sábado, 21 de maio de 2011

ESTAR ENTRE COLUNAS

 

I- INTRODUÇÃO

O propósito do presente trabalho é delinear os direitos e obrigações do “Entre Colunas”, prática muito usada especialmente nas reuniões capitulares de uma das ordens Básicas da Maçonaria, que foi a Ordem dos Cavaleiros Templários. Infelizmente, não mais tem sido ensinada e nem posta em práticas nas Lojas.

O interior de uma loja Maçônica (Templo) é dividido em quatro partes, onde a mesma simboliza o Universo. Assim temos o Oriente, o Norte e o Sul. Em algum tempo na história, logo após a construção do primeiro templo Maçônico do mundo, o Freemasons Hall, em Londres, no ano de 1776, baseado inteiramente no parlamento Inglês, construído em 1296, estabeleceu-se que as áreas pertencentes ao Norte e ao Sul chamar-se-iam Coluna do Norte e Coluna do Sul. Assim, quando um Irmão, em Loja está Entre a Coluna do Norte e a do Sul, e não entre as Colunas B e J. Mesmo próximo à grade que separa o Oriente do resto da Loja, o Irmão estará Entre Colunas. Desta forma é extremamente incorreto dizer que o passo ritualístico dos maçons tem que começar entre as Colunas B e J. Tanto isso é verdade, que os Templos modernos, especialmente de Lojas de Jurisdição do grande Oriente do Brasil e MG, têm suas Colunas B e J no Átrio, e não no interior do Templo.

Em síntese, podemos apresentar algumas situações do que é Estar Entre Colunas:

• É conjunto de Obreiros que formam as Colunas Norte Sul;

• Em sentido figurado, são os recursos físicos, financeiros morais e humanos, que mantêm uma instituição maçônica em pleno funcionamento;

• É quando a palavra está nas Colunas em discussão;

• É quando o Irmão, colocar-se ou postar-se entre as Colunas Norte e do Sul, no centro do piso de mosaico onde isto evidencia que o Obreiro que assim o faz, é o Alvo de atenção de toda Oficina;

• Na circulação do Tronco de Beneficência, o 1º Decágono aguarda Entre Colunas;

• Quando a Porta-Bandeira, com a Bandeira apoiada no ombro, entra no templo este por sua vez se põe Entre Colunas.

• Na apresentação de Trabalhos, o Irmão se apresentar Entre Colunas durante o Tempo de Estudos;

• No atraso do Irmão, o mesmo ao adentrar ao Templo ficará à ordem e Entre Colunas nas, aguardando a ordem do V.•. M.•. para que tome posse do assento.

• Em atividades ou em conversas sigilosas;

• Em assuntos ditos ou feitos, o qual jura segredo;

II - DESENVOLVIMENTO

Em toda a Assembléia Maçônica, os irmãos poderão se haver do uso da palavra em momento oportuno; caso queira obter a palavra estando “Entre Colunas”, poderá solicitá-la com antecedência ao Venerável Mestre, e obrigatoriamente levar ao seu reconhecimento o assunto a ser tratado. Sendo o Obreiro impedido de falar, ou sofra algum desrespeito a seus direitos, poderá solicitar ao Venerável Mestre que o conduza ”Entre Colunas”, e se autorizado pela parte Venerável o mesmo poderá falar sem ser interrompido desde que haja um decoro de um Maçom. Se, para estar Entre Colunas é necessária a autorização do V.•. M.•., em contrapartida, nenhum Irmão pode se negar de ocupar aquela posição, quando legalmente solicitado pela Loja, sob pena de punição.

No entanto, as possibilidades do uso da Palavra Entre Colunas são muitas e constituem um dos melhores instrumentos dos Obreiros do Quadro, sendo uma das maiores fontes de direito, de liberdade e de garantia, tanto para os irmãos, quanto para a loja. Não há regulamentação; tal vez por isso, cada dia esse direito vem sendo eliminado dos trabalhos maçônicos.

Atualmente um Irmão somente é solicitado a estar Entre Colunas, em situação de humilhação e situações tanto quanto degradantes e constrangedoras. Associou-se a idéia de responder Entre Colunas à idéia de punição, quando em realidade isso deveria ser diferente e muito melhor explorado, em beneficio do Quadro de Obreiros de todas as lojas.

Estando Entre Colunas, um Irmão pode acusar, defender a sua ou outrem, pedir e julgar, assim como comunicar algo que necessite sigilo absoluto, devendo estar consciente da posição que está revestido, isto é, grande responsabilidade por tudo que disser ou vier a fazer.

A tradição maçônica é tão rigorosa no tange á liberdade de expressão, que quando um Irmão estiver em Pé e a Ordem e Entre Colunas, para externar sua opinião ou defender-se, não pode ser interrompido, exceto se tiver sua palavra cassada pelo venerável Mestre, ato este conferido ao mesmo.

Estando Entre Colunas, o Irmão NÃO poderá se negar a responder a qualquer pergunta, por mais íntima que seja e também não poderá mentir ou omitir sobre a verdade dos fatos, pois desta forma o Irmão perde sumariamente os seus direitos maçônicos, pelo que deve ser julgado não importando os motivos que o levaram a tal atitudes. Por motivos pessoais, um maçom pode se negar a responder a quem que seja, aquilo que não lhe convier, mas se a indagação for feita Entre Colunas, nenhuma razão justificará qualquer resposta infiel.

