sexta-feira, 13 de abril de 2012

REFLEXÕES AP PÁLIO



Irm Erly de A. Castro

O tema merece comentários úteis a todos os maçons. Temos como primeira premissa o entendimento de que somente Mestres Fazem parte do cortejo e formação do Pálio, devidamente revestidos de suas insígnias e munidos de suas ferramentas. Dentro da simbologia maçônica, Mestre é aquele que não guarda para si, mas procura repassar a todos os seus conhecimentos, pois já superou as iniciações regulamentares e, de mente livre, conseguiu captar a sublime beleza da nossa simbologia, ora representada pelos doze instrumentos guardados no interior das colunas, através da meditação, da harmonização e da intuição, passando a ser conhecido e chamado por Irmão Bom-Senso. Dá morada à amizade, ao desinteresse, à harmonia e à confiança, como também à fraternidade e ao respeito, em louvor à caridade na convivência com o amor e o bem, pois a paciência lhe confere sonhos maravilhosos com o futuro e o compele a conviver com a paz e a ventura, que dependem da providência, aliada ao ideal e esperança sem se olvidar da vigilância. Sendo Mestre, abrem-se-lhe várias portas e dependerá dele não apenas se apresentar aos cargos que poderão ser-lhes deferidos, mas demonstrar o interesse e a disposição para os executar, pois somente assim, com o passar do tempo e das colheitas reconhecidamente positivas é que poderá continuar sonhando e galgando fronteiras maiores. Entre estas fronteiras destaco, a princípio, o cargo de Mestre de Cerimônias, para início das reflexões. De Cerimônias porque compete a ele não apenas a recepção e encaminhamento dos irmãos ou profanos, aos seus lugares, quando lhes forem conferidas estas faculdades, como também e principalmente, a preparação do cerimonial, aferindo a mais perfeita composição do Orbe Terrestre, com reflexos no Orbe Universal, propiciando assim o início das atividades, com a sagração do Templo. É, pois, o Mestre de Cerimônias o introdutor afável dos obreiros e visitantes, e tem por instrumento, em virtude do respeito e imponência do seu cargo, "um Cajado evocando a posição de um pastor e condutor de rebanhos", e como jóia uma Régua. Deve-se manter sempre atento à execução das ordens do Venerável Mestre, para que a liturgia se processe eficientemente, sendo, portanto, um verdadeiro diplomata que dispõe e livre circulação para o pleno exercício de suas funções. Exerce o Mestre de Cerimônias salutares influências na movimentação de todo o Orbe Maçônico, vez que representa ele o planeta Mercúrio, o Deus veloz e astuto; circulando pelo Templo, como elemento de ligação, imita ele o planeta que mais rapidamente circula em torno do Sol. Corresponde a Hermes - "Mercúrio dos Romanos", mensageiro dos deuses olímpicos, já que é o mensageiro dos dirigentes da Loja e, portanto, figura potencial do "Gênio" que demonstrará o mais perfeito e completo conhecimento do formalismo maçônico. Coadjuvando o Mestre de Cerimônias, encontramos os Diáconos, elementos de ligação das Luzes, identificados como "Os Querubins", anjos da primeira hierarquia. Em suas funções, estão eles revestidos por uma Pomba com asas abertas, emitindo a idéia de comunicação como base para bons entendimentos, indicando elas a natureza litúrgica da função destes oficiais da Loja. Na antiguidade, os pombos eram usados como mensageiros para longas distâncias, dada a inexistência de outros meios de comunicação. Representam assim estes querubins os estafetas das principais luzes da oficina, encarregados que são de manterem a ordem nas Colunas, conduzindo a palavra, as pranchas e qualquer assunto ou documento reservado e de interesse da Ordem. Mestre de Cerimônias e Diáconos, com suas jóias e ferramentas de trabalho - o bastão encimado pelas suas insígnias - demonstram o Cetro Patriarcal do gênio, com o perfeito e completo conhecimento do formalismo maçônico, somente adstrito aos mestres maçons. Encontramos assim a segunda premissa, que nos leva ao entendimento de que somente revestidos de suas jóias e munidos de suas ferramentas é que estes oficiais ficam investidos nesta posição patriarcal de "gênio". Vejamos, pois, um pouco sobre as jóias e ferramentas para melhor entender a importância desta união de mestres, jóias e ferramentas de trabalho na formação do Pálio. A pomba, jóia dos Diáconos, pode ser interpretada como uma das pombas enviadas por Noé; é o símbolo da conciliação com o GADU, mas também o símbolo da Paz, da simplicidade e da pureza que, encimando o bastão, conferem a qualidade de mensageiros. A jóia do segundo Diácono é uma pomba em vôo livre e a do primeiro uma pomba inscrita num triângulo com um ramo no bico. A ferramenta de trabalho das “luzes menores", os Diáconos e Oficial Mestre de Cerimônias, são comuns e ocupam lugar de destaque em todas as cerimônias ritualísticas através dos tempos, portada por reis e autoridades como símbolo e insígnia de poder. Na formação do Pálio estão presentes