu engrandecimento como ser humano atuante e culto, combatendo a ignorância. A ignorância é o vício que mais aproxima o homem do irracional.

Assim sendo e por ser Maçom, deve ele conduzir-se com absoluta isenção e a máxima honestidade de propósitos, coerente com os princípios maçônicos, para ser um obreiro útil a serviço de nossa ordem e da humanidade.

Não se aprende tudo de uma só vez. O saber é o acúmulo da experiência e dos conhecimentos que se tem acesso, mas, a ação construtiva da Maçonaria deve ser exercida de forma permanente em todas as suas celebrações, trabalhos em Loja e no convívio social, através da difusão de conhecimentos que podem conduzir o homem à uma existência melhor pelos caminhos da Justiça e da Tolerância.

O Maçom deve ter e manter elevada Moral, tanto na vida privada como na social, impondo-se pelo respeito, procedimento impecável e realizando sempre o Bem. É pelo valor moral que podemos cumprir sempre nossos deveres como elementos da Sociedade Humana e, particularmente, como membros da Sociedade Maçônica.

O Maçom busca o Bem pelo cultivo das virtudes e pelo abandono dos vícios. Tenta polir constantemente a sua pedra bruta reforçando a sua virtuosidade e reprimindo conscientemente os seus defeitos. Pela auto-disciplina livremente imposta a si mesmo, torna-se também exemplo para seus pares, colaborando para o progresso moral daqueles que com ele interagem.

Trabalho enviado pelo I.'. Milton Antonio Sonvezzo, M.'.M.'. da Loja Graal do Ocidente, federada ao Grande Oriente do Brasil.

Esta RL, juntamente com mais três, formam o Templo Ocidente e, uma vez ao ano, promovem um evento denominado "SEMTO" que significa Seminário dos Mestres do Templo Ocidente. Este trabalho foi apresentado no último evento, realizado em 01 de Setembro de 2003.

Contribuiram parea este trabalho os II.'.Antonio Carlos Cardoso, Antonio José Ferreira Garcia, Daniel Vieira Damaia, Eugênio Morganti, João Manoel da Silva Neto, Maurício Stainoff, Milton Antonio Sonvezzo, Oswaldo Chagas do Nascimento, Renato Kleber Mareze, Vanderlei dos Santos, Vanderlei Venceslau Faria e Walter Benegra.

GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO IV
Rio de Janeiro – RJ – Brasil