Igual crime comete aquele que obrigar alguém a confessar coisas Entre Colunas injustificadamente, aproveitando-se da posição em que se encontra o Irmão sem que haja razão lícita e necessária, por perseguição ou com intuito de ofender, agravar ou humilhar desnecessariamente.

Quando um irmão está Entre Colunas e indaga os demais Irmãos sobre qualquer questão, de forma alguma lhe pode ser negada uma resposta. Nenhuma razão justificará que seja mantido silêncio por aquele que tenha algo a responder.

Uma aplicação prática do Entre Colunas pode ser referência a assuntos do mundo profano. É lícito e muito útil pedir informações Entre Colunas, sejam sociais, morais, comerciais, etc., sobre qualquer pessoa, Irmão ou Profano, desde que haja razões válidas para tal fim. Qualquer dos presentes que tiver conhecimento de algo está obrigado a declarar, sob pena de infração ás leis Maçônicas. O Irmão que solicitou as informações poderá fazer uso das mesmas, porém deve guardar o mais profundo silêncio sobre tudo que lhe for revelado e jamais poderá, com as informações recebidas, praticar qualquer ato que possa comprometer a vida dos informantes ou a própria Loja. Se não agir dessa forma será infrator das Leis Maçônicas.

Suponhamos que um Irmão tenha algum negócio a realizar em outro Oriente e necessita informações, mesmo comerciais, sobre alguma pessoa ou firma. A ele é lícito indagar essas informações Entre Colunas e todos os demais Irmãos, se souberem de algo a respeito, são obrigados a darem respostas ao solicitante.

Outro meio Lícito e útil de se obter informações é através de uma prancha, endereçada a uma determinada Loja, para se lidar Entre Colunas. Neste caso, a Loja é obrigada a responder, guardar o mais profundo silêncio sobre o assunto, cabendo todos os direitos, obrigações e cabendo todos os direitos, obrigações e responsabilidades ao solicitador, que deverá guardar segredo sobre tudo o que lhe foi respondido e a fonte de informações.



III - CONCLUSÃO

Muitas são acepções que norteiam sobre os ensinamentos do significado de Estar entre Colunas, porém, deve o Maçom sempre edificar suas Colunas interiores embaçado pelos Princípios da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, primando pelo bem-estar da família e pelo aperfeiçoamento da sociedade através do trabalho e do estudo, para com isso perfazer-se um homem livre e de bons Costumes.

Como dissemos no início, não há mais regulamentação ou Leis Normativas para o uso do Entre Colunas; e se não há normas que sejam encontradas nos livros maçônicos, é porque pura e simplesmente os princípios da condição Estar Entre Colunas, somente a verdade pode ser dita. Obedecido este princípios tudo mais é decorrência.

Este, alegoricamente, talvez seja o real significado no bojo dos ministérios que reagem as Colunas da Maçonaria, pois Estar entre Coluna é estar entre Irmãos.

BIBLIOGRAFIA

ASLAN, Nicola. Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia. Londrina: “ A TROLHA.

CARVALHO, Assis. Companheiro Maçom. Londrina ”A TROLHA”.

_____. Símbolos Maçônicos e suas origens. Londrina: “A TROLHA”.

CASTELLANI, José. Liturgia e Ritualística do Grau de Aprendiz Maçom

EGITO, José Laércio do. In Coletânea 2. Londrina: “ A TROLHA”.

PUSCH, Jaime. A B C do aprendiz.

Santos, Amando Espósito dos Santos; CONTE, Carlos Basílio, FERREIRA, Cláudio Roque Buono, COSTA, Wagner Veveziani. Manual Completo para lojas Maçônicas. São Paulo: Madras, 2004

GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil



domingo, 24 de abril de 2011

JESUS E A CABALA MÍSTICA



Muitos estudiosos defendem que Jesus era plenamente versado na sabedoria da Cabala ("Tradição” (Recebimento).

Se vermos a figura da Árvore das Vidas da Cabala, obesrvamos a coluna do meio, a coluna de equilíbrio.

A esfera mais baixa é a Terra, o "Reino" (Malkuth).

Logo acima, a esfera da Lua, Yesod.

A Terra está isolada de todas as outras, e sua condição sub-lunar faz com que seja necessário a consciência terrena se elevar até a esfera lunar, para que possa contemplar e depois subir à esfera de Iluminação, a esfera Solar, Tiphereth.

Muitos chegam a crer que a Iluminação era o objetivo final, mas ela é o objetivo "central"; contemplando a figura, vemos que ainda temos uma subida até a Coroa, Khether.

Tiphereth, a esfera do Sol, representa o Coração, o Cristo, e vendo a Árvore das Vidas, entendemos a frase:

"Eu sou a Verdade, o Caminho e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim".

O Caminho direto para o Plano Divino é o Coração.

A "chave" é o Amor.