dois anjos da primeira hierarquia, os Querubins e mensageiros. O segundo Diácono é aquela pomba que, não voltando à origem, sacrificou a própria vida para manter a harmonia da coluna de sua responsabilidade; o primeiro Diácono representa a pomba que voltou de seu vôo com um ramo no bico, demonstrando domínio sobre um todo completo: água, fogo, ar e terra, domínio este que lhe advém do triângulo ao qual a pomba está circunscrita, mas, também, cooperando com a salvação daqueles que precisariam desembarcar em terra firme; unidos a estes querubins, ininterrupta e diuturnamente, encontra-se aquele que responde pelo infinito e pela moralidade, o Mestre de Cerimônia. Pelas faculdades que lhe são peculiares, o Mestre de Cerimônia se dirige ao Oriente pelos degraus da Força, Trabalho, Ciência e Virtude, e de lá, como íntegro guardião, conduz àquele que mais do que nós, tem pleno domínio destas verdades, o PastMaster mais recente, que é, simbolicamente, o Sumo Sacerdote ou Abrão, o pai de todos os pais, para evocação do GADU, com a abertura do Livro da Lei, possibilitando a integração dos Orbes Terrestre e Celeste. Postado o Past-Master à frente do Altar dos Juramentos, simbolizando o Altar dos Holocaustos do Templo de Jerusalém, em que o Sumo Sacerdote adentrava apenas uma vez por ano, na época das abluções e oferendas aos deuses em busca de paz e perdão, forma-se sobre sua cabeça, pelo levantamento e cruzamento dos bastões em suas extremidades, uma pirâmide triangular. O bastão do Mestre de Cerimônias é a viga-mestra; sobre ele e à sua esquerda, na coluna do norte, o bastão do primeiro Diácono; à sua direita, na coluna do sul, o do segundo Diácono. Temos assim total cobertura ao "Sumo Sacerdote". Simbolicamente, essa pirâmide triangular reporta-se ao Tabernáculo das Escrituras, que era de fato um templo portátil que continha dentro um lugar mais sagrado e secreto do que os outros, denominado Santo dos Santos ou Santo Sanctorum. A princípio e nos mesmos moldes do Tabernáculo, para a Maçonaria especulativa qualquer local poderia ser transformado em Loja Maçônica, bastando traçar no assoalho, dentro de um paralelogramo, com giz ou carvão os símbolos maçônicos. Mais tarde, serviram-se os irmãos de telas ou tapetes pintados, que eram estendidos no chão, precedendo ao início das reuniões, símbolos estes reproduzidos em nossos Templos, no painel da Loja. Ao anunciar que a loja está composta e aguarda ordens, o Mestre de Cerimônia relembra o GADU concluindo a obra do mundo, nele criando os seres aptos para a formação da Pirâmide Triangular e para a abertura do Livro do Universo. Este é um ato litúrgico de suma relevância, realizado sob a égide do triângulo, que representa o deslocamento do Delta Luminoso para o Altar dos Juramentos e o Livro da Lei, representação do Olho da Providência. Com a formação da Pirâmide Triangular e conseqüente abertura do Livro do Universo, aptos irão se encontrarem os maçons para a elevação ao Triângulo Luminoso, por intermédio da Escada de Jacó, composta pelos seus três lances que simbolizam a Fé, a Esperança e a Caridade, complementados pelos degraus da Virtude, da Temperança, da Prudência e da Justiça. Em síntese, para a formação do Pálio necessário se faz o mais perfeito equilíbrio na harmonização e união dos conhecimentos do Mestre, unidos à agilidade do deus veloz e astuto e de seus querubins, objetivando serem reconhecidos como a figura patriarcal do "Gênio", pois somente assim estarão aptos à formação da Pirâmide Triangular. O Sumo Sacerdote, aquele que já passou pela cadeira do Rei Salomão, tem como jóia um Esquadro sob o Compasso, num arco de círculo que possui ao centro o Sol e o Olho Onividente, ou mesmo um esquadro tendo suspenso em sua parte interna um emblema representando a 47ª Proposição de Euclides, significando que o ex-Venerável deve ser totalmente livre das paixões humanas para levar a luz aos seus irmãos através da sabedoria, com descortino e equilíbrio. Formada a Pirâmide Triangular, o Sumo Sacerdote abre o Livro do Universo, recebendo assim a luz divina que dele emana, permanecendo sob as influências de um poder iluminativo, louvando o GADU com a leitura de uma passagem alusiva ao grau respectivo, reïterando todos os irmãos os seus juramentos pela saudação, como que pedindo perdão pelas possíveis faltas e erros cometidos, consagrando o Templo pela bateria que, agitando o ar, afasta tudo o que poderia ainda subsistir de profano. Cria-se um novo ambiente para a devida aclamação da presença do GADU entre nós, "com a colocação do esquadro e do compasso sobre o livro da lei - olho da Providência, formando-se então, com base na Pirâmide Triangular, a escada de Jacó que nos levará à Estrela de Sete Pontas, que é a representação daqueles que atingiram a perfeição humana, comandados pelo Venerável Mestre, a quem cabe derramar do seu Trono a paz e a concórdia, em benefício dos irmãos e da Ordem Maçônica. 