Podemos colocar os ensinamentos de Jesus, de acordo com as Sephiroth (esferas) da Arvore das Vidas:

Kether - Coroa - Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.
Chokmah - Sabedoria - Ama a teu próximo como a ti mesmo.
Binah - Compreensão - Ama os teus inimigos, faze o bem aos que te odeiam, bendize aos que te amaldiçoam e ora pelos que te difamam.
Chesed – Misericórdia/Grandeza - Ao dares esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita.
Geburah – Justiça/Força - Não julgues para não seres julgado.
Tiphereth – Esplendor/Beleza - Ao acender uma lâmpada, não a coloques em lugar oculto, mas sobre o candeeiro, para que dê claridade a todos os que estão na casa.
Netzach - Vitória - Não jogues pérolas aos porcos.
Hod - Glória - Pede e receberás, procura e acharás, bate e a porta se abrirá.
Yesod – Firmeza/Fundamento/Poder - Entra pela porta estreita, porque largo e espaçoso é o caminho que conduz à perdição.
Malkuth - Reino - Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus.

Por: Giancarlo Salvagni

Não devemos esquecer que os nomes das Sefirot são todos derivados dos Livros Sagrados..

Na Torá , ao enumerar as qualificações de Betsalel , o Eterno diz :

“ Eu o enchi com o Espírito de D’us , com Sabedoria com Entendimento e com Conhecimento” (Êxodo 31-3)

“Com Sabedoria D’us estabeleceu a Terra , com Entendimento a firmou nos céus e com seu Conhecimento as profundidades foram quebradas” (Provérbios 3:19-20)

“Teus ó D’us , são a Grandeza , a Força , a Beleza , a Vitória e o Esplendor , por Tudo no céu e na terra ; teu , ó D’us é o Reino ...” (1Crônicas 29:11)

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

quarta-feira, 6 de abril de 2011

As Discussões Quentes


Charles Evaldo Boller

Sinopse: Considerações ao irmão que não concorda com o pensamento do outro.

Em qualquer discussão, aquele que concorda com seu interlocutor está apoiando a caminhada, transmitindo energia para a persistência na mesma linha de pensamento. E isto é muito bom! Discordar também é bom e salutar. Ruim é quando o pensamento de alguém é ignorado. É suficiente para deixar qualquer um triste, chateado mesmo! Isto porque, em tal circunstância, conta-se com uma grande perda, algo além do ódio, algo que nem mesmo considera o próximo igual, quanto mais companheiro, irmão. Poderá existir mal maior?
É deveras apreciado quando aportam aqueles que não concordam. A sua interpelação não é considerada ofensa, ao contrário, vê-se nisso uma demonstração de coragem, de profundo amor pelo interlocutor, algo que só o irmão faz.
Compartilho com Elie Wiesel, escritor de nacionalidade norte-americana e romena: "O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença". Partindo deste pensamento pode-se formular salutar postura diante da crítica construtiva.
Como é importante aquele que discorda que se opõem com ideias e pensamentos que fazem ambos crescerem! Poderá existir bem maior? Existirá demonstração de amor, de carinho maior que este? Que venha! Que desça o malho na cabeça do cinzel e mande para longe as asperezas. Todos crescerão! Críticos e criticados.
O ovo, mesmo não sendo um símbolo da Maçonaria, é reconhecido por ela como o símbolo da vida, a junção entre o masculino e o feminino, o inicio, o começo de uma nova vida, a fertilidade. O ovo cósmico é considerado o início de todas as coisas e dele deriva o ovo filosófico. O Grande Arquiteto do Universo é um grande escultor, porque lindas são as figuras irregulares que ele cria usando choques irregulares, constantes, às vezes fortes, outras vezes suaves. Uma atividade inconstante no tempo, a semelhança da atuação do malho e do cinzel. Sucessivos choques entre pedras brutas do fundo do rio arrancam pequenas lascas, culminando com o arredondamento das pedras originais, e as transformam em algo belo, irregular, quase sempre semelhante a um ovo. Porque será? É um artista caprichoso! A matemática do Grande Geômetra é complicada! Ele deve ter uma formulação estatística e matemática para orientar estas pancadas que resultam nestas belas obras de arte e que são encontradas em profusão por ai. O que para Ele é matemática, para as suas limitadas criaturas é o caos.
Sabe-se que onde o limitado intelecto humano atua, a linha irregular, devido sua complexa interpretação, muitas vezes é desconsiderada, mormente se a emoção toma conta, aí então, fica difícil pensar.
Partindo da observação da natureza poder-se-ia inferir que discussões acaloradas, onde aportam ideias conflitantes, tem a faculdade de polir as pessoas de uma forma até mais caprichosa que numa outra, onde cada um concorda com a linha de pensamento do outro, e estes debates mais quentes têm a faculdade de abrir caminhos que facilitam a interpretação de temas complicados.
O caos, na Maçonaria, tem relação com a intelectualidade. Poderíamos afirmar que de uma discussão caótica e acalorada, aonde interlocutores se chocam aleatoriamente e reiteradas vezes, podem aportar resultados fascinantes, totalmente novos, poderá vir a dar à luz um "ovo". E deste "ovo", deste novo conceito, a origem de nova verdade, propiciar novo horizonte, induzir à compreensão de antiga verdade com novo formato, mudar a posição do observador para novo e inusitado ângulo.
Numa etapa seguinte, com a visão modificada, o uso do cinzel poderia mudar-lhe a forma para equilibrar a interpretação do calor da discussão emotiva com a frieza do intelecto.
É comum o uso de uma técnica conhecida como "brainstorm", em português "tormenta cerebral", ou ainda, em português bem claro, "torró de parpite". É um recurso para detectar soluções e solucionar problemas muito complicados. Consiste em reunir um grupo de pessoas, tecnicamente aptas e envolvidas na mesma linha de atuação, expor o problema, enunciar soluções já aventadas, para em seguida solicitar que cada um do grupo exponha o que lhe vem à cabeça, por mais ridículo que esta ideia lhe pareça. Estas colaborações são então tabuladas, comparadas, analisadas e sintetizadas pelo mesmo grupo. Repete-se o processo tantas vezes quantas se julgarem necessárias, ou até aportar uma solução satisfatória para o que lhe deu causa. Esta é uma técnica baseada no caos. E funciona!
A discussão acalorada é assim, baseada em choques aleatórios de palpites, de considerações. O que de início parece tolice, agressão ao intelecto, é na verdade a manifestação da intelectualidade. E dela afloram pensamentos inusitados. Esta a razão de valorizar, e enaltecer muito àquele que tem a franqueza, a honestidade, a coragem de levantar e dizer: Eu não concordo!

Fonte:

GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil




Bibliografia:


1. 1. KNELLER, Jane, Kant e o Poder da Imaginação, ISBN 978-85-370-0633-7, primeira edição, Madras Editora limitada., 200 páginas, São Paulo, 2007;


2. 2. ROHDEN, Humberto, Educação do Homem Integral, primeira edição, Martin Claret Editores Limitada, 140 páginas, São Paulo, 2007;


3. 3. SCHWARTZ, David J., A Mágica de Pensar Grande, A Força Mágica do Pensamento Construtivo, título original: The Magic of Thinking Big, tradução: Miécio Araújo Jorge Honkis, ISBN 85-01-00199-6, 12ª edição, Editora Record, 284 páginas, Rio de Janeiro, 1994;


4. 4. SEMLER, Ricardo, Virando a Própria Mesa, Uma História de Sucesso Empresarial Made in Brasil, ISBN 85-325-1348-4, primeira edição, Editora Rocco limitada., 232 páginas, Rio de Janeiro, 2002;


5. 5. WEIL, Pierre; TOMPAKOW, Roland, O Corpo Fala, A Línguagem Silenciosa da Comunicação Não-verbal, ISBN 85-326-0208-8, 33ª edição, Editora Vozes limitada., 288 páginas, Petrópolis, 1994.


Data do texto: 16/10/2003.


Sinopse do autor: Charles Evaldo Boller, engenheiro eletricista e maçom de nacionalidade brasileira. Nasceu em 4 de dezembro de 1949 em Corupá, Santa Catarina. Com 61 anos de idade.


Loja Apóstolo da Caridade 21 Grande loja do Paraná.


Local: Curitiba.


Grau do Texto: Aprendiz Maçom.


Área de Estudo: Comportamento, Comunicação, Educação, Maçonaria, Pensamento, Tolerância..

sábado, 12 de março de 2011

Encadeamento Lógico dos Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito


Charles Evaldo Boller



Ao fazer resumo dos graus filosóficos do Rito Escocês Antigo e Aceito buscou-se por um encadeamento lógico entre eles; um ou outro formam certa ligação, mas a conclusão até o momento é: não existe interconexão; os diversos graus não mantêm vínculo entre si; o amor é elo da maioria, mas existem graus que dele nem passam perto; é como se os temas dos graus fossem jogados ao léu, em desordem, logicamente desconexos, aleatórios em suas propostas, mas magníficos e esclarecedores em seus objetivos.

Esta inexistência de conexão lógica entre os graus é busca constante de mentes com formação cartesiana. Teria a caballah respostas? O misticismo? O esoterismo? A lógica humana continua exuberante dentro da filosofia maçônica, seja ela mecanicista ou mística, mas em todos predomina cegueira, não se entende a possibilidade de existir ordem na desordem. O maçom busca a perfeição. Seu objetivo é a religação com a divindade. Estará ele munido de capacidade intelectual suficiente para ver beleza e ordem onde sua capacidade de pensar ainda não alcança e apenas vê desordem? Infelizmente é na busca desta condição de perfeição condicionada ao grau de evolução humana que se obscurece a razão para ver ordem na aparente desordem.

Kepler é bom exemplo quando forçou beleza e simetria em seus modelos, quando embutiu as órbitas planetárias do sistema solar em cubos e esferas; sabe-se hoje que as órbitas dos planetas que circundam o Sol são elípticas irregulares; ele não admitia que o Grande Arquiteto do Universo pudesse usar de figuras irregulares na construção do Universo. Esteve privado de visão devido à limitação da ciência e de seus referenciais transcendentais - em sua concepção, um Deus geômetra respeitaria proporções e figuras perfeitas na construção do Universo; aquilo que a mente de Kepler definia como perfeito e belo e não a realidade criada por Deus. Foi um erro de interpretação que trouxe luz para a ciência e assim ainda o é com respeito a muitas verdades a serem desveladas.

O sistema da ordem maçônica trata a mente de homens que pensam com lógica, mística e matemática em presença da desordem. Modifica o pensamento do místico e do sensitivo na presença da desordem e intui a presença de ordem. Leva o buscador cientista a encontrar nos mecanismos da Natureza a inspiração de espiritualidade que o religam ao Grande Arquiteto do Universo, mesmo na presença da aparente desordem. Existe evidência para especular e forte razão para inferir que a falta de ligação lógica entre os diversos graus do Rito Escocês Antigo e Aceito pretende demonstrar, provocar, que é na confusão que está assentada a ordem das coisas; que Deus escreve em "linhas tortas", em linguagem ainda incompreensível, indecifrável ao homem, todo o projeto do Universo. E que esta linguagem, em virtude da visão limitada do homem, mantém aparência de desordem quando em verdade manifesta perfeição num nível superior á compreensão da criatura.