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO VI 
Rio de Janeiro - RJ - Brasil

quinta-feira, 15 de março de 2012

A EXPERIÊNCIA ENSINA


Hans Bachl 

 O caso ocorreu naquela época quando a nossa loja se compunha de apenas quinze obreiros e o nosso venerável mestre nos lembrava de procurar novos candidatos, pois uma loja precisa de sangue novo, de época, a fim de se renovar em vez de envelhecer e perecer. Diversos irmãos apresentaram nomes. Entrementes me lembrei de um jovem industrial, que já por diversas vezes me fizera várias perguntas sobre a Maçonaria, sabendo que eu era maçom. Apresentei o nome. E ficaram contentes. Pois se tratava de fato de uma pessoa idônea de mais ou menos quarenta anos, casado já uns dez anos, com dois filhos. Ele protestante e a mulher católica. A religião dos filhos era ignorada. Ganhava o suficiente para não privar a família, caso entrasse na loja. Destarte, quando encontrei Oscar de Tal uns dias depois, ele, novamente puxando a conversa, me confiou que seu avô era um falecido irmão de uma loja coirmã. Achei que era um bom sinal que o neto estava disposto pertencer à mesma sociedade humanitária. Indiquei-lhe o nome a quem se dirigir. Mas ele queria pertencer à nossa loja, pois da outra não conhecia ninguém. Concordei, mas perguntei ainda se não se tratava de curiosidade apenas. - Curiosidade, qual nada -, me respondeu. - Somente o diabo é que a minha esposa é contra a Maçonaria. É carola para chuchu, mas ela não vai saber que entrei na Maçonaria. E de vocês não preciso ter medo, pois como me consta ninguém deve falar. Assim ninguém de fora saberá do meu ingresso. Neste caso, respondi, é melhor o senhor desistir de uma vez para sempre de seu plano. Não pensa mais nisto, o senhor pode ser um homem honesto, prestativo e bom, sem ser membro de uma loja. Mas na nossa loja não pode ingressar. - Por quê? - Porque a paz e a harmonia dentro de uma família é-nos sagrada. Se a sua esposa achar que não deve pertencer a uma loja maçônica então melhor resignar. Passaram algumas semanas, quando encontrei novamente o nosso ex-candidato e logo ele começou: - Meu deus. Não esperava tanta oposição em casa. Minha mulher contou para sogra e as duas vieram com ameaças. Se eu me tornasse maçom, então ela prometeu me abandonar. - Mas eu não lhe disse de resignar em vista da oposição de sua esposa? - É verdade, mas tentei e vi que não adianta. Tenho que me calar e enterrar meu sonho. Passou um ano. Oscar, entrementes, tornara-se sócio do Rotary, útil e sempre a postos, como soube, para qualquer incumbência de servir. Como se contara, a esposa também não gostara muito da ideia do esposo de entrar nesse clube de serviço. Mas enfim, como outros industriais faziam parte desse clube que a igreja naquele tempo ainda combatia, deu o seu beneplácito e licença para o marido ausentar-se todas as quintas-feiras para tomar parte das reuniões rotarianas. Mas agora estava decidido a deixar o Rotary, pois, como dizia "estava farto