A psique humana insiste em buscar ordem, perfeição e disciplina na Natureza porque não aceita que vai morrer, decompor-se em seus elementos químicos elementares, voltar para o lugar de onde foi tomado. Se o homem abandonar a idéia de buscar perfeição naquilo que ele define como perfeito, lógico e belo, encontrará na imperfeição, na aparente desorganização, razões onde tudo é gerado de forma perfeita e bela. Verá ordem no que aparenta desordem, haja vista o homem ser limitado pelos seus sensores e ainda é incapaz de entender a lógica do Criador. O indício transmitido da desarrumação dos graus acena que é da mistura de idéias e sentimentos, emanada da filosofia dos graus que ocorre ligação mais forte com a Natureza no bailado que celebra a vida.

Platão afirmava que o único círculo perfeito é a idéia de círculo que existe na imaginação. É comum encontrar o que insiste na formação de ligação matemática e perfeita entre o Grande Arquiteto do Universo e sua criatura, o homem. Ao olhar-se para a Natureza revela-se exatamente o contrário, que a ordem reside na confusão, da diversidade. Pretendem alguns que a experiência mística da existência da divindade de alguma forma esteja ligada ao homem por equações matemáticas, pela lógica ou consciência transcendente ao mundo físico. Sábios tentam estabelecer pontes entre a razão humana e a inteligência divina. O encadeamento ilógico dos graus do Rito Escocês Antigo e Aceito levanta a possibilidade de se observar a origem da Natureza no caos.

Ao se especular a história do Cosmos, desde o início da grande expansão até a formação da célula, o caos é uma boa e razoável - não única - explicação para a existência da vida. Quando o homem olha a si mesmo: 1º - como matéria feita com quase nada de massa; se considerar o átomo composto essencialmente de espaço vazio, possuidor de diminutas partículas; que todas juntas possuem massa insignificante, mas tremenda energia; isto pode até justificar a volta ao pó. 2º - como matéria totalmente destituída de massa, absolutamente nada em termos físicos; se o átomo for considerado resultado de fenômenos eletromagnéticos; o átomo ser o resultado da interação de campos magnéticos, dipolos; apenas energia; nada de matéria; apenas o vazio, o nada; isto pode até justificar a volta para a luz. Somos pó? Somos luz? Ainda não sabemos ao certo. Experiências de laboratório demonstram que a superfície da pele humana emite brilho, luz, fótons, que pode ser a manifestação do corpo físico do homem possuir nada em termos materiais, montado a partir da mais pura energia. A partir destas meditações pode-se especular que neste nível de observação da Natureza abala-se qualquer convicção de ordem e perfeição; ressalta-se desta observação que a vida é resultado de imperfeições, acidentes e assimetrias que ocorreram na linha de tempo construída pela história do Cosmos. A existência da vida ainda é um acontecimento fora das leis naturais inferidas pela concepção tecnológica e mística humana.

O que é inexplicável à compreensão humana ou é denominado milagre ou se constrói ao seu redor uma interpretação mística que usa da perfeição interpretada pelo homem e, a semelhança de Kepler, encaixa-se tudo o que não se consegue explicar dentro de padrões que são familiares aos sensores materiais. Na concepção do homem material, em sua concepção antropomórfica, o Grande Arquiteto do Universo usaria apenas aquilo que a mente humana já concebeu em termos de perfeição e beleza. É o homem quem encaixa o que não entende em padrões simbólicos ao seu alcance e é por isso que não aceita o padrão definido pelo Grande Arquiteto do Universo na construção do Universo. É a razão do maçom não discutir a constituição e aparência do Grande Arquiteto do Universo, um ser desta magnitude está fora de sua capacidade sensorial; cada homem cria um Deus de acordo com sua própria experiência sensorial. O conceito maçônico de Grande Arquiteto do Universo é o mais inteligente dos estratagemas para obter liberdade de dogmas e falácias resultantes da interpretação humana do Universo e da vida.

O homem que se conscientiza como resultado perfeito de fenômenos aleatórios e imperfeitos, percebe, justifica e testifica a existência de uma mente orientadora e criadora à qual o maçom materializa pelo conceito de Grande Arquiteto do Universo. Sem uma mente por detrás do caos a concepção de vida é impossível. Caos transmite para a lógica humana a idéia de destruição, imperfeição e apenas uma força ou mente orientadora poderia, na concepção humana de perfeição, colocar ordem no caos. O homem apenas não domina ainda a capacidade de entender como o Arquiteto dos Mundos desenha a matéria animada e inanimada; principalmente de onde resulta a vida, o que certamente afastaria o medo da morte, do nada, do esquecimento.