de ouvir discursos estéreis e tomar parte de jantares obrigatórios" e entrar na loja se for aceito. - E a sua esposa? Será que já mudou de ideia? - É assim. Ela já se acostumou com o Rotary e não fará mais oposição. Ademais, eu tenho mais inclinação para a Maçonaria e já comprei em São Paulo, na minha última viagem, um livro que lhe dá uma ideia o que é a Maçonaria é exatamente aquilo que é o meu pensamento. Disse-me o título do livro que foi escrito para profanos e que conheci. - Pois, então, sua palavra me basta. Ficarei eu o responsável, o seu padrinho. Mas não depende só de mim. A loja resolverá se poderá ingressar. Encaminhei os papéis. O candidato após o tempo legal foi aprovado no escrutínio. Chegou o dia de iniciação. O neófito passou pelas provas ritualísticas com coragem e recebeu como prêmio avental branco e luvas alvas mais um par, para ser entregue à sua consorte, como deferência da loja a excelentíssima esposa do novo irmão que doravante é considerada irmã. Na próxima sessão o novo irmão aprendiz não compareceu, na segunda reunião brilhou por ausência. Qual teria sido o motivo? O venerável me incumbiu de falar com o irmão neófito e indagar sobre o motivo de suas faltas. Qual a minha surpresa quando ele me confessara seu fracasso em casa. - Então você estava mentindo quando me afirmou não ter mais dificuldades e sua esposa estaria conformada. - É verdade, desculpe-me, mas era tão grande meu desejo de pertencer à Maçonaria que arrisquei tudo. Mas ela descobriu logo em minha escrivaninha o ritual, avental e luvas, que tinha escondido em uma pasta. Nem teve coragem de entregar o par de luvas brancas destinada à sua consorte. E ela novamente ameaçou de me deixar dizendo: - Ou você devolve tudo ou eu me vou com as crianças. Pode escolher; nunca permitiria que você pertencesse a essa sociedade "diabólica". - Que é que vou fazer agora? - Em primeiro lugar, você com sua mentira colocou-me em maus lençóis perante minha loja. Em segundo lugar, você como mentiroso é mesmo indigno de pertencer a nós. Você foi apenas um curioso que queria conhecer os segredos da Maçonaria. Mas sei que você não entendeu patavina, devolva tudo. Fica tranquilo que nada te acontece. Mas a tua própria consciência vai te julgar. Deixei-o pensativo e envergonhado no seu escritório particular onde mantivemos essa nossa conversa. E eu pensei com meus botões que parte da culpa cabe a mim mesmo, porque acreditei piamente na "conversa" dele. E outra parcela cabia também aos sindicantes que apresentaram as melhores referências, tendo copiado um do outro, sem na realidade colher informações seguras, não somente sobre a parte financeira, como também sobre as condições familiares e morais do candidato. Nunca mais se repetiu em nossa loja um caso idêntico. A experiência ensina! Mais barato, porém, é tomar este exemplo como advertência para não cair no mesmo erro. 

Fonte: 
 Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO VI
Rio de Janeiro – RJ – Brasil

segunda-feira, 12 de março de 2012

OS RITOS ESCOCESES NA FRANÇA

 
Em 1836, a Grande Loja da Escócia, face ao uso abusivo do título "Escocês", achou por bem declarar que somente a ela pertencia tal titularidade. Não praticava graus além dos três básicos. Os demais ritos com o nome de escocês não tiveram origem na Escócia. O REAA surgiu em 1786 com o acréscimo de graus ao Rito de Heredom, ou da Perfeição, criado em 1758, na França. O Conselho de Imperadores do Oriente e do Ocidente, em 1761, outorgou carta-patente a Etienne Morin, que viajaria à América Central e aos Estados Unidos da América do Norte, dando-lhe poderes para levar às Lojas do novo mundo os segredos superiores contidos nos 25 graus de Heredom. Como "Grande Inspetor", Morin organizou a primeira Loja, na Ilha de Santo Domingo, na América Central, no mesmo ano de 1761. Ocasião em que nomeou inspetores para as índias Ocidentais e para a América do Norte. Sob a orientação do Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente, no ano de 1762, foram publicados os regulamentos (secretos) da Maçonaria da Perfeição, ou de Heredom. Ainda nesse mesmo ano foi retificada a série de graus do citado rito, em Berlim (Alemanha). Em 1783 o Rito de Heredom, ou de Perfeição, foi instalado em Charleston, na Carolina do Sul (América do Norte), onde serviu como guia de instrução até o ano de 1801, quando, no dia 31 de maio, o Supremo Conselho do Grau 33º para os Estados Unidos foi inaugurado, por John Mitchell e Frederick Dalcho, este o Soberano Grande Inspetor-Geral. Em 1812 apareceu em Boston o "Soberano Grande Consistório dos Estados Unidos da América do Norte", que teve por fundador Joseph Cerneau. Todavia, este não possuía autorização do Conselho dos Imperadores, o que motivou o não reconhecimento pela corrente ligada ao Supremo Conselho de Charleston, que adotara resoluções fundamentais fixadas para o REAA em 1º de maio de 1786. Com referência aos 33 graus, foram aceitos pelo mencionado Conselho em 31 de maio de 1801. Do aqui referido conclui-se que o Rito Escocês Antigo e Aceito foi composto dos graus do Rito de Heredom, mais os oito graus adotados na América do Norte e tirados de vários outros ritos, principalmente do Rito Primitivo de Namur. RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO A hierarquia obedece aos trinta e três graus seguintes: Graus Simbólicos (Loja Simbólica) 1 A 3: 1º Grau – Aprendiz-Maçom 2º Grau – Companheiro-Maçom 3º Grau – Mestre-Maçom Graus de Perfeição ou Inefáveis (Loja de Perfeição) 4 a 14 4º Grau – Mestre Secreto 5º Grau – Mestre Perfeito 6º Grau – Secretário Íntimo 7º Grau – Preboste ou Juiz 8º Grau – Intendente dos Edifícios 9º Grau – Cavaleiro Eleito dos Nove 10º Grau – Cavaleiro Eleito dos Quinze 11º Grau – Eleito Chefe de Tribos 12º Grau – Grão-Mestre Arquiteto 13º Grau – Cavaleiro do Real Arco 14º Grau – Grande Eleito ou Perfeito e Sublime Maçom Capítulo (Loja, ou Oficina Vermelha) 15 a 18 15º Grau – Cavaleiro do Oriente 16º Grau – Príncipe de Jerusalém 17º Grau – Cavaleiro do Oriente e do Ocidente 18º Grau – Soberano Príncipe Rosa-Cruz Oficinas Filosóficas, ou Areópagos: 19 a 30 19º Grau – Grande Pontífice ou Sublime Escocês 20º Grau – Grão-Mestre das Lojas Simbólicas 21º Grau – Grande Patriarca Noaquita 22º Grau – Príncipe do Líbano 23º Grau – Chefe do Tabernáculo 24º Grau – Príncipe do Tabernáculo 25º Grau – Cavaleiro da Serpente de Bronze 26º Grau – Príncipe da Mercê 27º Grau – Grande Comendador do Templo 28º Grau – Cavaleiro do Sol 29º Grau – Grande Cavaleiro Escocês de Santo André 30º Grau – Cavaleiro Kadosch Graus Administrativos 31 a 33 (Tribunais, Consistórios, Supremo Conselho) 31º Grau – Grande Juiz Comendador 32º Grau – Sublime Príncipe do Real Segredo 33º Grau – Grande Inspetor-Geral RITO ESCOCÊS FILOSÓFICO Fundado em Paris (França) no