O homem considera-se muito importante, é a criatura eleita, o centro do Universo. Falta-lhe humildade para reconhecer que o código, a lógica divina está escrita em símbolos que ainda não formam sentido nem para a mente de formação mecanicista nem para a de formação mística. Todas as criaturas vivas da biosfera da Terra são parte de uma única criatura viva e interdependente, onde o homem é apenas mais uma criatura deste imenso caldeirão de massa viva. Sua percepção ainda não está capacitada para entender o alfabeto e a lógica do Grande Arquiteto do Universo. E como tenta construir a lógica divina enclausurada em sua própria experiência, condicionada a ilusão percebida pelos seus próprios sentidos, as tentativas de esclarecimento conduzem a respostas falaciosas, inverdades. Daí uma minoria tentar impor suas verdades aos demais pela força, resultando em prepotência e obscurantismo, empecilho na busca de aperfeiçoamento da simbologia da criação. O homem iludido pela sua percepção do Universo há que aperfeiçoar seus sensores ou utilizar-se de instrumentos que permitam ver muito além de sua restrita realidade, até o momento em que consiga ver ordem no caos.

A filosofia é um instrumento que permite ver aonde não existe luz, onde os sensores materiais e místicos nada percebem. A luz provém do caos. A ordem é inanimada, não se modifica, é sinônimo de morte. O caos é movimento, é energia, é manifestação de vida. Da divisa dos graus filosóficos do Rito Escocês Antigo e Aceito verte "ordo ab chao", "ordem no caos"; ou seria, "a ordem está no caos"?

quinta-feira, 10 de março de 2011

"O QUE PRECISAMOS É DO MAÇOM VARILUX"

"A cada um de nós compete tarefas múltiplas, na difusão do bem.. Erga-se, para trabalhar, por¬que as tarefas são muitas e importantes, e poucos são os que têm consciência delas." Carlos Pastorino*

Meus Gentis Irmãos Todos,

sempre no desejo de contribuir para que possamos acompanhar às mudanças que esse mundo em ebulição nos apresenta, tomamos a liberdade de propor um diálogo com os irmãos sobre as aptidões e qualidades de um Maçom.

Características que ele precisa para desempenhar o papel de CONSTRUTOR SOCIAL proposto nos RITUAIS em especial do REAA -GLMERGS e um dos objetivos da MAÇONARIA.


TORNAR FELIZ A HUMANIDADE, ATRAVÉS DO MAÇOM, COMO CONSTRUTOR SOCIAL.


Com este avanço tecnológico, com a genética evoluindo cada vez mais, com o tempo curto para todos , com o tal do on-line, da internet, com o conhecimento dobrando de tamanho a cada 6 - 7 anos , mesmo tempo atribuído à chegada de uma nova geração, o que nós como CONSTRUTORES SOCIAIS, precisamos para enfrentar e ter uma visão melhor do futuro do mundo e da Maçonaria?


Precisamos do MAÇOM VARILUX . O MAÇOM COM VISÃO PARA FRENTE , DE FUTURO! MAÇOM MULTIFOCAL.
 Que é o Maçom que possui uma vontade própria de correr riscos, de estar com ousadia percorrendo desafios e persistente naquilo que julga necessário para tornar feliz a humanidade.

Ele gosta de gente, mais do que formalidades e pompas.


Ele é Líder, o que dá o norte, o que guia, o que conduz, baseado nos princípios maçônicos universais, torna-se o responsável por outras pessoas e dá sua orientação no campo social.

Mas, para atingir esse objetivo social, que é na realidade o objetivo maçônico, ou as metas maçônicas de TORNAR FELIZ A HUMANIDADE, julgamos necessário utilizar algumas inteligências, ou ferramentas, ou aptidões ou atributos de um LÍDER.

COMPETÊNCIA, CONHECIMENTO, ENERGIA, EXPERIÊNCIA, ENTUSIASMO e ÉTICA.

COMPETÊNCIA, diz respeito àquelas habilidades confiáveis para fazer acontecer, seja inicialmente no comando da Loja, ou de sua Coluna, ou mesmo quando APRENDIZ, competência para gerir sua caminhada inicial maçônica.

CONHECIMENTO, diz respeito a querer aprender a aprender. Sem problemas de posto, status, sabe sempre que precisa de algo mais, para bem desempenhar suas funções. Precisa gostar de buscar o conhecimento, via leitura, via pesquisa, via teatro, cinema, etc.. Se atualiza constantemente.

ENERGIA, diz respeito à capacidade de se doar e trabalhar com afinco, aos compromissos assumidos e saber trabalhar com a diversidade, em busca do melhor, e que alguns dizem como CONSTRUTOR SOCIAL em busca do BEM COMUM.

EXPERIÊNCIA, diz respeito a sua responsabilidade. Ele sabe o caminho, já vivenciou. Porque já esteve em situações semelhantes, sabe dos problemas e gosta de orientar e transmitir tal conhecimento. Por exemplo, o 1º Experto no REAA, o que sabe , porque já passou por vários cargos e têm condições de orientar o neófito no cerimonial de INICIAÇÃO, bem como a Loja em outros assuntos de ritualística. (EXPERTO quer dizer o mais experiente).

ENTUSIAMOS, diz respeito a ter DEUS – G:.A:.D:.U:. em si, nunca desiste diante das dificuldades, têm a visão sempre pelo lado positivo, (não irreal), mas que por acreditar leva as outras pessoas perseguirem seus objetivos com mais alegria.

ÉTICA, é aquela que diz respeito de conciliar a fala com os atos e mais, ser justo nas tomadas de decisões.
Com estas aptidões o MAÇOM CONSTRUTOR SOCIAL levará sua família, a sua Loja em primeiro lugar, a comunidade em que participa e a sociedade como um todo a ser feliz. Busca do BEM COMUM, TORNAR FELIZ A HUMANIDADE É MISSÃO MAÇÔNICA.

E assim se tornará um MAÇOM VARILUX. O MAÇOM COM VISÃO PARA FRENTE , DE FUTURO! MAÇOM MULTIFOCAL.

Sendo coerente com a fala e a prática. O que fala, faz e o que faz, fala. Transparente em suas ações, onde terá a confiança pelos valores demonstrados e exemplos dados.

E para que tudo isto que desejamos aconteça, há necessidade de se trabalhar com inteligência. E esta inteligência, hoje possui vários aspectos e que são necessários, para o bom desempenho, que compete ao MAÇOM CONTRUTOR SOCIAL.


E assim se tornará um MAÇOM VARILUX. Tão necessário nos dias de hoje.


O MAÇOM precisa saber usar suas inteligências para desenvolver melhor o seu papel;


INTELIGÊNCIA LINGÜÍSTICA, diz respeito às palavras, ter um bom vocabulário, e ser um bom contador de história, inclusive para saber o valor SIMBÓLICO de nossas instruções.

INTELIGÊNCIA MATEMÁTICA, diz respeito a entender as coisas diferentes, de figuras, de problemas abstratos. Inclusive para saber fazer a diferença dos rituais que falam de um TEMPLO e nas condições atuais, sejam elas econômicas ou arquitetônicas, temos um outro prédio, mas precisamos abstrair para compreender onde estamos.

INTELIGÊNCIA VISUAL(ESPACIAL), diz respeito à percepção das cores, formas, texturas. Bem como, nos defrontamos com nossas instruções, que falam da construção do TEMPLO, por exemplo.Também o uso de imagens para ajudar a memória.

INTELIGÊNCIA FÍSICA( CINESTÉSICO-CORPORAL), diz respeito à postura, a ficar em pé, por exemplo; para apresentação de uma Peça de Arquitetura. Exercícios físicos e dança, também estão nesta parte.

INTELIGÊNCIA MUSICAL, diz respeito à percepção dos sons. Gostar de música e de sons, de melodias. Um bom Mestre de Harmonia , sabe quais às melodias necessárias para que flua bem a Sessão Maçônica. Sabe captar as necessidades dos irmãos.

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL(INTRAPESSOAL), diz respeito em primeiro lugar a olhar para si e conhecer-se. Gosta e cria tempo para reflexão e analisa suas emoções. Esta é importante em nosso meio, já que temos alguns que sabem mais da vida do outro irmão do que da sua. Precisamos inicialmente nos preocuparmos com a nossa vida.

INTELIGÊNCIA SOCIAL(INTERPESSOAL), diz respeito de gostar da companhia dos outros, gostar de gente, gostar de estar com gente ou com os irmãos. Demonstra alto nível de empatia com os outros. É aberto a novos contatos, por exemplo: em visita a uma outra Loja, não se inibe e se faz conhecer, se apresentando aos outros irmãos.

INTELIGÊNCIA AMBIENTAL(NATURALISTA), diz respeito a ter compreensão das necessidades ecológicas do momento que estamos vivendo em todo mundo. Respeitar a natureza, a sua e principalmente nosso meio ambiente. Nosso Eco Sistema e o primeiro é o nosso corpo, nossa morada. Sejamos inteligentes em não fumar, em não beber, em não usar erroneamente nosso corpo.

INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL, diz respeito às questões fundamentais da existência. De onde vim, onde estou, para onde vou. Agir com os princípios, valores adquiridos na família e questionar aquilo que não lhe serve para progredir espiritualmente. Questionar os modos ditos normais de se comportar, ditado pela maioria, ou por imposição social. Sai da manada.

INTELIGÊNCIA PRÁTICA, diz respeito ao fazer, fazer acontecer. Ser parte da solução e não do problema. Pôr a mão na massa. FAZER, AGIR. Deixa de falar e começa a AGIR. Que a principal função maçônica, visto que só quem sabe agir, sabe refletir.

Não esqueçam , meus irmãos;

“SABEDORIA É SABER O QUE FAZER, HABILIDADE É SABER COMO FAZER. VIRTUDE É FAZER”. David Starr Jordan

Com essas INTELIGÊNCIAS que todos nós podemos e devemos desenvolver, meus irmãos, conheceremos e nos tornaremos então, O MAÇOM VARILUX, ou seja, O MAÇOM MULTIFOCAL. O MAÇOM em sua PLENITUDE!


Terá ele ou teremos nós, condições de TORNAR FELIZ A HUMANIDADE, visto a compreensão dos propósitos maçônicos universais e condições de competência para agir.

Assim fazendo, vamos melhorar nossa Loja, nossa família e alcançaremos as metas, os objetivos Maçônicos assumidos na INICIAÇÃO. Que cada um de nós, vivenciou e jurou peante os demais irmãos.

Este MAÇOM VARILUX, MAÇOM MULTIFOCAL, será capaz de conduzir a INSTITUIÇÃO MAÇONARIA ao lugar de destaque SOCIAL que precisa e têm obrigação de estar.TAREFA PARA LÍDERES, principalmente INSPIRADORES.
Já que a maçonaria foi feita para o MAÇOM.