ano de 1776, por Boilleau. Os ensinamentos estavam contidos nos seguintes 15 graus, com fundamento na antiga Loja de São Lázaro: 1 - Aprendiz, 2 - Companheiro, 3 - Mestre, 4 -Cavaleiro da Águia Negra, 5 -Cavaleiro Rosa-Cruz de Heredom, 6 -Cavaleiro do Sol, 7 -Sublime Filósofo, 8 - Cavaleiro da íris, 9 - Verdadeiro Maçom, 10 -Cavaleiro dos Argonautas, 11 -Cavaleiro do Velocino de Ouro, 12 -Grande Inspetor, 13Perfeito Iniciado, 14 - Grande Inspetor Escocês, 15 - Sublime Mestre do Anel Luminoso. RITO ESCOCÊS FILOSÓFICO DA LOJA-MÁTER DA FRANÇA Teve origem na antiga Loja de São Lázaro, em Paris (França). Com o nome, posteriormente adotado de Loja do Contrato Social, tornou-se independente do Grande Oriente da França por longo tempo. O rito era composto dos seguintes graus: 1 - Aprendiz. 2 - Companheiro, 3 - Mestre, 4 - Mestre Perfeito, 5 - Cavaleiro Filósofo, 6 - Grande Escocês, 7 - Cavaleiro do Sol, 8 - Cavaleiro do Anel Luminoso, 9 - Cavaleiro da Águia Branca e Negra, 10 - Grande Inspetor Comendador. RITO ESCOCÊS FILOSÓFICO DA LOJA-MÁTER DE MARSELHA A Loja foi fundada em 1751, por mestres escoceses reconhecidos formalmente pela Grande Loja da França. Em 1755, abusando do direito que lhes fora concedido, passaram a expedir Cartas Constitutivas, a conferir graus simbólicos, a nomear Veneráveis, tudo à revelia da Grande Loja. O rito era composto dos seguintes graus: 1 - Aprendiz, 2 -Companheiro, 3 - Mestre, 4 - Mestre Perfeito, 5 - Grande Escocês, 6 -Cavaleiro da Águia Negra, 7 -Comendador da Águia Negra, 8 - Rosa-Cruz, 9 - Verdadeiro Maçom, 10 - Cavaleiro dos Argonautas, 11 - Cavaleiro do Velocino de Ouro, 12 - Aprendiz Filósofo, 13 - Adepto da Loja-Mãe, 14 - Cavaleiro de Isis, 15 - Cavaleiro do Sol. RITOS ESCOCÊS PRIMITIVO São três os ritos escoceses que usam tal título: 1 -Escocês Primitivo, com 25 graus, fundado em Paris (França) em 1758, também, denominado Rito de Heredom, ou Perfeição. 2 -Em 1769, em Narbona, também na França apareceu um outro rito "primitivo escocês", o dos "Filadelfos" de 10 graus. 3 -Finalmente, um terceiro, o Rito Escocês Primitivo de Namur, com 33 graus. RITO DE HEREDOM, OU PERFEIÇÃO Foi inaugurado em Paris, no ano de 1758, o Capítulo de Soberanos Príncipes Maçons: o Conselho dos imperadores do Oriente e do Ocidente, sob os auspícios da Grande e Soberana Loja Escocesa de São João de Jerusalém. O rito constitui-se de 25 graus, divididos em sete classes. 1ª Classe compreende os 3 graus: 1o - Aprendiz 2o -Companheiro 3o - O Mestre 2ª Classe compreendendo 5 graus: 4o - Mestre Secreto 5o - Mestre Perfeito 6o - Secretário íntimo 7º - Preboste e Juiz 8o -Intendente 3a Classe compreendendo 3 graus: 9o - Mestre Eleito dos Nove 10° - Ilustre Eleito dos Quinze 11° - Sublime Cavaleiro Eleito 4a Classe compreendendo 3 graus: 12° - Grão-Mestre Arquiteto 13° - Cavaleiro, da Real Arca 14° - Grande Eleito 5a Classe compreendendo 5 graus: 15° - Cavaleiro do Oriente 16° - Príncipe de Jerusalém 17° - Cavaleiro do Oriente e Ocidente 18° - Soberano Príncipe Rosa-Cruz 19° -Grão-Pontífice, Mestre ad vitam 6a Classe compreendendo 3 graus: 20° - Grão-Patriarca Noachita 21° - Grão-Mestre da Chave da Maçonaria 22° - Príncipe do Líbano ou Cavaleiro do Real Machado 7a Classe compreendendo 3 graus: 23° - De Soberano Príncipe Adepto 24° - De Grão-Comendador da Águia Negra 25° - De Soberano Príncipe do Real Segredo RITO DOS FILADELFOS DE NARBONA Fundado em 1769, na cidade francesa de Narbona. De existência pouco duradoura, tinha por finalidade uma Maçonaria despida de modernismo, liberta das ideias distantes do primitivismo em que nascera. Sua ritualística constituía-se de dez graus, divididos em três classes, porém não convenientemente explicados ou mesmo documentados.

Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO VI 
Rio de Janeiro – RJ – Brasil