Pense nisto, meu irmão, meus irmãos todos, não há como melhorar a MAÇONARIA, se não melhorarmos o MAÇOM. Principalmente, nesta gloriosa função e missão de CONSTRUTOR SOCIAL.

Ele precisa ser MULTIFOCAL, precisa ter um olhar holístico da MAÇONARIA e principalmente do MUNDO para atuar nele.

Precisamos sair da MAÇONARIA MEMISTA* ou da MAÇONARIA REPETITIVA para uma MAÇONARIA COGNITIVA*, da maçonaria do aprendizado útil e abrangente de conhecimento e atualizada de propósitos sociais, ecológicos e éticos, posturas que a sociedade necessita mais do que nunca.


O MAÇOM PRECISA APRENDER A SER LOCOMOTIVA E DEIXAR DE SER VAGÃO SOCIAL.

Naõ esqueça, QUEM NÃO FAZ, NÃO MUDA!
Fraternalmente.


Carlos Augusto Gabech Pereira da Silva
EX:.V:.M:. LOJA OBREIROS DE SÃO JOÃO Nº 42.
Porto Alegre – RS
 Fonte: GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
          Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
          Rio de Janeiro – RJ – Brasil

quarta-feira, 9 de março de 2011

A ESCOLHA DA ADMINISTRAÇÃO DE UMA LOJA MAÇÔNICA





Trata-se de uma difícil tarefa a escolha e composição da Administração de uma Loja Maçônica.

Mesmo sabendo que é um privilégio das nossas Lojas disporem de quadros tão bem preparados para exercerem qualquer Cargo em Loja, passamos a indicar alguns requisitos que entendemos essenciais para facilitar as futuras escolhas ou indicações.
Consideramos que a liderança é a função mais importante e mais difícil de ser desempenhada em uma Loja Maçônica.
A começar pelo futura V.•.M.•., a escolha ou indicação deve apontar um Irmão, além de testado nos vários cargos da Loja, precisa ser ético, sensato, confiável, conduta ilibada, paciente, puro, pacífico, justo e sem vícios; com as qualificações para ensinar e aprender; se destacar pela competência em tratar com pessoas e com coisas. O líder nunca deve se destacar pelo que faz, mas sim o que ele é.
Por ser fundamental, a liderança do Venerável Mestre é muito importante na condução dos trabalhos ritualísticos, implantação dos projetos da Loja, na dinâmica e união fraternal dos Irmãos.
É desejável considerar entre seus requisitos, os conhecimentos doutrinários; se chefia sua família de maneira adequada; se sua condição financeira é digna e estável. Por certo, uma escolha apressada de alguém desqualificado poderá trazer resultados desastrosos para a Nova Administração.
Evidentemente, não basta ter freqüência nas sessões ou ler Rituais e Livros Maçônicos, tudo isso é importante, mais do que isso, é necessário saber liderar com sabedoria.
O futuro V.•.M.•. deve ser um lider agregador e proativo, que disponha de tempo para dedicar aos seus Irmãos e à Maçonaria; deve ser severo e rigoroso, sem esquecer a benevolência. A administração da Loja requer destreza, dedicação, vontade e habilidade.
Liderar é a capacidade de fazer com que, os Irmãos, estimulados por um objetivo comum, executem as atividades planejadas sem necessidade de coerção, a fim de permitir a realização do planejamento da Loja. Significa, portanto, que a meta da Loja deve ser alcançada, por meio de ações empreendidas por todos os Irmãos e não por um pequeno grupo deles.
Portanto, cabe ao futuro Administrador e Líder Espiritual fazer a escolha, independentemente da opinião do Irmão diretamente interessado.

Como é sabido, a maçonaria é uma Ordem inicática, assim, cada Irmão, naturalmente, apresenta um conjunto de virtudes, desenvolvidas ao longo da sua vida, na Loja, que o qualifica para a subida pela Escada de Jacó.

Pelo menos deve ser considerada a sua constância nas sessões, lealdade para com a Loja e com os irmãos; discrição e disposição para desempenhar o cargo.

Sabemos que uma das qualidades que não pode faltar ao verdadeiro maçom, é o espírito de justiça. Sem ele ninguém poderá ostentar qualquer aperfeiçoamento espiritual.

Não importa ser bom na ritualística, ter decorado ritual e na prática se comportar como um profano de avental. O verdadeiro maçom deve ser cauteloso, bondoso, justo, imparcial e falar sempre sem reserva mental, isto é, a boca deve sempre exprimir o que o coração tem em abundância.
O planejamento deve sempre ser feito com antecedência, de modo que, os Irmãos saibam a seqüência de eventos e o que, V.•.M.•. Espera de cada Cargo.
Rogamos ao G.•.A.•.D.•.U.•. que seja concedido aos nossos futuros Veneráveis aquilo que foi pedido pelo Rei Salomão ao seu Deus de amor e bondade, SABEDORIA, a fim de escolherem as melhores Administrações para nossas Lojas, independente da opinião dos interessados, as escolhas devem ser feitas pensando-se sempre na coletividade.

Que o G.•.A.•.D.•.U.•., com sua infinita misericórdia e bondade nos permita trabalhar para a Glória do seu nome e o engrandecimento das nossas queridas Lojas, a fim de tornar feliz a humanidade.


Hugo R. Pimentel .•.
A.•.R.•.F.•.G.•.B.•.L.•.M.•. Vigilantes da Lei 30, nº 76


Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil